10 de outubro de 2020

O calvinista Renato Vargens tem excelentes razões para se dedicar a atacar o ativismo LGBT, mas ele prefere se dedicar a atacar pentecostais e neopentecostais

 

O calvinista Renato Vargens tem excelentes razões para se dedicar a atacar o ativismo LGBT, mas ele prefere se dedicar a atacar pentecostais e neopentecostais

Julio Severo

O calvinista Renato Vargens, que se tornou um ídolo apologético entre calvinistas do Brasil, se juntou à Coalização pelo Evangelho, um grupo calvinista que tem membros que são pastores calvinistas homossexuais. A Coalizão pelo Evangelho, conforme denúncia feita por mim, parece crer que um pastor pode ser homossexual e até entreter sentimentos e emoções homossexuais, desde que não os pratique.


É uma surpresa ver Vargens se unir a esse grupo sem gritar “heresia” — a famosa palavra que ele atira sem dó nem piedade em pentecostais e neopentecostais.

Vargens debocha, rosna, grita e rotula como “herética” qualquer prática pentecostal e neopentecostal que ofenda seus sentimentos profundamente litúrgicos, tradicionalistas e calvinistas.

Em contraste, para a Coalizão pelo Evangelho, que aceita sentimentos e emoções homossexuais, Vargens dá não uma colher de chá. Ele dá um caminhão pipa de chá.

Contudo, não é só a Coalizão pelo Evangelho que recebe tratamento ultra-especial de Vargens. Hermes Fernandes, um bispo protestante ultra-esquerdista que prega abertamente a teologia gay, nunca é chamado de herético por Vargens. A heresia mais recente de Hermes foi invalidar a passagem bíblica de Romanos onde o Apóstolo Paulo condena o pecado homossexual.

Não é de hoje que Hermes prega heresias. Desde os tempos do tabloite esquerdista Genizah, que abrigava muitos colunistas ultra-esquerdistas, Hermes já promovia uma visão esquerdista do pecado homossexual. Na época, Hermes e Vargens eram grandes amigos, inclusive no próprio Genizah. Aliás, Vargens era muito mais que amigo deles. Era também defensor.

Em 2009, denunciando o que ele chamou de “loucura gospel,” Renato Vargens apontou que havia “sete mil que não haviam dobrado os joelhos a Baal,” entre os quais ele louvou publicamente Hermes C. Fernandes, Genizah e Ariovaldo Ramos, chamando-os de “defensores da fé.”

No blog do apologeta calvinista Vargens, havia centenas de citações positivas de Hermes. Quando precisou “criticar” Hermes em 2015, o apologeta calvinista teve o máximo de delicadeza possível, como se estivesse tocando na Sua Majestade Real, dizendo: “Antes de qualquer coisa gostaria de ressaltar que este texto não visa atacar o Bispo Hermes Fernandes, o qual respeito.” Vargens preferiria ter um infarto a ter de dizer que algum ensino do Hermes tem heresia ou loucura gospel. É sempre ao Hermes com carinho. No caso dos neopentecostais, é exatamente o contrário: Ele preferiria ter um infarto a ter de dizer que eles — com suas experiências de dons de cura, profecias, revelações e batismo no Espírito Santo — não estão envolvidos em heresia e loucura gospel. É sempre aos neopentecostais com explosivos teológicos.

Em todos os anos em que denunciei o esquerdismo de Hermes e Genizah, Vargens evitava qualquer confronto com eles, enquanto eu batia de frente e era atacado e ameaçado. Nessa época, 2011, tive confronto com o próprio Vargens por louvar a morte do maior promotor da Teologia da Missão Integral, Robinson Cavalcanti. Na defesa de Vargens, apareceram Augustus Nicodemus, Franklin Ferreira, Euder Faber e outros calvinistas.

Em vez de fazerem uma frente conservadora contra o Genizah e a esquerda evangélica em geral, esse grupo preferiu fazer uma frente unida contra mim por ter apontado a estupidez de Vargens ter elogiado a morte de um evangélico comunista. Até hoje, nenhum deles escreveu um único artigo atacando Cavalcanti ou o Genizah por seus vários anos promovendo a esquerda evangélica.

