18 de outubro de 2019

Franklin Graham, filho do evangelista Billy Graham, diz: “A esquerda, os socialistas deixam muito claro que estão contra a Igreja”


Franklin Graham, filho do evangelista Billy Graham, diz: “A esquerda, os socialistas deixam muito claro que estão contra a Igreja”

Julio Severo
Em entrevista ao noticiário da Rede de Televisão Cristã (RTC) dos Estados Unidos, o evangelista Franklin Graham, filho do evangelista internacionalmente famoso Billy Graham, se mantém firme contra os recentes comentários polêmicos do candidato presidencial democrata de 2020 Beto O’Rourke, que disse que gostaria de retirar das igrejas americanas sua condição de isenção de impostos se não elas não apoiarem o casamento entre indivíduos do mesmo sexo.
Franklin Graham
A Rede de Televisão Cristã é conhecida no Brasil através do programa Clube 700, apresentado por Pat Robertson, o fundador da RTC.
O Partido Democrático, do candidato O’Rourke, tem muitas das características socialistas do Partido dos Trabalhadores no Brasil, principalmente com relação ao aborto e à agenda gay. Mas no que se refere a fazer as vontades do complexo industrial militar americano, que mantém o governo americano ocupado em guerras intermináveis, tanto democratas quanto republicanos não são muito diferentes.
Graham disse que a declaração de O’Rourke indica que os progressistas estão se degradando mais em suas políticas nos EUA. Se O’Rourke se tornar presidente dos EUA, ele já deixou claro que vai favorecer totalmente os homossexualistas e perseguir as igrejas.
“Acho que a esquerda, os socialistas deixam muito claro que estão contra a igreja,” disse Graham ao noticiário da RTC. “A menos que nos curvemos e aceitemos a agenda deles relacionada à agenda LGBTQ, eles tirarão nossa condição de isenção de impostos, e todos na sala deram vivas e aplaudiram quando ele disse isso. E é claro que os outros candidatos também aplaudiram e deram vivas. E isso apenas mostra onde está o coração deles e para onde eles estão indo.”
Graham disse que não se trata de ser contra um grupo de pessoas. Em vez disso, é sobre compartilhar a verdadeira liberdade e esperança que brotam quando seguimos os caminhos de Deus que são muito bem mostrados na Bíblia.
“Não sou contra gays, não vou falar contra gays, brigar com gays ou qualquer coisa assim, mas certamente não quero que eles forcem a agenda deles em mim ao ponto em que eu tenha de aceitar o que eles dizem ser a verdade. O que eles dizem não é a verdade. É pecado. E eu me importo com os gays, os amo o suficiente para avisá-los de que, se eles não se arrependerem e abandonarem seus pecados, Deus os julgará. E Deus julgará o pecado, quer sejamos mentirosos ou ladrões, todos somos pecadores e temos de nos arrepender e deixar de pecar,” explicou ele.
“Então, eu quero que os gays e as lésbicas saibam que, se se arrependerem e abandonarem esses pecados, Deus os perdoará e curará seus corações. Mas não vou aceitar o pecado deles e dizer que o que eles estão fazendo é bom. O que eles fazem não é bom. Não é bom para Deus e eles estarão diante dele um dia,” continuou ele.
O que preocupa Graham não é apenas a agenda socialista da esquerda. Ele também está muito preocupado com a forma como a propaganda incessante dos ativistas gays e dos socialistas irá corromper os cristãos.
“Muitos cristãos, infelizmente, vão se curvar e ceder, e muitos já fizeram isso, mas eu simplesmente não vou fazer isso,” disse ele.
Com informações da Rede de Televisão Cristã dos Estados Unidos.
