30 de dezembro de 2019

Franklin Graham critica revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) por seu editorial de extrema esquerda para remover Donald Trump, dizendo que seu pai Billy votou no presidente e o elogiou antes de sua morte


Franklin Graham critica revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) por seu editorial de extrema esquerda para remover Donald Trump, dizendo que seu pai Billy votou no presidente e o elogiou antes de sua morte

Julio Severo
Franklin Graham, filho do falecido evangelista Billy Graham que fundou a revista Christianity Today (Cristianismo Hoje), disse que seu pai ficaria decepcionado com o editorial anti-Trump que a revista publicou em dezembro de 2019.
“Meu pai apoiou Donald Trump, acreditou em Donald Trump e ele realmente votou em Donald Trump e, se ele estivesse aqui hoje, ele mesmo diria isso a vocês,” disse Graham à Fox News.
O editor-chefe de Christianity Today, Mark Galli, escreveu um artigo que disse que o presidente Trump deveria ser afastado do cargo, mencionando o nome de Billy Graham duas vezes, como se o famoso evangelista pudesse apoiar uma posição de extrema esquerda da revista contra Trump.
“Eles são uma revista muito esquerdista agora e meu pai a lançou na década de 1950,” disse o filho de Graham à Fox News, explicando que seu avô também foi um dos primeiros editores da publicação. “Mas nos últimos 20, 30 anos, ele não fez parte dela. A revista se desviou para a esquerda. E essa revista não fala pelos evangélicos.”
Como confirmação de que Christianity Today não fala pelos evangélicos, 200 evangélicos conservadores, inclusive o próprio Graham, assinaram uma carta ao presidente da revista, Timothy Dalrymple, para reverter sua posição esquerdista contra Trump e contra evangélicos pró-Trump.
Entre os signatários da carta estão George Wood, presidente da Comunhão Mundial das Assembléias de Deus, Rev. Tim Hill da Igreja de Deus, ex-governador do Arkansas e possível candidato presidencial do Partido Republicano Mike Huckabee; e ex-deputada republicana de Minnesota, Michele Bachmann.
Dalrymple se recusou a aceitar críticas de que Christianity Today se tornou de extrema esquerda. Em vez disso, ele escreveu que sua revista é de fato “teologicamente conservadora” e “não endossa os candidatos.”
“Por amor a Jesus e sua igreja, não por partidarismo político ou elitismo intelectual, é por isso que nos sentimos compelidos a dizer que a aliança do evangelicalismo americano com esta presidência vem causando enormes danos ao testemunho cristão,” escreveu Dalrymple.
Aproximadamente 8 em cada 10 evangélicos brancos dizem que aprovam a maneira como Trump está lidando com seu cargo, de acordo com uma pesquisa de dezembro do AP-NORC Center. Isso não é uma surpresa, porque os principais apoiadores de Trump em 2016 foram evangélicos brancos, que lhe deram a presidência vitoriosa.
O Centro de Pesquisa Pew relata que 77% dos evangélicos brancos aprovam a presidência de Trump. No entanto, algumas ações de seu governo estão causando confusão entre os evangélicos. Embora ele seja um defensor da vida — exceto nos casos de bebês concebidos em estupro —, Trump não apenas nomeou juízes pró-homossexualidade, mas, assim como Obama, seu governo tem também se intrometido em assuntos externos e repreendido nações cristãs que proíbem a homossexualidade.
Entretanto, a postura progressista de Trump sobre a homossexualidade dificilmente é um problema para Christianity Today, que tem a mesma postura progressista.
Embora Christianity Today tenha expressado todos os tipos de críticas esquerdistas contra Trump, há um ponto em que a revista esquerdista não expressou uma única crítica contra Trump: a homossexualidade. Foi a única questão em que Christianity Today isentou Trump.
Eu não tive tanta sorte. Em 2009, Christianity Today, em sua edição brasileira chamada de “Cristianismo Hoje,” publicou uma longa entrevista comigo, e eles viram muitos problemas em minha postura cristã contra a ideologia gay.
