30 de julho de 2019

Marco Feliciano defende que STF deveria ter ministro homossexual


Marco Feliciano defende que STF deveria ter ministro homossexual

Comentário esquerdista de Feliciano choca seus eleitores evangélicos, mas sua denominação assembleiana ainda não se pronunciou

Julio Severo
“Tinha que ter lá [STF] um ministro também homossexual,” disse Marco Feliciano em recente programa Pânico da Jovem Pan.
“Você gostaria que tivesse um transexual lá no STF?” perguntou um participante.
“Por que não?” respondeu Feliciano.
O comentário de Feliciano está em vídeo neste link.
Num ambiente genuinamente conservador e principalmente cristão, o comentário de Feliciano, que é pastor assembleiano e deputado federal, seria chocante.
Mas num ambiente moralmente decadente ou esquerdista, o comentário dele estaria dentro de padrões aceitáveis.
O que pensar desse comentário?
Pastores comprometidos com a Palavra de Deus jamais defendem ativistas homossexuais ocupando espaços no governo. Tal defesa seria apostasia.
Políticos eleitos por cristãos para representar valores cristãos jamais defendem ativistas homossexuais ocupando espaços no governo. Tal defesa seria traição aos eleitores cristãos.

Contudo, Feliciano conseguiu, numa patada só, atingir a apostasia e a traição. Sendo pastor assembleiano e deputado supostamente conservador, sua declaração é incompatível com o conservadorismo evangélico.
No sentido espiritual, a Bíblia é bem clara que indivíduos que praticam atos homossexuais não herdarão o Reino de Deus. No sentido secular, Deus já deixou um recado bem claro do que a homossexualidade merece neste mundo. A destruição de Sodoma e Gomorra, por decisão divina, por causa de práticas homossexuais é um exemplo do que Deus quer para a homossexualidade antes da eternidade.
Não é a vontade de Deu que a homossexualidade seja livre para avançar e causar problemas semelhantes aos escândalos de pedofilia na Igreja Católica. A vasta maioria desses escândalos católicos envolve padres e meninos.
Um bom exemplo conservador de que a homossexualidade não pode ser livre são os EUA. Desde o nascimento dos EUA como república até recentemente, a homossexualidade era tipificada como crime. A maior nação capitalista e evangélica do mundo tratava a homossexualidade legalmente como um mal a ser evitado e punido. Somente com a redução do evangelicalismo conservador e o crescimento do esquerdismo é que as práticas homossexuais foram descriminalizadas nos EUA.
Portanto, nos EUA sob domínio conservador a homossexualidade era crime. Nos EUA sob o atual predomínio esquerdista na cultura e leis, a homossexualidade se tornou direito.
A nação de Israel é um exemplo maior. Quando Israel estava de bem com Deus, o povo aceitava a condenação de Deus na Bíblia às práticas homossexuais. Quando Israel estava em apostasia, o povo aceitava os homossexuais e suas prostituições.
Um petista e um satanista defenderiam que o STF deveria ter um ministro homossexual. Mas ver um pastor que foi eleitor por milhares de evangélicos se alinhando exatamente com as posturas de petistas e satanistas é prova incontestável de que a Palavra de Deus está certa quando diz:
“O Espírito Santo afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns se desviarão da fé e darão ouvidos a espíritos enganadores e à doutrina de demônios, sob a influência da hipocrisia de pessoas mentirosas, que têm a consciência cauterizada.” (1 Timóteo 4:1 KJA)
Não vou ficar chocado se em seus próximos comentários Feliciano defender que o STF deveria ter também um ministro islâmico, um ministro satanista e uma ministra abortista.
Só vou ficar chocado se a denominação assembleiana que o ordenou não adotar nenhuma medida disciplinar para lidar com seus comentários de natureza socialista e satanista.
Leitura recomendada sobre Marco Feliciano:

28 de julho de 2019

Escritor evangélico Joshua Harris se apostata e diz: “Não sou cristão”


Escritor evangélico Joshua Harris se apostata e diz: “Não sou cristão”