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15 de outubro de 2019

Com financiamento de impostos, CPAC Brasil, o maior evento “conservador” do Brasil, critica… socialistas financiados por impostos


Com financiamento de impostos, CPAC Brasil, o maior evento “conservador” do Brasil, critica… socialistas financiados por impostos

Julio Severo
Defendendo o Estado mínimo, Eduardo Bolsonaro apresentou a CPAC Brasil, que ele disse ser o maior evento conservador do Brasil. Apesar da ideia de “Estado mínimo” significar “menos impostos” e menos gente do governo gastando dinheiro de impostos, o que se viu na CPAC foi “conservadores” criticando socialistas financiados por impostos num evento que custou R$ 1,1 milhão de dinheiro de impostos.
Eduardo Bolsonaro apresentando Olavo de Carvalho no CPAC Brasil
CPAC é a sigla americana de Conservative Political Action Conference, que significa Conferência de Ação Política Conservadora. A CPAC Brasil, que aconteceu em 11 e 12 de outubro de 2019 em São Paulo, foi o primeiro evento desse tipo no Brasil.
Embora o evento tenha sido projetado para 2 mil pessoas, de acordo com os organizadores a conferência teve cerca de 1.200 participantes.
Para os socialistas, é muito fácil usar a máquina do Estado para seus projetos de poder. Agora, em versão direitista, Eduardo Bolsonaro usou a máquina do Estado para seu projeto de poder pessoal.
Em vez de promoverem suas causas com o dinheiro do próprio bolso, os socialistas sempre usam o dinheiro dos outros, de preferência de impostos. Não diferente disso, o “princípe” Eduardo promoveu a CPAC no Brasil não com o dinheiro de seu próprio bolso, mas com dinheiro de impostos. Se isso não é socialismo direitista, então o que é?
No entanto, o problema não é só impostos sendo usados para financiar o que Eduardo Bolsonaro chamou de maior evento conservador do Brasil. Conforme consta no próprio site do evento, a conferência CPAC Brasil foi oficialmente realizada pela Fundação Indigo, que já defendeu a legalização do uso medicinal e recreativo da maconha.
“A legalização do porte, distribuição e venda de maconha para fins medicinais e recreativos poderia solucionar vários problemas públicos brasileiros, como a superlotação de prisões, a existência de esquemas complexos e muito lucrativos de tráfico, a redução taxa de criminalidade e a redução do número de mortes causadas pelo tráfico e pela overdose com a utilização substâncias mais tóxicas,” defendeu a Fundação Índigo, que realizou a CPAC Brasil.
Como Eduardo Bolsonaro e seus aliados não quiseram, de acordo com valores conservadores, financiar a CPAC Brasil com dinheiro do próprio bolso, a Fundação Índigo foi usada para financiar, com dinheiro de impostos, o evento.
Não é a primeira vez que Eduardo realiza um evento “conservador” com dinheiro de impostos usando a Fundação Índigo. Em julho de 2018 ele tentou realizar a Cúpula Conservadora das Américas, que acabou sendo realizada em dezembro.
É óbvio que com tanto dinheiro de impostos usado num evento “conservador,” o que foi exaltado não foi o conservadorismo. A exaltação foi dada para Eduardo Bolsonaro, que é filho do Presidente Jair Bolsonaro. O segundo homem mais exaltado foi Olavo de Carvalho, um conselheiro de Bolsonaro que por seu longo histórico de ocultista e astrólogo é considerado o “Rasputin de Bolsonaro.”
A Cúpula Conservadora das Américas, que glorificou Carvalho, custou 500 mil reais de dinheiro de impostos.
Pela lei brasileira, financiar eventos com dinheiro público não é ilegal. Mas do ponto-de-vista conservador, não é correto. Chega a ser imoral.
“Ele asfaltou o caminho para que viesse Bolsonaro,” disse o filho do presidente sobre a glorificação de Carvalho na CPAC. Em março de 2019 Eduardo foi repreendido pelo televangelista Silas Malafaia por descartar os evangélicos para creditar a vitória de Bolsonaro a Carvalho. Malafaia, que é a maior voz conservadora evangélica hoje, não foi convidado para a conferência da CPAC, embora ele tenha liderado milhões de evangélicos a votar em Bolsonaro.