Minha entrevista na versão brasileira de Christianity Today foi publicada em sua revista impressa e em seu site. Você pode vê-la aqui na Cristianismo Hoje. Como a Cristianismo Hoje editou pontos importantes da minha entrevista, você também pode lê-la na íntegra aqui no meu blog.
Em um dos pontos da entrevista, a Cristianismo Hoje disse:
Severo é daqueles crentes quixotescos, disposto a lutar contra moinhos que talvez só ele consiga enxergar. Nas suas palavras, até mesmo o governo brasileiro teria interesse em pedir sua deportação por conta das críticas que faz a Luiz Inácio Lula da Silva. “O presidente faz defesa intransigente do homossexualismo e do aborto. Quanto ainda falta para considerarmos Lula e seu governo como possessos? Ele está acabando com a moralidade e a honestidade da sociedade”, dispara. O tom histriônico dá ao perfil de Julio Severo um contorno incendiário que ele faz questão de alimentar, e não apenas quando fala da homossexualidade. Ele defende, por exemplo, o direito de os pais crentes educarem seus filhos em casa (prática proibida pela legislação brasileira) como forma de mantê-los a salvo de supostas influências perniciosas da escola.
Lula era a versão brasileira de Obama e amigo de Obama. Embora Cristianismo Hoje tenha me retratado como um evangélico “quixotesco” — uma referência a Dom Quixote, que via ameaças imaginárias —, a ameaça homossexualista está muito longe de ser imaginária.
Felizmente, evangélicos conservadores dos EUA mostram mais respeito pelo meu trabalho. O WND publicou várias entrevistas comigo por mais de uma década e o The Religion and Society Report, do falecido teólogo Harold Brown, publicou um longo artigo meu em 2006 intitulado “Por trás do tsunami homossexual no Brasil,” detalhando as ameaças não imaginárias do governo Lula no Brasil.
Como Christianity Today dos EUA, a Cristianismo Hoje brasileira vê apenas evangélicos e não evangélicos de esquerda como realistas, pés no chão, práticos e sérios.
Originalmente, Billy Graham fundou Christianity Today na década de 1950 para combater as revistas evangélicas de esquerda. Mas o vírus progressista é tão forte que Christianity Today foi infectada. Essa infecção se espalhou, através de Christianity Today dos EUA, para outras nações, inclusive o Brasil, que tem sua Cristianismo Hoje tão espiritualmente podre quanto a original.
Fico feliz que finalmente Christianity Today tenha sido exposta pelo que é agora: de extrema esquerda. E foi exposta por Franklin Graham, um homem que tem toda a autoridade para dizer o que disse sobre a revista de extrema esquerda. Fico feliz também que Christianity Today, que se alinha com políticos de esquerda, tenha atacado Trump. Isso mostra que Trump está no caminho certo.
Contudo, estou triste que a mesma Cristianismo Hoje de extrema esquerda que viu muitos problemas em minha postura cristã contra a ideologia homossexual não tenha visto nenhum problema com a postura de Trump sobre a homossexualidade.
Diferente de Christianity Today que criticou tudo sobre Trump, exceto sua postura em relação à homossexualidade, louvo seu histórico pró-vida, mas condeno a insistência de seu governo de continuar pressionando as nações cristãs da África a adotarem a sodomia.
Trump foi covardemente atacado por Christianity Today. Como evangélico que também foi covardemente tratado pela Cristianismo Hoje, gostaria de oferecer meu humilde conselho evangélico para Trump mudar de rumo na ideologia gay.
Eu nunca ofereceria conselhos a Obama e Lula, porque em seu socialismo eles os rejeitariam. Mas, se tivesse uma oportunidade, eu os ofereceria a Trump, porque ele não está fechado para os evangélicos.
Ou Trump poderia ouvir Franklin Graham. Em uma matéria de capa da Decision, a revista oficial publicada pela Associação Evangelística Billy Graham, Franklin elogiou o presidente russo Vladimir Putin por aprovar uma lei que protege crianças e adolescentes contra propaganda homossexual. Ele também criticou os esforços de Obama para atacar a Rússia por sua lei protetora.
