20 de janeiro de 2020

Impunidade saudita em solo americano: FBI revela que Arábia Saudita ajuda seus cidadãos a escapar dos EUA após crimes sérios, enquanto autoridades americanas fazem vista grossa


Impunidade saudita em solo americano: FBI revela que Arábia Saudita ajuda seus cidadãos a escapar dos EUA após crimes sérios, enquanto autoridades americanas fazem vista grossa

Julio Severo
Um recente relatório do FBI revelou que a ditadura islâmica da Arábia Saudita “quase certamente” ajuda seus cidadãos a escapar de processos por crimes graves dos quais eles são acusados nos EUA, e as autoridades americanas têm feito vista grossa há anos.
“É improvável que as autoridades (sauditas) alterem essa prática no curto prazo, a menos que o governo dos EUA (USG) lide diretamente com essa questão com a (Arábia Saudita) e vincule a cooperação dos EUA nas prioridades (sauditas) a interromper essa atividade,” de acordo com o FBI.
É a primeira vez que um órgão da polícia federal americana reconhece a prática “secreta” da Arábia Saudita.
Para piorar as coisas, se um saudita que cometeu um crime nos EUA escapar para a Arábia Saudita, não há chance de justiça. Embora sejam aliados, os EUA e a Arábia Saudita não têm um tratado de extradição, tornando difícil e improvável que um cidadão saudita acusado de um crime nos EUA seja liberado sem pressão diplomática ou política.
Entre os casos em que a Arábia Saudita ajuda seus cidadãos a escapar da justiça nos EUA, há um estudante saudita que matou uma menina americana de 15 anos no Oregon há quase quatro anos.
Abdulrahman Sameer Noorah, 21, deveria ser julgado em Portland em junho de 2017, mas desapareceu nove dias antes da data do início do julgamento.
Ele estava sob fiança sob uma única acusação de homicídio culposo por supostamente matar Fallon Smart, atropelando-a enquanto ela atravessava a rua em 19 de agosto de 2016.
Noorah, que estava estudando com uma bolsa de estudos na Faculdade Comunitária Portland, estava dirigindo com uma licença suspensa na época.
Apesar dos pedidos das famílias de Fallon para o tribunal negar-lhe a fiança, ela foi fixada em US$ 1 milhão e um décimo, US$ 100.000, foi pago pela embaixada da Arábia Saudita em Los Angeles, ocasionando sua libertação.
As condições de sua libertação declaravam que ele precisava permanecer em prisão domiciliar. Como parte de suas condições de fiança, Noorah foi forçado a entregar seu passaporte.
No entanto, nove dias antes do início do julgamento, a polícia descobriu que a tornozeleira eletrônica que ele foi forçado a usar havia sido removida e não conseguiu encontrá-lo.
Acredita-se que ele fugiu depois em um jato particular com a ajuda do consulado saudita. Ele desapareceu depois de ser pego na faculdade em um SUV preto.
As autoridades dos EUA suspeitam que Noorah tenha usado um passaporte ilícito para fugir para a Arábia Saudita em um jato particular fornecido pelo consulado saudita.
Autoridades sauditas confirmaram às autoridades americanas que Noorah havia retornado à Arábia Saudita sete dias depois que ele desapareceu.
Funcionários do Departamento de Segurança Nacional dos EUA e do Serviço de Agentes Policiais Federais dos EUA estão certos de que o governo saudita se envolveu na fuga de Noorah.
Uma investigação do jornal The Oregonian revelou que outros quatro estudantes sauditas, que estudavam no Oregon e enfrentavam circunstâncias semelhantes às de Noorah, também fugiram dos EUA nos últimos anos.
Todos eram jovens estudando em uma das faculdades ou universidades públicas do Oregon, com assistência da Arábia Saudita.
Waleed Ali Alharthi, que era estudante da Universidade Estadual do Oregon, foi encontrado com posse de pornografia infantil em abril de 2015.
A polícia disse que encontrou vídeos pornográficos em seu laptop envolvendo crianças. Ele foi preso e indiciado em 10 acusações de incentivar abuso sexual infantil.
O consulado também pagou sua fiança de US$ 500.000. Mais tarde, ele fugiu. Ele foi levado da Cidade do México para Paris e para a Arábia Saudita.
Em um caso semelhante, alguns anos antes, Abdulaziz Al Duways foi preso em dezembro de 2014 por estupro de uma colega de classe na Universidade Ocidental do Oregon.
Ele foi acusado de estupro e preso com uma fiança de US$ 500.000. Dias depois, um funcionário do consulado saudita pagou sua fiança e Al Duways desapareceu antes de enfrentar o tribunal.
Em 2012, o estudante da Universidade Estadual de Oregon, Ali Hussain Alhamoud, foi formalmente acusado de estuprar uma jovem.
Ele foi libertado sob fiança, paga pelo governo saudita, e voltou para a Arábia Saudita no mesmo dia.
Sami Suliman Almezaini, do condado de Gallatin, Montana, foi formalmente acusado de estuprar sua colega de quarto em julho de 2017, no mesmo mês em que desapareceu.
Saud Alabdullatif, do condado de Spokane, Washington, desapareceu em maio de 2016. Ele havia sido formalmente acusado de estupro forçado em segundo grau e prisão ilegal depois de forçar uma mulher a fazer sexo oral com ele naquele mês.
Abdullah Almakrami, de Milwaukee, Wisconsin, desapareceu um mês depois de ter violentado sexualmente uma mulher em março de 2014.
Hani Alshammary, do Condado de Erie, Pensilvânia, foi formalmente acusado de volentar sexualmente uma mulher em abril de 2014.