O único grande serviço noticioso internacional que escreveu uma reportagem sobre a conferência da CPAC foi a BBC, mas só em sua edição em português. Sua edição em inglês ignorou o evento. Aliás, embora os EUA tenham milhares de sites conservadores, nenhum até agora escreveu sobre o evento da CPAC no Brasil.
A BBC mostrou um telão na CPAC onde Carvalho foi exaltado. A verdade é que o filho do presidente pode dizer e fazer o que quiser, desde exaltar um Rasputin até canalizar impostos para realizar um evento “conservador.”
Não é a primeira vez que a BBC trata de Carvalho. Em 2017, quando nenhum canal conservador dos EUA escreveu sobre a participação de Carvalho num debate com um socialista brasileiro na Universidade de Harvard, a BBC foi o único grande canal noticioso a entrevistar Carvalho, que disse que apoia a ideia socialista de “renda mínima,” onde o Estado daria um salário mínimo para cada cidadão. Esse salário aparentemente generoso viria totalmente do dinheiro de impostos.
Em sentido muito real, Carvalho não está longe de Satanás, não só por suas conexões ocultistas mal explicadas, mas também por ser o maior defensor do revisionismo da Inquisição no Brasil. A opinião de Carvalho é que os evangélicos americanos são mentirosos por apoiarem a “mentira” de que a Inquisição torturava e matava judeus e protestantes.
Por ser o maior país evangélico do mundo e por ser o país que mais protegeu judeus no mundo, os EUA também se tornaram o país que mais combateu a Inquisição. Embora Carvalho não esconda de ninguém sua repugnância pelo papel dos evangélicos americanos para ajudar os judeus no combate à Inquisição, ele prefere viver nos EUA, um comportamento incoerente não diferente de socialistas brasileiros que criticam o capitalismo e o evangelicalismo americano, mas preferem viver nos EUA.
Contudo, a defesa da Inquisição não é o único problema deles. Allan dos Santos, que foi exaltado por Eduardo Bolsonaro e Mercedes Schlapp como representante oficial da “imprensa conservadora” no Brasil, é um seguidor de Carvalho que foi desmascarado pelo jornalista Felipe Moura Brasil em sua reportagem na revista Crusoé “Os Blogueiros de Crachá,” sobre blogueiros que apoiam Carvalho e Bolsonaro e recebem favores financeiros.
A reportagem de Moura Brasil mostra como Allan dos Santos e até o Felipe G. Martins, assessor internacional especial do presidente, supostamente atuam em conspirações para derrubar ministros que não estão alianhados com Carvalho. Um dos ministros derrubados foi o General Carlos Alberto dos Santos Cruz, que alegadamente se opôs que dinheiro de impostos de seu ministério fosse desviado para financiar Carvalho e seus grupos.
Graças à atuação desses grupos militantes, não existe real liberdade no governo Bolsonaro. Todos os ministros que tentaram criticar a influência nociva de Olavo de Carvalho no governo foram demitidos. Então se futuramente disserem que Carvalho era uma pessoa respeitada por todos no governo Bolsonaro porque todos os ministros o elogiavam, é porque ninguém tinha escolha.
Como não elogiar Carvalho? Ele recebeu de Bolsonaro a condecoração mais elevada do governo brasileiro, um sinal claro, conforme as palavras de um líder do partido de Bolsonaro, de que Bolsonaro está apaixonado por Carvalho. É um sinal também de que Carvalho se tornou incriticável no governo.
Felizmente, não estou no governo e posso criticar Carvalho com responsabilidade cristã. Quando Carvalho aconselhou o Presidente Bolsonaro a colocar Ricardo Velez como ministro da Educação, fui eu quem denunciou que Velez apoiava Hillary Clinton e não gostava de Trump. Quando Velez caiu, Carvalho aconselhou Bolsonaro a escolher Abraham Weintraub, denunciado por mim como um direitista socialista.