Julio Severo
Joshua Harris, autor do livro “Eu Disse Adeus ao Namoro” (Editora Atos) anunciou na semana passada que ele não é cristão. Sua declaração chocante veio dias depois que ele anunciou que estava se separando da esposa.
Joshua Harris
“A informação que foi deixada de fora do nosso anúncio é que passei por uma grande mudança em relação à minha fé em Jesus,” escreveu Harris no Instagram. “A frase popular para isso é ‘desconstrução’, mas a frase bíblica é ‘desviar-se.’ Por todas as medidas que tenho para definir um cristão, eu não sou cristão.”
Vários dias atrás, Harris e sua esposa, Shannon Bonne, anunciaram que estavam se separando depois de 19 anos de casamento.
Harris alcançou proeminência nos círculos conservadores evangélicos dos Estados Unidos quando escreveu seu livro “I Kissed Dating Goodbye” (Eu Disse Adeus ao Namoro), em 1997, e, três anos depois, “Boy Meets Girl: Say Hello to Courtship” (Garoto Encontra Garota [Editora Atos]). Nos livros, ele incentivava os cristãos a evitar namoros e, em vez disso, buscar uma abordagem de grupo e família, que ele chamou de cortejo.
Apesar de seu forte envolvimento com o conservadorismo evangélico, algum processo de apostasia já estava se instalando nele.
No ano passado, ele escreveu um comunicado oficial pedindo perdão por seus livros conservadores. Ele também já havia renunciado ao cargo de pastor principal da Igreja Vida de Aliança (Covenant Life) em 2015.
Ele diz que lamenta e até se arrepende de suas posturas conservadoras, inclusive com relação à questão homossexual.
“Para a comunidade LGBTQ +, quero dizer que sinto muito pelas opiniões que ensinei em meus livros e como pastor em relação à sexualidade,” diz ele. “Eu me arrependo de me posicionar contra o casamento gay, por não defender os homossexuais e seu lugar na igreja, e por qualquer forma que meus livros e palestras tenham contribuído para uma cultura de exclusão e fanatismo.”
Evangélicos progressistas vão celebrar a apostasia de Joshua Harrias como exemplo dos supostas males do conservadorismo na saúde espiritual de um cristão. Tal atitude me faz recordar de Caio Fábio, que em seus dias de glória de estrela calvinista gospel progressista atacou o conservadorismo do televangelista assembleiano Jimmy Swaggart logo depois de seu escândalo de adultério que virou manchete na mídia americana. Caio deu a entender que a queda de Swaggart em pecados sexuais foi fruto direto de seu conservadorismo.
Contudo, a celebração de Caio durou pouco tempo. Não muito depois de atacar Swaggart, ele se prostituiu politicamente com Lula e o PT e, posteriormente, caiu em seus próprios escândalos de adultério com sua secretária e outras mulheres.
Condenar ou jogar fora as posturas conservadoras de Harris sobre namoro, casamento e homeschooling (educação escolar em casa) só porque ele se apostatou seria como condenar ou jogar fora o Livro de Provérbios na Bíblia só porque seu autor, o Rei Salomão, se apostatou.
Usar a apostasia atual de Harris para condenar posturas conservadoras que ele defendia no passado é imitar o progressista Caio Fábio. Tudo deve ser examinado de acordo com os princípios da Bíblia.
Por mais que nos deixe tristes, a apostasia pode atingir indivíduos, famílias e nações. Quantas e quantas vezes a Bíblia não registra que a nação inteira de Israel se desviou de Deus e seus caminhos? Quando a nação de Israel estava bem, aceitava por exemplo a condenação de Deus ao pecado homossexual. Quando se apostatava, aceitava homossexuais e suas prostituições.
Precisamos orar por Harris e outros que se desviam, nos lembrando das palavras da Bíblia: Aquele que está em pé cuide para não cair.
Com informações da revista Charisma.
Leitura recomendada:

18 de julho de 2019

Sociedade e igrejas se prostrando diante dos psicólogos


Sociedade e igrejas se prostrando diante dos psicólogos

Mary Pride
A sociedade inteira está se prostrando diante dos especialistas, principalmente dos “doutores” das supostas ciências da psicologia e sociologia. O resultado é que os ensinos do homem (“Dr. Infalível disse isso!”) chegam a ser exaltados acima dos ensinos de Deus.
Ora, não me entenda mal. Não tenho nada contra os especialistas. Mas por favor, gente, vamos reconhecer que a psicologia e a sociologia não são ciências. A psicologia é uma arte e, como qualquer outra arte, o artista a utiliza de acordo com as suas percepções pessoais.
Eu poderia mencionar quantos psicólogos acabaram mostrando no final que eles estavam errados, quantas vezes eles se contradizem uns aos outros e como muitas vezes os seus dados são tendenciosos e preconceituosos. (Quantos cristãos você acha que participaram de todos aqueles testes de “reação sexual” que eles fazem? Você deixaria algum especialista registrar as reações do seu corpo enquanto você estivesse tendo relações sexuais com vinte indivíduos estranhos? Não? Bem, então por que é que deveríamos dar alguma atenção aos especialistas degenerados que fazem tais testes?) Mas vamos dar uma olhadinha para ver se, como as outras ciências, a psicologia produz os resultados que os psicólogos predizem:
A primeira indicação de que a psicologia poderia ser ineficiente apareceu em 1952 quando o Dr. Hans Eysenck do Instituto de Psiquiatria da Universidade de Londres descobriu que as pessoas neuróticas que não recebem terapia têm tanta probabilidade de se recuperar quanto as que recebem. Estudos adicionais realizados por outros pesquisadores mostravam resultados semelhantes. Então o Dr. Eugene Levitt da Faculdade de Medicina de Indiana, EUA, constatou que as crianças com distúrbios que não eram tratadas se recuperavam no mesmo grau que as crianças com distúrbios que eram tratadas. Uma indicação adicional do problema foi revelada nos resultados do extenso Estudo de Jovens Cambridge-Somerville. Os pesquisadores notaram que os delinqüentes juvenis que não recebiam aconselhamento tinham um grau mais baixo de distúrbios e problemas do que os que eram aconselhados. Outros estudos mostraram que, no tratamento de pacientes, as pessoas comuns (que não têm nenhum curso de aconselhamento ou psicologia) conseguem resultados tão bons quanto os psiquiatras ou os psicólogos clínicos. E os estudos Rosenham indicaram que os funcionários de hospitais mentais não conseguiam nem mesmo distinguir a diferença entre as pessoas normais e as que tinham mesmo distúrbios… A ajuda dos psicólogos, então, não tem nada de especial.
William Kirk Kilpatrick, autor da citação acima, é doutor em psicologia educacional. Ele tem mais a dizer sobre o assunto:
A psicologia e as outras ciências sociais podem estar prejudicando seriamente nossa sociedade… Os valores psicológicos, em grande parte, não respeitam os valores tradicionais. E há motivos para acreditarmos que os valores psicológicos podem ser destrutivos…
Um exemplo um tanto gritante… vem da Suécia, talvez o país que mais utilize terapias psicológicas no mundo, onde passaram uma lei proibindo os pais de disciplinar seus filhos fisicamente. Além do mais, é crime ameaçar… ou de algum modo “abusar psicologicamente” dos filhos. Presumivelmente, isso significa que os pais não mais podem levantar a voz para os filhos ou mandar que não saiam do quarto. Mas não há prova alguma de que a psicologia tornou a Suécia um país mais feliz. Todos os relatos mostram que os jovens suecos estão mais deprimidos do que nunca.
A psicologia só é útil como meio de registrar as observações que fazemos do comportamento humano. É dessa forma que ela sempre existiu e muitas vezes nos ajudou. No passado, um homem idoso costumava sentar-se à entrada da cidade para observar as pessoas passarem e para conversar com outros homens idosos. Desse jeito ele acumulava experiências que o ajudavam, por exemplo, a concluir que os esquimós não gostam de comprar gelo. Com essas observações, ele então podia dar recomendações para os outros, tais como: “Jamais tente vender gelo a um esquimó”. Contudo, suas recomendações não eram consideradas verdades científicas absolutas e ele não procurava ser mais do que realmente era: “Já fui jovem e agora sou velho” (veja Salmo 37.25).
Os psicólogos, os sociólogos e outros especialistas podem nos dizer o que vêem, mas eles não têm autoridade nenhuma para nos dizer o que devemos fazer. Daí a nossa confusão. Se sua filha costuma vomitar às sextas-feiras, os psicólogos podem lhe dar palpites sobre como parar isso. Mas, como psicólogos, eles não podem provar que os meios que eles sugerem são moralmente corretos. A Bíblia deve ser nossa fonte de opiniões e ações morais.
Posso agora imaginar um dilúvio de cartas chegando ao meu endereço perguntando: “E quanto aos psiquiatras e psicólogos cristãos?” Respondo: “O que é que há com eles?” Qualquer cristão pode dar sua opinião sobre o que a Bíblia diz. Qualquer psicólogo pode passar para nós suas observações. O perigo surge quando cometemos o erro de pensar que há algo de sagrado e ungido no ensino de um irmão cristão só porque ele tem um diploma de doutor. Se não estou enganada, essa adulação aos doutores é exatamente o que Jesus tinha em mente quando nos preveniu a não chamarmos nossos irmãos cristãos de “Rabi” (Mateus 23.8).
Mary Pride é ex-feminista americana. Hoje ela é presbiteriana e líder do movimento de homeschooling (educação escolar em casa).
Traduzido por Julio Severo em 1993 do capítulo 9 do livro The Way Home: Beyond Feminism, Back to Reality (De Volta Ao Lar: Do Feminismo à Realidade), da Editora Crossway Books, 1984.
Leitura recomendada sobre psicologia:

