30 de setembro de 2019

Steve Bannon diz que Trump é “apenas mais um canalha” e trapaceiro


Steve Bannon diz que Trump é “apenas mais um canalha” e trapaceiro

Julio Severo
Considerando que Steve Bannon foi demitido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, depois de fornecer informações para “Fire and Fury” (Fogo e Fúria), um livro de Michael Wolff cheio de fofocas contra Trump, Bannon deveria ter vergonha de si mesmo o suficiente para nunca mais contribuir para nenhum outro livro de Wolff.
Steve Bannon
Mas esse não é o caso. De acordo com uma reportagem do jornal americano DailyBeast de 29 de setembro de 2019, Bannon contribuiu para “Siege: Trump Under Fire” (Cerco: Trump sob Fogo), um novo livro de Wolff com muito mais fofocas contra Trump. O DailyBeast disse:
Extratos de “Siege: Trump Under Fire” publicados pelo jornal britânico The Guardian na quarta-feira mostram que a antipatia de [Bannon] por seu ex-chefe ainda não esfriou. No livro, Bannon prevê que a presidência de Trump cairá depois que investigações sobre suas finanças revelarem aos seus apoiadores que ele não é um bilionário incrível, mas um trapaceiro. “Isso não é caça às bruxas— mesmo para os mais exigentes, isso é ele se transformando apenas em um cara de negócios trapaceiro e que vale US$ 50 milhões em vez de US$ 10 bilhões,” disse Bannon. “Ele não é o bilionário que ele disse que era, ele é apenas mais um canalha.” Bannon foi uma das principais fontes para o livro Fogo e Fúria — ele descreveu a reunião na Trump Tower de Jared Kushner e Donald Trump Jr. com um advogado russo como “traição,” e disse que Ivanka é “burra como um tijolo.”
Com sua nova colaboração com o fofoqueiro Wolff, Bannon mostra que merecia ser demitido como oportunista e traidor. Em sua mensagem sobre Bannon depois de demiti-lo, Trump disse:
Steve Bannon não tem nada a ver comigo ou com minha presidência. Quando foi demitido, ele não só perdeu o emprego, ele perdeu também a cabeça…
Steve finge estar em guerra com a mídia, que ele chama de partido de oposição, mas ele passava seu tempo na Casa Branca vazando informações falsas para a mídia para se fazer parecer mais importante do que ele era. Essa é a única coisa que ele faz bem. Steve… só finge ter tido influência para enganar algumas pessoas sem acesso e que não entendem, pessoas a quem ele ajudou a escrever livros fajutos.
Quando um oportunista não pode mais usar sua vítima, ele a ataca violentamente. Portanto, os novos ataques de Bannon a Trump não são surpresa.
O destino de Bannon está selado como inimigo do governo Trump. Ele não pode mais enganar Trump e seu governo.
No entanto, ele está enganando outros governos.
Em 11 de setembro de 2019, Bannon se encontrou com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, na Embaixada do Brasil em Washington, supostamente para ajudar a preparar o discurso na ONU do Presidente Jair Bolsonaro. Você pode ler seu discurso, proferido na ONU em 24 de setembro de 2019, aqui: “Análise conservadora do discurso do Presidente Jair Bolsonaro na ONU em 2019”.
Essa não foi a primeira reunião de Bannon na Embaixada do Brasil. Em março de 2019, ele foi um convidado especial de Bolsonaro na embaixada.
Na véspera do discurso de Bolsonaro na ONU, Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, se encontrou com Bannon em Nova Iorque. Esses encontros são frequentes, principalmente depois que Eduardo se tornou diretor para a América Latina do Movimento de Bannon.
Bannon também se encontra regularmente com o guru de Bolsonaro, Olavo de Carvalho. Bannon e Carvalho foram espiritualmente influenciados pelo ocultista islâmico René Guénon.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, é um admirador assumido de Guénon, Bannon e Carvalho.
Se algum dia Bolsonaro perceber que está sendo usado por Bannon e outros adeptos de Guénon, assim como Trump percebeu, não ficarei surpreso se o oportunista Bannon disser que Bolsonaro é apenas mais um canalha e trapaceiro.
Com informações do DailyBeast, Veja, Estadão e PRNewswire.