Se eu pudesse oferecer um conselho a Trump, seria exatamente o que Franklin disse em defesa da lei russa que protege crianças e adolescentes.
Quanto a Christianity Today e Cristianismo Hoje, não tenho conselhos, mas apenas uma pergunta: é tarde demais para livrar-se do vírus progressista?
Com informações do DailyMail.
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29 de dezembro de 2019

Embaixadores dos EUA realizam evento na ONU sobre a campanha do governo Trump para descriminalizar a homossexualidade em todo o mundo


Embaixadores dos EUA realizam evento na ONU sobre a campanha do governo Trump para descriminalizar a homossexualidade em todo o mundo

Heather Clark
NOVA IORQUE, EUA — Dois embaixadores dos EUA organizaram um evento na ONU na quarta-feira intitulado “Descriminalizando a homossexualidade em solidariedade a indivíduos LGBTQ.” A Missão Diplomática dos Estados Unidos na ONU divulgou uma declaração descrevendo o evento e observando o compromisso do presidente Trump na campanha para legalizar homossexualidade em todo o mundo.
Kelly Craft, embaixadora dos EUA na ONU, juntamente com Richard Grenell, embaixador dos EUA na Alemanha e homossexual assumido, realizou a reunião, durante a qual eles — e vários membros do painel — discutiram o status de sua missão de descriminalizar a homossexualidade em pelo menos 69 países.
De acordo com a Fox News, os países da lista incluem Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Jamaica, Quênia, Senegal, Camarões, Antígua, Barbuda, Síria e Iêmen. O comunicado observa que 33 países africanos reconhecidos pela ONU consideram o ato homossexual um crime. As punições variam de país para país, da prisão até a pena de morte.
“Precisamos ter 69 planos de ação diferentes, porque estamos lidando com 69 países diferentes. É um longo caminho,” afirmou Grenell. “A ONU deve ser um lugar para fazer com que os países façam prestação de contas.”
“Quero que esses países sejam convocados! Eu quero que esses países sintam a pressão! Essa lista deve ser lida aqui todos os dias,” disse ele.
Outros participantes do painel incluíram Robert Destro, vice-Secretário de Estado para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho; Stuart Milk, diretor executivo da Fundação Harvey Milk e sobrinho de Milk; e Johnnie Moore, comissário da Comissão para a Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos e ex-vice-presidente sênior de comunicações da Liberty University.
“Precisamos que os líderes religiosos se levantem e digam: ‘Não é apenas uma lei ruim que precisa ser mudada, mas desafia a dignidade humana de um indivíduo,’” disse Moore, de acordo com a Fox News.
De acordo com o Centro para a Família e Direitos Humanos (C-Fam), os embaixadores da Argentina e da Holanda disseram que a campanha não foi suficiente porque não incluiu aqueles que se identificam como transgêneros. Um diplomata europeu comentou: “Não devemos subestimar o fato de que muitas vezes são pessoas religiosas que são uma força bastante negativa no que diz respeito aos direitos LGBT.”
Conforme noticiado anteriormente, em fevereiro o noticiário do canal de TV NBC informou que Grenell estaria liderando a campanha para descriminalizar a homossexualidade em todo o mundo.
O noticiário disse que “[a] embaixada dos EUA está pagando passagens de avião para ativistas LGBT de toda a Europa para um jantar onde serão discutidas estratégias para planejar a descriminalização em lugares que ainda proíbem a homossexualidade — principalmente concentrada no Oriente Médio, África e no Caribe.”
Grenell também disse à Fox News em abril que o vice-presidente Mike Pence apoia essa campanha.
“Eu… quero apenas ressaltar o fato de que o vice-presidente Mike Pence está totalmente de acordo com meus esforços para descriminalizar a homossexualidade em todo o mundo,” disse ele, enquanto procurava se opor às afirmações do candidato presidencial democrata Pete Buttigieg de que Pence é “contra o homossexualismo.”
