22 de novembro de 2019

A cena do crime de Obama e George Soros na Ucrânia


A cena do crime de Obama e George Soros na Ucrânia

Scott Lively
Na longa luta de rua nacional dos EUA sobre “interferência russa” nas eleições de 2016, nunca ouvi ninguém lembrar ao público que essa atividade do governo dos EUA em todo o mundo é tão comum que os americanos a veem como um direito natural.
Aliás, até que os Clintons tentaram alavancar o suposto “conluio” do presidente Trump com intrometidos irrelevantes da Rússia em uma justificativa para o impeachment, todos supunhamos que tentativas de influenciar governos estrangeiros através de “armas de espionagem” eram exatamente o que os países fazem — não é grande coisa. Assim, a aparente interferência de Obama nas eleições israelenses para prejudicar Bibi Netanyahu (através de uma ONG financiada pelos americanos que pagam impostos) não causou quase nenhum efeito nos especialistas agora apopléticos sobre as inocentes conversas de Donald Trump com o novo presidente da Ucrânia.
Mas derrubar um governo soberano envolve direito internacional e, se envolver o uso da força, é absolutamente ilegal. Parece que foi o que Barack Obama, Hillary Clinton e Joe Biden fizeram na Ucrânia, com o intermediário de mudança de regime (e o abutre de operações cambiais) George Soros fornecendo manifestações de rua no estilo esquerdista mais violento na Praça Maidan em Kiev, Ucrânia. A questão em aberto sobre se a rede financiada por Soros orquestrou os distúrbios nas ruas da Ucrânia, assassinatos de atiradores profissionais e violenta guerra civil (e se essas ações — menos de dois anos depois de Benghazi — envolveram militares ou armas clandestinas dos EUA) faz da Ucrânia uma cena de crime, além de perguntas sobre a enorme retirada de dinheiro depois do golpe feita pela equipe de Obama, ou a extorsão admitida por Joe Biden ao presidente ucraniano para forçar a expulsão do promotor principal que o investigava.
Os conservadores reconhecem que as elites do Partido Democrático esperavam que Hillary fosse eleita e as protegesse de todos os seus crimes da era Obama. Menos claro é o motivo pelo qual sua estratégia pós-eleição para derrubar Trump se centrou na narrativa “Conluio Russo.” Argumento que sempre foi sobre a Ucrânia, porque o golpe de Estado deles foi a chave para tornar a Rússia um Estado isolado e para neutralizar quem estava se levantando contra Soros, isolar a Rússia antiglobalista era essencial para avançar seus planos para um governo socialista global.
Assim, a promessa de campanha de Trump (então muito popular entre os conservadores) de parceria com a Rússia contra o globalismo representou uma ameaça existencial para as elites. Portanto, a estratégia do Partido Democrático teve de realizar duas coisas:
1) forçar o presidente Trump a abandonar sua promessa de cooperação com a Rússia (que a alegação de conluio conseguiu ao fazer com que qualquer coisa pró-Rússia parecesse confirmação de conluio), e
2) impedir a exposição dos crimes dos membros do Partido Democrático na Ucrânia (fazendo com que qualquer investigação de Trump parecesse retaliação política).
Vamos revisar o cronograma de “mudança de regime” para apurar motivos e oportunidades criminais.
Em 2009, como secretária de Estado, Hillary ficou famosa ao “resetar” o relacionamento dos EUA com a Rússia, que eu argumento foi um pretexto para facilitar o enriquecimento pessoal dos Clintons através do que agora é conhecido como o escândalo de Urânio Um (no qual os lobistas do Urânio Um pagaram à Fundação Clinton 145 milhões de dólares e o Ardiloso Bill recebeu 500 mil dólares por uma palestra em Moscou). De qualquer forma, o resetamento tratou a Rússia como aliada dos EUA e permaneceu a política oficial de Obama por cinco anos.
Enquanto isso, na Ucrânia, as dificuldades financeiras depois da recessão global de 2008 provocaram uma crise em 2009, superior a 2,4 bilhões de dólares por dívidas para com a Rússia por uma conta de gás não paga. Essa situação se estabilizou depois que o presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych foi eleito em 2010 — tudo isso aceito com a política do resetamento.