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27 de setembro de 2019

Análise conservadora do discurso do Presidente Jair Bolsonaro na ONU em 2019


Análise conservadora do discurso do Presidente Jair Bolsonaro na ONU em 2019

Julio Severo
O presidente Jair Bolsonaro fez o discurso de abertura da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), na sede da organização, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 24 de setembro de 2019. Seu discurso teve vários pontos importantes do ponto-de-vista conservador. Destacarei os pontos que julgo serem os mais importantes.
“Apresento aos senhores um novo Brasil, que ressurge depois de estar à beira do socialismo,” disse Bolsonaro, acrescentando, “Meu país esteve muito próximo do socialismo.”
Embora a visão dele de um Brasil próximo do socialismo seria um Brasil parecido com Cuba, é digno de nota que passou despercebido para Bolsonaro que seu ministro da Educação prometeu criar mais creches do que os governos socialistas anteriores no Brasil. Mais creches significa mais poder do Estado sobre as crianças e menos influência dos pais. Isso é socialismo, embora palatável para quem não entendem o que é de fato socialismo.
Merece elogio a crítica que Bolsonaro fez à ditadura comunista de Cuba. Ele disse:
“Em 2013, um acordo entre o governo petista e a ditadura cubana trouxe ao Brasil 10 mil médicos sem nenhuma comprovação profissional. Foram impedidos de trazer cônjuges e filhos, tiveram 75% de seus salários confiscados pelo regime e foram impedidos de usufruir de direitos fundamentais, como o de ir e vir. Um verdadeiro trabalho escravo, acreditem… Respaldado por entidades de direitos humanos do Brasil e da ONU.”
A postura de Bolsonaro sobre Cuba foi 100 por cento conservadora.
Bolsonaro também expôs os frutos do socialismo venezuelano:
“Na Venezuela, esses agentes do regime cubano, levados por Hugo Chávez, também chegaram e hoje são aproximadamente 60 mil, que controlam e interferem em todas as áreas da sociedade local, principalmente na Inteligência e na Defesa. A Venezuela, outrora um país pujante e democrático, hoje experimenta a crueldade do socialismo. O socialismo está dando certo na Venezuela! Todos estão pobres e sem liberdade! O Brasil também sente os impactos da ditadura venezuelana. Dos mais de 4 milhões que fugiram do país, uma parte migrou para o Brasil, fugindo da fome e da violência. Temos feito a nossa parte para ajudá-los, através da Operação Acolhida, realizada pelo Exército Brasileiro e elogiada mundialmente.”
A postura de Bolsonaro sobre a Venezuela foi 100 conservadora.
Mas um ponto que Bolsonaro ignorou foi que tanto Cuba quanto a Venezuela são países esmagadoramente católicos. A Venezuela é 97 por cento católica. Foi impossível o socialismo dominar a Venezuela sem a ajuda da Igreja Católica.
Aliás, quando Hugo Chavez, que era militar, subiu ao poder, até Bolsonaro o apoiou, sabendo que ele era socialista.
O Brasil só escapou do socialismo porque 30 por cento de sua população é evangélica e continua aumentando. A maioria das igrejas evangélicas tem aversão ao socialismo, principalmente suas políticas de aborto e homossexualidade.
O discurso de Bolsonaro na ONU então disse:
“O Foro de São Paulo, organização criminosa criada em 1990 por Fidel Castro, Lula e Hugo Chávez para difundir e implementar o socialismo na América Latina, ainda continua vivo e tem que ser combatido.”
Tal pensamento é cópia de ideias pregadas por Olavo de Carvalho, que exerce uma influência devastadora tão grande em Bolsonaro que lhe rendeu o apelido de “Rasputin de Bolsonaro.”
É uma ideia exagerada achar que um grupo esquerdista de países socialistas pobres chamado Foro de São Paulo seria uma ameaça internacional maior do que a China comunista, que tem o maior exército comunista do mundo.
Na verdade, quem mais financiou o projeto socialista de Hugo Chavez foram os EUA, os maiores compradores do petróleo venezuelano durante todo o tempo da ditadura de Chavez. O petróleo era o produto venezuelano mais exportado e ao serem os maiores compradores desse produto os EUA sob Bush e Obama financiaram a revolução de Chavez.
O problema de Bolsonaro seguir as ideias de Olavo de Carvalho é que ele tem muitas ideias semelhantes, que mais se parecem teorias conspiratórias. Carvalho acha que o cigarro não faz mal e que as indústrias do cigarro são vítimas de propaganda de desinformação da mídia.