“Mike Pence está envolvido na descriminalização da homossexualidade em todo o mundo,” repetiu Grenell. “Eu penso que só isso já diz muita coisa.”
Em maio, o presidente Trump publicou dois tuítes em reconhecimento do “Mês do Orgulho Gay,” pedindo aos americanos que “se solidarizem” com homossexuais que vivem em países onde essas práticas sexuais são ilegais, e também pedindo que nações participem da campanha de seu governo para descriminalizar a homossexualidade no mundo todo.
“Enquanto celebramos o Mês do Orgulho LGBT e reconhecemos as excelentes contribuições que indivíduos LGBT fizeram para a nossa grande nação, também sejamos solidários com os muitos indivíduos LGBT que vivem em dezenas de países em todo o mundo que punem, aprisionam ou até executam indivíduos na base de sua orientação sexual,” escreveu ele.
“Meu governo lançou uma campanha mundial para descriminalizar a homossexualidade e convidar todas as nações a se juntarem a nós nessa campanha!” exortou Trump.
O Centro para a Família e Direitos Humanos (C-Fam) comentou ainda que no ano passado “representantes do Departamento de Estado pressionaram os governos a aceitar ‘orientação sexual e identidade de gênero’ nas leis internacionais. Além disso, o embaixador dos EUA no Conselho Econômico e Social da ONU fez um apelo apaixonado durante a Assembléia Geral defendendo questões homossexuais.”
Os Estados Unidos também estão na lista como uma nação membro do Grupo Principal LGBTI da ONU, ao lado do Canadá, Reino Unido, Austrália, Alemanha, França e Israel, entre outros.
Em seu comunicado de imprensa na quinta-feira, a Missão Diplomática dos Estados Unidos na ONU observou que Trump mencionou a campanha para descriminalizar a homossexualidade em todo o mundo durante seu discurso na Assembléia Geral em setembro.
“Ao defendermos os valores americanos, defendemos o direito de todas as pessoas de viver com dignidade. Por esse motivo, meu governo está trabalhando com outras nações para deter a criminalização da homossexualidade, e apoiamos indivíduos LGBTQ que vivem em países que punem, prendem ou executam indivíduos com base na orientação sexual,” afirmou ele.
Como noticiado anteriormente, a Bíblia ensina em Gênesis 19 que a cidade de Sodoma estava cheia de várias iniqüidades, inclusive a homossexualidade. A Bíblia afirma que, quando os homens de Sodoma viram os anjos entrarem na casa de Ló, “velhos e jovens” cercaram a casa e gritaram: “Onde estão os homens que vieram para ti esta noite? Traga-os para nós, para que possamos ter relações sexuais com eles.”
“Peço-lhes, irmãos, que não ajam de forma tão maligna,” respondeu Ló.
Os anjos “feriram de cegueira os homens que estavam na porta da casa,” para que não pudessem entrar, e aconselharam a Ló: “Destruiremos este lugar, porque o clamor deles se engrossa diante da face do Senhor, e o Senhor nos enviou para destruir este lugar.”
No Novo Testamento, Judas, o irmão terreno de Jesus, apontou para o triste destino de Sodoma, escrevendo: “Sodoma e Gomorra, e as cidades ao seu redor da mesma maneira, entregando-se à fornicação e indo atrás de carne estranha, foram colocadas como exemplo, sofrendo a vingança do fogo eterno.”
Mais tarde, ele encorajou os cristãos à luz do pecado desenfreado dos últimos dias a “ter compaixão [das almas], fazendo a diferença, e salvando outros com medo.”
“[Amados], edificando-se na sua santíssima fé, orando no Espírito Santo, mantenham-se no amor de Deus, procurando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna,” insistiu Judas.
Provérbios 14:34 declara: “A justiça exalta uma nação, mas o pecado é uma vergonha a qualquer povo.”