No site de Vargens, não existe um único artigo dele denunciando Cavalcanti, que durante muitos anos foi a personalidade evangélica esquerdista mais importante. O que encontrei no site dele foram elogios a Cavalcanti. Mas há vários artigos dele criticando Silas Malafaia, inclusive um artigo no GospelMais onde Vargens é ajudado por outros calvinistas para atacar Malafaia.

Não existe também no site de Vargens um único artigo atacando o Genizah chamando-o de herético. Nem poderia ser diferente, pois todos os maus hábitos esquerdistas de Vargens contra carismáticos, pentecostais e neopentecostais foram adquiridos no Genizah. O site de Vargens compartilhou vários artigos do Genizah.

Por que então Vargens, que passou anos divulgando artigos esquerdistas antipentecostais do Genizah, nunca confrontou o Genizah com artigos chamando esse tabloide de esquerdista?

Quando critica carismáticos, pentecostais e neopentecostais, Vargens dá nome e sobrenome e só falta dar o endereço e CPF. Mas quando critica hoje a esquerda, ele muitíssimo raramente dá nomes. Dar o nome de Cavalcanti? Nem pensar.

Seja como for, Hermes Fernandes é um falso mestre a serviço da teologia gay, mas Vargens tem extrema relutância de chamar de herético a quem ele rotulou de “defensor da fé” anos atrás. Essa relutância também aparece outras vezes. Em seu artigo intitulado “Refutando o ensino que Davi e Jônatas possuíram um caso homossexual,” Vargens refutou a tentativa de identificar Davi como homossexual, porém em momento algum ele chamou isso de heresia.

O título poderia e deveria se chamar “Refutando a HERESIA de que Davi e Jônatas possuíram um caso homossexual,” mas Vargens preferiu não usar o termo heresia nem no título nem no texto. Por que tal relutância?

Ed Shaw, um membro da Coalizão pelo Evangelho nos EUA, interpretou que Davi tinha sentimentos homossexuais profundos por Jônatas. Em vez de criticarem Shaw e o expulsarem, os outros membros da Coalizão o aplaudiram. O que Vargens fará agora que ele é membro da Coalizão pelo Evangelho? Ele dará um caminhão pipa de chá também para eles?

É um erro que precisa ser chamado de heresia, e se Vargens optou por estar dentro da Coalizão pelo Evangelho, ele não tem a obrigação de gritar heresia ali?

Não encontrei um único artigo no site de Renato Vargens dizendo que Ed Shaw prega heresia. Ele simplesmente se absteve de denunciar esse membro da Coalizão pelo Evangelho. Não encontrei um único artigo de Vargens dizendo que a Coalizão pela Evangelho abriga heresias ao elogiar Shaw e suas heresias.

Calvinistas têm o vício de acusar que carismáticos, pentecostais e neopentecostais colocam sentimentos acima da Palavra de Deus quando aceitam dons de cura e profecias. Mas agora, calvinistas da Coalizão pelo Evangelho colocam sentimentos e emoções homossexuais acima da Palavra de Deus e na maior cara de pau aceitam pastores calvinistas gays que curtem tais sentimentos e emoções.

Se Vargens consegue gritar “heresias” contra carismáticos, pentecostais e neopentecostais por supostamente colocarem sentimentos e emoções acima da Palavra de Deus, ele agora vai gritar ou ficar em silêncio enquanto a Coalizão pelo Evangelho coloca sentimentos e emoções homossexuais acima da Palavra de Deus?

Pesquisa realizada nos EUA revelou que as igrejas mais abertas à agenda gay são as igrejas calvinistas e as igrejas mais fechadas a essa agenda são as igrejas pentecostais. Mesmo assim, os apologetas calvinistas estão ocupadíssimos acusando as igrejas carismáticas, pentecostais e neopentecostais de “heréticas” enquanto igrejas calvinistas no mundo inteiro estão realizando “casamentos” gays e ordenando pastores gays.

Em grande parte, o péssimo hábito de Vargens de atacar, debochar, ridicularizar e desprezar igrejas carismáticas, pentecostais e neopentecostais veio de sua experiência com o Genizah anos atrás. É um hábito 100 por cento esquerdista. A missão do Genizah, que era ultra-esquerdista, era exclusivamente atacar, debochar, ridicularizar e desprezar igrejas carismáticas, pentecostais e neopentecostais.

