1 de janeiro de 2020

2020: A batalha final na guerra cultural está chegando


2020: A batalha final na guerra cultural está chegando

Scott Lively
Pode parecer surpreendente que Deus escolha algo não considerado essencial ao Evangelho da salvação como teste decisivo para a fidelidade à Sua Palavra nesta geração, mas, desde Gênesis até o Apocalipse, Ele adverte que a civilização ficará em pé ou cairá na questão da homossexualidade. Por quê? Porque a homossexualidade representa extrema rebelião contra a ordem natural de Deus no nível mais fundamental das relações humanas.
Sem o modelo de uma carne só de Gênesis 1:27 e 2:24, não há família natural e, sem a cooperação mútua e a co-dependência natural de famílias naturais, não há rede de comunidades orgânicas auto-sustentáveis das quais a civilização possa surgir naturalmente, apenas o individualismo egocêntrico selvagem: a lei da selva.
A civilização como a conhecemos foi possibilitada pelo autocontrole sexual por meio da instituição do casamento verdadeiro: monogamia heterossexual ao longo da vida, com criação e educação de filhos.
A estratégia de Satanás é usar a isca da “liberdade sexual” para enganar os seres humanos e desmantelar a civilização, pedaço por pedaço, na ordem inversa à ordem que Deus a fez. A “revolução sexual” funciona dos galhos ao tronco e à raiz como uma doença que devasta vidas.
Como afirmei em minha versão resumida desta coluna, “O sexo é como fogo — uma grande bênção quando contida em segurança, uma maldição mortal quando desencadeada: a diferença entre uma fogueira e um incêndio.” A “revolução sexual” de Satanás resulta em florestas de árvores mortas e secas como estacas que hoje são engolidas por incêndios violentos, queimando a civilização até virar cinzas.
Primeiro, a sociedade normalizou a própria ilusão de “liberdade sexual” — a “fornicação” — a partir da raiz para “fornalha,” que significa “usar indevidamente o fogo que queima dentro de você.” Esse foi o objetivo da decisão Griswold versus Connecticut no Supremo Tribunal dos EUA em 1966, legalizando a “contracepção livre.” À parte as discussões sobre a moralidade da contracepção, o verdadeiro objetivo de Griswold era separar o sexo da procriação para estabelecer a “liberdade sexual” como um valor social universal.
Em seguida, a sociedade normalizou o adultério, estado a estado nos EUA, removendo seu estigma social e conseqüências legais por meio de um estatuto modelo de divórcio sem culpa, lançado em 1967 pela Comissão de Lei Uniforme. A lei do divórcio que punia o adultério havia sido um impedimento eficaz à infidelidade e uma poderosa defesa cultural da importância do casamento. Logo, o divórcio alcançou status epidêmico e continua uma epidemia nos EUA.
Então, o “aborto livre” foi estabelecido nos EUA com a decisão Roe versus Wade do Supremo Tribunal em 1973, depois que um tsunami de bebês fora do casamento, concebidos por legiões de libertinos recém-liberados sexualmente, ameaçou causar uma reação negativa contra a revolução sexual. A indústria do aborto existe para preservar a ilusão de que “o sexo livre sem consequências” é possível, matando testemunhas cujo nascimento e infância o refutariam. O aborto é, portanto, o equivalente espiritual do sacrifício de crianças no Antigo Testamento.
Roe versus Wade desencadeou um reavivamento cultural cristão que culminou na “Revolução Reagan” da década de 1980, depois desapareceu lentamente sob a repressão das dinastias Bush e Clinton.
O próximo passo importante na desconstrução ocorreu com a decisão Lawrence versus Texas do Supremo Tribunal em 2003, descriminalizando a sodomia, que em termos legais bíblicos e clássicos é sinônimo de homossexualidade.
Isso tornou possível a completa anulação das normas bíblicas do casamento na decisão Obergefell versus Hodges (2015), com o propósito de estabelecer um direito constitucional ao “casamento gay.”
Essa etapa foi crucial: o fim do consenso social e jurídico, reconhecendo o fenômeno da “comunidade natural” (tecida a partir do tecido das famílias naturais), como a fonte da civilização. Foi um triunfo revolucionário da realidade artificial das ciências subjetivas movidas pelos marxistas acima da ciência objetiva da ordem natural; e do dogma religioso do humanismo sobre o teísmo. Foi a morte da árvore de volta ao seu tronco — a anulação em nossa lei de Gênesis 2:24, “portanto, um homem deixará sua família e se apegará a sua esposa, e eles se tornarão ‘Uma Só Carne.’”
O estágio atual, a normalizalização do “transgenerismo,” trata de rejeitar formalmente o preceito de Gênesis 1:27 de que fomos criados “à sua imagem, homem e mulher,” nossa própria identidade como seres humanos.
Assim, é fácil prever que o próximo passo será um ataque à realidade de Gênesis 1:24-26, que Deus separou os humanos dos animais, e os animais uns dos outros, como “espécies” distintas.
Essa é a batalha final emergente da guerra cultural, sobre o “transhumanismo,” na qual as ciências da genética, robótica e inteligência artificial estão entrelaçadas para criar a tecnologia para misturar humanos com animais e máquinas.
O transhumanismo é a marreta de Satanás para destruir a pedra fundamental do mundo natural e alcançar seu objetivo, iniciado no Jardim do Éden com Adão e Eva, de persuadir a humanidade a se tornar nossos próprios deuses.
E, de fato, o que é transhumanismo senão seres humanos assumindo o papel de Deus em suas próprias mãos — criando formas “superiores” de nós mesmos — essencialmente “comendo da Árvore da Vida,” que Deus fechou o Éden para impedir que acontecesse (Gênesis 3: 22-24)?
Tudo isso foi possível apenas através da teologia do humanismo, a religião do marxismo, que acredito ser a religião do anticristo.
É o humanismo, não o Cristianismo, que se reflete na batida em retirada moral de Joshua Harris, Chick-fil-A e Hallmark em 2019, e importantes líderes evangélicos abraçando a “justiça social.”
Minha previsão hoje é que essa “grande apostasia” se acelerará e se intensificará em 2020, mas que uma parte maior do remanescente fiel da Bíblia surgirá em resposta como nunca vimos desde a Revolução Reagan.
Estou formando meu próprio Regimento Revolucionário Remanescente para 2020, basta enviar um e-mail para scottlivelyministries@gmail.com se quiser se inscrever.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): 2020: The final culture-war battle is coming
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2 comentários :

Flávio disse...

Revolução feita pelo estado, melhor aliado de Satã e pior adversário dos cristãos na história

Diego Lima disse...

Mais um artigo muito interessante. Deus te abençoe, Julio Severo!