15 de maio de 2019

Comportamento não profissional da revista Forbes: Seis anos depois de publicar informações errôneas sobre o televangelista Silas Malafaia diante de sua audiência americana e internacional, a Forbes se retratra — somente diante de sua audiência brasileira


Comportamento não profissional da revista Forbes: Seis anos depois de publicar informações errôneas sobre o televangelista Silas Malafaia diante de sua audiência americana e internacional, a Forbes se retratra — somente diante de sua audiência brasileira

Julio Severo
Por meio de seu maior canal, que atinge um enorme público americano e internacional, a revista Forbes apresentou de forma deturpada um televangelista brasileiro em 2013. Então, 6 anos depois, percebendo que suas informações sobre o pastor foram exageradas e injustas, a Forbes usou seu pequeno canal brasileiro, longe do público americano e internacional, para se desculpar.
Silas Malafaia
A vítima foi o Pr. Silas Malafaia.
O pequeno pedido de desculpas da Forbes do português foi:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
3 de maio de 2019
Na data de 18 de janeiro de 2013 foi publicado, em nosso site, matéria intitulada “Bispo Edir Macedo é o pastor mais rico do Brasil com uma fortuna de US$ 950 milhões – Líder da Universal do Reino de Deus está à frente de Valdomiro Santiago e Silas Malafaia”.
A referida matéria continha informação de que o Pastor Silas Malafaia detinha patrimônio estimado em US$ 150 milhões.
Assim, diante da alegação de que a veiculação do informe, à época, teria ocasionado descontentamento por parte do pastor Silas Malafaia, vez que seu patrimônio na verdade, segundo ele, corresponderia a apenas 3% do valor citado na matéria veiculada, conforme documentos oficiais que teria voluntariamente disponibilizado, a FORBES, historicamente compromissada que é com a apuração da verdade dos fatos, lamenta o ocorrido e aproveita a oportunidade para oferecer escusas ao Pastor Silas Malafaia.
O pedido de desculpas da Forbes se referia à sua reportagem em português e esqueceu de mencionar que a principal deturpação da Forbes foi em inglês, em uma reportagem de 2013 intitulada “The Richest Pastors In Brazil” (Os Pastores mais ricos do Brasil), que disse:
A religião sempre foi um negócio lucrativo. E se acontecer de você ser um pregador evangélico brasileiro, as chances de acertar a sorte celestial grande são bem altas hoje em dia. Embora o Brasil continue sendo o maior país católico do mundo, com cerca de 123,2 milhões de sua população de aproximadamente 191 milhões definindo-se como seguidores da Igreja do Vaticano, os números mais recentes do IBGE apontam para um forte declínio entre os católicos romanos, que agora representam 64,6% da população do país — abaixo dos 92% em 1970.
Enquanto isso, o número de evangélicos subiu de 15,4% da população do Brasil há apenas uma década para 22,2%, ou 42,3 milhões de pessoas. É provável que a tendência de queda do catolicismo continue, e estima-se que, até 2030, os católicos representem menos de 50% dos fiéis brasileiros.
Então, por que os evangélicos estão tomando posse do mundo religioso do Brasil?
Uma das qualidades mais atraentes dos evangélicos é a crença de que o progresso material resulta do favor de Deus. Enquanto o catolicismo ainda prega uma perspectiva muito conservadora sobre a vida depois da morte em vez de riquezas terrenas, os evangélicos — especialmente os “neopentecostais” — aprendem que é correto ser próspero. Essa doutrina, conhecida como “Teologia da Prosperidade,” está na base das igrejas evangélicas de maior sucesso no Brasil.
O valor do progresso material no evangelicalismo brasileiro é explícito e promovido ativamente…
Então, há Silas Malafaia, o ex-líder da Assembléia de Deus, a maior igreja pentecostal do Brasil. O mais franco de seus colegas, Malafaia se separou da instituição no final da década de 1990 para começar sua própria denominação, a Igreja Assembléia de Deus Vitória em Cristo. Malafaia está constantemente envolvido em controvérsias relacionadas à comunidade gay no Brasil, da qual ele orgulhosamente declara ser o maior inimigo. Defensor de uma lei que pode classificar o homossexualismo como uma doença no Brasil, Malafaia também é uma figura proeminente no Twitter, onde ele é seguido por mais de 440.000 usuários. Em 2011, Malafaia — que tem uma fortuna de cerca