30 de julho de 2020

Novo ministro da Educação demite assessores ligados a Olavo de Carvalho no Ministério da Educação


Novo ministro da Educação demite assessores ligados a Olavo de Carvalho no Ministério da Educação

Julio Severo
O novo ministro da Educação, um pastor presbiteriano que revoltou todas as esquerdas ao defender o uso da varinha para disciplinar crianças, causou também revolta na direita esotérica ao demitir do Ministério da Educação assessores ligados ao astrólogo Olavo de Carvalho.
Milton Ribeiro
Em 27 de julho de 2020, o ministro da Educação Milton Ribeiro demitiu quatro dos cinco assessores especiais do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub. Assim como o ex-ministro, os assessores demitidos também são adeptos de Carvalho.
Não se sabe se Ribeiro demitirá os outros adeptos de Carvalho que restam no MEC (Ministério da Educação).
O Presidente Jair Bolsonaro achou necessário nomear o Pr. Ribeiro porque o MEC tem sido palco de muitas confusões que retardam o avanço da educação no Brasil.
Logo no início de seu governo, Bolsonaro nomeou Ricardo Vélez, por indicação direta de Carvalho. Bolsonaro fez isso na confiança total de que Carvalho entende do assunto.
São inúmeros os posts e comentários de Carvalho se gabando que ele sozinho sabe mais que todos os generais, filósofos, universidades e professores juntos, que só ele tem o conhecimento necessário que ninguém mais tem, etc.
Crendo nas palavras de Carvalho, Bolsonaro deu totalmente nas mãos dele o privilégio de escolher o rumo da educação brasileira indicando a pessoa mais preparada para ser ministro da Educação.
Carvalho escolheu Ricardo Vélez. Tão logo saiu o nome selecionado, fiz minha pesquisa nos artigos públicos escritos por Vélez e descobri sem dificuldade que em vários artigos ele apoiou Hillary Clinton, que é pró-aborto e pró-homossexualismo, e atacou Donald Trump.
Entre Trump e Hillary, é óbvio que Trump é melhor. Não sei então por que Vélez achou Hillary melhor. Não sei também por que Carvalho, que se gaba de ter um cerébro maior do que todos os cérebros brasileiros, não identificou tais problemas óbvios. E muito menos entendo por que Bolsonaro nomeou cegamente Vélez.
Carvalho tem a capacidade de persuasão, muito provavelmente adquirida com seus anos como líder de seita ocultista, de incutir na cabeça das pessoas que ele tem a solução para os problemas educacionais do Brasil. Mas quando ele recebeu, da boca do próprio presidente do Brasil, uma chance de ouro para escolher o ministro da Educação, ele errou colossalmente e depois, sem o menor senso de remorso, declarou:
“No primeiro caso, acertei na mosca; no segundo, fiz uma cagada monumental, porque, tendo perdido fazia quase vinte anos todo contato com a pessoa indicada, eu não podia avaliar o estado presente dos seus neurônios.”
Em vez de assumir a culpa total pelo erro, Carvalho culpa os “neurônios” de Vélez, quando dá para ver que o real culpado é o caráter de Carvalho, que se gaba de conhecer hoje muitas pessoas capacitadas. Por que então ele escolheu alguém que ele conheceu décadas atrás e com quem não tinha contato há 20 anos? Não foi, nem de longe, uma atitude inteligente.
Ele critica os generais como incompetentes. E ele critica muitos outros como incompentes, arrogando para si, e arrotando para si e seus adeptos, que ele possui um conhecimento supremo que eles não têm. Então, entre os seguidores competentes que ele alega ter, ele não encontrou nenhum à altura do Ministério da Educação? O único nome que ele conseguiu achar em sua suposta extensa lista de amigos e seguidores competentes foi de um adepto que ele conheceu mais de duas décadas atrás sem nenhum conhecimento atual dele?
Há muito mais neurônios problemáticos no acusador do que no acusado.
Ele disse que acertou no primeiro caso — Ernesto Araújo, Ministério das Relações Exteriores — e errou no segundo — Ricardo Vélez, Ministério da Educação.
Mesmo no primeiro caso, ele errou. Araújo é um admirador confesso de Julius Evola, um filósofo que escreveu vários livros contra o marxismo. Evola, que é autor também de livros direitistas e ocultistas, foi guru do ditador fascista italiano Benito Mussolini.
Como é que um fã de um fascista esotérico pode ser um acerto na mosca? Do ponto de vista ocultista de Carvalho, pode ser um acerto, pois existe um alinhamento espiritual entre ele e Evola, pois ambos receberam influência da Escola Tradicionalista e do ocultista islâmico René Guénon.
Por não ter Jesus Cristo como seu Salvador, Bolsonaro desconhece a tremenda guerra espiritual que envolve o ocultismo de Carvalho, mas mesmo assim ele pôde sentir os efeitos dessa guerra: Os olavistas trouxeram muitas confusões ao governo Bolsonaro, desde Roberto Alvim até Dante Mantovani.
Embora os pastores presbiterianos não costumem ter visão e discernimento para guerra espiritual, o Pr. Milton Ribeiro tomou a atitude certa ao demitir olavistas no MEC.
O que ele precisa agora é continuar avançando nessa atitude dedetizadora no MEC.
Com informações de Veja.
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