No Brasil, não é a grande mídia esquerdista que critica Carvalho pela defesa que ele faz da Inquisição. Aliás, a esquerda não parece se importar que ele defenda tais atrocidades passadas. O maior crítico dele nessa assunto sou eu. Por causa de minha crítica, Carvalho, usando e abusando de sua influência no governo, já apelou para a Polícia Federal me investigar, como se fosse crime criticá-lo por causa da Inquisição e seus envolvimentos ocultistas.
Embora os evangélicos tenham sido o bloco principal de apoio a Bolsonaro na eleição presidencial de 2018, há pouquíssimos evangélicos em cargos de alto escalão no governo. Esses evangélicos também não têm liberdade de criticar Carvalho.
Em entrevista exclusiva ao HuffPost do Brasil, Eduardo Bolsonaro zombou da denúncia do jornalista Moura Brasil, dizendo que existe “uma deliberada perseguição a qualquer um que não se alinhe à conduta desejada pela esquerda.” (Sua entrevista foi incoerente, pois se ele não gosta da esquerda, por que ele aceitou ser entrevistado pelo esquerdista HuffPost?)
Pelo simples fato de que o jornalista denunciou caça às bruxas a serviço de Carvalho, ele foi rotulado como fazendo parte da esquerda. É uma acusação injusta.
Felipe Moura Brasil é o editor de um livro best-seller de Carvavlho e autor de um vídeo contra o socialismo com mais de 7 milhão de visualizações nos Estados Unidos. O vídeo (https://youtu.be/bKhR9i5CGkA), intitulado “How Socialism Ruined My Country” (Como o Socialismo Arruinou Meu País), foi divulgado por Dennis Prager, um conhecido judeu antimarxista americano.
Não existe nos EUA um vídeo antimarxista brasileiro mais famoso do que o vídeo de Felipe.
Se criticar influências ocultistas no governo Bolsonaro torna você vulnerável de ser tachado de “esquerdista,” em breve Eduardo Bolsonaro lançará essa acusação contra mim, embora eu tenha militância antimarxista muito antes dele. Em pleno governo Lula em 2006, eu criticava sua campanha homossexualista. Uma das maiores denúncias publicadas nos EUA contra o governo Lula foi escrita por mim em 2006.
Enquanto em 1999 Jair Bolsonaro estava apoiando Hugo Chávez e seu socialismo venezuelano, eu estavam combatendo o socialismo e a agenda gay. Sou o autor do livro “O Movimento Homossexual,” publicado originalmente pela Editora Betânia em 1998. Esse foi o primeiro livro brasileiro contra a agenda homossexual.
Por causa do meu conservadorismo cristão, sou criticado até mesmo pela esquerda nos EUA.
Então, quem participou da CPAC Brasil, onde os maiores exaltados foram Eduardo Bolsonaro e Olavo de Carvalho?
Os palestrantes americanos foram:
Matt Schlapp
Mercedez Schlapp
James M. Roberts
Christine S. Wilson
Charles R. Gerow
Senador Mike Lee
Kassy Dillon
Como não entendem português, os americanos foram incapazes de entender que em vez de estar com os representantes do conservadorismo brasileiro, eles estavam na verdade vendo os representantes do movimento de Olavo de Carvalho que, não surpreendemente, foram os palestrantes brasileiros, inclusive:
Ministro Ernesto Araújo, fã assumido de Olavo de Carvalho, René Guénon e Julius Evola. O ocultista islâmico René Guénon, muito recomendado por Carvalho durante décadas, tinha como principal discípulo Evola, cujos livros defendendo um ocultismo direitista inspiraram o fascismo italiano e o nazismo.
Abraham Weintraub, ministro da Educação que prometeu criar mais creches no Brasil do que os governos socialistas anteriores, numa campanha de socialismo de direita. O ministério dele também lançou uma campanha usando a astrologia e o público brasileiro atribuiu esse disparate à influência de Carvalho na vida dele.