Carvalho defende também a teoria de que nenhum judeu foi torturado e morto pela Inquisição católica, que para ele foi pura mentira e invenção dos protestantes.
Embora a teoria da Terra Plana seja vista normalmente como uma aberração científica, Carvalho tenta conciliar sua pose de filósofo com uma proximidade apaixonada à teoria terraplanista enquanto ataca a ideia de que a terra é um globo esférico.
Portanto, é impossível ver no universo de Carvalho o Foro de São Paulo desconectado de suas outras teorias mirabolantes.
Bolsonaro também disse: “É uma falácia dizer que a Amazônia é patrimônio da humanidade.” Foi um ponto nacionalista e patriótico. Foi uma postura conservadora. Americanos e europeus têm grandes interesses na Amazônia.
Aliás, o NSSM 200, documento feito pela CIA para usar o planejamento familiar e o feminismo para reduzir a população de vários países em benefício do governo dos EUA, não foi atacado e nem mesmo mencionado por Bolsonaro. O NSSM 200, que foi elaborado pelo governo republicano conservador do presidente Gerald Ford em 1974, colocou o Brasil como uma das prioridades para sofrer as políticas americanas de controle populacional.
A mentalidade republicana conservadora da década de 1970 era que reduzindo a população brasileira haveria menos gente para usar os recursos naturais brasileiros, inclusive da Amazônia. Resultado: Esses recursos seriam guardados para uso dos EUA.
Durante o governo militar, o Brasil começou a engolir a cilada do NSSM 200 e hoje as políticas de controle populacional se tornaram tão normais no Brasil que o próprio Bolsonaro já defendeu abertamente várias medidas de controle da natalidade para reduzir as populações pobres.
A maior organização pró-aborto do mundo é a organização americana Planned Parenthood Federation (Federação de Planejamento Familiar), cuja filial no Brasil, a BEMFAM (Sociedade Civil Bem-Estar Familiar), foi criada em pleno governo militar. Assim, enquanto o governo militar estava combatendo o comunismo, uma poderosa entidade americana se estabeleceu em solo brasileiro para promover a maior agenda antifamília da história do Brasil.
Recebendo dinheiro do governo americano, Planned Parenthood Federation promove há décadas o aborto, a contracepção e a agenda homossexual, que hoje usa a roupagem de ideologia de gênero.
A BEMFAM, que recebe dinheiro do governo dos EUA através da USAID, vem trabalhando desde 1966 para implementar no Brasil a agenda americana de controle populacional. A USAID também participou na elaboração do NSSM 200. Na década de 1990, a BEMFAM distribuiu para educadores de todo o Brasil um manual convencendo as autoridades brasileiras da necessidade de uma educação sexual favorável à destruição da família e à ideologia homossexual. O manual não foi impresso em Cuba. Foi impresso na gráfica oficial do governo dos EUA durante a presidência de Bush. Como o governo de Bush, republicano e conservador, não colaboraria com Planned Parenthood e BEMFAM quando suas metas estão perfeitamente alinhadas com o NSSM 200?
Não dá para dizer que a CIA e governos republicanos dos EUA tenham mudado sua mentalidade e intenções com relação à obtenção de matérias-primas de outros países à custa de drástica redução populacional.
Pelo menos para mim, que sou evangélico, o único tipo de relação que dá para haver entre Brasil e EUA na base da confiança é com evangélicos, que não têm nenhuma Planned Parenthood com apoio do governo dos EUA e não têm nenhuma política de controle populacional. Os evangélicos conservadores americanos são os americanos mais confiáveis.
Enquanto os EUA aproveitaram o clima anticomunista do governo militar do Brasil para trazer Billy Graham e Rex Humbard, entidades americanas, principalmente Planned Parenthood e várias grandes fundações pró-aborto, entraram no Brasil para injetar a cultura antifamília.
Em vista do NSSM 200, a relação do Brasil com os EUA deveria ser cautelosa, especialmente com o governo dos EUA. John Perkins, que trabalhou como assassino econômico para o governo dos EUA, revelou em seu livro “Confissões de um Assassino Econômico” que na década de 1970 vários governos militares ao redor do mundo obtiveram empréstimos milionários para construir enormes hidrelétricas, acabando em dívidas igualmente enormes. Esses países receberam assessoria maliciosa de assassinos econômicos dos EUA. O Brasil foi um deles.
