30 de agosto de 2020

O escândalo de Flordelis, a malícia da esquerda evangélica e a sabedoria de um pastor presbiteriano


O escândalo de Flordelis, a malícia da esquerda evangélica e a sabedoria de um pastor presbiteriano

Julio Severo
O caso da cantora gospel Flordelis, que matou seu marido pastor, se tornou um escândalo nacional e internacional. De acordo com reportagem da Rede Globo, em 24 de agosto de 2020 “a Polícia Civil e o Ministério Público estadual do Rio de Janeiro (MP-RJ) apontaram a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, executado com mais de 30 tiros em 16 de junho de 2019.”
A Globo acrescentou:
“Oito pessoas foram presas por envolvimento no crime. Entre elas, estão cinco filhos e uma neta de Flordelis. Ela, que nega participação, não pôde ser presa por causa da imunidade parlamentar. O plano para matar Anderson, segundo as investigações, começou a ser colocado em prática ainda em maio de 2018, com envenenamento por arsênico ou cianeto (veja mais no vídeo acima). A polícia e o MPF-RJ descobriram também mensagens de texto em telefones celulares que reforçam a suspeita sobre Flordelis. De acordo com a investigação, antes do assassinato, houve ao menos oito tentativas frustradas de matar o pastor, seis delas por envenenamento.”
Reagindo a esse escândalo, o evangélico marxista Ronilso Pacheco, em sua coluna no UOL intitulada “Melhor viúva que divorciada: Flordelis e o preço da ética fundamentalista,” disse:
"Separar dele não posso, porque ia escandalizar o nome de Deus". Esta é uma das mais marcantes frases da pastora e deputada federal Flordelis, nas mensagens ouvidas pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), que indica que a pastora arquitetou o plano de assassinato de seu marido Anderson do Carmo.
Ele acrescentou que esse escândalo “nos ajuda a pensar como este universo religioso fundamentalista relativiza a vida em nome de aparências e rigor moral impraticável, que arrasta em torno de si sofrimento, violência e desigualdades.”
Num único texto, Pacheco, que é teólogo e pastor batista, usou o termo “fundamentalista” cinco vezes, como se Flordelis fosse branca. Na verdade, ela é negra. O termo “fundamentalista” é amplamente usado por ativistas da extrema esquerda para atacar os cristãos, especialmente cristãos brancos.
Contudo, se Flordelis tivesse matado pessoas, especialmente pessoas brancas, em badernas e saques, Pacheco a condenaria? Pacheco, que convive hoje com militantes do movimento marxista BLM (Black Lives Matter) em Nova Iorque, elogia o BLM, cujos baderneiros “protestam” praticando todo tipo de violência. Em vez de condenar a violência do BLM, Pacheco louva esse movimento radical.
Então, dá para concluir que o problema de Pacheco com Flordelis não é ela ter matado o marido, porque se ela, em nome do BLM, tivesse roubado e matado 10 pessoas brancas, dificilmente Pacheco abriria a boca para condenar.
Pacheco também tentou, absurdamente, arrastar o escândalo de Flordelis para a questão da violência doméstica, mas essa é uma missão impossível, pois quem arquitetou o assassinato do marido de Flordelis foi ela mesma. Esse escândalo mostra que mulheres são capazes de assassinar.
Enquanto para suas perversidades os homens fazem uso da força física, as mulheres fazem uso da força psicológica e suas tramas.
Pacheco também usou o exemplo de Flordelis, que preferiu matar a se divorciar, para condenar o “moralismo” evangélico.
Ele deveria também aproveitar e condenar o Rei Davi que, para assassinar o marido de Batseba, também usou estratégia. Em vez de assassiná-lo diretamente, Davi ordenou que seu general colocasse Urias, o marido de Batseba, na frente de batalha para ser facilmente morto por tropas inimigas, para que o assassinato ficasse devidamente acobertado.