Ana Campagnolo, uma “evangélica” adepta de Carvalho. Ela ficou famosa por combater o marxismo em sala de aula, e ficou igualmente famosa por doutrinar alunos a fazer mapas astrais (astrologia) sem o consentimento e conhecimento dos pais.
Damares Alves, pastora pentecostal, também falou. Seu tema foi questões pró-família. Ela não é discipula de Carvalho, mas também não é livre para criticá-lo e alguns itens homossexuais da agenda do governo Bolsonaro. Aliás, ela recebeu ordens para implementar esses itens.
A CPAC Brasil teve também uma mesa redonda com os adeptos de Carvalho — Filipe G. Martins, Rafael Nogueira, Flávio Morgenstein e Taiguara Fernandes — para debaterem a importância dele.
Além disso, houve uma mesa redonda com a “mídia indepentente” — termo que Eduardo usa para significar a mídia que exalta Carvalho. Na “mídia indepentente” Eduardo incluiu Conexão Política, Visão Macro, Daniel Lopez, Terça Livre (de Allan dos Santos) e Crítica Nacional.
Como filho do presidente, Eduardo Bolsonaro pode incluir ou excluir quem ele quiser. Ele tem privilégios garantidos pelo pai e muito dinheiro de impostos para realizar o que quer. O fato de que ele usou dinheiro de impostos para realizar a CPAC Brasil mostra o poder do “príncipe,” termo usado pelo Major Olimpio, líder do partido de Bolsonaro no Senado. Ele disse que os filhos do presidente Bolsonaro têm “mania de príncipes” e causam problemas para o pai.
A mania mais recente do “príncipe” é querer ser o embaixador do Brasil nos EUA.
Daniel Lopez, que é considerado pastor evangélico e participou da CPAC como “mídia independente,” caiu na lábia de Carvalho e hoje promove livros abertamente contra a fé evangélica, inclusive livros sanitizando a Inquisição. Um desses livros tem como título “Inquisição, um tribunal de misericórdia.”
Não existe, em Daniel Lopez, nenhuma independência de Carvalho. Aliás, todas as outras “mídias independentes” não são independentes de Carvalho.
A marca registrada do movimento supostamente direitista de Carvalho é a defesa intransigente da Inquisição. Digo supostamente direitista porque o próprio Carvalho recusa o título de direitista e conservador. Outra marca registrada desse movimento é o culto à personalidade de Carvalho.
Allan dos Santos, do Terça Livre, foi o principal “jornalista independente” exaltado por Eduardo. Conforme denúncia do UOL, Allan já andou se beneficiando de dinheiro de impostos para suas despesas pessoais. O que falta no Brasil é “jornalista independente” cujo bolso seja independente de dinheiro de impostos.
Não sei se Matt Schlapp, Mercedez Schlapp, James M. Roberts, Christine S. Wilson, Charles R. Gerow, Senador Mike Lee e Kassy Dillon participariam da CPAC Brasil se conhecessem de fato quem é Olavo de Carvalho, nem sei se eles concordam que a CPAC Brasil foi apenas usada e abusada para glorificar Eduardo Bolsonaro, Carvalho e seus adeptos.
Contudo, aparentemente eles tiveram a ideia de que o líder do movimento conservador no Brasil é o “príncipe” Eduardo Bolsonaro. Walid Phares, palestrante americano da CPAC, disse que Eduardo está “liderando um emergente movimento national conservador.”
Não sei se os organizadores americanos da CPAC são inocentes e não mereciam ser ludibriados. No ano passado, o evento deles nos EUA baniu um grupo evangélico conservador pró-família e recebeu um grupo homossexualista. Além disso, a CPAC já teve como palestrante programado um proeminente homossexual conservador, que acabou humilhando a CPAC depois de se envolver num escândalo público de defesa da pedofilia.
Tentar unir homossexualismo com conservadorismo é algo que um real conservador cristão nunca faria nem aceitaria. Mas um oportunista movido por dinheiro faz e aceita qualquer coisa.
