30 de janeiro de 2020

Pregador evangélico americano Franklin Graham escreve carta aberta depois que organizadores cancelaram seu evento no Reino Unido por “opiniões incompatíveis” sobre “casamento” gay


Pregador evangélico americano Franklin Graham escreve carta aberta depois que organizadores cancelaram seu evento no Reino Unido por “opiniões incompatíveis” sobre “casamento” gay

Julio Severo
Um famoso pregador evangélico americano escreveu uma carta aberta depois que os organizadores decidiram cancelar seu evento no Reino Unido, após pressão e reclamações de ativistas LGBT.
Franklin Graham deveria visitar Glasgow, Newcastle, Sheffield, Liverpool, Cardiff, Milton Keynes, Birmingham e Londres no final de 2020.
Mas o centro de conferências ACC Liverpool decidiu cancelar o programa do pregador de 67 anos depois de classificar suas opiniões como “incompatíveis” com seus valores, acrescentando: “Não podemos reconciliar o equilíbrio entre liberdade de expressão e o impacto divisivo que este evento está causando em nossa cidade.”
A decisão de cancelar o programa veio depois que uma petição foi iniciada pela Rede Trabalhista LGBT de Liverpool.
Graham foi rotulado de “pregador de ódio homofóbico” pela Rede Trabalhista LGBT, que escreveu em uma carta dizendo que eles temem que “a aparência de Graham possa incitar uma mobilização odiosa e arriscar a segurança de nossa comunidade LGBTQ +.”
Graham, que é um defensor enérgico de Donald Trump e filho do falecido evangelista internacional Billy Graham, já havia descrito o “casamento” gay como um pecado e defende crianças contra a doutrinação homossexual nas escolas.
Ativistas LGBT em várias cidades britânicas que ele deveria visitar também pressionaram autoridades governamentais e líderes políticos a impedi-lo de falar.
O prefeito de Sheffield, Dan Jarvis, criticou o pastor americano e disse em um comunicado: “Sheffield é uma cidade de santuário [para homossexuais e muçulmanos]. Congratulamo-nos com pessoas de todas as origens, independentemente de raça, religião, crença ou sua sexualidade. Como cidade e região, temos orgulho de defender igualdade, diversidade, respeito e compaixão. Acredito na liberdade de expressão e no direito à liberdade de expressão, dentro dos parâmetros da lei. Mas também acredito no direito das pessoas de discordar de crenças extremistas, como as pregadas por Franklin Graham. A intolerância não pode ser acolhida aqui em South Yorkshire.”
A deputada Heather Paterson disse: “Franklin Graham promove de forma frequente e pública suas crenças homofóbicas, inclusive, entre outras, tachar a homossexualidade como pecado. Acreditamos que essas declarações ultrapassam em muito a liberdade de expressão e são incitação direta ao ódio e incitação à violência contra comunidades e indivíduos LGBTQ +, que não devem ser bem-vindas em nossa cidade ou em qualquer outro lugar.”
Kelvin Holdsworth, reitor da Catedral de Glasgow, disse no Twitter: “Acabei de saber que Franklin Graham está vindo para a SSE Hydro em Glasgow no próximo ano. Muito surpreso de saber que o @SSE quereria ser associado a ele. #homofobia.”
Peter Nimmo, pastor da Igreja Presbiteriana da Escócia em Inverness, fumegou: “A turnê de Franklin Graham inclui Glasgow. Confio em que as igrejas escocesas também o tratarão com desprezo.”
Graham está enfrentando protestos no Reino Unido por causa de sua postura contra o “casamento” gay e porque ele disse que o comportamento homossexual é pecado. Quando as leis apoiam o comportamento homossexual, as pessoas que não o apoiam são perseguidas.
Em uma reportagem intitulada “Odioso Homofóbico Franklin Graham Cancelado por Cidade do Reino Unido,” The Advocate, a maior revista gay dos EUA e do mundo, explicou a “homofobia” de Graham:
Graham, presidente da Associação Evangelística Billy Graham, fundada por seu falecido pai, tem um longo histórico de declarações anti-LGBTQ. Em uma das mais recentes, ele tuitou que o candidato democrata à presidência dos EUA, Pete Buttigieg, que é gay e cristão, deveria se arrepender do “pecado” da homossexualidade. Em 2018, em resposta à circulação de uma citação antiga do ex-presidente Jimmy Carter, dizendo que Jesus Cristo não teria problemas com o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ele disse que Carter estava “absolutamente errado” e que Deus havia destruído as cidades de Sodoma e Gomorra porque abraçaram a homossexualidade. (Essa passagem da Bíblia está aberta a outras interpretações.)
