23 de outubro de 2019

Sobre tartarugas marinhas em gestação e seres humanos em gestação


Sobre tartarugas marinhas em gestação e seres humanos em gestação

Bryan Fischer
Uma das coisas que a Bíblia ensina é a depravação total do homem não redimido. “Ninguém é justo, ninguém; ninguém entende; ninguém busca a Deus” (Romanos 3:10). Se um número suficiente de pessoas acreditar nas mentiras do diabo, toda a sociedade acaba se tornando depravada.
Veja o que aconteceu na semana passada em Miami Beach, Flórida, EUA. Lá, uma mulher de 41 anos — seu motivação é desconhecida — foi flagrada pisando no ninho de uma tartaruga marinha, e espetando-a com uma estaca de madeira. Ela foi sumariamente presa e acusada pelo crime de “abuso ou hostilidade contra ovos de tartaruga.”
Ovos de tartarugas marinhas são bem-vindos e protegidos por lei desde 1973, quando encontraram abrigo sob a Lei de Espécies Ameaçadas. Paradoxalmente, 1973 foi o mesmo ano em que o aborto foi “legalizado” pela infame decisão Roe versus Wade no Supremo Tribunal dos EUA.
Um ovo de tartaruga marinha é uma tartaruga em gestação. Um “feto” é um ser humano em gestação. Assim, em um ato monstruoso de total depravação, as tartarugas marinhas em gestação ganharam a proteção legal total da lei no mesmo ano em que os seres humanos em gestação perderam a proteção deles.
Não sei quais penalidades a mulher do caso das tartarugas marinhas enfrenta, mas sei que a Federação de Planejamento Familiar [a maior rede de clínicas de aborto dos EUA] recebe US$ 500 milhões por ano, dólares arrancados à força dos americanos que pagam impostos, para matar bebês em gestação. Eles matam esses bebês arrancando seus braços e pernas um a um enquanto estão no útero e os descartando como lixo médico, o equivalente moral de pisar neles e espetá-los com estacas.
Falando em tartarugas marinhas, a polícia de Miami Beach disse: “felizmente, parece que os ovos não foram danificados.” Não dá para se dizer o mesmo com relação aos bebês em gestação.
Isso não quer dizer de forma alguma que devemos encorajar as pessoas a sair por aí destruindo os ninhos das tartarugas marinhas. Não, pelo contrário. Não devemos pisar nos ovos de tartaruga ou espetá-los com estacas. Mas não devemos também fazer isso com bebês em gestação.
Se você precisar de uma ilustração singular da decadência e escuridão moral dos Estados Unidos, esse caso é perfeito. Conclusão: matar tartarugas marinhas em gestação dá cadeia. Matar bebês em gestação dá dinheiro.
Que Deus convença os Estados Unidos de sua cruel desumanidade, os faça se humilhar e chorar por seus pecados, os perdoe, os renove e os restaure. Em nome de Jesus.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da Associação da Família Americana: Of Unborn Sea Turtles and Unborn Human Beings
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