7 de agosto de 2019

Igreja neopentecostal pró-aborto modelada conforme o Templo de Salomão abrigará Museu do Holocausto


Igreja neopentecostal pró-aborto modelada conforme o Templo de Salomão abrigará Museu do Holocausto

Julio Severo
O maior edifício neopentecostal da cidade mais populosa da América do Sul terá um museu dedicado à memória das vítimas do Holocausto.
Templo de Salomão da Igreja Universal do Reino de Deus
A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) construirá um museu do Holocausto dentro do complexo de 10.000 assentos do Templo de Salomão, em São Paulo, — uma réplica de US$ 300 milhões do local de adoração mais reverenciada da Torá.
A IURD disse em um comunicado que o projeto está sendo planejado em consulta com líderes da comunidade judaica.
O bispo Edir Macedo, fundador da IURD, é um defensor assumido do aborto legal. Ele também abraça o cessacionismo — uma doutrina amplamente favorecida por calvinistas tradicionais que rejeita profecias e outros dons sobrenaturais do Espírito Santo para hoje. Assim, ao defender o aborto e o cessacionismo, a IURD é uma denominação neopentecostal muito diferente de outras igrejas neopentecostais e evangélicas.
A IURD tradicionalmente apoia Israel e os judeus. Pelo fato de que mesmo sob o primeiro-ministro direitista Benjamin Netanyahu Israel tem sido pró-aborto e pró-homossexualidade, não há conflito entre a IURD e Israel nesses aspectos.
Depois de apoiar o candidato direitista Fernando Collor para presidente do Brasil em 1989 e depois ser rejeitado por ele quando se tornou presidente, a IURD passou a apoiar candidatos socialistas pró-aborto, inclusive Luiz Inácio “Lula” da Silva e Dilma Rousseff, que se tornaram presidentes (2003-2016).
No entanto, desde 2018, a IURD tem apoiado o candidato direitista Jair Bolsonaro, que se tornou o presidente do Brasil. A TV Record, canal de TV da IURD que é o segundo maior canal de TV do Brasil, concedeu amplo apoio a Bolsonaro, que deu a maioria de suas entrevistas exclusivas à Record.
São dignos de elogio os esforços da IURD para lembrar as vítimas judias do nazismo através de um museu. Tal medida coloca a IURD sob uma luz favorável entre os evangélicos, que são diligentes em lembrar que os judeus foram vítimas do nazismo e da Inquisição.
Contudo, é contraditório expor crimes contra os judeus enquanto o fundador da IURD continua defendendo crimes contra bebês em gestação. Será que ele não consegue enxergar que ambos crimes são crimes?
Com informações do site israelense de notícias IsraelNationalNews.
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Um comentário :

Anônimo disse...

Será que ele não consegue enxergar que ambos crimes são crimes?

MAMOM acha feio o que não é dinheiro...