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do Christian News: US Ambassadors Host United Nations Event on Trump Admin Effort to Decriminalize Homosexuality Worldwide
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26 de dezembro de 2019

Primeiro Ministro da Hungria Viktor Orbán: Solitário Defensor dos Cristãos Perseguidos da Europa


Primeiro Ministro da Hungria Viktor Orbán: Solitário Defensor dos Cristãos Perseguidos da Europa

por Giulio Meotti
"Há uma ininterrupta perseguição de cristãos. Por meses a fio nós bispos estamos gritando aos quatro ventos o que está acontecendo em Burkina Faso" salientou recentemente o Bispo Kjustin Kientega, "mas ninguém nos dá ouvidos." "Evidentemente", concluiu ele, "o Ocidente está mais preocupado em proteger seus próprios interesses".
Na Europa há um defensor solitário dos cristãos perseguidos: o Primeiro Ministro da Hungria Viktor Orbán, que a grande mídia adora atacar. Nenhum governo europeu investiu tanto dinheiro, relações públicas no âmbito internacional e o tempo gasto neste tópico. (Foto: Laszlo Balogh/Getty Images)
Em uma série de tragédias transnacionais que vêm ocorrendo ultimamente, 14 cristãos foram assassinados em um ataque contra uma igreja em Burkina Faso, 11 em um ataque contra um ônibus no Quênia e sete num ataque do Boko Haram na República dos Camarões. Esses três ataques com mortos e feridos, todos na mesma semana, perpetrados por islamistas, dá uma ideia da intensidade e frequência da perseguição global contra os cristãos.
O Bispo Kientega reportava o seguinte caso: o Ocidente não dá ouvidos ao sofrimento deles. "Embora o governo belga tenha decidido enviar caças F-16s à Líbia em 2011 para proteger os civis ameaçados por Gaddafi, em 2014 não tomou nenhuma medida concreta para ajudar as minorias do Iraque", escreveu Le Vif.
"Hoje predomina o silêncio ensurdecedor nos espaços dos nossos parlamentos, bem como nas agremiações e nos círculos acadêmicos. Por que essa relutância que beira o total abandono de populações em perigo?"
Enquanto os cristãos da Síria e do Iraque sofriam com a violência de islamistas radicais em 2014, um grupo de parlamentares franceses urgiam a França a mostrar solidariedade com aqueles cristãos. Contudo, na frente do Palais Bourbon (Palácio Bourbon) em Paris, apareceram somente entre 200 e 300 manifestantes, entoando as palavras de ordem "Hoje o Oriente, amanhã o Ocidente". Líderes cristãos condenaram o governo britânico por não acudir os cristãos perseguidos. "Essa triste indiferença levanta a questão da nossa capacidade de acreditar em nossos valores humanistas", escreveu o jornalista francês Christian Makarian. Não é preciso ir muito longe para entender a indiferença da Europa em relação à sorte dos cristãos orientais; trata-se do eloquente resultado da inércia e da indiferença, um mal-estar que devora o velho continente. É uma traição cínica e o maior sinal do quão entorpecida se tornaram as democracias liberais.
Na Europa, no entanto, há um defensor solitário dos cristãos perseguidos: o Primeiro Ministro da Hungria Viktor Orbán, que a grande mídia adora alfinetar e atacar. Nenhum governo europeu investiu tanto dinheiro, relações públicas no âmbito internacional e o tempo gasto neste tópico. Escrevendo no Foreign Policy, Peter Feaver e Will Inboden explicam que a ajuda aos cristãos vem de "poucas organizações de ajuda humanitária como a Knights of Columbus e a Aid to the Church in Need, além do governo húngaro". Só a Knights of Columbus levantou US$2 milhões para a reconstrução da cidade iraquiana cristã de Karamlesh.