O NSSM 200 é muito pior do que o Foro de São Paulo. Mas enquanto a teoria conspiratória de um amante de cigarros e da Inquisição recebe holofotes de um presidente, o NSSM 200, que vem reduzindo drasticamente a população do Brasil, não recebe nenhum holofote.
O Brasil está sofrendo um envelhecimento demográfico acelerado, com o nascimento de bebês diminuindo ano após ano. EUA e Europa só sofreram envelhecimento demográfico depois de experimentar farta prosperidade. Mas o Brasil já está envelhecendo demograficamente muito antes de alcançar o nível de prosperidade da Europa e EUA. Esse envelhecimento demográfico que ameaça gravemente o futuro e a prosperidade do Brasil foi todo planejado no NSSM 200 em 1974. O Brasil é vítima da política de controle populacional da CIA e de um governo americano sob liderança do Partido Republicano.
Graças ao NSSM 200, o sofrimento demográfico do Brasil está garantido para o futuro.
Embora Bolsonaro não seja o primeiro presidente brasileiro a atacar o socialismo, nenhum presidente brasileiro jamais atacou o NSSM 200 e sua violação à soberania brasileira.
A dívida externa do Brasil durante o governo militar (1964-1985) cresceu tanto, com a ajuda dos assassinos econômicos dos EUA, que foi o terreno fértil para a esquerda avançar. E realmente avançou.
Embora Bolsonaro tenha indicado que o socialismo de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff tenha destruído a economia do Brasil, na verdade mesmo antes desses dois socialistas se tornarem presidentes do Brasil o próprio Bolsonaro havia confessado que sonegava tudo o que podia, porque historicamente, mesmo sem nenhum socialismo, impostos no Brasil são exorbitantes. Por exemplo, durante o governo militar que era anticomunista o povo brasileiro que tinha condições de comprar um carro pagava metade do valor só em impostos. Uma linha telefônica era tão cara quanto uma casa.
Impostos exorbitantes em carros e linhas telefônicas parecem socialismo, mas não são. Eram apenas o governo militar continuando a antiga tradição de impostos elevados no Brasil.
Outro ponto importante do discurso de Bolsonaro foi tratar os índios como seres humanos, não como animais de zoológicos, como normalmente são tratados por ambientalistas e esquerdistas. Bolsonaro disse:
“Infelizmente, algumas pessoas, de dentro e de fora do Brasil, apoiadas em ONGs, teimam em tratar e manter nossos índios como verdadeiros homens das cavernas.”
Foi uma postura 100 por cento conservadora.
Bolsonaro também desfez uma grave injustiça de governos esquerdistas que acolhiam terroristas comunistas.
Bolsonaro disse:
“Em meu governo, o terrorista italiano Cesare Battisti fugiu do Brasil, foi preso na Bolívia e extraditado para a Itália. Outros três terroristas paraguaios e um chileno, que viviam no Brasil como refugiados políticos, também foram devolvidos a seus países. Terroristas sob o disfarce de perseguidos políticos não mais encontrarão refúgio no Brasil.”
Foi uma postura 100 por cento conservadora.
O discurso de Bolsonaro também tratou de perseguição religiosa, mas nivelando todas as religiões — Cristianismo, judaísmo e Islamismo — como se todas sofressem ataques iguais. Foi um discurso generalizante e politicamente correto. Ele disse:
“Nos últimos anos, testemunhamos, em diferentes regiões, ataques covardes que vitimaram fiéis congregados em igrejas, sinagogas e mesquitas. O Brasil condena, energicamente, todos esses atos e está pronto a colaborar, com outros países, para a proteção daqueles que se veem oprimidos por causa de sua fé. Preocupam o povo brasileiro, em particular, a crescente perseguição, a discriminação e a violência contra missionários e minorias religiosas, em diferentes regiões do mundo. Por isso, apoiamos a criação do ‘Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência baseados em Religião ou Crença.’”