Na CPAC Brasil, Eduardo Bolsonaro posou de forma orgulhosa com a bandeira do arco-íris, mostrando que ele acredita que existe conservadorismo homossexual.
Eduardo Bolsonaro e a bandeira gay
Se pode existir “conservador” com atitudes socialistas (gastar mais de 1 milhão de reais de dinheiro de impostos para realizar um evento “conservador” como a CPAC), por que não também “conservadores” gays?
Apesar disso, o empresário católico americano Sean Fieler exibiu na CPAC Brasil em sequência as bandeiras da União Soviética, de Cuba e do movimento gay, equiparando-as como formas de totalitarismo.
“É o movimento mais perigoso nos EUA atualmente”, declarou ele. É um movimento tão destrutivo que já está se infiltrando em grupos e partidos conservadores, inclusive na própria CPAC.
A lição brasileira que ficará com relação à CPAC por um longo tempo é que os americanos ligados à CPAC são altamente vulneráveis. Eles pregam Estado mínimo, menos impostos e denunciam socialistas financiados por impostos. Mas na primeira oportunidade, aceitam participar de um evento financiado altamente por impostos.
O Presidente Jair Bolsonaro não participou do evento, talvez como insatisfação à negativa de Trump de incluir o Brasil na OCDE em 2019, depois de todos os agrados que Bolsonaro fez a ele.
Nessa altura os organizadores da CPAC podem estar se perguntado se o pântano brasileiro, que está cheio de problemas da esquerda, não tem também problemas da direita. Querendo ou não, o CAPC acabou legitimando a direita extremista pró-Inquisição que ameaça o verdadeiro conservadorismo cristão. Legitimou também o culto à personalidade de Carvalho, que não mede esforços para se glorificar, ainda que à custa do verdadeiro conservadorismo.
Legitimou uma deturpação do conservadorismo brasileiro.
Quanto a Eduardo Bolsonaro, a CPAC foi um grande brinquedo para o “príncipe.”
Com informações de CPAC Brasil, BBC, HuffPost Brasil, O Antagonista, Notícias Yahoo, Congresso em Foco, Gazeta do Povo, Notícias UOL e El País.
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14 de outubro de 2019

O Brasil deveria ou não entrar na OCDE?


O Brasil deveria ou não entrar na OCDE?

Julio Severo
Em sua reportagem intitulada “Um novo regime tributário mundial” na revista The New American em 2014, Alex Newman disse:
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) — uma organização econômica internacional de 34 membros (atualmente) que trabalha para influenciar as operações financeiras mundiais — anunciou abertamente planos para avançar o sonho de longa data apoiado pelos socialistas de um regime de tributação planetária. Os planos exigem que governos legítimos e ditaduras em todo o mundo compartilhem todos os dados financeiros privados dos cidadãos… que, segundo os especialistas, em conjunto com outras maquinações relacionadas, como um plano emergente para forçar as empresas a pagar impostos corporativos igualmente altos em todas as jurisdições do mundo em vez de se estabelecer em países com impostos mais baixos, lançará as bases sobre as quais construir uma “Organização Tributária Mundial.”
E em sua reportagem intitulada “Cartel da OCDE financiado pelos EUA busca impostos globais mais altos” na revista The New American em 2011, Newman disse:
Os americanos que pagam impostos estão enviando mais de US$ 100 milhões por ano para uma burocracia internacional inchada que se transformou em um “fiscal de cartéis” para políticos do Estado de bem-estar social que buscam impedir a concorrência tributária, de acordo com um novo estudo. Intitulado “Cartelizando impostos: Entendendo a campanha da OCDE contra a ‘concorrência prejudicial de impostos,’” o documento examina a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico e sua campanha cada vez mais acirrada para “cartelizar” impostos globais. E a imagem que surge é preocupante, para dizer no mínimo, de acordo com especialistas.