"Os que estamos ajudando agora poderão nos dar a maior ajuda para salvar a Europa," ressaltou Orbán recentemente na conferência internacional On Christian Persecution 2019, organizada por ele em Budapeste. "Estamos fornecendo aos cristãos perseguidos o que eles precisam: moradias, hospitais e escolas e recebemos em contrapartida o que a Europa mais precisa: a fé cristã, amor e perseverança". "A Europa está calada," enfatizou Orbán. "Uma força misteriosa cala a boca de políticos europeus e mutila suas mãos." Ele salientou que a questão da perseguição aos cristãos deveria apenas e tão somente ser considerada um problema de direitos humanos na Europa. Ele insistiu em dizer que os cristãos "não podem ser mencionados sozinhos, só juntamente com outros grupos que também sofrem de perseguição por conta da fé." A perseguição aos cristãos "está, portanto, inserida na família heterogênea de grupos religiosos sendo perseguidos".
De acordo com Tristan Azbej, Secretário de Estado da Hungria para a Ajuda de Cristãos Perseguidos, o governo de Orbán é o primeiro governo europeu a ter uma Secretaria de Estado especial "com uma única função: cuidar e monitorar a sorte e as condições das comunidades cristãs ao redor do mundo e se preciso for, fornecer ajuda."
"Até agora desembolsamos 36,5 milhões de dólares para fortalecer as comunidades cristãs, onde quer que elas estejam. Isso porque não queremos, segundo nossos princípios fundamentais, que os membros das comunidades cristãs deixem seus lares, o que queremos é capacitá-los a se fortalecerem e lá permanecerem. Nosso princípio é levar ajuda onde ela for necessária e não trazer problemas onde eles não existem, ainda pelo menos. Nesse contexto já reconstruímos casas para 1200 famílias cristãs no Iraque para que pudessem retornar. Estamos construindo escolas para os cristãos no Oriente Médio juntamente com a Igreja dos Caldeus e a Igreja Ortodoxa Síria. Nós cobrimos as despesas médicas dos hospitais cristãos, três deles na Síria; estamos nesse momento reconstruindo 33 igrejas cristãs no Líbano e também estamos executando um amplo programa de construção e desenvolvimento na planície de Nínive".
A liderança da Hungria está chamando a atenção de uma Europa apática sobre o sofrimento dos cristãos perseguidos. "Temos 245 milhões de motivos para estarmos aqui. Esse é o número de pessoas perseguidas diariamente por causa da sua fé cristã," salientou Azbej em 26 de novembro na abertura da Conferência Internacional sobre a Perseguição de Cristãos em Budapeste.
Inúmeros líderes cristãos estavam presentes, entre eles Sua Santidade Mor Ignatius Aphrem II, Patriarca Sírio-ortodoxo de Antioquia e de Todo o Oriente, o Arcebispo Católico Caldeu de Mossul Najeeb Michaeel e o Pastor Joseph Kassab, presidente da Comunidade Evangélica da Síria e do Líbano. Palestrantes católicos também estiveram presentes na conferência. Entre eles se encontravam o Cardeal Peter Erdo, Primaz da Hungria e Arcebispo de Budapeste e o Cardeal Gerhard Ludwig Mueller, ex-superintendente da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano.
O Primeiro Ministro Orbán também se encontrou com líderes cristãos da Nigéria. O Cardeal Malcolm Ranjith do Sri Lanka agradeceu à Hungria e a Orbán pelo apoio e gestos de solidariedade ao povo de Sri Lanka. "Segundo nossa estimativa mais de 90% dos cristãos já deixaram o Iraque e cerca de 50% dos cristãos da Síria também deixaram o país", ressaltou o Patriarca da Igreja Ortodoxa Síria Ignatius Aphrem II em Budapeste. O governo húngaro doou 1,9 milhão de euros para a reconstrução de casas de cristãos em Telskuf no Iraque.
O escritor francês Bernard-Henri Lévy voltou recentemente de uma viagem à Nigéria e retratou o ódio anticristão num longo ensaio no Paris Match: "corpos mutilados de mulheres. Uma menininha estrangulada com a corrente da sua cruz. Outra estraçalhada numa árvore na entrada da sua aldeia". Lévy descreve "a chamada às orações das mesquitas radicalizadas pela Irmandade Muçulmana que se multiplicam na mesma proporção que as igrejas são incendiadas". É por isso que a Hungria também providencia ajuda às comunidades cristãs da Nigéria. Mil cristãos foram assassinados na Nigéria somente neste ano.