Colocar o Cristianismo, o judaísmo e o islamismo como vítimas iguais de perseguição religiosa é um desfavor imenso aos cristãos, que de longe sofrem cerca de 100 mil martírios só nas mãos de muçulmanos. Se alguém conseguir mostrar que 100 mil muçulmanos são martirizados por cristãos por ano, vou apoiar totalmente o discurso politicamente correto de Bolsonaro de colocar todas as religiões como vítimas iguais de perseguição religiosa.
Não foi uma postura conservadora.
Talvez percebendo a ausência específica de cristãos, Bolsonaro mais adiante os citou como vítimas de perseguição religiosa, mas deixando claro que outras religiões igualmente são vítimas. Ele disse:
“É inadmissível que, em pleno Século XXI, com tantos instrumentos, tratados e organismos com a finalidade de resguardar direitos de todo tipo e de toda sorte, ainda haja milhões de cristãos e pessoas de outras religiões que perdem sua vida ou sua liberdade em razão de sua fé.”
O discurso de Bolsonaro deu importância às parcerias que seu governo está buscando com visitas internacionais. Bolsonaro disse:
“Essas visitas reforçarão a amizade e o aprofundamento das relações com Japão, China, Arábia Saudita.”
Parceria com o Japão é uma atitude louvável. O povo japonês é democrático e trabalhador. Mas a China é uma ditadura comunista que persegue cristãos de forma violenta. Se Bolsonaro tem tanta seriedade contra o comunismo, por que fazer parceria com o maior país comunista do mundo?
Bolsonaro não quer parceria com nações comunistas pobres como Cuba, Bolívia e Venezuela, mas abre os braços para nações comunistas ricas como a China?
E por que fazer parceria com a Arábia Saudita, que bane a Bíblia em seu território e persegue cristãos? Além disso, o islamismo sunita seguido pelos sauditas está por trás do ISIS e da maioria de matanças de cristãos.
Outro ponto muito importante é que se Bolsonaro se preocupa com a crise humanitária na Venezuela, por que ele não mostrou nenhuma preocupação com a maior crise humanitária atual, que é a população iemenita morrendo de fome e bombardeios da Arábia Saudita com armas americanas? Nessa crise, milhares de crianças iemenitas estão morrendo.
Por que Bolsonaro quer fazer parceria com a Arábia Saudita, a grande “Venezuela” islâmica do Oriente Médio?
A China persegue e mata sistematicamente cristãos. A Arábia Saudita também os mata. A Venezuela, com todos os seus problemas socialistas, não tem o histórico chinês e saudita de perseguição aos cristãos. Contudo, Bolsonaro prefere parceria com a China e Arábia Saudita, não com a Venezuela.
Não faria sentido Bolsonaro fazer parceria com a Venezuela e condenar a China e Arábia Saudita nem vice-versa. Para ser coerente, ele precisa condenar a Venezuela e a Arábia Saudita por violações de direitos humanos. Para ser coerente, ele precisa condenar a China e a Venezuela por ditadura comunista.
Como estudioso há muitos anos da questão da perseguição aos cristãos, não entendo a atitude de Bolsonaro, que se diz preocupado com perseguição religiosa, mas deseja parceria com grandes perseguidores de cristãos.
O islamismo sunita da Arábia Saudita é muito mais perigoso do que o Foro de São Paulo, mas como é que o Rasputin vai dizer o contrário, ou vai aconselhar sua pobre vítima Bolsonaro em contrário, quando ele mesmo já recebeu uma condecoração da Arábia Saudita por uma biografia de Maomé que ele escreveu?
Num ponto muitíssimo importante, o discurso de Bolsonaro tentou tocar diretamente na questão da ideologia de gênero ou ideologia homossexual. Mas tudo o que ele conseguiu fazer foi falar desses problemas sem citar diretamente a ideologia de gênero ou ideologia homossexual. Ele disse:
“Durante as últimas décadas, nos deixamos seduzir, sem perceber, por sistemas ideológicos de pensamento que não buscavam a verdade, mas o poder absoluto. A ideologia se instalou no terreno da cultura, da educação e da mídia, dominando meios de comunicação, universidades e escolas. A ideologia invadiu nossos lares para investir contra a célula mater de qualquer sociedade saudável, a família. Tentam ainda destruir a inocência de nossas crianças, pervertendo até mesmo sua identidade mais básica e elementar, a biológica.”
Se ele pôde citar claramente Foro de São Paulo, por que não mais claramente ideologia de gênero ou ideologia homossexual?