Em 2016, ele defendeu o Projeto de Lei 2, legislação aprovada pelo seu estado natal, Carolina do Norte, para impedir que indivíduos trans usem banheiros e vestiários que correspondam à sua identidade de gênero. Essa lei “protege a segurança e a privacidade de mulheres e crianças e preserva os direitos humanos de milhões de cidadãos religiosos desse estado,” disse Graham na época, o que sugere que as pessoas trans são uma ameaça. Esse comentário fez com que o Facebook o banisse por um breve período dois anos depois.
Ele também elogiou a lei da Rússia que bane a chamada propaganda gay, a qual proíbe qualquer menção favorável da identidade LGBTQ que possa ser ouvida ou visualizada por menores. “Sou muitíssimo grato que o presidente Putin está protegendo as crianças e jovens russos contra a propaganda homossexual,” disse Graham a um jornal russo em 2015. “Apenas para dar [às crianças] a oportunidade de crescer e tomar uma decisão por si mesmas. Além disso, os homossexuais não podem ter filhos, mas podem pegar os filhos de outras pessoas.”
Além das pessoas LGBTQ, os alvos da ira de Graham incluem a Federação de Planejamento Familiar [a maior rede de clínicas de aborto dos EUA], que ele descreveu como “hitlerista,” e o islamismo, que ele chamou de “mal.”
Graham é um grande defensor, porém, de Donald Trump.
Contudo, não é apenas Graham que defende Trump. Quando eu e vários líderes evangélicos dos EUA criticamos em 2019 a campanha de Trump para legalizar a homossexualidade em todo o mundo, o que The Advocate fez? Criticou a mim e a esses outros líderes evangélicos e, incrivelmente, defendeu Trump contra nós evangélicos.
Franklin Graham tem ficado em silêncio sobre a campanha homossexualista de Trump. Embora o presidente dos EUA goste muito de Graham e até o convidou para sua reunião pessoal com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, Trump também tem ficado em silêncio sobre a campanha LGBTQ contra Graham no Reino Unido.
Mesmo sendo conselheiro espiritual de Trump, Graham não está recebendo nenhuma ajuda presidencial. Trump, que costuma intervir em muitas questões internacionais envolvendo americanos, não disse nada sobre a perseguição homossexualista contra Graham, que sempre expressa apoio público a Trump.
Graham tem sido um defensor apaixonado de Trump. Ele o defende em tudo. Por exemplo, quando Christianity Today (Cristianismo Hoje), a maior revista evangélica liberal dos EUA, criticou Trump em dezembro de 2019 dizendo que ele merecia sofrer impeachmente e sugerindo que os evangélicos não deveriam apoiá-lo, Graham fez uma defesa muito forte de Trump contra Christianity Today.
Por que o silêncio de Trump agora? Defender cristãos ou mesmo defender um cidadão americano vítima de bullying homossexual é menos importante do que defender uma campanha do governo dos EUA para legalizar a homossexualidade em todo o mundo? O governo Trump não tem ficado em silêncio sobre criticar nações cristãs que rejeitam a homossexualidade, mas se cala sobre a Arábia Saudita, aliada dos EUA, que executa homossexuais.
Sem o apoio de Trump, Graham dirigiu-se a ativistas LGBTQ no Reino Unido. Em sua “Uma carta para a comunidade LGBTQ no Reino Unido,” Graham explicou que não tem ódio aos homossexuais. Ele disse:
Alguns dizem que estou indo ao Reino Unido para trazer um discurso de ódio à sua comunidade. Mas isso simplesmente não é verdade. Estou vindo para compartilhar o Evangelho, que é a Boa Notícia de que Deus ama o povo do Reino Unido e que Jesus Cristo veio a esta terra para nos salvar de nossos pecados.
