27 de novembro de 2019

“Olavo de Carvalho é um vigarista profissional,” diz general Santos Cruz


“Olavo de Carvalho é um vigarista profissional,” diz general Santos Cruz

Julio Severo
O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, disse em 26 de novembro de 2019, em depoimento à CPI das Fake News, que Olavo de Carvalho é “um vigarista profissional.”
General Santos Cruz na CPI das Fakes News
O general repudiou inúmeros comentários de Carvalho no Facebook, Twitter e Youtube atacando os militares no governo do presidente Jair Bolsonaro. Santos Cruz foi um dos militares atacados. Carvalho o chamou de “politiqueiro e fofoqueiro de merda.”
O general esteve à frente da Secretaria de Governo até o dia 13 de junho de 2019.
Olavo de Carvalho se autoexilou nos  Estados Unidos em 2005 com o argumento de que sofria ameaças de morte semanais no Brasil. Ele tem recebido do governo Bolsonaro uma atenção especial como nenhum outro conselheiro. Em março de 2019, Carvalho foi, junto com Steve Bannon, convidado especial de Bolsonaro durante um jantar oferecido pela Embaixada do Brasil em Washington. Carvalho e Bannon são adeptos do ocultista islâmico René Guénon.
“A pessoa fala que é escritor e filósofo, dá sugestões na área de educação e parte para um palavreado que não dá para repetir aqui,” disse Santos Cruz. Ele afirmou que nunca teve interesse em ler os livros de Carvalho, exatamente pela boca suja. “Acho que ele não tem padrão nem para se expressar. Pode ser que tenha até algumas ideias boas para o público dele em termos políticos, mas o comportamento é um de vigarista. É um vigarista profissional que conseguiu influência em cima de algumas personalidades,” disse ele.
Quem não gostou da opinião do general foi o deputado Pr. Marco Feliciano (Pode-SP), que assumiu a defesa de Olavo de Carvalho.
“Às pessoas que falam em tom pejorativo sobre o professor Olavo de Carvalho, que estudem um pouquinho suas obras. Vocês vão ver que ele é de fato uma pessoa extremamente preparada, habilidosa e não pode sofrer aqui depreciação,” disse Feliciano.
Contudo, será que Feliciano entende as palavras que ele usa? A palavra “pejorativo” significa, de acordo com o Dicionário Michaelis de Língua Portuguesa, “palavra empregada em sentido torpe, obsceno ou simplesmente desagradável.”
Um leitor teria extrema dificuldade de ver “tom pejorativo” no que o general disse sobre Carvalho. Em contraste, há tons, termos e palavras torpes na linguagem de Carvalho, que já disse publicamente:
“A liberdade de opinião é o último refúgio dos idiotas.”
“Eu me ajoelho diante do padre para receber a comunhão, mas se depois da missa tiver de mandá-lo tomar no cu farei isso com a maior tranqüilidade: — Olhe aqui, seu Zé. Ali você era Jesus Cristo, aqui é apenas um merdinha.”
“Cristãos valentes, que eu saiba, só houve em Portugal, na Espanha, na Hungria e na Polônia. No resto do mundo, uma multidão de boiolas.”
“Se eu tivesse uma buceta, faria chantagem sexual com todos os deputados e senadores e destruiria a classe política inteira de uma vez.”
“Repito: nunca existiu uma entidade chamada ‘Inquisição’ e muito menos ‘Santa Inquisição.’”
“O Bergoglio tem de ser tirado do trono de Pedro a pontapés, e o quanto antes.”
“Depois que o sujeito foi estuprado, ele pode buscar algum consolo retroativo na idéia de que uma piroca tinha sido sempre o seu desejo secreto.”
“Não sou de direita, nem de esquerda.”
“A Igreja Católica nasceu oferecendo mártires, a igreja protestante nasceu matando.”
“Herodes salvou muitas almas: matou as criancinhas antes que pudessem pecar.”
“Vocês acham possível ser uma pura coincidência o fato de que o crescimento brutal da criminalidade e sobretudo da corrupção política tenha acontecido ao mesmo tempo que a destruição interna da Igreja Católica pela Teologia da Libertação e que a ascensão generalizada de mil e uma igrejas ‘evangélicas’ improvisadas, repletas de pastores vigaristas?”
“A credulidade com que tantos evanjegues ouvem pastores semi-analfabetos, drogados, ladrões e putanheiros é a oitava maravilha do mundo.”
“Lênin já sabia que, na política, quem xinga mais sempre leva vantagem.”
“Enquanto me restarem energias, violarei sistematicamente todas as regras de boa conduta verbal que chegarem ao meu conhecimento.”
Há também o comentário infame e torpe de Carvalho de que “As igrejas evangélicas fizeram mais mal ao Brasil do que a esquerda inteira.” Em vez de defender as igrejas evangélicas que lhe dão sustento, Feliciano defende o agressor.
Em março de 2019, Carvalho provocou o televangelista Silas Malafaia com vários comentários absurdos, e recebeu resposta à altura. Embora tenha evitado xingar Malafaia, para obviamente não provocar uma crise na principal base de apoio a Bolsonaro, mesmo assim Carvalho fez a acusação ridícula de que Lutero e outros luteranos eram mais astrólogos do que ele.
