26 de maio de 2019

Papa Francisco compara o aborto a “contratar um assassino profissional” e diz que nunca dá para se desculpar o aborto


Papa Francisco compara o aborto a “contratar um assassino profissional” e diz que nunca dá para se desculpar o aborto

Julio Severo
O Papa Francisco comparou o aborto a “contratar um assassino profissional” durante uma conferência pró-vida no Vaticano.
“Nunca dá para se desculpar o aborto, mesmo quando o bebê em gestação está gravemente doente ou malformado,” disse o Papa Francisco na conferência pró-vida.
Ele exortou os médicos a apoiar as famílias a levar todas as gravidezes até o fim.
Francisco afirmou que sua oposição ao aborto não é por questões religiosas, mas por razões humanas.
Ele disse: “É lícito jogar fora uma vida para resolver um problema? É lícito contratar um assassino professional para resolver um problema?”
Francisco discordou de abortos feitos com base em exames pré-natais que revelam problemas com o bebê em gestação.
Ele disse que um ser humano “nunca é incompatível com a vida.”
Francisco disse que os bebês em gestação precisam receber cuidados o maior tempo possível.
“Cuidar dessas crianças ajuda os pais a passar pela experiência do luto e não apenas pensar nisso como uma perda, mas como um passo no caminho tomado juntos,” disse Francisco.
A conferência foi organizada pelo Dicastério para Leigos, Família e Vida, e pela Fundação “Heart in a Drop,” que trabalha para acolher “crianças nascidas em condições de extrema fragilidade.”
Ele disse à multidão que toda criança é “um presente que muda a história de uma família… e essa criança precisa ser bem-vinda, amada e cuidada.”
Ele disse que muitas vezes a “mera suspeita de doença pode mudar a experiência da gravidez” e até arrisca “jogar mulheres e casais” em um “profundo desespero.”
Mas “a evolução de todas as doenças é sempre subjetiva e muitas vezes nem os médicos sabem como se manifestará no indivíduo,” disse o papa.
Francisco vem se pronunciando fortemente contra o aborto. Em junho de 2018, ele comparou o aborto à eugenia nazista — dizendo que os pais deveriam aceitar os filhos que Deus lhes dá.
Em um encontro de uma associação pró-família da Itália, ele contou aos participantes que, quando criança, ficou horrorizado ao ouvir casos contados por seu professor de crianças “jogadas da montanha,” se tivessem nascido com malformações.
“Hoje fazemos a mesma coisa,” disse ele. No século passado, o mundo inteiro ficou escandalizado com o que os nazistas fizeram para purificar a raça. Hoje fazemos a mesma coisa, mas com luvas de médicos.”
Com informações do DailyMail.
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Um comentário :

Flávio disse...

Ele é pró vida, mas não conservador