Então, o presidente Jair Bolsonaro deveria ou não forçar o Brasil a entrar na OCDE? Do ponto de vista conservador, como mostra Newman, o Brasil e os Estados Unidos não deveriam fazer parte da OCDE, que é uma organização socialista e globalista.
No entanto, Bolsonaro tem pressionado tanto pela inclusão brasileira na OCDE que sua empolgação foi interpretada por seus apoiadores como um sinal de que o governo Trump concederia apoio para que o Brasil fosse incluído na OCDE em 2019. Quando essa inclusão imediata não aconteceu, as pessoas interpretaram que o governo Trump havia revogado seu apoio. Mas o próprio presidente dos EUA, Donald Trump, renovou o apoio, embora não tenha dado uma data específica para a inclusão.
Trump disse em 11 de outubro de 2019:
“A declaração conjunta divulgada com o presidente Bolsonaro em março deixa absolutamente claro que apoio o Brasil no início do processo de adesão plena à OCDE. Os Estados Unidos defendem essa declaração e defendem @jairbolsonaro. Esse artigo é NOTÍCIA FALSA! bloomberg.com/news/articles/…
Contudo, Trump está dando apoio a uma inclusão mais imediata da Argentina, cuja economia está em um atoleiro. Além disso, os eleitores argentinos estão escolhendo o socialismo novamente.
Embora usar a Argentina contra o Brasil seja um velho truque geopolítico dos estrategistas dos EUA, o não apoio do governo Trump à entrada brasileira na OCDE em 2019 não é uma má notícia. É uma boa notícia. E se o Brasil se recusar permanentemente a ingressar na OCDE, seria notícia alegre.
Alex Newman também gostaria que os EUA se juntassem a essa recusa conjectural. Sua opinião é que os EUA deveriam deixar a OCDE, que é uma organização socialista e globalista. Então, por que o governo dos EUA sob Trump apoiaria a inclusão do Brasil, considerando que Bolsonaro condena abertamente o socialismo?
Mas não apenas Trump está ajudando a OCDE. Quando Newman escreveu seus artigos para The New American, o ex-presidente dos EUA Barack Hussein Obama estava canalizando US$ 100 milhões anualmente de contribuintes de impostos dos EUA para a OCDE. Por que Trump está fazendo o que Obama teria feito é um mistério.
Um mistério maior é a empolgação e os esforços de Bolsonaro para forçar o Brasil a entrar na OCDE. Anos atrás, Bolsonaro confessou que sonegava todos os impostos que podia. Então ele odeia impostos altos, como todo brasileiro odeia.
Pelo fato de que Bolsonaro vem se pronunciando com força contra o socialismo na ONU e ele tem um histórico de defesa da sonegação de impostos, esperava-se que ele evitasse colocar o Brasil na OCDE ou em outras organizações socialistas.
Bolsonaro tem muita experiência ruim com impostos altos, porque ele nasceu no Brasil, que tem impostos historicamente altos, e o socialismo só piora o que já é muito ruim no Brasil há séculos. Com essa experiência brasileira, não é de admirar que Bolsonaro tenha sonegado impostos. Mas é de admirar sua empolgação atual em forçar o Brasil a entrar em uma organização socialista determinada a aumentar os impostos em todo o mundo.
Alex Newman disse que a principal agência para trazer um imposto global é exatamente a OCDE. Ele disse: “O regime global de informações fiscais da OCDE deve dar conta do recado,” acrescentando:
Como seria de esperar, quem também impulsiona esses planos é a Internacional Socialista, a principal aliança de partidos políticos socialistas e comunistas em todo o mundo. Essa poderosa coalizão, que se reuniu na África do Sul em 2012, novamente pediu impostos globais, uma moeda planetária e um regime global de compartilhamento de informações fiscais em uma de suas resoluções.
Newman observou:
“De acordo com uma declaração da OCDE, entre os dados que os governos compartilhariam entre si como parte do regime de ‘troca automática de informações’ estão várias categorias de renda, mudança de endereço, compra ou venda de propriedades e muito mais. Em vez de estar seguro em casa, nos documentos e nos bens imovéis sem uma causa provável e sem mandado, os governos e os autocratas de todo o mundo estarão livres para vasculhar” as informações mais sensíveis dos cidadãos do mundo à vontade.