O problema, penso eu, é se Deus define a homossexualidade como pecado. A resposta é sim. Mas Deus vai ainda mais longe, dizendo que somos todos pecadores — inclusive eu. A Bíblia diz que todo ser humano é culpado de pecado e precisa de perdão e limpeza. A penalidade do pecado é a morte espiritual — separação de Deus por toda a eternidade.
Por isso Jesus Cristo veio. Ele se tornou pecado por nós. Ele não veio para condenar o mundo, veio para salvar o mundo, dando Sua vida na cruz como sacrifício pelos nossos pecados. E se estivermos dispostos a aceitá-Lo pela fé e nos afastarmos dos nossos pecados, Ele nos perdoará e nos dará uma nova vida — vida eterna — nEle.
Minha mensagem para todas as pessoas é que elas podem ser perdoadas e podem ter um relacionamento correto com Deus. Isso é boa notícia. Essa é a esperança que as pessoas em todos os continentes do mundo estão procurando. No Reino Unido e nos Estados Unidos, temos liberdade religiosa e liberdade de expressão. Não estou indo ao Reino Unido para falar contra ninguém, estou indo para falar a todos. O Evangelho é inclusivo. Não estou indo movido por ódio, estou indo movido por amor.
Convido todos na comunidade LGBTQ a ouvirem por si mesmos as mensagens do Evangelho que trarei da Palavra de Deus, a Bíblia. Você é absolutamente bem-vindo.
Outro desafio que Graham enfrenta no Reino Unido é o islamismo. Esta nação outrora evangélica agora está rapidamente sucumbindo ao islamismo, e Graham descreveu o islamismo como uma “religião má e muito perversa.”
Os cristãos estão vivendo tempos difíceis. Se Franklin Graham, que é um dos líderes evangélicos mais poderosos dos Estados Unidos, pode sofrer hostilidade e intimidação por pregar o Evangelho em uma nação com um forte histórico cristão, o que acontecerá com muitos outros cristãos que expressam a mensagem bíblica sobre homossexualidade?
Estes são tempos fáceis para cristãos covardes e silenciosos. Mas chegará o tempo em que até os covardes serão atacados pelos mesmos fanáticos que perseguem cristãos corajosos hoje, porque mais cedo ou mais tarde os fanáticos exigirão não apenas silêncio, mas também total conversão ao fanatismo deles, seja homossexual ou islâmico.
Com informações do Daily Mail, The Advocate e Fox News.
Leitura recomendada sobre Franklin Graham:
Leitura recomendada sobre Trump e homossexualidade:

29 de janeiro de 2020

Reação insana da esquerda contra a mensagem de abstinência do governo Bolsonaro para adolescentes


Reação insana da esquerda contra a mensagem de abstinência do governo Bolsonaro para adolescentes

Julio Severo
Fazendo estardalhaço, o jornal americano New York Times disse que “a ministra da mulher e da família, pastora evangélica, formulou uma nova campanha de abstinência em consulta com um grupo religioso,” acrescentando, “o governo de extrema direita do Brasil tem uma mensagem para os adolescentes enquanto a nação enfrenta uma taxa obstinadamente alta de gravidez na adolescência e aumento de infecções do HIV: guarde o sexo para o casamento.”
Em 1992, participei de um congresso internacional com representantes de governos e ONGs de toda a América Latina, desde o México até a Argentina. Havia muitas autoridades de educação e saúde. Um representante de alto nível da ONU fez um discurso.
Basicamente, a mensagem deles era que os adolescentes deveriam aprender que podiam fazer muito sexo — mas apenas sexo com contraceptivos. E eles prometeram que, seguindo sua orientação iluminada, haveria muitos dispositivos de contracepção e informações para os adolescentes fazerem sexo e não haveria uma taxa obstinadamente alta de gravidez na adolescência e aumento de infecções do HIV no futuro. Nós estamos no futuro.
As promessas deles foram totalmente cumpridas. Desde 1992, as escolas brasileiras são inundadas por uma educação sexual abrangente, com adolescentes tendo acesso a todo tipo de controle de natalidade que se pode imaginar e não imaginar. E o que o Brasil vê hoje como resultado dessa política de sexo livre com contraceptivos para adolescentes? Pela própria confissão do New York Times, “taxa obstinadamente alta de gravidez na adolescência e aumento de infecções do HIV.”