Indiretamente, o discurso de Bolsonaro atribuiu exclusivamente ao socialismo as mudanças negativas na sociedade e família. Essas mudanças incluem a ideologia homossexual e aborto.
Mas se Bolsonaro tivesse lido o NSSM 200, que eu li há quase 30 anos, ele entenderia que muitas dessas mudanças foram projetadas não somente pelo socialismo, mas também pela CIA e por governos republicanos dos EUA em sua ânsia de reduzir a população do Brasil para abocanhar os recursos naturais brasileiros. Se Bolsonaro tivesse lido o NSSM 200 ele jamais defenderia políticas de controle populacional, que está por trás da destruição sistemática da família hoje.
Tentar atribuir ao Foro de São Paulo, não ao NSSM 200, o sistema antifamília que se instalou no Brasil desde o início do governo militar é pura cortina de fumaça.
Finalizando, o discurso de Bolsonaro disse:
“Nas questões do clima, da democracia, dos direitos humanos, da igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres, e em tantas outras, tudo o que precisamos é isto: contemplar a verdade, seguindo João 8,32: - ‘E conheceis a verdade, e a verdade vos libertarás.’”
Às vezes Bolsonaro cita versículos bíblicos, provavelmente por influência de sua esposa, que é evangélica. A Bíblia é uma boa influência. Mas as outras influências na vida de Bolsonaro não são tão boas e o impedem muitas vezes de ter uma perspectiva séria da realidade.
A realidade é: A ONU é pior que o Foro de São Paulo. A China é pior do que o Foro de São Paulo. O NSSM 200 é pior do que o Foro de São Paulo.
Se Bolsonaro não enxergar essa realidade, seus próximos discursos na ONU poderão dizer que o cigarro não faz mal, que a Inquisição é vítima das mentiras de historiadores judeus e protestantes e que a Terra é plana.
No entanto, a equipe de Bolsonaro, especialmente o ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo e o assessor especial de Bolsonaro, Filipe G. Martins, tem buscando camuflar as posturas guiadas por eles no governo Bolsonaro como posturas de Trump. Martins, que ajudou a escrever o discurso de Bolsonaro na ONU, disse sobre o discurso:
“A mídia está especulando se houve algum tipo de coordenação entre as equipes do Presidente Bolsonaro e do Presidente Trump, devido à convergência de idéias e de valores observada no discurso dos dois. Essa convergência não é resultado de coordenação prévia, mas da comunhão de valores perenes.”
“Perene” tem vários significados, mas quem está ligado ao movimento perenialista só o usa para significar suas próprias causas. O movimento perenialista está ligado ao ocultista islâmico René Guénon, promovido no Brasil durante décadas por Olavo de Carvalho, cujos adeptos seguem o perenianismo.
Martins, que é adepto de Carvalho, não é pioneiro em atrelar Trump ao perenialismo e ao tradicionalismo. Antes de se tornar ministro das Relações Exteriores, Araújo se tornou autor de um documento diplomático intitulado “Trump e o Ocidente.” Contudo, ele elogiou Trump não por Trump ser Trump, mas porque para ele Trump personifica a alma dos valores de Steve Bannon, que é adepto de Guénon.
Para Araújo, Trump é fruto dos valores de Bannon e de Guénon.
No entanto, Trump acabou expulsando Bannon chamando-o de oportunista e traidor. Sem querer, ao dar essa classificação para Bannon, Trump acabou corretamente identificando a natureza dos guenonianos e perenialistas.
Nem mesmo os perenialistas se aguentam. Em 2017, Carvalho deu um diagnóstico que serve para todos os perenialistas e guenonianos, inclusive para si mesmo. Ele disse: “Não é por nada não, mas raramente encontrei pessoas tão sofisticadamente falsas e mentirosas como nos meios ditos ‘perenialistas.’”
Araújo, como adepto de Carvalho e Guénon, apenas usou Trump em seu documento como instrumento para sua revolução guenoniana ou perenialista. Não muito diferente de Bannon, que em 2016 descreveu “Trump como um ‘instrumento bruto para nós.’” O “nós” significa o movimento guenoniano ou perenialista.