A Hungria é o único país da Europa que não só organiza conferências internacionais relacionadas à perseguição de cristãos, como também direciona ajuda feita sob medida para os cristãos do Oriente Médio. O prograna Hungary Helps doa US$1,7 milhão em ajuda financeira a hospitais da Síria. Azbej assinalou que o governo húngaro "comanda programas de ajuda em cinco países do Oriente Médio e em dois países subsarianos" sendo que "um dos programas mais importantes é a reconstrução da cidade de Tel Askuf no norte do Iraque".
A Hungria também doou US$450 mil para a construção de uma nova escola em Erbil (região do Iraque habitada pelos curdos, onde muitos cristãos encontraram refúgio). O cardeal italiano Mario Zenari, enviado do Vaticano para a Síria por um período de dez anos, procurou ajuda do governo húngaro. Líderes cristãos ortodoxos também agradeceram Orbán pela ajuda. Organizações de ajuda humanitária dos Estados Unidos também assinaram acordos com a Hungria no tocante à perseguição de cristãos.
Há dois anos, quando Orbán inaugurou o primeiro Conselho Internacional sobre a Perseguição de Cristãos em Budapeste, ele urgiu a Europa a quebrar as "algemas da correção política" e se posicionar contra a perseguição de cristãos. Ninguém na Europa esperava que ele fosse falar sobre a defesa do "cristianismo". Além disso, o parlamento húngaro aprovou um decreto de iniciativa do governo para chamar a atenção aos ataques contra cristãos e considerá-los como genocídio.
O programa especial "Hungary Helps" foi montado para fornecer ajuda aos cristãos perseguidos da África e do Oriente Médio. "A ajuda deve ser dada onde há o problema em vez de trazer o problema para a Europa," salientou um porta-voz do programa que disse que a "Hungary Helps" desembolsou US$30 milhões em ajuda financeira nos dois últimos anos. Em solidariedade aos cristãos perseguidos, a Hungary Helps incluiu a letra árabe ن, que era pintada pelo ISIS nas residências de cristãos no norte do Iraque com o intuito de identificar os cristãos que haviam se convertido ao Islã, pago a taxa de proteção, fugido ou preferido a morte.
Os demais governos europeus se acovardaram ao extremo. A assim chamada "Europa humanitária" se mantém calada, exalando hipocrisia, frouxidão e cegueira. Os líderes europeus, em vez de ficarem constrangidos, deveriam fazer da condição dos cristãos que vivem sob o Islã o ponto de partida de suas conversações com os muçulmanos. Por que os governos do Reino Unido, França, Alemanha, Itália e outros, países estes muito mais ricos e maiores do que a Hungria, não fizeram o mesmo que a Hungria? Por que eles desligaram os microfones?
"A sorte dos cristãos orientais e de outras minorias é o prelúdio da sua própria sorte,"salientou recentemente o ex-primeiro-ministro francês François Fillon. Gostando ou não, para o "não liberal" Orbán já caiu a ficha. Para os liberais que o criticam, ainda não.
Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.
Traduzido por Joseph Skilnik do original em inglês do Instituto Gatestone: Hungary's Prime Minister Viktor Orbán: Europe's Solitary Defender of Persecuted Christians
Divulgação: www.juliosevero.com
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24 de dezembro de 2019

Donald Trump aumenta a idade legal para fumar de 18 para 21 anos para cigarros comuns e eletrônicos para proteger os jovens dos males do fumo


Donald Trump aumenta a idade legal para fumar de 18 para 21 anos para cigarros comuns e eletrônicos para proteger os jovens dos males do fumo

Julio Severo
Donald Trump sancionou uma lei abrangente em 20 de dezembro de 2019 que inclui o aumento da idade legal para fumar de 18 para 21 anos para cigarros comuns e eletrônicos.
Trump sanciona lei anti-fumo
Essa lei foi apoiada por republicanos e democratas, socialistas e capitalistas.