Muitas igrejas carismáticas, pentecostais e neopentecostais que Vargens ataca, debocha, ridiculariza e despreza são não somente opostas à agenda gay, mas têm ministérios que libertam homossexuais.

Se Vargens se abrisse para essas igrejas e seus ministérios, ele poderia ser grandemente abençoado, pois o homossexualismo é um problema que afeta de forma geral o universo calvinista, não só em nível teológico, mas também em outras áreas.

Aliás, um dos maiores ativistas gays e esquerdistas do Rio de Janeiro é irmão de Vargens. Marcelo Garcia Vargens tem um currículo de fazer inveja a qualquer militante gay e esquerdista. O currículo dele inclui a autoria de livros e muitos artigos de natureza esquerdista.

Uma das páginas de Facebook dele, voltada para formar trabalhadores sociais, tem quase 2 milhões de seguidores. Ele tem seu próprio site, onde ele divulga seu livro homossexual.

Em entrevista ao jornal O Tempo em 2007, quando a jornalista lhe perguntou como surgiu seu livro “E Ninguém Tinha Nada com Isso,” o Vargens gay disse:

“Surgiu por acaso… Peguei o laptop e comecei a escrever. Quando vi, estava contando a minha trajetória entre a dor e a delícia de ser gay no Brasil.”

Na entrevista, ele também disse:

“Minha maior vitória foi poder me apaixonar por um homem e não ter vergonha de viver esta relação. Hoje não vivo nenhuma dificuldade em ser gay.”

“Não se deve lutar contra o desejo de amar o igual.”

Enquanto o Vargens gay é um ex-seminarista calvinista que se tornou um apologista ou apologeta do pecado homossexual, o Vargens calvinista é um apologista ou apologeta do calvinismo anti-carismático, antipentecostal e antineopentecostal.

Embora a maioria dos evangélicos brasileiros consideraria Marcelo Garcia Vargens um desviadão, na Igreja Presbiteriana dos EUA, que é a maior denominação presbiteriana e calvinista dos EUA e do mundo, o Vargens gay poderia facilmente alcançar o posto de pastor e teólogo, pois a teologia gay e marxista é a paixão dessa denominação.

O Vargens calvinista não tem culpa de ter um irmão Vargens gay. Mas se ele permanecer na Coalizão pelo Evangelho sem gritar heresia enquanto ele grita heresia o tempo inteiro para igrejas carismáticas, pentecostais e neopentecostais que usam os dons do Espírito Santo para libertar gays, ele terá muita culpa, inclusive de hipocrisia.

Considerando que o pecado homossexual atingiu em cheio sua família, o calvinista Renato Vargens tem excelentes razões para se dedicar a atacar o ativismo LGBT e apoiar igrejas carismáticas, pentecostais e neopentecostais que usam a unção e dons do Espírito Santo para libertar homossexuais.

Considerando que o pecado homossexual atingiu em cheio sua família, o calvinista Renato Vargens tem excelentes razões para gritar heresia toda vez que um calvinista pregar qualquer coisa que facilite o pecado homossexual. Seu grito deveria ser dado em igrejas calvinistas e até mesmo na Coalizão pelo Evangelho.

Considerando que o pecado homossexual atingiu em cheio sua família, o calvinista Renato Vargens tem excelentes razões para parar de atacar igrejas carismáticas, pentecostais e neopentecostais que usam a unção e dons do Espírito Santo para libertar homossexuais.

Fonte: www.juliosevero.com

Leitura recomendada:

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Ed Shaw, Coalizão do Evangelho (Gospel Coalition) e sentimentos homossexuais: o que eles dizem e o que Jesus disse

Leitura recomendada sobre Hermes Fernandes:

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Leitura recomendada sobre Renato Vargens:

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As heresias de Rebecca Brown ou Renato Vargens?

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Críticos do mundo gospel atacam tudo, menos a heresia progressista

2 comentários :

rogerio disse...

"Protestantes calvinistas"
Presbiterianismo está morto e bem enterrado.

Flávio disse...

Junto com a igreja católica e protestantismo histórico