15 de abril de 2019

Senador Arolde de Oliveira desabafa: Com linguajar chulo contra militares, Olavo de Carvalho já ultrapassou todos os limites


Senador Arolde de Oliveira desabafa: Com linguajar chulo contra militares, Olavo de Carvalho já ultrapassou todos os limites

Julio Severo
O Senador Arolde de Oliveira, que é uma personalidade importante no mundo evangélico do Rio de Janeiro, parece ter se solidarizado com os militares ao dizer que “Olavo de Carvalho já ultrapassou todos os limites” com seu “linguajar chulo” contra os militares.
Em seu tuíte de 1 de abril de 2019, Arolde disse:
“Acho que Olavo de Carvalho já ultrapassou todos os limites. Com linguajar chulo parece não estar no melhor da sanidade de sua mente privilegiada.”
Excelente que o senador evangélico tenha notado que Carvalho, que se tornou o Rasputin do Presidente Jair Bolsonaro, ultrapassou todos os limites em seus xingamentos contra os militares. Mas é só com os militares que ele fez isso? Não.
Desde pelo menos 2013, Carvalho, ao começar a ficar desmoralizado por sua defesa do revisionismo da Inquisição, que torturava e matava judeus e evangélicos, lançou uma campanha ininterrupta de insultos contra os evangélicos.
Uma pequena amostra desses insultos de autoria de Carvalho:
“O Protestantismo nasceu do ódio e da sêde de sangue. Sua inspiração cristã é ZERO.”
“Lutero e Calvino eram almas cheias de ódio. O primeiro foi um genocida, o segundo o inventor do governo totalitário. Seus seguidores estão no caminho do inferno, e se for preciso xingá-los de tudo quanto é nome para tirá-los dessa enrascada, farei isso sem dó nem piedade.”
“Repito: nunca existiu uma entidade chamada ‘Inquisição’ e muito menos ‘Santa Inquisição.’”
“A credulidade com que tantos evanjegues ouvem pastores semi-analfabetos, drogados, ladrões e putanheiros é a oitava maravilha do mundo.”
Se o astrólogo Olavo não ultrapassou todos os limites com esses insultos, o que falta mais? A reativação da máquina assassina da Inquisição?
Os evangélicos não deveriam ser tratados como inferiores aos militares. Se com seu linguajar chulo, o astrólogo ultrapassou todos os limites com os militares, com os evangélicos não é diferente.
O comentário de Arolde acompanhou um artigo que ele retuitou do UOL intitulado “Opinião: Em silêncio, Bolsonaro vê ataque de Olavo de Carvalho a ministro general.”
Embora o artigo seja de linha esquerdista, aponta para uma realidade inegável. Há meses Carvalho vem insultando os militares, e a reação de Bolsonaro tem sido não só silêncio, mas também honrar o xingador. Na sua recente visita à Embaixada do Brasil em Washington, Bolsonaro fez questão de se sentar ao lado de dois oportunistas: Olavo de Carvalho e Steve Bannon. Nunca é demais lembrar que Bannon foi expulso pelo Presidente Donald Trump da Casa Branca especificamente por oportunismo.
Ainda que faça muito sentido o oportunista guenoniano Bannon estar hoje aliado ao oportunista guenoniano Carvalho, não faz nenhum sentido Bolsonaro honrar Bannon na Embaixada do Brasil. Isso é uma desonra para o Brasil diante do governo Trump.
Além disso, a conduta de Bolsonaro de honrar o homem que xinga os militares é uma desonra para o Brasil. Tal conduta gera intrigas, conflitos, confusão e caos — marca registrada de ocultistas e esotéricos.
Contudo, não é só os militares que têm de ver Bolsonaro de braços cruzados e lábios fechados enquanto o xingador os insulta.
Os evangélicos têm também sido alvos preferidos da boca do astrólogo, a qual pensa que é o “c” — o orifício do lado de trás. Xingar é uma “técnica” que ele disse que aprendeu com o comunista Lênin, que também tinha boca suja. E o que Bolsonaro faz por seus eleitores evangélicos diante dos insultos do homem que ele honra? Silêncio. Bolsonaro não emite uma única reprovação ao xingador. Pelo contrário, ele e seus filhos não cessam de fazer propaganda gratuita para o xingador.
Sem o voto de milhões de evangélicos (inclusive meu e de minha esposa), Bolsonaro jamais teria se tornado presidente. Portanto, honrar um homem que insulta, desrespeita, xinga e vilipendia os eleitores evangélicos e sua fé não é, nem de longe, uma conduta presidencial, honrável, bonita, agradável e ética.
Está mais que na hora de líderes evangélicos de todo o Brasil, à semelhança do que o senador Arolde fez pelos militares, dizerem alto e bom som:
“Com seus insultos contra os evangélicos, o astrólogo Olavo de Carvalho já ultrapassou todos os limites.”
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