E o que dizer da Inquisição que torturou e matou multidões de judeus e evangélicos? Carvalho defende a ideia de que a Inquisição foi uma mentira inventada por evangélicos americanos. Novamente, em vez de defender as vítimas da boca mentirosa e torpe de Carvalho, Feliciano defende o agressor.
Por pura falta de estudo ou preguição de estudar, embora eu disponibilize farto material sobre o assunto, Feliciano não defende os evangélicos contra um revisionista da Inquisição que não tem o menor pudor de atacar os evangélicos.
Sobre o conselho de Feliciano para que os deputados “estudem um pouquinho as obras de Carvalho,” de que adianta estudar sem entender? No passado, Carvalho chamou Feliciano de burro e só parou de chamá-lo de burro depois que Feliciano começou a fazer papel de divulgador de Carvalho e seu olavismo.
Um homem que é burro antes de ler Karl Marx não se torna inteligente depois de ler livros marxistas sem capacidade intelectual de entender e refutar suas mentiras. O mesmo problema pode ser visto em Feliciano, que antes de ler Carvalho, era burro, mas depois de ler, continuou burro, pois não teve capacidade intelectual de entender e refutar as mentiras de Carvalho, quer sobre a Inquisição, quer sobre suas muitas palavras torpes contra os evangélicos do Brasil e dos EUA.
Então, a acusação de Feliciano de que o general teria usado linguagem torpe contra Carvalho, que sempre usa linguagem torpe contra todos, o faz parecer ridículo.
O próprio senador evangélico Arolde Oliveira desabafou em abril de 2019: “Com linguajar chulo contra militares, Olavo de Carvalho já ultrapassou todos os limites.”
A defesa que Feliciano fez de um homem que já atacou Malafaia e os evangélicos é simplesmente vergonhosa.
Carvalho preside nos EUA um instituto originalmente fundado por John Haskins, um evangélico desviado problemático. Os membros mais estudados desse instituto nunca deram as caras para defender Carvalho, por causa de suspeitas e desconfianças.
Durante a CPI das Fake News, o general Santos Cruz evitou críticas diretas ao presidente Jair Bolsonaro ou aos filhos dele. Ele disse: “Acho completamente deselegante, e falta de educação, o ataque pessoal. Então, não vou fazer isso.”
Para o general, a atuação de grupos extremistas se assemelha a “gangues de rua,” que agem contra os adversários com “estardalhaço e ataques”. De acordo com Santos Cruz, as condutas ilegais devem ser reprimidas pela Justiça.
“Há comportamentos semelhantes a gangues de rua: xingamentos, condutas marginais. É a tentativa de humilhação, de intimidação. Temos que separar o que é liberdade de expressão. A liberdade de expressão não significa que você pode xingar indiscriminadamente, humilhar, intimidar, destruir reputações. A liberdade de expressão com toda essa tecnologia disponível não eliminou o Código Penal. Tem condutas que podem ser criminosas? Tem, sem dúvida nenhuma. A calúnia, a difamação e a injúria continuam no Código Penal,” comentou ele.
Durante a audiência pública, o general caracterizou a atuação das milícias digitais como grupos que adotam “comportamento de seita,” não questionam as orientações do “líder” e manipulam o debate de temas púbicos para manter “um estado de conflito permanente.”
“‘Eu sigo um líder,’ e o líder é incontestável. Quando o líder fala, aquilo é uma coisa divina e todo mundo vai atrás e defende. Se você falar alguma coisa contra, você é expulso do grupo e é inimigo. Por quê? Porque o raciocínio é binário. Ele é amigo ou inimigo. Não preciso ser totalmente contra você para ser seu inimigo. Se eu fizer qualquer coisa contra, já sou inimigo. Qualquer coisa, é traidor. Quando a coisa é binária, é muito fácil organizar grupos extremistas de qualquer natureza,” disse Santos Cruz.
Não possuindo para protegê-lo a milícia digital que Carvalho tem, Santos Cruz limitou-se a dar uns “beliscões anônimos” no astrólogo na CPI das Fake News.
Com informações do serviço noticioso do Senado Federal e da Câmara dos Deputados.
Leitura recomendada sobre Olavo de Carvalho:
Leitura recomendada sobre Marco Feliciano:

3 comentários :

José Roberto disse...

Ele defende o astrólogo Olavo de carvalho,pq tem a boca ungida! Afinal gastou 157 mil reais do povo brasileiro para cuidar da matraca dele! Uma vergonha,esse homem é!

Anônimo disse...

Por que a bruxaria prevalece? Por que as orações dos cristãos (de fato) não surtem efeito para frear o mal? O quanto a igreja ora, suplica, diante de Deus, para nos livrar desses males? Ou Deus quer que assim seja? Existe guerra espiritual ou não? Por que não se vê resultados?

Marcelo Victor disse...

O SENHOR ENVIOU A OPERAÇÃO DO ERRO PARA QUE CREIAM NA MENTIRA...ASSIM, O HOMEM ESTÁ REVOLVENDO SOBRE AS SUAS PRÓPRIAS FEZES, E, QUANTO MAIS FALA, MAIS FEDE.