Eles fracassaram. Agora eles querem combater uma ministra pentecostal que está apenas oferecendo outra opção aos adolescentes? Em seu Facebook, a ministra Damares Alves deixou claro que a abstinência “seria a política complementar, e não a única ou a principal.” Portanto, Damares está sendo muito democrática: ela está permitindo as antigas opções fracassadas da esquerda e colocando a abstinência como apenas uma política complementar e secundária. Por que os esquerdistas não estão satisfeitos com essa abordagem democrática?
O New York Times não foi honesto ao apresentar a abstinência como uma política do “governo de extrema direita do Brasil” porque Bolsonaro não tem histórico de defesa de abstinência. Pelo contrário, seu histórico está diretamente ligado à defesa do planejamento familiar como forma de reduzir as populações pobres. Bolsonaro acredita que quanto menores as famílias, melhor.
Mesmo sendo historicamente um forte defensor do controle de natalidade, Bolsonaro permitiu que sua ministra evangélica introduzisse abstinência entre as opções de controle de natalidade. Não é isso democracia?
As autoridades do governo não exporiam os adolescentes a dispositivos de controle de natalidade se fossem adequadamente informadas de que muitos deles são micro-abortivos e que suas origens são suspeitas. A pessoa responsável direta e indiretamente por muitos dos dispositivos de controle de natalidade hoje é Margaret Sanger, que cunhou o termo “controle da natalidade.” Ela era uma teosofista com histórico católico e com conexões nazistas. Ela também fundou a Federação de Planejamento Familiar, a maior rede de planejamento familiar, educação sexual e aborto nos EUA e no mundo.
O que os defensores do sexo livre com contraceptivos para adolescentes querem é muito dinheiro para financiar seus dispendiosos dispositivos de controle de natalidade e educação sexual. Coincidentemente, o congresso internacional em que estive foi patrocinado por indústrias contraceptivas. Elas têm muito a lucrar com o aumento do sexo entre adolescente.
Por que a esquerda está tão indignada com a mensagem de abstinência? Damares Alves não está removendo as políticas tradicionais de esquerda que fracassaram por décadas — inclusive a contracepção para adolescentes e a política fracassada de equiparar a gravidez adolescente a doenças sexuais. Os cristãos conservadores discordam dela por manter a velha política falida de esquerda disfarçada de “política de saúde,” assim como discordam de sua política de manter os mesmos funcionários homossexualistas de antigos governos de esquerda.
O New York Time disse:
O presidente Jair Bolsonaro e seus aliados acusaram seus rivais esquerdistas de incentivar os adolescentes a fazer sexo em tenra idade. Ele também condenou uma campanha escolar contra a homofobia que foi projetada, mas nunca implementada, por seus antecessores de esquerda. Ele chamou de “kit gay” destinado a “perverter” os alunos.
Sua mensagem foi poderosamente eficaz na mobilização de eleitores evangélicos, um eleitorado crescente e politicamente poderoso no Brasil.
A campanha de abstinência do governo está sendo liderada por Damares Alves, uma pastora evangélica que se autodenomina “extremamente cristã” e está entre os ministros mais populares e visíveis de Bolsonaro.
O New York Times não acrescentou a informação importante de que a campanha escolar contra a homofobia, que era essencialmente doutrinação homossexual para crianças em idade escolar, nunca foi implementada porque os conservadores, especialmente a Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional, fizeram oposição feroz.
Então o New York Times disse: “Especialistas dizem que a campanha [de abstinência] pode minar o progresso que o Brasil fez no combate à gravidez na adolescência.”
É um progresso muito estranho, porque o New York Times reconheceu que hoje o Brasil tem uma “taxa obstinadamente alta de gravidez na adolescência e aumento de infecções do HIV.” Então o New York Times está sugerindo que o “progresso” das políticas de esquerda é de fato “taxa obstinadamente alta de gravidez na adolescência e aumento de infecções do HIV”? Não estou surpreso. Quando participei do congresso internacional com autoridades latino-americanas e da ONU, eu sabia que o resultado seria “taxa obstinadamente alta de gravidez na adolescência e aumento de infecções do HIV”! Não é preciso ser um gênio para prever o óbvio.