Entretanto, em junho de 2013, a Rússia enfureceu as elites americanas ao proibir nacionalmente a propaganda gay para crianças. Essa ação, aplaudida pela Europa Oriental moralmente conservadora, inclusive a Ucrânia, representou uma ameaça direta aos planos de expansão da UE e à revolução sexual global pela qual as elites enfraquecem os países-alvo, minando as fundações familiares de sua sociedade baseadas no casamento.
Essa ação também ofendeu pessoalmente o suposto homossexual Barack Obama, que havia encarregado todas as agências do governo dos EUA em 2011 de priorizar os “direitos dos gays” mediante Memorando Oficial da Presidência.
Assim, a partir de junho de 2013, a política dos EUA se tornou hostil à Rússia, exibida mais claramente nas Olimpíadas de fevereiro de 2014 em Socci, Rússia, onde muitos esquerdistas apoiados pelo governo dos EUA e da UE realizaram protestos pró-LGBT projetados para humilhar e punir os russos.
Então, em novembro de 2013, a Ucrânia se recusou a assinar um acordo para integrar-se mais estreitamente à UE, sem dúvida em parte por causa da agenda LGBT da UE.
É importante ressaltar que a nova estratégia de Obama para tornar a Rússia um país internacionalmente isolado centrou na Ucrânia. (Como acontece com indivíduos, as nações que se opõem à agenda LGBT devem ser desacreditadas ou destruídas.)
Obama sabia que uma “mudança de regime” pró-globalismo bem-sucedida na Ucrânia forçaria Putin a assumir o controle de suas principais bases militares na Crimeia e outro território estrategicamente crítico (análogo aos interesses americanos no Havaí). Isso permitiria que Obama caracterizasse Putin como o agressor e a política russa como “expansionista” quando o contrário era verdade.
A rede financiada por Soros de grupos de mídia e ativistas de rua estava na Ucrânia há anos, o que ele admitiu publicamente em 2014: “Criei uma fundação na Ucrânia antes que a Ucrânia se tornasse independente da Rússia. E a fundação funciona desde então e desempenhou um papel importante nos eventos de agora.”
O golpe de Obama/Soros de 2014 foi incorporado na Revolução Laranja em andamento que agora exibia bandidos mascarados no estilo esquerdista mais violento, criando um caos social através da violência (embora eles neguem a violência), enquanto a equipe de Obama orquestrou a substituição do presidente Yanukovych por Petro Poroshenko. Suas ações foram desmascaradas em abril de 2014, quando Victoria Nuland, vice-secretária de Estado para assuntos europeus, foi pega em gravação de vídeo conspirando com Geoffrey Pyatt, embaixador dos EUA na Ucrânia. Na conversa Nuland/Pyatt, Joe Biden foi identificado como o mais próximo que selaria o acordo com as novas marionetes ucranianas.
Em 1º de fevereiro de 2015, o próprio Obama admitiu ter orquestrado o golpe. Conforme noticiado na CNN, Obama disse: “[Putin] foi pego de surpresa pelos protestos em Maidan e com Yanukovych fugindo depois de termos fechado um acordo para a transição do poder na Ucrânia.”
Então Biden se gabou em vídeo de forçar a renúncia do promotor-chefe da Ucrânia, Viktor Shokin, mediante a extorsão de Poroshenko, ameaçando reter um bilhão de dólares em ajuda dos EUA. Por quê? Porque Shokin estava investigando os crimes de Obama e outros membros do Partido Democrático na Ucrânia.
Então, aqui estamos em novembro de 2019, testemunhando os democratas tentando freneticamente remover o presidente Trump da presidência dos EUA com as acusações mais frívolas, quando o registro histórico de atividades criminais sem dúvida muito sérias, algumas das quais admitidas publicamente pelos meios de comunicação esquerdistas pelos próprios perpetradores, condena líderes democratas de primeira linha com provas de suas próprias bocas.
A caça às bruxas do Conluio Russo está na sua fase final e aqueles com olhos para ver finalmente conseguem reconhecer que o principal objetivo das elites (além de remover Trump da presidência dos EUA) sempre foi estrangular a prometida parceria EUA/Rússia de Trump contra o globalismo em seu berço, e que a Ucrânia é literalmente a cena do crime em que foram realizadas as principais ações em prol dessa conspiração.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): The Democrat crime scene called Ukraine
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