17 de julho de 2019

Marisa Lobo sugere que profeta Elias precisava de internamento em hospital psiquiátrico e acusa críticos cristãos de sua psicologia de “terroristas”


Marisa Lobo sugere que profeta Elias precisava de internamento em hospital psiquiátrico e acusa críticos cristãos de sua psicologia de “terroristas”

Julio Severo
“Com certeza Elias, se passasse por um médico e ou psicólogo, sairia com um encaminhamento para internamento, e seria considerado como um paciente grave com risco de cometer suicídio,” disse Marisa Lobo, que se identifica como psicóloga cristã, num artigo recente no portal GospelMais.
Ela acrescentou:
“Ainda que digam que ele teve um episódio depressivo, não é verdade.”
“A caverna de Elias foi sim um hospital para ele e pode ser para qualquer um.”
“Podemos analogamente dizer que a caverna era um hospital? Claro que sim!”
O artigo dela no GospelMais parece ter sido uma reação ao meu artigo publicado um pouco antes intitulado “Depressão, suicídio e o profeta Elias.” Aliás, não existe outro alvo possível, pois meu artigo foi o único a lidar com a opinião “clínica” dela sobre Elias. No artigo, mostrei que não é certo colocar Elias como exemplo para casos de suicídio, pois ele nunca pensou em suicídio. Em resposta, Marisa reforçou sua ideia de que Elias seria encaminhado para internamento psiquiátrico e seria “considerado como um paciente grave com risco de cometer suicídio.”
Concordo com Marisa sobre psicólogos vendo necessidade para internar Elias num hospital psiquiátrico. Bastaria que Elias dissesse aos psicólogos e psiquiatras que ele ouviu a voz de Deus e viu anjos e pronto: Eles o colocariam numa camisa-de-força e injetariam suas drogas psiquiátricas nele.
Marisa usa Elias em suas palestras sobre pessoas que querem se matar. Pessoas suicidas ouvem vozes para se matar. Elias realmente ouviu uma voz, mas essa voz não o orientou a se matar. Marisa iria defender um internamento psiquiátrico para curar Elias de ouvir a voz de Deus? Ela também acha que tratamento psiquiátrico “cura” pessoas de ouvirem vozes de demônios orientando-as a se matar?
Se Jesus e os apóstolos soubessem que internamento e drogas psiquiátricas “curam” as pessoas de ouvir vozes demoníacas eles jamais expulsariam demônios. Eles viajariam no tempo e perguntariam para Marisa como se formar em psicologia para lidar com as multidões de pessoas com opressão demoníaca — ops, problemas psiquiátricos.
No entanto, a psicologia moderna não recomendaria um internamento só para Elias. Marisa poderia também se tornar vítima de sua própria profissão: Bastaria que ela dissesse que o homossexualismo é pecado, abominação e perversão, conforme diz a Bíblia, e a diagnosticariam como louca em necessidade de internamento.
No meu artigo, eu disse:
“Marisa errou ao rotular Elias de depressivo, como se de tempos em tempos ele ficasse em estado de depressão. Absolutamente nada na Bíblia indica que Elias tinha crises regulares de depressão. Se um episódio isolado de angústia da alma causada por grande perseguição política transforma, no olhar psicológico de Marisa, Elias em ‘depressivo,’ então todo mundo na Bíblia era depressivo. Nessa definição ‘clínica’ dela, qual é o cristão que escapa de ser rotulado de ‘depressivo’?”
A reposta de Marisa foi que “Ainda que digam que ele teve um episódio depressivo, não é verdade.” Isto é, ela reforçou sua percepção, alimentada por suas noções psicológicas subjetivas, de que Elias era um homem que vivia em depressão regular.
No meu artigo, eu disse:
“Elias não vivia numa condição de crises depressivas frequentes, mas sentiu depressão num momento específico de sua vida por causa da ameaça de morte de uma grande autoridade governamental.”
Eu também disse:
“A caverna inóspita sem luz e água de Elias não era um hospital psiquiátrico para curar pacientes depressivos, que ficariam ainda mais depressivos em tal ambiente melancólico.”