Tornou-se necessária uma repressão ao fumo entre jovens, alterando a idade mínima para compra de cigarros e outros tipos de tabaco, de 18 para 21 anos, porque o fumo produz 480.000 mortes por ano nos EUA, inclusive mais de 41.000 mortes resultantes de exposição ao fumo passivo. Isso representa uma em cada cinco mortes anualmente, ou 1.300 mortes por dia.
Espera-se que a proibição do acesso a cigarros para jovens de 21 anos produza grandes benefícios à saúde, com o governo dos EUA estimando quase 250.000 mortes a menos devido ao tabaco por várias décadas.
Que não fumar é muito melhor do que fumar é uma experiência que Trump conhece por si. O relatório de um médico da Casa Branca mostrou que Trump é muito mais saudável do que parece porque ele não bebe nem fuma.
Ele se absteve de ambos por toda a vida.
Há certas coisas das quais é melhor se abster. E se essas coisas causam um grande dano social, é correto promulgar leis para proteger crianças e adolescentes, e Trump simplesmente fez isso em relação ao fumo.
Entretanto, fumar não é o único mal que ameaça os jovens.
A homossexualidade era tradicionalmente criminalizada nos Estados Unidos até a década de 1990, quando o Supremo Tribunal dos EUA, instigado por um poderoso lobby homossexual, derrubou as leis anti-sodomia.
A liberalização da homossexualidade pode ter sido excelente para grupos homossexualistas, mas não foi saudável para os jovens. Essa liberalização tornou-se um problema sério, não apenas porque a homosexualidade vem recebendo cada vez mais proteção e promoção do Estado, mas também porque, assim como no caso do fumo, os jovens são as vítimas mais vulneráveis.
O Centro de Pesquisa Pew, em um relatório intitulado “Os EUA têm a maior taxa de crianças do mundo vivendo em famílias de mães solteiras,” disse:
Por décadas, a parcela de crianças americanas que vivem com mãe solteira tem aumentado, acompanhada por um declínio nas taxas de casamento e um aumento de nascimentos fora do casamento. Um novo estudo do Centro de Pesquisa Pew de 130 países e territórios mostra que os EUA têm a maior taxa de crianças do mundo vivendo em famílias de mães solteiras.
Quase 25 por cento das crianças americanas com menos de 18 anos vivem com um dos pais e nenhum outro adulto (23%), mais de três vezes a proporção de crianças em todo o mundo que vivem assim (7%). O estudo, que analisou como as condições de vida das pessoas diferem de acordo com a religião, também revelou que crianças americanas de famílias cristãs e sem nenhuma religião têm a mesma probabilidade de viver nesse tipo de acordo.
Em comparação, 3% das crianças na China… vivem em famílias de mães solteiras.
Ou seja, até a China comunista protege as famílias melhor do que os EUA, embora a China tenha uma infame política de planejamento familiar obrigatória de limitar o número de bebês por casais.
Lares de mães solteiras tornam as crianças e os adolescentes vulneráveis à confusão de identidade, inclusive confusão sexual. Por causa de seu estado de confusão, eles são especialmente vulneráveis à propaganda e doutrinação homossexual predatória. Sem uma intervenção necessária do governo, com o aumento do número de pais solteiros nos EUA, inevitavelmente a homossexualidade também aumentará entre os jovens.
As próximas gerações de americanos, vítimas das irresponsabilidades sexuais dos pais, serão presas fáceis da homossexualidade predatória por causa dos lares de mães solteiras.
Filhos de lares de mães solteiras já têm problemas suficientes. Expor essas crianças a pressões adicionais, especialmente a propaganda e doutrinação homossexual predatória, deveria ser crime.
Se fumar é prejudicial para os jovens, por que achar que a homossexualidade não é?
Se o governo dos EUA pode proibir o fumo para proteger os jovens, por que não proibir a propaganda e doutrinação homossexual predatória para proteger crianças e adolescentes?
Com informações do DailyMail, Pew Research Center e Business Insider.
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