Entretanto, Trump conseguiu identificar a tempo a natureza oportunista e traidora do guenoniano Bannon. Bolsonaro ainda não chegou a esse ponto de discernimento. É por isso que ele dá amplas oportunidades para guenonianos e perenialista como Araújo e Martins usarem Bolsonaro para sua revolução e falarem sobre “comunhão de valores perenes.” Eles estão sequestrando a vitória que os evangélicos deram para Bolsonaro para avançar o perenialismo ou guenonianismo.
Eles sabem muito claramente que o que guia o governo Bolsonaro, que é guiado por eles, não são valores cristãos. São valores perenes, do perenialismo. Aliás, eles usam os valores cristãos para exaltar os valores perenes ou guenonianos.
Na revolução deles, vê-se o mesmo oportunismo e traição de Bannon contra Trump.
Para Araújo e Martins, Bolsonaro não passa de um instrumento para o perenialismo ou para os valores de Guénon ou Carvalho.
Se Bolsonaro não acordar a tempo, seus próximos discursos na ONU poderão dizer que o Brasil foi salvo por valores perenes ou guenonianos.
Com informações da Agência Brasil.
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24 de setembro de 2019

Partido Conservador de Boris Johnson expulsou vários conservadores por criticarem o islamismo


Partido Conservador de Boris Johnson expulsou vários conservadores por criticarem o islamismo

Julio Severo
Um especialista em islamismo está alertando que, mesmo sob Boris Johnson, o Reino Unido está se tornando um “miserável estadozinho policial” depois que seu Partido Conservador expulsou várias pessoas que postaram declarações na internet criticando o islamismo.
Boris Johnson e líderes islâmicos
O aviso vem de Robert Spencer no Observatório da Jihad.
“Essas suspensões amplas deixam claro que qualquer crítica ao islamismo ou aos muçulmanos, por mais acurada que seja, é proibida hoje no miserável estadozinho policial de Boris Johnson,” explicou ele.
As ações do Partido Conservador contra seus próprios membros que criticam o islamismo, estupradores islâmicos no Reino Unido e invasões islâmicas “ilustram a confusão — confusão que é deliberadamente semeada por grupos esquerdistas e supremacistas islâmicos — entre críticas legítimas ao islamismo como sistema de crenças e ideologia e ódio a muçulmanos inocentes,” disse ele.
Foi a BBC que confirmou que membros do Partido Conservador foram “suspensos por postar ou apoiar material islamofóbico.”
O comportamento de Boris Johnson e seu Partido Conservador é incompatível com o verdadeiro conservadorismo. Até a Grã-Bretanha reconheceu que em 2018 os cristãos sofreram um aumento de perseguição, com 245 milhões de cristãos enfrentando principalmente violência ou opressão islâmica em todo o mundo. Esse é uma estatística atordoante.
Mesmo assim, a Grã-Bretanha vem rejeitando refugiados cristãos legítimos e vem acolhendo milhares e milhares de “refugiados” islâmicos.
Se existe um grupo oprimido que tem todo o direito de criticar o islamismo são cristãos. Se existe um grupo opressor que não tem o direito de criticar os cristãos e merece muitas críticas são os muçulmanos por seu histórico horrível de perseguição, tortura e matança de cristãos.
Embora os cristãos tenham com toda a justiça o direito de fazer críticas abundantes ao islamismo por sua enorme violência anticristã, os muçulmanos têm se organizado na Grã-Bretanha, uma nação tradicionalmente cristã, para proibir e punir críticas ao islamismo. O Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha há muito tempo defende a punição para quem expressa críticas ao islamismo.
Os conservadores britânicos votaram em Boris Johnson porque ele se apresentava como conservador e porque eles estão cansados de um estado policial comandado por esquerdistas e islâmicos contra cristãos e a liberdade de expressão. Eles estão cansados de serem proibidos de identificar que a onda enorme de estupros contra meninas britânicas é islâmica. Eles estão cansados de serem censurados e punidos por mostrar a natureza ideológica maligna do islamismo.
No entanto, eles estão descobrindo que Boris Johnson e seu Partido Conservador não estão se comportando melhor do que a Esquerda e os supremacistas islâmicos ao expulsarem conservadores que postam e apoiam merecidas críticas ao islamismo.
Será que os conservadores britânicos conseguem ver Boris Johnson e seu Partido Conservador oferecendo alguma esperança de salvar o Reino Unido das invasões islâmicas e suas hordas de estupradores e censores?
Com informações do WND (WorldNetDaily).
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