Mesmo assim, Marisa insistiu na sua noção subjetiva de que a caverna era uma espécie de hospital psiquiátrico.
Ela também usou o exemplo de Elias para defender que drogas psiquiátricas, cuja ação é questionável até pela literatura profissional secular, são tão importantes ou no mesmo nível da intervenção de Deus na vida de Elias.
Para tentar dissipar quaisquer dúvidas sobre suas credenciais, ela deixou claro no seu artigo que ela é teóloga e formada em teologia. Ora, então ela deveria saber que não se usa os critérios da psicologia, que é fundamentalmente humanista, para interpretar a Bíblia. Esses critérios tornam tanto a ela quanto Elias vulneráveis a internamento.
Seus longos estudos teológicos não lhe deram a capacidade de entender que a Bíblia está acima da psicologia e seus vários subjetivismos? Seus estudos teológicos também não lhe deram condições de discernir, durante os vários anos em que ela esteve envolvida com entidades do Rev. Moon, fundador da Igreja da Unificação, que o coreano herético se considerava um messias superior a Jesus Cristo?
Mas mesmo sendo “teóloga,” Marisa parece analisar tudo partir do pressuposto enganoso de que criticar a psicologia é parecido com criticar a Bíblia, como se a Bíblia e a psicologia estivessem no mesmo nível de importância. É um pressuposto enganoso porque não existe consenso entre os cristãos sobre uma suposta infalibilidade da psicologia.
A Enciclopédia Popular de Apologética (publicada pela prestigiosa editora evangélica americana Harvest House Publishers), de Ed Hindson, diz:
Existem mais de 300 modelos de aconselhamento hoje. Nessa mistura de teorias psicológicas, há muitas opiniões seculares de aconselhamento que discordam veementemente umas das outras. Devemos lembrar que Freud, Jung, Skinner e Rogers tinham sérias diferenças filosóficas.
Um fato que não podemos ignorar sobre os esforços para integrar a psicologia e a fé é que a psicologia foi fundada no humanismo secular. Isso pode parecer simplista, mas é verdade. Toda a psicologia, seja ela rotulada de primitiva ou moderna, secular ou religiosa, foi fundada no humanismo secular e embelezada pelas filosofias do homem. O cerne de toda psicologia está enraizado no que o homem pensa e acredita sobre a vida humana sem a eterna Palavra de Deus. A psicologia pode usar alguns princípios bíblicos em suas teorias, mas em grande parte as teorias da psicologia são filosoficamente determinadas pelos padrões humanos.
A psicologia e a teologia nunca foram parceiros que ficam juntos à vontade. Suas pressuposições filosóficas básicas são quase diametralmente opostas entre si. Ambas presumem tratar da condição humana fundamental e sugerir curas para os conflitos internos da pessoa.
A Editora Harvest House, que publica essa enciclopédia questionando a psicologia, é a mesma editora que publica alguns livros do Dr. James Dobson, inclusive seu famoso Manual de Conselho Familiar. Dobson é o mais conhecido psicólogo evangélico dos EUA. Harvest House não vê nenhuma incompatibilidade em publicar obras de psicólogos cristãos e enciclopédias que refutam a psicologia. Dobson não chamou sua própria editora de “terrorista” por questionar a psicologia.
Pessoas civilizadas e maduras recebem questionamentos e críticas civilizadas sem traumas e xingamentos.
Mas não é só a literatura cristã que coloca em dúvida a divindade ou quase divindade de teorias psicológicas. A literatura secular profissional também levanta dúvidas.
Já que Marisa acha tão importante, usando seus manuais de psicologia, enquadrar como doença mental toda angústia de alma na Bíblia, inclusive no caso de Elias, vejamos o que a literatura especializada secular tem a dizer. Em seu artigo “Estudo: Diagnósticos Psiquiátricos São ‘Cientificamente Sem Sentido’ no Tratamento da Saúde Mental” publicado em 9 de julho de 2019 no site Study Finds (Descobertas de Estudos), John Anderer escreveu:
Um estudo recente conduzido na Universidade de Liverpool causou surpresa ao concluir que os diagnósticos psiquiátricos são “cientificamente insignificantes” e inúteis como ferramentas para identificar e tratar com precisão o sofrimento mental em nível individual.
De acordo com os autores do estudo, o sistema de diagnóstico tradicional usado hoje pressupõe erroneamente que todo e qualquer sofrimento mental é causado por um distúrbio e depende demais de ideias subjetivas sobre o que é considerado “normal.”
“Talvez seja a hora de pararmos de fingir que rótulos com aparência médica contribuem com alguma coisa para nossa compreensão das complexas causas do sofrimento humano ou de que tipo de ajuda precisamos quando estamos angustiados,” comentou o professor John Read.
O estudo foi publicado na revista científica Psychiatry Research (Pesquisa Psiquiátrica).
Embora meus questionamentos sobre a psicologização que Marisa fez do profeta Elias para defender internamento psiquiátrico e drogas psiquiátricas tenham sido feitos de forma educada e cristã, a reação dela foi dizer que se sentiu “ofendida” com os questionamentos. Tão “ofendida” que ela chamou o autor dos questionamentos de “anticristo.” A esse ataque, ela acrescentou comentários como supostos “abusos cometidos por ‘líderes blogueiros,’” “blogueiros terroristas cristãos,” “terrorismo espiritual” e vários outros adjetivos semelhantes — tudo porque me recusei a me prostrar diante do altar sagrado da psicologia.
Vamos então ao significado das palavras. De acordo com o Dicionário Oxford da Inglaterra, “terrorista” significa “uma pessoa que usa o terrorismo na busca de objetivos políticos.”
Supostamente então, na avaliação “clínica” de Marisa, faço uso de terrorismo na busca de objetivos políticos. Nem mesmo eu sei quais seriam esses objetivos. Até onde sei, quem concorreu a cargos políticos — e perdeu — foi ela, não eu. Diferente dela, que já concorreu a vereadora, nunca concorri a nenhum cargo político.
O que é terrorismo? De acordo com o Dicionário Oxford, “terrorismo” significa “o uso não oficial ou não autorizado de violência e intimidação na busca de objetivos políticos.”
Na avaliação “clínica” de Marisa, minha crítica à comparação dela de Elias com paciente psiquiátrico foi mais que ofensa. Foi um ato terrorista.
Só falta agora a ela explicar quando foi que usei violência e intimidação para ela não usar Elias em suas palestras psicológicas. Não posso e não vou impedi-la de psicologizar Elias nas igrejas. Mas posso e vou refutar esse absurdo.
Chamar críticos de terroristas é comportamento padrão de ditadores comunistas e islâmicos, que acusam seus críticos de “terrorismo” para facilitar todos os tipos de violência contra as vítimas, inclusive assassinato. Toda violência verbal ou não se torna ideologicamente justificável quando se cola a etiqueta de “terrorista” numa vítima pelo “crime” de criticar.
Curiosamente, Marisa usou seu espaço no GospelMais para me atacar. Outros também já usaram o GospelMais para me atacar. Um deles foi o Pr. Johnny Bernardo, conhecido no mundo apologético. Em seu artigo no GospelMais de 2014 intitulado “Júlio Severo e temas relacionados,” Johnny diz com todas as letras:
“Suas críticas baseadas em um extremismo religioso semelhante ao islâmico, fundamentalista… Os ataques do Júlio não se restringem à prática homossexual — até então correta do ponto de vista doutrinário, cristão —, mas, nos últimos anos, têm atingido pessoas de respeito, de reconhecida contribuição com o Evangelho e à justiça social. Destaco três figuras brasileiras: Augustus Nicodemos, Ariovaldo Ramos e Antonio Carlos Costa. Ao mesmo tempo, dá apoio a figuras polêmicas, como lideres neopentecostais, à jornalista do SBT Rachel Sheherazade e o militar defensor da tortura, Bolsonaro. Também faz duras críticas à Universidade Presbiteriana Mackenzie.”