O governo Bolsonaro não está abandonando as políticas fracassadas dos governos de esquerda anteriores. De acordo com o New York Times, a política de abstinência de Damares “complementaria, em vez de substituir, as iniciativas existentes, que incluem o acesso a contraceptivos e camisinhas,” inclusive mensagens colocando a gravidez e as doenças sexuais como males a serem evitados.
Igualar a gravidez na adolescência ou qualquer outra gravidez a doenças sexuais, como fazem as campanhas de esquerda, é imoral, porque cada um de nós nasceu não como uma doença ou no mesmo nível das doenças sexuais. Enquanto as doenças são criadas conforme a imagem e semelhança dos demônios, nós, através de uma gravidez na adolescência ou não, fomos criados conforme a imagem e semelhança de Deus.
Se a gravidez na adolescência é como uma doença, como propagandizada por fanáticos de esquerda, os cristãos adoram uma “doença”? Jesus Cristo, que é adorado pelos cristãos, nasceu de uma mãe adolescente.
Seguindo a ONU, o Congresso Nacional em Brasília aprovou em 2019 uma lei que proíbe o casamento antes dos 16 anos. Essa aprovação ocorreu no governo Bolsonaro. Portanto, se Deus fizesse hoje o que ele fez 2.000 anos atrás — engravidar, pelo Espírito Santo, uma adolescente judia com Jesus —, os órgãos policiais iriam atrás do Autor dessa gravidez “criminosa”?
Embora os esquerdistas promovam descaradamente sexo livre para adolescentes, de forma alguma estou promovendo a gravidez na adolescência. Mas casamentos e gravidezes na adolescência não eram crimes na Bíblia e na história cristã.
O que a esquerda faz é muito prejudicial para os adolescentes. A esquerda promove muito sexo livre e contracepção para adolescentes (contraceptivos pagos por impostos), e não há lei para proibir isso. Mas a esquerda promove apenas sexo sem casamento e sem gravidez.
Respondendo à lei que proíbe casamentos entre adolescentes, a ministro Damares disse: “Criança não namora e adolescente não casa, nem de brincadeira.” Esse comentário é tão incoerente quanto o “progresso” esquerdista que inclui uma taxa obstinadamente alta de gravidez na adolescência e aumento de infecções do HIV. Se as crianças não namoram, por que elas precisam de educação sexual abrangente com muitas informações contraceptivas? Isso não é uma motivação forte para a atividade sexual? Se os adolescentes não se casam, como explicar a adolescente Maria grávida de Jesus?
Os adolescentes nunca devem se envolver em atividade sexual. Mas se eles precisam de tal atividade, devem ser ensinados que a única opção é o casamento.
A política da ONU, que o Brasil e Damares Alves estão seguindo, de proibir o casamento entre adolescentes tem realmente a intenção de controle da população. O NSSM 200, um documento do governo dos EUA produzido pela CIA, estipulou que o governo dos EUA deveria usar o sistema da ONU para manter adolescentes e jovens envolvidas em estudos para interromper o casamento e a gravidez. O objetivo claro da CIA era o controle da população. Adolescentes e jovens que estudam longos anos não conseguem pensar em casamento, ainda que não consigam evitar a atividade sexual!
É muito imoral que o governo brasileiro, mesmo sob Bolsonaro (chamado de “extrema-direita” pelo New York Times)), esteja fornecendo contraceptivos e camisinhas aos adolescentes.
O congresso internacional do qual participei em 1992 tratou exclusivamente da “saúde reprodutiva dos adolescentes.” Uma das palestrantes era a representante brasileira da Federação Internacional de Planejamento Familiar, a maior organização abortista do mundo. Minha participação nesse congresso forneceu material para o líder católico pró-vida Dr. Humberto Leal Vieira e Human Life International, do Pe. Paul Marx. A representante do governo brasileiro no congresso disse que os adolescentes precisam ser livres para fazer sexo — sem as restrições do casamento e da gravidez. Ela estava representando o governo Collor. Collor foi eleito presidente direitista por um povo brasileiro que derrotou o socialista pró-aborto Lula que poderia fazer… as mesmas coisas que Collor acabou fazendo sobre sexo adolescente!