Pacheco poderia culpar a atitude de Davi no “fundamentalismo” e “falso moralismo” da Bíblia. Aliás, ele vem abraçando tanto o marxismo que falta muito pouco para ele condenar a Bíblia.
Davi não era um falso moralista. Ele cometeu adultério e assassinato porque ele caiu em pecado. Sugerir que os Salmos e todos os outros testemunhos de Davi na Bíblia são inválidos só porque ele cometeu dois grandes pecados é afrontar a Deus, que inspirou tudo de bom que Davi fez e o castigou quando ele pecou.
O fundamentalismo do supremacismo negro e marxista cegou Pacheco, que poderia usar o escândalo de Flordelis para mostrar que mulheres negras também matam. Mas ele nunca usaria o escândalo de uma mulher negra para manchar o fundamentalismo do supremacismo negro e marxista.
O escândalo de Flordelis prejudica o Cristianismo, o evangelicalismo e o pentecostalismo? De forma alguma. Escândalos de pessoas em pecado sempre acontecem. A Bíblia está cheia deles. O escândalo de adultério e assassinato cometidos por Davi são apenas um pequeno exemplo. Mas os escândalos de homens de Deus na Bíblia não invalidam a Bíblia como Palavra de Deus.
Embora muitos pastores presbiterianos e calvinistas cessacionistas adorem atacar pentecostais por todo e qualquer motivo como “heréticos,” vou citar a postagem do Rev. Ageu Magalhães que foge do habitual radicalismo de outros pastores presbiterianos com suas palavras sábias sobre o caso Flordelis:
Flordelis teve um início de vida cristã muito bonito. Na juventude ajudou a dezenas de crianças e adolescentes envolvidos com crimes, tráfico, uso de drogas, prostituição ou que sofriam maus tratos em casa. Adulta, evangelizou em presídios e bocas de fumo. Aos 33 anos adotou 37 crianças (dos quais 14 bebês), moradores de rua que haviam sobrevivido à chacina da Candelária. Seu testemunho foi tão impressionante que virou filme em 2009 (Flordelis - Basta uma Palavra para Mudar). Neste mesmo ano ela e o marido fundaram a Comunidade Evangélica Ministério Flordelis, prenúncio de queda... um ministério personalíssimo, com seu próprio nome. Em 2019 foi eleita deputada federal, como a mulher mais votada do Estado do Rio de Janeiro. Desde maio de 2018 ela passou a colocar pequenas doses de veneno na comida do marido e, em junho de 2019, ele foi assassinado a tiros, a mando dela.
Flordelis é um triste exemplo de queda. Não sabemos quando os pecados não confessados começaram a se acumular em sua vida, mas nós estamos vendo a que ponto eles chegaram. Agora, “o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa.” (Rm 2.24). Jesus nos advertiu “É inevitável que venham escândalos, mas ai da pessoa pelo qual eles vêm! Melhor fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse atirado no mar, do que fazer tropeçar a um destes pequeninos.” (Lc 17.1,2). O escândalo gerado por ela é muito grande.
Será que há esperança para Flordelis dos Santos de Souza? Ora, para Davi houve. Depois que Deus pesou a mão sobre ele, no meio das dores e sofrimentos, arrependeu-se e encontrou o perdão de Deus. Sinceramente espero que, derrubado todo o castelo de cartas que Flordelis construiu (igreja, fama, política...), Deus trate o seu coração, ela se arrependa profundamente dos seus pecados, e retorne à simplicidade do Evangelho que viveu nos dias da sua juventude. Que Deus tenha misericórdia dela.
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3 comentários :

victor disse...

Graça e paz ! Rev. Ageu, muito sensato !! 👏

Hagnaldo disse...

Quem nunca pecou, atire a primeira pedra, disse Jesus.
Mas, esse falso moralismo religioso tem tirado do crente a certeza de salvação eterna para aqueles que creram:

1 João 1:8 _Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça._

Wellington Reverso disse...

meio ao pecado, ainda há um ranescente fiel...
Onde abundou o pecado, superabundou a graça...