Ele foi formalmente acusado de tentativa de estupro, compulsão forçada, restrição ilegal, assédio e conduta desordeira.
Fahad Al Ghuwainem, de Oklahoma City, Oklahoma, desapareceu em dezembro de 2014, dois meses depois de ter estuprado um homem com um cúmplice masculino depois que os três se encontraram em um bar gay.
Siraj Marakeey, do condado de Snohomish, Washington, desapareceu em julho de 1991. Ele foi formalmente acusado de estupro em primeiro grau por violentar sexualmente uma criança em junho de 1991.
Esses não são os únicos crimes sauditas ignorados pelas autoridades americanas. Existem crimes muito maiores. Há o atentado contra os EUA em 11 de setembro de 2001, cometido principalmente por terroristas sauditas. No entanto, a Arábia Saudita “avisou que começaria a vender até US$ 750 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA e outros ativos se o Congresso dos EUA aprovar uma lei que permite que a Arábia Saudita seja responsabilizada nos tribunais dos EUA pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.”
Se iranianos estuprassem e matassem americanos em solo americano, seria impossível escaparem dos EUA, especialmente com a ajuda da embaixada e consulados iranianos.
Se iranianos tivessem cometido o atentado contra os EUA em 11 de setembro de 2001, seria impossível o Irã escapar das intervenções militares dos EUA.
A Arábia Saudita fica impune por qualquer um de seus crimes porque é “um dos maiores credores estrangeiros dos EUA.”
Portanto, essa é a razão pela qual as forças armadas dos EUA mobilizam milhares de jovens americanos para morrer “patrioticamente” pelos sauditas. E por amor aos sauditas, o exército dos EUA mata. Mataram um general iraniano — obviamente, para agradar aos sauditas, que odeiam iranianos.
Em seu artigo “Dívida deixou os EUA presos aos petrodólares… e à Arábia Saudita,” o autor Ryan McMaken disse:
“Mas por que os EUA deveriam continuar a apoiar com tanta força esse regime ditatorial? Certamente, essas relações estreitas não podem ser devido a algum apoio americano à democracia e aos direitos humanos. O regime saudita é um dos regimes mais intolerantes e antidemocrático do mundo. Sua classe dominante tem sido repetidamente conectada a grupos terroristas islâmicos, com a revista Foreign Policy no ano passado chamando a Arábia Saudita de ‘o coração pulsante do wahabismo — o credo religioso absolutista e rígido que ajudou a semear as cosmovisões da al-Qaeda e do Estado Islâmico.’ …A resposta está no fato de a Arábia Saudita estar no centro dos esforços dos EUA para manter o dólar como moeda de reserva mundial e garantir a demanda global pela dívida dos EUA.”
Em 1974, os EUA fizeram um acordo do diabo com a Arábia Saudita: a Arábia Saudita e seus aliados islâmicos usariam apenas dólares para suas transações de petróleo, fortalecendo o dólar como moeda mundial, e os EUA protegeriam a Arábia Saudita de seus inimigos geopolíticos. O acordo também incluía que a Arábia Saudita tinha de investir nos EUA e comprar a enorme dívida dos EUA. A Arábia Saudita fez isso e, como resultado, os EUA estão, através de suas próprias dívidas, escravizados à Arábia Saudita.
Então, não é de admirar que, o que quer que a Arábia Saudita faça nos EUA, contra os EUA, contra outras nações e contra os cristãos, o governo dos EUA apenas faça vista grossa. Aliás, os EUA não apenas fazem vista grossa, mas também olham positivamente para os sauditas, mesmo quando nada é positivo. O secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo, quando era diretor da CIA, visitou a Arábia Saudita para recompensá-los por seus esforços “contra o terrorismo.” Será que ele acrescentou “bom comportamento” para os sauditas envolvidos no atentado contra os EUA em 11 de setembro de 2001? Essa recompensa não foi resultado da realidade. Foi o ato de uma nação em dívida agradando ao seu credor.
Pompeo, que é evangélico, viajou para a Arábia Saudita representando o governo americano e o Cristianismo, porque qualquer que seja o cargo que tenhamos, não podemos dissociar nosso Cristianismo dele. A recompensa anti-realidade foi dada por um cidadão dos EUA representando o governo e os evangélicos dos EUA.
É de se admirar que igrejas estejam fechando e mesquitas estejam sendo abertas nos EUA? A resposta pode estar no acordo moral e espiritualmente desastroso dos EUA com a Arábia Saudita, onde os EUA estão escravizados à Arábia Saudita por meio de uma dívida enorme e profunda. A resposta pode estar também em evangélicos americanos, como Pompeo, aceitando que os EUA se submetam a uma ditadura islâmica terrorista. Pat Robertson, um dos líderes evangélicos mais proeminentes dos EUA, desculpou completamente os enormes acordos dos EUA em que armas americanas são vendidas e transferidas para a Arábia Saudita — para ajudar e favorecer crimes sauditas, inclusive crimes contra os cristãos.
Os EUA com seus evangélicos passarão toda a eternidade agradando a seus credores terroristas sauditas?
Com informações do DailyMail e Zero Hedge.
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2 comentários :

Cicero disse...

A Babilônia de Ap 17 pode ser o cruel e assassino sistema islâmico e a de Ap 18 pode ser Meca na Arábia saudita.

Alexandre disse...

Como citado acima, os EUA fizeram um verdadeiro pacto com o diabo, o que é uma abominável vergonha para uma nação dita democrática e acima de tudo cristã.