de US$ 150 milhões de acordo com várias publicações brasileiras de negócios — lançou uma campanha chamada “Clube de Um Milhão de Almas,” que pretende arrecadar US$ 500 milhões (R$ 2 bilhões) para sua igreja para criar um rede de televisão mundial que seria transmitida em 137 países. Os interessados ​​em contribuir para a campanha podem doar quantias a partir de US$ 500 (R $ 2.000), que podem ser pagas em parcelas. Em troca, os contribuintes receberão um livro. Malafaia também é dono de uma das quatro maiores gravadoras do segmento gospel do Brasil, de acordo com a Billboard Brasil, e a segunda maior editora evangélica do Brasil, a Central Gospel, com vendas de US$ 25 milhões por ano.
A Forbes publicou imprecisamente informações de que Malafaia tinha uma fortuna estimada em US$ 150 milhões, quando na verdade ele tem apenas 3% desse valor.
Só depois de muitos anos a Forbes aceitou a verdade, porque, de acordo com o site de Malafaia, Vitória em Cristo, “Com documentos oficiais, o Pr. Silas Malafaia provou, na Justiça, que o valor de seu patrimônio corresponde a 3% do valor citado na reportagem.” Assim foi judicialmente provado que Malafaia tinha apenas 3%. É verdade comprovada.
O problema é que a Forbes se desculpou apenas em relação à sua reportagem em português, que tinha um público menor, não à sua reportagem original em inglês, que tinha uma audiência enorme.
Por exemplo, Christianity Today, em uma reportagem de 2013 intitulada “List of Richest Pastors in Brazil Prompts White House Petition” (Lista dos Pastores Mais Ricos do Brasil Provoca Petição para a Casa Branca), mencionou Malafaia, de acordo com a desinformação de Forbes. Christianity Today, que é uma das principais revistas protestantes dos EUA, nunca pediu desculpas a Malafaia e, considerando que não há nenhum pedido de desculpas em inglês da Forbes disponível, é improvável que ela peça desculpas.
No Brasil, a consequência da desinformação também foi devastadora. Coincidência ou não, a versão brasileira da Christianity Today, Cristianismo Hoje, atacou Malafaia em uma longa reportagem de 2013 intitulada “Malafaia: A quem ele representa?” imediatamente depois da reportagem da Forbes, de acordo com o GospelMais, um dos mais proeminentes sites protestantes no Brasil, em sua reportagem de 2013 Malafaia não me representa.”
Veículos calvinistas brasileiros tiraram vantagem da reportagem da Forbes para aumentar seus ataques a Malafaia. A página de Facebook calvinista Bereanos lançou uma campanha dizendo que Malafaia não representa os evangélicos.
O pastor calvinista Renato Vargens, entrevistado pela Cristianismo Hoje sobre Malafaia, aproveitou a oportunidade para comentar: “Isso vem contribuindo para uma beligerância desnecessária entre a sociedade civil e a Igreja. Deslizes assim terminam, infelizmente, afetando o grupo como um todo.” Ele quis dizer o ativismo conservador de Malafaia, o qual inclui posturas públicas contra o aborto e a agenda homossexual. Malafaia tem sido a voz evangélica mais direta no Brasil defendendo valores pró-família e pró-vida, mesmo em programas de TV de destaque.
Vargens e outros calvinistas brasileiros consideram a mensagem de Malafaia “herética.” Aliás, Vargens disse claramente na Cristianismo Hoje que o ensinamento de Malafaia é “herético.”
Agora que a Forbes publicou um pedido de desculpas em português para Malafaia, será que a Cristianismo Hoje produzirá uma longa e igual reportagem pedindo desculpas a ele?
Líderes e veículos calvinistas que tiraram vantagem da reportagem da Forbes para atacar Malafaia publicarão seus pedidos de desculpas?
No entanto, a Forbes deveria agora publicar um pedido de desculpas também em inglês, porque sua reportagem original foi em inglês.
Depois que a Forbes publicar seu pedido de desculpas em inglês, Christianity Today publicará um pedido de desculpas em inglês?
A Forbes não agiu profissionalmente ao publicar informações imprecisas que acabaram fortalecendo vozes esquerdistas e protestantes que odeiam a mensagem, os valores e as posturas de Malafaia. Para uma publicação como Christianity Today, redistribuir essa desinformação não é apenas pouco profissional. É também anticristão.
Uma retratação da parte da fonte original e seus redistribuidores seculares e protestantes já deveria ter sido feita há muito tempo.
Leitura recomendada sobre Silas Malafaia:

Nenhum comentário :