Outras citações de Newman:
A chance de abuso de informações de indivíduos é de 100%. Considere que entre os primeiros participantes da trama está o implícito regime socialista que governa a Argentina — atualmente buscando freneticamente riquezas para saquear, à medida que a economia que ele governa mal está entrando em colapso. Está também a bordo o regime radical do Partido Comunista Sul-Africano e do Congresso Nacional Africano, que vem sendo implicado em genocídio na África do Sul pelo principal especialista mundial na área e que hoje tem mais pobreza do que quando o poder foi transferido do governo branco para o CNA. Os globalistas esperam acabar forçando todos os governos e ditadores do planeta a participar. Mais do que algumas autocracias brutais já estão se alinhando para participar.
Os principais líderes da OCDE também admitem que beneficiar os governantes, não aqueles que eles governam, é o objetivo das maquinações. “Estamos felizes em redobrar nossos esforços nessa área, trabalhando em estreita colaboração com países [governos] e partes interessadas para projetar soluções globais para problemas globais em benefício de governos e empresas em todo o mundo,” declarou a diretora da OCDE, Ángel Gurría, embora não esteja claro como os imensos custos e mandatos de conformidade impostos às empresas os beneficiariam.
“A OCDE começou a buscar impedir os países membros e os não membros de reduzir impostos e a incentivar as jurisdições com impostos mais baixos a elevar suas taxas,” explica o documento de 54 páginas, de autoria do estudioso de direito e economia da Universidade do Alabama, Andrew Morriss, e da pesquisadora econômica Lotta Moberg da Universidade George Mason. E a organização agora se transformou “em um cartel destinado a restringir a competição entre Estados.”
Alguns especialistas chegaram a afirmar que a OCDE pode estar entre os programas mais destrutivos financiados pelos americanos que pagam impostos em relação ao custo. “Não sou fã de burocracias internacionais… Mas a pior burocracia internacional, pelo menos quando medida em uma base gasta em dólares, deve ser a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico de Paris,” comentou Dan Mitchell, que critica a OCDE há muito tempo e é membro sênior do libertário Cato Institute. “Alguém consegue pensar em um item mais destrutivo no orçamento federal, pelo menos quando medido em uma base gasta por dólar? Eu não consigo.”
Então, se a OCDE é tão prejudicial à soberania das nações, inclusive com sua ambição de criar elevados impostos globais, por que o presidente dos EUA, Donald Trump, não retira os EUA dela? Por que ele está incentivando o Brasil a entrar nessa organização socialista e globalista?
Newman reconhece abundantemente que a OCDE é uma organização socialista e globalista. E ele também reconhece que a OCDE é financiada em grande parte por US$ 100 milhões anualmente de americanos que pagam impostos.
O fato de Trump estar apoiando Bolsonaro para forçar o Brasil a entrar na OCDE de nenhuma maneira faz da OCDE uma boa organização. Trump é muito melhor que Hillary Clinton, mas ele não é perfeito. Aliás, recentemente ele parabenizou a China pelo aniversário de 70 anos de sua revolução comunista, que matou cerca de 50 milhões de chineses.
Bolsonaro também não é perfeito. Ele honrou um homem que desonrou Trump. Steve Bannon, um homem homenageado por Bolsonaro e seu filho Eduardo, disse que Trump é “apenas mais um canalha” e trapaceiro.
Apesar de suas imperfeições mútuas, em vez de deixar que Trump o leve a forçar o Brasil a entrar em uma organização socialista e globalista como a OCDE, Bolsonaro deveria usar sua experiência passada como um homem que odeia e sonega impostos para incentiva Trump a deixar a OCDE.
Versão em inglês deste artigo: Should or Not Brazil Enter OECD?
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