Muitas vezes me pergunto por que votamos em candidatos de direita que, em menor ou maior grau, fazem as mesmas coisas que esquerdistas fazem. Educação sexual e contracepção são apenas dois exemplos.
Se Maria vivesse hoje, a ONU e os governos, inclusive o governo Bolsonaro, diriam a essa adolescente judia: “Você não pode se casar e não pode definitivamente engravidar com Jesus. Mas você pode ter muitos contraceptivos e preservativos à custa dos impostos! Ou você pode praticar a abstinência hoje e dizer a Deus que espere anos para ficar grávida com Jesus!”
Embora tenha criticado a política de abstinência de Damares Alves, o New York Times elogiou bastante na mesma reportagem Women on Waves, um grupo feminista holandês que oferece abortos gratuitos para mulheres nos países do Terceiro Mundo. O New York Times viu muitos problemas no governo Bolsonaro oferecendo abstinência, mas nenhum problema em oferecer abortos a adolescentes.
The New York Times para Maria: “Não pratique abstinência. Faça um aborto!”
Resposta de Maria ao New York Times: “Desculpe, o aborto é a destruição de uma vida inocente! Vou seguir a Deus e manter, como adolescente de Deus, minha gravidez.”
Resposta de Maria ao governo Bolsonaro: “Desculpe, não posso usar contraceptivos e preservativos. Não posso também me envolver com a abstinência, porque Deus me chamou para engravidar com Jesus!”
O New York Times disse que “a ênfase na abstinência obscurece a linha entre igreja e Estado.” Essa é uma postura ideológica muito extremista. Para o New York Times, não há problema em o governo oferecer contraceptivos, preservativos e abortos a adolescentes, mas a abstinência “obscurece a linha entre igreja e Estado”? O New York Time está sugerindo que o Estado pertence exclusivamente aos esquerdistas pró-aborto?
Quando os esquerdistas governam, eles impõem seus dogmas fracassados — inclusive contracepção e aborto. E quando eles não governam, eles querem também impor seus mesmos dogmas fracassados?
O governo Bolsonaro e Damares Alves precisam promover a educação para o casamento e a gravidez e Bolsonaro precisa abandonar sua mentalidade contraceptiva de esquerda. Está na hora de abandonar a propaganda fracassada da esquerda que retrata a gravidez e o casamento como doenças. É hora de valorizar o casamento e a gravidez como bênçãos especiais do Criador.
Leitura recomendada:

27 de janeiro de 2020

Dia da Memória do Holocausto: Poucas pessoas sabem as consequências do antissemitismo


Dia da Memória do Holocausto: Poucas pessoas sabem as consequências do antissemitismo

Julio Severo
Uma recente pesquisa afirma que os americanos estão esquecendo o Holocausto e as consequências do antissemitismo.
O relatório do Centro de Pesquisa Pew, “O que os americanos sabem sobre o Holocausto,” disse que 45% dos quase 11.000 americanos entrevistados não sabiam que os nazistas mataram 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
O relatório fez a pergunta: “Aqueles que subestimam o número de mortes são simplesmente desinformados ou são negadores do Holocausto — pessoas com opiniões antissemitas que ‘afirmam que o Holocausto foi inventado ou exagerado pelos judeus como parte de uma conspiração para promover os interesses judaicos?’”
O Dia Internacional da Memória do Holocausto é o aniversário da data em que o Exército Vermelho da União Soviética libertou o campo de concentração nazista de Auschwitz em 27 de janeiro de 1945. Auschwitz, atualmente na Polônia, era o mais notório em um sistema de campos de morte e concentração que a Alemanha nazista operava em território ocupado por toda a Europa. Ao todo, 1,1 milhão de pessoas foram mortas ali, a maioria judeus de todo o continente europeu.
Líderes mundiais em 23 de janeiro de 2020 denunciaram a crescente ameaça do antissemitismo e prometeram nunca esquecer as lições do Holocausto em uma cerimônia solene em Israel que marcou o 75º aniversário da libertação do famoso campo de extermínio de Auschwitz.
