23 de maio de 2019

Sob Bolsonaro, Brasil é consagrado à “Nossa Senhora”


Sob Bolsonaro, Brasil é consagrado à “Nossa Senhora”

Julio Severo
Foi realizada no Palácio do Planalto, a residência oficial do Presidente Jair Bolsonaro, uma cerimônia oficial de consagração do Brasil à Maria, comumente chamada pelos católicos de “Nossa Senhora.” A cerimônia aconteceu no dia 21 de maio de 2019.
Católicos e evangélicos reagiram de forma diferente à consagração. Em sua reportagem “Presidência da República assinou hoje consagração do Brasil ao Imaculado Coração de Maria,” o site católico Aleteia disse:
“Segundo organizadores, o ato procuraria reforçar o atendimento do pedido feito por Nossa Senhora de Fátima de que o mundo seja consagrado ao seu Coração Imaculado.”
A Aleteia acrescentou que a cerimônia contou “com a participação do presidente Jair Bolsonaro e do bispo dom Fernando Arêas Rifan, atual ordinário da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney” e foi oficialmente assinada pela Presidência da República, que concordou com a consagração oficial do Brasil à “Nossa Senhora.”
Em contraste, o GospelPrime, o maior site evangélico do Brasil, publicou uma reportagem suavizada intitulada “Bolsonaro participa de consagração do Brasil a Jesus por meio do ‘coração de Maria.’”
Enquanto na versão católica Jesus foi apenas um acessório para a missão maior de exaltar Maria, na versão evangélica do Gospel Prime Maria foi apenas um acessório para exaltar Jesus.
Com tal confusão, quem está certo, o grande site católico Aleteia, que exaltou Maria, ou o GospelPrime, o grande site evangélico, que exaltou Jesus? Toda essa confusão poderia ter sido evitada se Jesus tivesse sido exclusivamente exaltado, sem nenhum acessório.
Considerando que o evento foi exclusivamente católico, seria muita pretensão nós evangélicos o interpretarmos diferente da Aleteia, que é católico e sabe interpretar suas cerimônias e consagrações católicas. Portanto, a tentativa do GospelPrime de suavizar o evento católico, como se a intenção máxima fosse exaltar Jesus Cristo, não faz o mínimo sentido, nem mesmo como propaganda política.
Apoiadores de Bolsonaro comentaram que, como presidente, Bolsonaro teria uma suposta obrigação de participar de todas as cerimônias religiosas sem discriminação. Assim, nessa visão, Bolsonaro deveria, para agradar aos católicos, consagrar o Brasil para “Nossa Senhora”; para agradar aos evangélicos, consagrar o Brasil para o Senhor Jesus Cristo; para agradar aos adeptos das religiões afro-brasileiras, consagrar o Brasil para Iemenjá e os exus; e por aí vai.
Contudo, tais consagrações têm profundas consequências espirituais, para bênção ou maldição. Quando uma nação é oficialmente consagrada pela presidência para determinados deuses, deusas e demônios, nada é levado na brincadeira por esses deuses, deusas e demônios.
Mesmo sendo eleitor de Bolsonaro, não tenho direito nenhum de determinar a fé dele. Tudo o que posso fazer é oferecer minha mera opinião.
A cerimônia na residência de Bolsonaro me faz recordar o governo militar. A crise estava tanta no início da década de 1980 que um dos primeiros atos do presidente João Figueiredo foi consagrar o Brasil para a Aparecida, estabelecendo oficialmente 12 de outubro como Dia da Aparecida, que ele designou oficialmente como padroeira do Brasil. De nada adiantou. A inflação aumentou. A crise econômica cresceu, e o governo militar se desmoronou sob muitas pressões e crises.
Mas por que consagrar o Brasil para Maria, copiando o erro dos militares? Tanto católicos quanto evangélicos sabem que na Bíblia não existe um único relato de Maria salvando uma nação, uma família ou mesmo um só indivíduo. Mas há abundantes relatos de Deus salvando nações, famílias e pessoas. Jesus é Deus!
Por que não consagrar o Brasil para o Senhor Jesus Cristo e proclamar um Dia de Oração e Jejum para Ele?
Os presidentes americanos do passado costumavam proclamar um Dia de Oração e Jejum para Jesus Cristo. É por isso que os Estados Unidos prosperaram tanto.
Se consagrar o Brasil para “Nossa Senhora” fosse a resposta para todos os problemas do Brasil, o dia 12 de outubro instituído pelos militares teria transformado o Brasil numa potência econômica e militar maior do que os Estados Unidos.
Precisamos orar pela salvação de Bolsonaro. Precisamos também, como evangélicos, parar de amenizar a realidade, como se em vez de consagração à “Nossa Senhora,” Bolsonaro tivesse ajudado a consagrar o Brasil para Jesus Cristo. Como ele conhecerá a verdade se a suavizarmos para lhe fazer agrados?
Aliás, dois lemas que fizeram e fazem parte da campanha de Bolsonaro são:
* “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” — palavras do próprio Jesus Cristo no Evangelho de João.
* “Deus acima de todos.”
Jesus Cristo é Deus. Ele está infinitamente acima de mim e de Bolsonaro. E, sim, Ele está também infinitamente acima de Maria, que não tem parte em seu trono, glória e majestade. Embora agraciada com a missão terrena de ser mãe de Jesus, ela sempre foi uma pecadora, como todos nós, em necessidade da redenção e perdão de pecados oferecido por Jesus.
Obviamente, Bolsonaro desconhecesse essa importante realidade.
Portanto:
Ore por Bolsonaro para que, sob pressão de crises, ele não copie os militares do passado que entregaram o Brasil à idolatria e viram como resultado mais crises e problemas.
Ore para que Bolsonaro consagre o Brasil a Jesus Cristo, declarando que o Brasil pertence a Jesus Cristo. Acredito que nenhum católico e evangélico se oporia a essa consagração.
Só por meio da nossa oração e jejum ele conhecerá a verdade que liberta e depois reconhecerá Jesus Cristo como Deus acima de todos.
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11 comentários :

António Costa disse...

