28 de maio de 2019

Sob o presidente Jair Bolsonaro, o Brasil é consagrado à Santa Maria


Sob o presidente Jair Bolsonaro, o Brasil é consagrado à Santa Maria

Julio Severo
No dia 21 de maio de 2019, o Brasil foi consagrado ao Imaculado Coração de Maria em uma cerimônia que incluiu o presidente Jair Bolsonaro, o bispo Fernando Áreas Rifan e o bispo emérito João Evangelista Martins Terra, de Brasília. Outros participantes eram líderes católicos dos Estados Unidos e da América Latina.
Sites católicos em todo o mundo publicaram reportagens sobre a consagração. LifeSiteNews, o maior site católico pró-vida do mundo, também fez a cobertura do evento.
A consagração do Brasil, que é a maior nação católica do mundo, à Santa Maria foi uma iniciativa do deputado federal Eros Biondini e da Frente Parlamentar Católica para pedir a proteção de Maria para o Brasil.
Uma estátua da Santa Maria, que a mostra conforme ela apareceu para crianças visionárias em Fátima, Portugal, estava presente na cerimónia e permanecerá num lugar de honra no palácio presidencial onde Bolsonaro trabalha.
A proclamação da consagração nacional foi assinada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência Floriano Peixoto em nome da Presidência do Brasil. Outros signatários foram Biondini, Bispo Rifan e Bispo Terra.
Os participantes da cerimônia incluíram vários políticos de alto nível, bem como representantes de vários movimentos católicos de várias nações. De acordo com Biondini, “esse é um simples gesto de fé e amor, que é de grande importância não só para os católicos, mas para todo o Brasil.”
Durante a cerimônia, os participantes rezaram o rosário e cantaram um hino mariano, acompanhado de várias freiras.
Dom Rifan disse que consagrar o Brasil à Santa Maria significa que “o Brasil reconhece a presença de Deus.”
Além de LifeSiteNews, outras entidades católicas elogiaram a participação de Bolsonaro na consagração do Brasil à Santa Maria. O Centro Fátima publicou uma reportagem intitulada “Presidente Bolsonaro Aprova a Consagração de Sua Nação ao Imaculado Coração.” Apesar de Bolsonaro não ter assinado diretamente o documento, ele participou e fez com que seu ministro o assinasse. Tal participação foi suficiente para que os católicos de todo o mundo celebrassem a consagração do Brasil à Santa Maria.
Contudo, a participação de Bolsonaro causou muita confusão entre seus principais apoiadores — os evangélicos. Embora o Brasil seja o maior país católico do mundo, os evangélicos, que representam cerca de 30% da população brasileira, votam de maneira muito mais conservadora, enquanto os católicos tradicionalmente apoiam os movimentos de esquerda. O Partido dos Trabalhadores, o partido socialista derrotado por Bolsonaro, foi fundado por bispos católicos.
Alguns apoiadores evangélicos de Bolsonaro tentaram amenizar sua participação na consagração. O GospelPrime, o maior site protestante do Brasil, publicou na primeira vez uma reportagem intitulada “Bolsonaro participa de consagração do Brasil a Jesus por meio do ‘coração de Maria’” quando LifeSiteNews, o Centro Fátima e outros grandes sites católicos não mencionaram “consagração a Jesus.”
Posteriormente, a GospelPrime fez uma reportagem “corretiva” intitulada “Bolsonaro não fez pronunciamento consagrando o Brasil à Virgem Maria,” basicamente dizendo que se Bolsonaro não o assinou, não houve uma consagração real, embora seu ministro tenha sido ordenado por ele para assiná-lo.
O GospelPrime também destacou que pelo fato de que um grupo católico, o Centro Dom Bosco no Brasil, desaprovou o evento, isso foi sinal de que os católicos não o aprovaram. Mas o GospelPrime não fez a cobertura da repercussão internacional de LifeSiteNews, do Centro Fátima e de outras entidades católicas americanas que interpretaram a presença de Bolsonaro na cerimônia como sua aprovação à consagração do Brasil à Santa Maria.
O fato de Bolsonaro não ter assinado, mas ter feito com que seu ministro assinasse, tem as características de uma manobra política astuta, que foi necessária para proteger Bolsonaro de uma repercussão negativa de seus apoiadores evangélicos. O governo Bolsonaro, representado por seu ministro, assinou, mas os críticos não podem acusar diretamente Bolsonaro porque ele não o assinou diretamente. Essa manobra tem causado muita confusão entre evangélicos.
Enquanto o governo Bolsonaro e o GospelPrime estão fazendo redução de danos por causa da consagração, o Pastor Cary Gordon parece ter ficado tão empolgado com a consagração que ele quer entrevistar Bolsonaro para seu “Inimigos dentro da Igreja,” um documentário que tem suas próprias armadilhas ocultistas. Mas por que um pastor evangélico americano se empolgaria com o governo Bolsonaro consagrando o Brasil à Santa Maria? A idolatria e o ocultismo são menos malditos do que o marxismo?
Na consagração, líderes católicos lembraram como a Santa Maria protegeu Bolsonaro de morrer em um atentado terrorista comunista contra sua vida. Bolsonaro, que estava ouvindo pessoalmente as declarações deles, não expressou desaprovação.
Para que Maria pudesse proteger Bolsonaro de um atentado terrorista, Bolsonaro deveria ter experimentado uma intervenção física ou espiritual.
Na intervenção física, Maria deveria estar presente no ataque e de alguma forma impedindo o terrorista. Mas isso não aconteceu porque Maria não está viva. Ela está fisicamente morta há cerca de dois mil anos.
Na intervenção espiritual, ela poderia proteger Bolsonaro se ela tivesse poderes divinos, se ela fosse Deus, mas obviamente ela não é um deus e ela não tem nenhum poder divino.
Tanto católicos quanto evangélicos sabem que na Bíblia não existe um único relato de Maria salvando uma nação, uma família ou mesmo um só indivíduo. Mas há abundantes relatos de Deus salvando nações, famílias e pessoas. Jesus é Deus!
Por que não consagrar o Brasil para o Senhor Jesus Cristo e proclamar um Dia de Oração e Jejum para Ele?
Ao participar de uma cerimônia consagrando o Brasil à Santa Maria, Bolsonaro esqueceu velhos erros brasileiros. Em 1980, o general João Figueiredo, que foi presidente durante o regime militar, estabeleceu oficialmente o dia 12 de outubro de cada ano como o Dia de Nossa Senhora Aparecida, declarando-a padroeira do Brasil.
Depois da data oficial, o Brasil sofreu alta inflação e crise econômica. O regime militar desmoronou. No entanto, o Brasil continua, ainda hoje, celebrando oficialmente “Nossa Senhora Aparecida” como sua padroeira.
Muito parecido com Bolsonaro, o vice-primeiro-ministro italiano Matteo Salvini dedicou a Itália à Santa Maria em 18 de maio. Tanto Bolsonaro quanto Salvini têm sido influenciados ou mesmo explorados por Steve Bannon, que está por trás de um movimento esotérico fascista para subverter o Papa Francisco.
Entretanto, o catolicismo ou as consagrações católicas não estão salvando Bolsonaro de ciladas espirituais. Ele tem sido uma presa fácil para o Bannon brasileiro, Olavo de Carvalho, apelidado de “Rasputin de Bolsonaro.”
Tradicionalmente, os presidentes brasileiros são católicos e frequentemente consultam conselheiros ocultistas. Eles consagram a si mesmos e o Brasil à Santa Maria, mas eles são guiados por ocultistas.
Dois lemas que fizeram e fazem parte da campanha de Bolsonaro são:
* “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” — palavras do próprio Jesus Cristo no Evangelho de João.
* “Deus acima de todos.”
Jesus Cristo é Deus. Ele está infinitamente acima de mim e de Bolsonaro. E, sim, Ele está também infinitamente acima de Maria, que não tem parte em seu trono, glória e majestade. Embora agraciada com a missão terrena de ser mãe de Jesus, ela foi uma pecadora, como todos nós, em necessidade da redenção e perdão de pecados oferecido por Jesus.
Os evangélicos, que foram fundamentais para a vitória de Bolsonaro, precisam orar para que os próprios lemas dele sejam cumpridos em sua vida, para que ele possa consagrar a si mesmo e ao Brasil a Jesus Cristo e para que ele e o Brasil se libertem da idolatria inútil e dos Rasputins e seus conselhos políticos ocultistas.
Com informações de LifeSiteNews.
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4 comentários :