O Fórum Mundial do Holocausto em Jerusalém, a maior cúpula de todos os tempos, atraiu mais de 45 líderes mundiais, inclusive o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier e o presidente russo Vladimir Putin. O presidente dos EUA, Donald Trump, não compareceu, mas enviou seu vice-presidente, Mike Pence. O presidente brasileiro Jair Bolsonaro foi convidado, mas não foi e não enviou seu vice-presidente. Em 2019, ao visitar o Museu do Holocausto em Jerusalém, Bolsonaro foi corrigido por seu diretor depois de afirmar que o nazismo era um movimento de esquerda.
Entre os palestrantes estavam Steinmeier e Putin.
Steinmeier disse que estava diante da platéia “carregado com o pesado fardo histórico da culpa.”
“Os alemães os deportaram. Os alemães marcaram em brasas números nos antebraços deles. Os alemães tentaram desumanizá-los, reduzi-los a números, apagar toda a memória deles nos campos de extermínio. Eles não tiveram sucesso,” disse ele.
O extermínio nazista dos judeus nunca teria tido sucesso se não houvesse séculos de antissemitismo generalizado na Europa. Esse antissemitismo era essencialmente católico e seu símbolo de força mais proeminente é a Inquisição, que torturou e matou multidões de judeus durante séculos. Tanto o Holocausto quanto a Inquisição têm suas partes iguais de negadores hoje.
Hoje existem três ameaças antissemitas principais na Europa: islâmica, nazista e católica.
A primeira ameaça é o antissemitismo islâmico, que está muito presente nas nações islâmicas, e é uma conseqüência da enorme onda de imigrantes muçulmanos que estão invadindo a Europa. Esses imigrantes trazem consigo a mesma bagagem cultural e religiosa de antissemitismo que eles tinham em suas nações originais. É, de longe, o antissemitismo mais agressivo e expansionista hoje na Europa. Eles são negadores do Holocausto.
A segunda ameaça são simpatizantes nazistas, que se lembram do nazismo e negam o Holocausto.
A terceira ameaça é o tradicionalismo ou nacionalismo católico. É impossível separar o antissemitismo da cultura política e jurídica católica na Europa.
Uma pesquisa em 14 países europeus realizada em 2019 revelou que 25 por cento dos europeus mantêm crenças antissemitas com os poloneses os piores criminosos.
A Polônia, que hoje é a nação católica mais conservadora da Europa, está buscando um “reavivamento” católico para viver os velhos tempos católicos de sua nação. O problema é que os velhos tempos católicos na Polônia incluem bastante antissemitismo católico há 200, 400 e 500 anos.
Outro problema dos católicos tradicionalistas ou nacionalistas é que muitos deles são negadores radicais da Inquisição.
No início de 2018, a Polônia, considerada hoje um modelo de conservadorismo católico, viu uma explosão de linguagem antissemita na vida pública — na televisão pública e até por autoridades governamentais — depois que o partido católico nacionalista conservador aprovou legislação que proíbe certos tipos de discurso lembrando o Holocausto. Essa proibição atraiu comentários críticos de Israel.
A parlamentar polonesa Sylwia Spurek provocou polêmica em 21 de janeiro de 2020, depois de tuitar um desenho do artista e ativista vegano Jo Frederiks retratando vacas andando pelo corredor de um matadouro vestidas com roupas que lembram as roupas usadas pelos judeus nos campos de concentração nazistas. Essencialmente, a membro polonesa do Parlamento Europeu comparou o Holocausto ao abuso de animais.
O caso polonês é interessante porque a Polônia é um dos exemplos mais fortes de nações europeias que estão resistindo à invasão islâmica, que envolve diretamente antissemitismo. Mas o nacionalismo católico polonês envolve diretamente seu próprio tipo de antisemitismo católico tradicional. Mesmo sendo progressista, o Papa Francisco vem lutando  contra o nacionalismo e o antissemitismo. O que está acontecendo na Polônia não é aprovado por Francisco.
A pesquisa também revelou que na Ucrânia o antissemitismo, que era 32% em 2016, agora é 46%. Em 2018, a Ucrânia decidiu homenagear um líder nacionalista cujo movimento ficou do lado dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, provocando críticas do embaixador de Israel.
Uma boa maneira de honrar o Dia da Memória do Holocausto é lembrar que o antissemitismo em sua forma islâmica, nazista e católica é uma ameaça à humanidade.
Com informações da FoxNews, Jerusalem Post e DailyMail.
Leitura recomendada: