25 de abril de 2019

Marco Feliciano vai apresentar projeto de lei que criminaliza a “homofobia”


Marco Feliciano vai apresentar projeto de lei que criminaliza a “homofobia”

Julio Severo
Um projeto de lei de autoria do pastor Marco Feliciano (PODE-SP) para punir a “homofobia” será apresentado na Câmara dos Deputados e promete não pouca polêmica entre evangélicos.
Marco Feliciano
De acordo com a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Feliciano espera que todos os membros da Frente Parlamentar Evangélica apoiem seu projeto.
“A ideia é que todos subscrevam o projeto,” disse a jornalista, acrescentando: “Ele prevê que a homofobia seja enquadrada como um crime de racismo —ressalvando a liberdade de consciência e religiosa, diz o parlamentar.”
Em reportagem intitulada “Feliciano deverá apresentar projeto contra a homofobia com apoio da bancada evangélica,” o GospelMais disse:
“O principal ponto defendido por Marco Feliciano na proposta envolve o direito de discordância pacífica sobre o tema. ‘Se eu estou com a minha família em um restaurante, um casal está se beijando ao meu lado e eu levanto e saio, sem agredir ninguém, não posso ser tido como criminoso’, exemplificou o pastor, em entrevista concedida a Bergamo.”
O projeto original de Feliciano não contém essas supostas cláusulas de proteção, mas trata da “proibição do uso de recursos públicos para contratação de artistas que, em suas músicas… contenham manifestações de homofobia.”
Embora o texto da lei também inclua mulheres, discriminação racial e drogas num bolo só para servir de enfeite e assessório, o recheio foi mesmo a “homofobia,” que ganhou o peso principal, por seu teor altamente polêmico.
De forma predominante, cristãos têm sido as principais vítimas de leis que punem a chamada “homofobia.”
Um projeto de lei que proíbe a classe artística secular de produzir músicas contra o homossexualismo equivale a uma lei que proíba os peixes de colocar a boca fora da água para respirar. Não faz o mínimo sentido.
Já que os cantores do mundo não têm o hábito de produzir músicas contra a homossexualidade, o que acontecerá se um cantor gospel produzir uma música dizendo que família é só com pai e mãe? Ou uma música que diga que toda criança merece um pai e mãe normal?
O projeto de lei de Feliciano, o qual é um grande tiro no pé, reconhece que seu teor não é original. Praticamente, como reconheceu o próprio projeto de Feliciano, sua lei é apenas uma reapresentação do PL nº 622/2015, de autoria da ex-deputada federal Moema Gramacho, do Partido Comunista do Brasil.
Qual é a intenção de um pastor assembleiano em reapresentar lei de uma comunista para proibir cantores de produzir músicas contra a homossexualidade quando se sabe que quem mais tem propensão de fazer músicas contra esse pecado são os cristãos, não os músicos seculares?
Embora Mônica Bergamo e o GospelMais tenham garantido que a Frente Parlamentar Evangélica (FPE) vá apoiar o projeto essencialmente comunista de Feliciano, os parlamentares evangélicos votam geralmente contra tais projetos por entenderem que sua polêmica sempre resulta em prejuízo para os cristãos.
O projeto de Feliciano não é a primeira tentativa parlamentar evangélica de dar um tiro no próprio pé e na cabeça.
Em 2017, o deputado Hidekazu Takayama (PSC-PR), que era então o presidente da FPE, deu uma entrevista chocante ao HuffPost Brasil dizendo que a FPE estaria pronta para aprovar a criminalização da “homofobia.”
Depois que meu artigo “Frente Parlamentar Evangélica defende criminalização da ‘homofobia’” alcançou membros da FPE e líderes evangélicos de todo o Brasil, Takayama recuou e, temeroso das represálias dos eleitores evangélicos, negou que tivesse a intenção de criminalizar a “homofobia.” Seu temor foi justificado: Apesar do recuo, ele perdeu a reeleição em 2018 porque os eleitores evangélicos se recusaram a votar nele.
A pressão evangélica, vinda do meu pequeno blog e dos eleitores evangélicos, é muito importante para fazer Feliciano recuar de seu projeto que é de inspiração originalmente comunista.
Talvez a intenção de Feliciano com tal projeto despropositado e infeliz seja fazer média com a imprensa esquerdista que adora todo tipo de criminalização às manifestações contra a homossexualidade.
Talvez a intenção tenha como inspiração seu atual “mestre,” Olavo de Carvalho, que tem uma postura sobre homossexualidade incompatível com a ética cristã. Apesar de se apresentar como católico, Carvalho pensa que a homossexualidade é natural, uma opinião que vai contra os ensinos oficiais da Igreja Católica. Essa opinião vai também contra a Bíblia, onde Deus declara com todas as letras que o ato homossexual é uma abominação digna de pena de morte.
As duas hipóteses não são improváveis, ainda mais que Feliciano se gaba de ser aluno de Carvalho e tenha ficado de tal forma fora da realidade que espalhou a FakeNews de que Carvalho não é contra os evangélicos. Confira AQUI para ver o vídeo com declarações de Feliciano e Carvalho.