Caro Julio você recusa obedecer às Escrituras, que você diz conhecer e seguir. Chama mentiroso ao Arcanjo Gabriel "ave Maria cheia de Graça...".

Claro que Jesus está acima de tudo e todos...

Peçamos ao Divino Espirito Santo para a todos iluminar

Marcos Zequias disse...

Bolsonaro é católico e não evangélico, mas acredito que Deus colocou ele ali na presidência pra um propósito, Ciro o grande Rei da Pérsia foi escolhido por Deus pra cumprir seus desígnios, não era perfeito, pois ele tinha a sua cultura e seus deuses, mas ele foi usado por Deus mesmo sem ele ter o conhecido

António Costa disse...

https://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2019/05/23/todas-geracoes-proclamarao-bem-aventurada/

Rorschachbr disse...

Concordo com o Marcos Zequias.
Jair tem suas diretrizes mas já fez muitas coisas boas e simples além de estar sendo usado por Deus para garantir por lei o direito de autodefesa.
Obrigado Júlio por mais uma explicação incontestável.

Pr Luiz Henrique de Almeida Silva disse...

Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.
1 Timóteo 2:5 Incontestável.

Cicero disse...

Julio, a GospelPrime fez outra materia 2 dias depois assim:
"Presente na cerimônia, Bolsonaro – que embora frequente igrejas evangélicas, continua se declarando católico – não fez o pronunciamento esperado. De fato, foi o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Floriano Peixoto, que assinou, ao lado de bispos convidados, o documento que formaliza essa “consagração” do país.

Apesar de muitos evangélicos terem criticado o presidente, enquanto católicos comemoravam, a validade da cerimônia passou a ser contestada por não seguir o rito esperado. Ela deveria ser feita pelo arcebispo primaz do Brasil, com decisão do concilio plenário e autorização papal, o que não ocorreu.

Conforme explicou o Centro Dom Bosco, uma das entidades católicas mais ativista do país, “o presidente não proclamou a fórmula da consagração, nem assinou o documento de consagração. Após o evento, Dom Rifan resolveu fazer uma consagração particular para tentar minorar a frustração geral pelo ocorrido”.

Julio Severo disse...

Cícero, com muita antecedência o evento foi publicamente anunciado como “consagração.” De fato, Bolsonaro não assinou nada, mas fez o ministro dele assinar, o que no fim cai na computação como tendo sido assinado pela Presidência da República, pois o ministro devidamente autorizado pelo Bolsonaro assinou. Na primeira reportagem do GospelPrime, mencionou-se que o ministro fez a assinatura. Na segunda reportagem, o GospelPrime destacou que Bolsonaro não assinou… Sim, há católicos descontentes e não descontentes com o evento, assim como há evangélicos descontentes e não descontentes. Mas se você me perguntar qual foi a intenção de Bolsonaro em não assinar e fazer o ministro dele assinar, sinceramente não sei. Há mais perguntas que respostas no ar.

Thel disse...

Eu creio que Bolsonaro é um instrumento de Deus, o que Ele tinha nas mãos no momento, para ajudar o Brasil a começar a sair dessa crise moral e econômica. Isso não quer dizer que Bolsonaro seja servo de Deus ou que seja 100% íntegro diante Dele, assim como o Rei Ciro e outros personagens bíblicos que trouxeram paz nos tempos do Antigo Testamento não eram.

Unknown disse...

Ta errado e pronto, num é porque eu votei no Bolsonaro que eu vou concorda com esse erro não!

Cicero disse...

Julio, parece que Bolsonaro está passando por uma guerra espiritual em sua mente e coração. Se decidir por Cristo, muitas vezes é uma guerra e leva tempo.
Orar por ele é um dever bíblico.

Elias disse...

Bolsonaro não têm que sair fazendo pirotecnia espiritual para agradar todos os grupos religiosos que o apoiam, basta fazer o que Magno Malta faz, apoiar as pautas comuns a todos esses grupos, aliás, foi justamente por apoiar a pauta comum à católicos, evangélicos, espíritas e até mesmo à alguns ateus, foi que Bolsonaro se elegeu contra todas as possibilidades!
Se ele quer ser católico, por mais que discorde, é uma liberdade dele, mas quando for agir politicamente,apoie as pautas comuns, como: Proteção da família, ser contra o abolicionismo penal, favorável a posse de armas pelo cidadão, não aceitar ideologia de gênero etc.
Magno Malta possui entrada no meio espírita, católico etc, justamente por apoiar as pautas comuns sem fazer afagos falsos, compartilhando valores nos quais não crer.
Ficar fingindo ter uma mentalidade religiosa que não possui, acabará apenas desagradando à todos que objetivou agradar, simplesmente para ter um apoio político.