11 de março de 2020

Líder da maior denominação evangélica do Brasil diz que se depender dos evangélicos, Bolsonaro será reeleito, mas vê dólar alto como grande problema


Líder da maior denominação evangélica do Brasil diz que se depender dos evangélicos, Bolsonaro será reeleito, mas vê dólar alto como grande problema

Julio Severo
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, José Wellington Bezerra da Costa, presidente de honra da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), deu sua opinião sobre o Presidente Jair Bolsonaro e uma possível reeleição.
José Wellington Bezerra da Costa
É importante dar atenção ao que esse pastor de 85 anos diz, pois a CGADB é de longe a maior denominação evangélica do Brasil, com 32 milhões de membros e 104 mil pastores, de acordo com o Estadão.
“Eleito com o voto decisivo dos evangélicos, o presidente Jair Bolsonaro deve contar novamente com o apoio do segmento na campanha para reeleição, em 2022,” disse o Estadão em sua reportagem “Se depender de evangélicos, Bolsonaro será reeleito, diz líder da Assembleia de Deus.”
Quando o Estadão perguntou “O senhor acredita que Bolsonaro será reeleito?” o Pr. José Wellington, como é mais conhecido, respondeu: “Não é difícil. Se depender dos evangélicos, sim, com certeza. Mas política é fogo, precisa ter cuidado com o que fala. Na campanha ele falou que não queria ser reeleito.”
Ao mesmo tempo em que ele deu certeza de votar na reeleição de Bolsonaro, Wellington, com sua experiência de anos de vida, disse: “Eu já votei nele uma vez e votaria uma segunda, se ele continuar da maneira como vai. Mas ainda tem muita água para passar debaixo da ponte.”
A cada quatro, conforme mostrou o Estadão, Wellington “é procurado pelos candidatos presidenciais, que buscam a influência dele sobre os eleitores evangélicos.” Não é diferente com Bolsonaro.
Contudo, ele apontou uma preocupação: “Na parte econômica, a única coisa que não estou gostando é que o dólar está muito alto. Temos igrejas fora do País e, para a gente, é fogo, pesa para chuchu. O dólar sobe e nosso caixa aqui geme.”
De forma geral, ele se mostrou satisfeito com Bolsonaro. O leitor nota com facilidade que a entrevista dele exala simplicidade e ele parece não se importar, ou não perceber, que enquanto Bolsonaro precisa decisivamente dos evangélicos para se reeleger e sobreviver politicamente, ele os vem usando, ou ele mesmo vem sendo usado, como mera plataforma para alavancar a revolução ideológica e ocultista de Olavo de Carvalho, o Rasputin de Bolsonaro.
Pelo menos, um importante setor da Assembleia de Deus já despertou para essa realidade. O Pr. Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, chamou Olavo de Carvalho de “astrólogo idiota” em resposta à difamação dele de que “tudo o que acontece de mau no Brasil vem das igrejas evangélicas.”
É importante a população assembleiana orar e clamar a Deus pelo Pr. José Wellington, para que ele tenha o mesmo despertamento e discernimento que Malafaia teve e possa assim ajudar Bolsonaro a se desprender da influência do Rasputin.
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4 comentários :

Cicero disse...

Creio que muitos evangélicos votaram em Bolsonaro somente pra evitar a esquerda

Flávio disse...

Já eu vejo um amor sem limites entre eles pelo Bolsonaro

rogerio disse...

Sim,mas muitos estão se direcionando mais para a direita devido a polarização de ideologias.os americanos por exemplo não tem escolha ou é trump ou algum canditado democrata obviamente um liberal. Fim dos tempos.

Diego Lima disse...

O Bernie Sanders, um socialista convicto, está em campanha para as próximas eleições americanas. Trump provavelmente leva mais um mandato.