Ele acrescentou:
“Se quiser saber, meu jovem, sou a favor de uma série de pontos, como a legalização da maconha.”
No meu artigo “Maconha sim, Julio Severo não!” explico como Johnny está profundamente equivocado em suas ideias, inclusive ao dizer: “A Revolução Cubana foi necessária.”
Mas o que estranhar? Johnny Torralbo Bernardo tem um histórico de anos no Partido Comunista do Brasil.
Mas diferente de Johnny, que foi corajoso e usou explicitamente meu nome nos ataques, Marisa preferiu usar a “ética” das insinuações maliciosas. Preferiu me atacar sem citar diretamente meu nome.
Marisa apelou feio chamando a mim, o único que teve coragem de questionar sua psicologização de Elias, de “terrorista” e errou feio ao dizer que a “ciência” é quem classifica Elias como depressivo. Ela cometeu o erro de chamar a psicologia de “ciência” quando a própria Enciclopédia Popular de Apologética declarou que há muitas polêmicas, contradições e humanismo na psicologia. Ela basicamente se escondeu atrás da psicologia, esquecendo totalmente seu diploma de teologia, para ostentar a alegação de que a “ciência” classifica Elias de depressivo, como se ele tivesse de tempos em tempos crises de depressão. O textão de Marisa no GospelMais encontra-se aqui: “Elias tinha depressão? Segundo a ciência, sim! Saiba como foi tratado.”
Ela não só se escondeu atrás de uma suposta “ciência” para dizer que Elias “seria considerado como um paciente grave com risco de cometer suicídio,” mas ela também citou explicitamente o nome do pastor da igreja dela (Pr. Luiz Roberto Silvado, Igreja Batista do Bacacheri em Curitiba) como apoiador das ideias dela.
Então foi o pastor dela que a autorizou a acusar indiretamente a mim de “terrorista”?
Foi o pastor dela que a autorizou a classificar Elias como merecedor de internamento psiquiátrico e drogas psiquiátricas?
Foi o pastor dela que a autorizou a participar de eventos de uma entidade do Rev. Moon durante anos? Claro que a psicologia jamais a condenaria por tal participação. Mas seu diploma de teologia não disse nada ao seu coração? Seu pastor não disse nada aos seus ouvidos?
Não foi a Bíblia e muito menos a ciência que classificou Elias de depressivo. Foi o subjetivismo de Marisa que fez isso. Foi também esse subjetivismo que a levou a disparar a etiqueta “terrorista” e vários adjetivos contra mim no seu textão.
Lido com críticas, nacionais e internacionais, em diversos níveis. Em vez de ficar xingando meus críticos, eu os refuto e uso argumentos melhores do que os deles, exatamente como estou fazendo aqui. Já fui criticado várias vezes pela maior revista homossexual do mundo. Em vez de xingá-los, rebati com argumentos melhores.
Chamar de terrorista e outros xingamentos não é argumento. É justamente falta de argumento.
O que não entendo é como um portal evangélico grande como o GospelMais dá tanto espaço e liberdade para seus escritores me chamarem de “extremista,” “fundamentalista” e agora, cúmulo dos cúmulos, “terrorista,” principalmente quando meu blog contém há anos vários ataques meus ao terrorismo islâmico e marxista.
Esse é o preço que pago quando minhas críticas “severas” incomodam comunistas e lobos.
Entretanto, no caso de Marisa, o fato de ela ser membro do Conselho Federal de Psicologia lhe dá carta branca para sair por aí definindo cristãos como “terroristas”? Qual Marisa usou o adjetivo “terroristas” para definir cristãos que criticam a psicologização que ela fez de Elias: A Marisa psicóloga, a Marisa teóloga ou a Marisa colunista do GospelMais?
Só temo se surgir a Marisa política. É desejo de todo político com sentimentos ditatoriais poder adotar medidas drásticas contra críticos a quem eles definem como “terroristas.”
Meu desejo é só demolir pedestais de imponência humana que são colocados acima da Bíblia.
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16 de julho de 2019