"Política sem medo" disse...

Que pena Julio em uma postagem tao importante como essa da consagracao da Virgem Maria como Padroeira do Brasil, Bolsonaro fez apenas reconhecer o valor que a santa Mae de Jesus tem para os catolicos. No entando quando voce comeca a falar sobre as falas e preferencias de evangelicos que sao eleitores de Bolsonaro voce pende para denegrir a imagem que para nos representa a mais importante aliada para a salvacao do mundo. Nao e necessario lembra-lo de que os catolicos genuinos nao defendem pautas esdruxulas como LGBT, teorias de Genero, e pautas que sao obviamenete pautas esquerdistas. Um grupo de homens infieis, reunidos num grupo que nao nos representa, chamado CNBB e o rspnsavel pela defesa dessas pautas, NAO A IGREJA CATOLICA APOSTOLICA ROMANA DO BRASIL.

chegamais disse...

Caro Julio Severo ... o mais importante foi a reparação ao Rosário ... quando Bolsonaro rezou um Mistério!!!
...
A consagração já foi feita em outras ocasiões ... porém, após a ofensa feita por Jango no famoso Comício da Central, em 13/03/1964, ao dizer que rezar Rosário não o impediria de fazer as tão necessárias reformas ... que agora FINALMENTE serão baixadas!!! ... só agora é que houve a reparação!!!
...
Estando Jesus a morrer ... olha para Maria e diz que o discípulo amado passa a ser filho dela ... e diz ao discípulo amado que Maria passaria a ser a Mãe dele ... ... ... Apesar de ser entendimento geral, Jesus não pediu para João tomar conta de Maria; o que faria Maria ficar submissa ao discípulo amado, né???
...
Jesus a dando como Mãe ao discípulo amado ... o colocou como OBEDIENTE a Maria, entenderam???
...
Se o senhor também se acha um discípulo amado ... certamente que também tem Maria como Mãe ... e cessará de escrever besteiras sobre minha Mamãezinha.
...
Um aperto de mão.

rogerio disse...

Católicos tradicionalmente não são conservadores.

Cicero disse...

chegamais, acaso Maria era mãe biológica ou de criação de João?? Não. Jesus apenas pediu que a relação fosse nesse nível de respeito, e não que a partir daí Maria fosse uma deusa divina.

Mas o único mandamento que Maria nos deixou e os católicos não cumprem e os evangélicos obedecem é: "fazei tudo que ELE vos disser".Jo 2:5.
Maria mesmo se reconheceu pecadora e necessitava de perdão em seu cântico:
"E o meu espírito se alegra em Deus MEU Salvador;" Lc 1:47.
Depois, na doutrina do Novo Test. nunca vemos os apóstolos ensinarem orações, curas, milagres, intercessões em nome de Maria, mas em NOME de Jesus!