Um projeto de lei para criminalizar a “homofobia” — termo politicamente correto e carregado de polêmicas usado para perseguir todos os que têm uma opinião médica ou bíblica contra as perversões homossexuais — de autoria de um pastor evangélico é uma contradição, especialmente porque sua lei é inspirada num projeto comunista. É como uma pessoa inocente, diante de um criminoso, colocando uma corda em volta do próprio pescoço. É como um policial, na hora de um assalto, entregando a própria arma ao assaltante.
Contudo, essa não é a única contradição de Feliciano. Ser pastor assembleiano e olavete é como ser israelense e palestino ao mesmo tempo. Não tem o mínimo cabimento.
No que depender dos eleitores evangélicos e sua pressão para que os deputados que eles elegeram ajam certo, a aventura comunista anti-“homofobia” de Feliciano deveria ter o mesmo destino da aventura anti-“homofobia” de Takayama.
Tenho alguma experiência cristã para tratar do assunto de “homofobia” e como esse termo é usado para perseguir os cristãos. Sou visado há duas décadas, por ser o autor do livro “O Movimento Homossexual,” publicado originalmente pela Editora Betânia em 1998. Esse foi o primeiro livro contra o movimento homossexual no Brasil e seu conteúdo já foi usado por revistas e discursos na tribuna do Congresso Nacional em Brasília.
Se o termo “homofobia” significasse apenas “violência contra homossexuais,” Feliciano estaria certo. Mas esse sentido de violência só é entendido dessa forma por quem não o conhece.
Na visão homossexualista, o termo “homofobia” é muito mais abrangente, significando toda e qualquer contrariedade ao comportamento homossexual em ações, atitudes, palavras e opiniões. Isso inclui oposição ao “casamento” gay.
Não existe nenhuma lei criminalizando a “homofobia” no Brasil. Mesmo assim, por quase 20 anos tenho sido abundantemente acusado de ser “homofóbico.” Quantos homossexuais matei e agredi? Nenhum.
Perdi a conta de quantas vezes os ativistas homossexuais me xingaram de “homofóbico.”
Em 2007, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) apresentou queixa no Ministério Público Federal contra Julio Severo por “homofobia.”
A queixa foi feita porque regularmente denuncio a conduta homossexual como imoral, e me oponho às metas do movimento homossexual.
Luiz Mott, considerado o patrono do movimento homossexual brasileiro, se regozijou então com a notícia da queixa da ABGLT. “Estamos todos orgulhosos da ABGLT pela denúncia contra este nosso arquiinimigo Julio Severo,” ele foi citado como declarando numa lista homossexual de emails do Yahoo. “Tomara que ele seja condenado à prisão perpétua em Sodoma e Gomorra.”
No entanto, as ações do ativismo gay contra mim não se restringem apenas aos anos passados. Em 2011, uma campanha internacional de ativistas gays americanos pressionou com sucesso o PayPal para fechar a minha conta sob a acusação de “homofobia.” Minha conta foi de fato fechada, e hoje só posso receber contribuições de leitores através da conta de PayPal do Instituto Judaico de Consciência Global dos EUA.
Tenho sido frequentemente bloqueado pelo Facebook por “homofobia” e “islamofobia.”
Em junho de 2017 The Advocate, a maior revista homossexual do mundo, ao tratar do assunto “homofobia,” incluiu o nome de Julio Severo, não porque eu seja assassino de homossexuais, mas exclusivamente porque tenho uma posição cristã contrária às aberrações e exigências do movimento homossexual, inclusive denunciando seus predadores.
Se eu fosse assassino de homossexuais, Luiz Mott, por suas muitas provocações, já estaria morto há mais de uma década, inclusive por publicar meu suposto endereço na internet, numa tentativa insana de expor a mim e minha família a ameaças. Outros ativistas gays também buscam meu endereço. Será que toda essa obsessão é apenas para me trazer presentes?
Sem a existência de nenhuma lei criminalizando a “homofobia,” continuo enfrentando, em nível nacional e internacional, acusações de “homofobia.” Mesmo assim, inspirando-se numa comunista, Feliciano quer a “homofobia” criminalizada, sem entender, ou fazendo de conta que não entende, as implicações de sua lei.
Eu entendo na própria pele.
Com informações da Folha de S. Paulo e GospelMais.
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2 comentários :

Anônimo disse...

Sem querer ser leviano ou comentar com deboche. Não se trata disso. Mas, ao andar da caruagem, não nos admiremos se, num futuro qualquer, esse senhor venha a se manifestar publicamente como um "pastor gay".

Carlos de Cristo disse...

É um exxelwnte artigo! Que sirva de alerta para o dep Marcos Feliciano não só retirar essa lei da pauta do congresso nacional, como rever seus conceitos biblicos que condenam que pratica os pecados gays, como condena quem apoia Romanos 1:32 Oremos para o Dep e pastor se converta a biblia e pare de querer agradar a Deus e ao diabo, ao Reino fe Deus e o imperio das trevas.
E que Deus continue dando força humor, para o blogueiro Julio Severo continue sua luta contra os pecados!