MEC lança campanha de astrologia para alunos na internet, mas deleta posts logo depois de críticas de leitores de que tal campanha nasceu da influência de Olavo de Carvalho, que tem histórico de astrólogo, no ministro da Educação


MEC lança campanha de astrologia para alunos na internet, mas deleta posts logo depois de críticas de leitores de que tal campanha nasceu da influência de Olavo de Carvalho, que tem histórico de astrólogo, no ministro da Educação

Julio Severo
O Ministério da Educação (MEC) deletou de sua conta oficial no Twitter posts de uma campanha de astrologia que mostrava quem é “o estudante de cada signo,” publicados em 14 de julho de 2019.
Nas 12 imagens, uma para cada signo, o MEC tentou criar uma relação entre o perfil do aluno e as características traçadas a partir da interpretação do zodíaco. Contudo, a repercussão da campanha de astrologia na internet enfrentou críticas de internautas sobre a razão do MEC de apresentar de forma tão favorável a astrologia, que baseia a leitura do presente e do futuro pela observação dos astros no espaço sideral. As imagens polêmicas foram apagadas um dia depois.
Além de unir horóscopo aos estudos, o MEC incentivou os estudantes a envolverem outros alunos em sua campanha de astrologia. Num dos posts sobre o signo de Aquário, o MEC perguntou: “Quem é você no horóscopo do estudo? Aproveite e marque seus amigos!”
Para o signo de Virgem, o MEC disse que os “astros da educação” indicam uma personalidade voltada para a organização, com estudos planejados de acordo com os dias da semana.
A campanha de astrologia do MEC foi criticada por diferentes internautas que a associaram a Olavo de Carvalho, considerado o Rasputin do Presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da educação Abraham Weintraub, que é adepto de Olavo. Algumas das críticas:
“É capaz dessa bobagem cair no Enem.”
“Estudo tem horóscopo? Acho que isso é coisa butada pelo horóscopologo que mora nos EUA. Uma pena o ministério da educação ter feito essa opção.”
“Que lixo é este? Aquele charlatão quer tornar nossas crianças e estudantes em ocultistas? @PastorMalafaia é este governo que a bancada evangélica esta dando apoio?”
“Parem com essa pseudociência, valorizem a ciência nacional.”
“Astrologia e signos são a total negação da ciência. Então, acho totalmente incoerente o Ministério da Educação publicar algo relacionado a isso.”
Embora Olavo de Carvalho negue envolvimento hoje com astrologia e muitas vezes esconda seu passado e livros sobre astrologia, tudo o que ele toca se torna astrológico.
O Ministério da Educação, que ineditamente promoveu essa escandalosa campanha de astrologia, é dirigido “coincidentemente” por um adepto de Carvalho.
Em 2017, houve o caso igualmente escandaloso de uma professora evangélica que, sem o consentimento e conhecimento dos pais, dava doutrinação astrológica aos alunos, ensinando-os a fazer mapas astrais. Normalmente, nenhum evangélico se envolve com astrologia, muito menos para impô-la em alunos contra a vontade dos pais. Mas a professora em questão, Ana Caroline Campagnolo, é adepta de Carvalho.
Além de negar ou esconder suas questões astrológicas, outro subterfúgio que Carvalho usa para desconversar suas conexões astrológicas é acusar os outros do que ele faz. Mais cedo neste ano, ao ser chamado de astrólogo por Silas Malafaia, o maior televangelista do Brasil, Carvalho rebateu dizendo que Lutero e seu assistente Philip Melanchthon criam muito mais em astrologia do que ele crê.
Foi uma evasiva estratégica, facilmente refutada por mim neste artigo: “Olavo de Carvalho acusa que Philip Melanchthon era astrólogo maior que ele.”
Entretanto, ele negando ou não, os frutos sempre aparecem através dos próprios alunos dele, seja uma professora em sala de aula ou um ministro da Educação.
Com informações do próprio MEC e de O Globo.
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