30 de abril de 2019

Presidente brasileiro anula proibição de ensino em casa


Presidente brasileiro anula proibição de ensino em casa

Alex Newman
O novo governo do presidente brasileiro incendiário e anti-elite Jair Bolsonaro acaba de consagrar novas proteções para o ensino doméstico na lei federal, garantindo direitos iguais para as famílias que educam em casa. No entanto, uma série de preocupações foram expressas, inclusive vacinação compulsória e uma disposição que viola o direito dos pais de educar seus filhos em casa se os alunos falharem nos testes do governo por dois anos consecutivos.
A medida, que foi lançada pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos em conjunto com o Ministério da Educação, oficialmente protege os direitos humanos de todos os pais brasileiros à educação domiciliar. Essa medida ocorre depois de uma decisão radical do Supremo Tribunal do Brasil no ano passado, pretendendo proibir a educação escolar em casa no país, a menos e até que o Congresso brasileiro aprovasse leis que a regulamentassem.
Contudo, a nova medida do governo Bolsonaro efetivamente anula essa decisão, abrindo caminho para famílias em todo o Brasil deixarem o infame e terrível sistema de “educação” do governo. As autoridades descreveram a política como necessária para defender os direitos humanos, que sempre foram entendidos como incluindo o direito dos pais de decidir que tipo de educação escolar seus filhos deveriam receber.
“Entendemos que é direito dos pais decidir sobre a educação de seus filhos,” disse a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do Brasil, Damares Alves, uma das principais figuras por trás da mudança. “É uma questão de direitos humanos. Então, essa iniciativa vem deste ministério sob este entendimento. É uma questão também de direitos humanos.”
Mas, enquanto os defensores da educação escolar em casa elogiaram a decisão, alguns analistas e ativistas também estão expressando sérias preocupações. O líder evangélico brasileiro Julio Severo, por exemplo, que tem defendido a liberdade escolar em casa por mais de duas décadas, destacou uma exigência da medida que obriga os pais a mostrar prova de que as crianças educadas em casa receberam todas as vacinas exigidas pelo governo.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da revista conservadora americana The New American: Brazilian President Nullifies Homeschooling Ban
Leitura recomendada sobre educação escolar em casa:
Leitura recomendada sobre vacinas:

29 de abril de 2019

“Conservadores” contra “conservadores”: Bolsonaro é chamado de “homófobo” pelo canal de TV “conservador” Fox News dos EUA


“Conservadores” contra “conservadores”: Bolsonaro é chamado de “homófobo” pelo canal de TV “conservador” Fox News dos EUA

Julio Severo
“O comentário do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, de que o Brasil não deve se tornar um ‘paraíso do turismo gay’ despertou a preocupação de que indivíduos LGBTQ evitarão viajar para o país, temendo a possibilidade de violência,” afirmou a Fox News no domingo.
A propósito, o comentário de Bolsonaro despertou preocupação também na Fox News.
A reportagem da Fox News foi intitulada “Homophobic remarks by Brazil’s president could harm tourism industry, advocates say.” (Declarações homofóbicas do presidente do Brasil podem prejudicar a indústria do turismo, dizem ativistas.)
Você pode medir a Fox News como mais conservadora porque o presidente dos EUA, Donald Trump, tem dado preferência à Fox News, em vez da CNN, um canal esquerdista a quem ele acusa de FakeNews. Então, se a Fox News acusa Bolsonaro de ser “homófobo,” essa acusação é acurada?
Em sua viagem de março aos EUA, Bolsonaro também preferiu ser entrevistado pela Fox News em vez da CNN, porque ele também acha que a Fox News é mais conservadora e porque ele é contra FakeNews.
Então, novamente, a acusação da Fox News dele sendo homófobo está correta?
A Fox News disse:
“Durante uma conversa com repórteres na quinta-feira, Bolsonaro disse que o Brasil deve evitar ser conhecido como um destino gay porque ‘temos famílias.’”
Não vejo problema no comentário dele, porque não há orgulho em ser conhecido como uma Sodoma moderna, repleta de orgias homossexuais.
Mas então a Fox News adicionou um comentário preocupante feito por Bolsonaro:
“Ele disse que os turistas são mais do que bem-vindos para ‘vir aqui e fazer sexo com uma mulher.’”
Parece que nesse ponto a Fox News se alinhou com os homossexualistas, que basicamente reclamaram que se Bolsonaro não vê nada de errado em turistas que vêm ao Brasil para fazer sexo com mulheres, por que não também com homens?
O fato é que o comentário adicional de Bolsonaro não pode ser considerado conservador. Dizer que os turistas são mais que bem-vindos para vir ao Brasil para fazer sexo com mulheres é tratar as mulheres brasileiras como prostitutas.
Mas esse comentário ofensivo não foi criticado pela Fox News, que parece entender que se as brasileiras têm direito de ser tratadas como prostitutas de turistas, homens e meninos brasileiros têm o mesmo direito.
Adiciono meninos porque o Brasil tem um enorme problema com turistas que procuram prostituição, inclusive com meninas menores de idade. O turismo homossexual envolvendo prostituição, inclusive com meninos menores de idade, nunca foi avaliado por especialistas.
A Fox News disse:
“Os comentários homofóbicos de Bolsonaro terão repercussões sociais e econômicas para o Brasil,” John Tanzella, presidente da Associação Internacional de Viagens LGBTQ +, uma organização com membros em 75 países, disse à Fundação Thomson Reuters.
Embora não haja dados oficiais sobre a receita gerada pelo turismo LGBTQ no Brasil, grandes eventos como a Parada do Orgulho LGBTQ de São Paulo, e o Carnaval (com muita abertura aos gays) do Rio de Janeiro, lotam os hotéis quase até a capacidade máxima.
“Vai ter um impacto,” disse Alfredo Lopes, presidente regional da Associação Brasileira de Hotéis do Rio, à agência de notícias.
Por que a Fox News e outros não conseguem ver outros impactos? Sabe-se que os hotéis brasileiros têm escândalos de, contra a lei, permitir que meninas menores de idade sejam disponibilizadas para turistas. Os meninos brasileiros também não são disponibilizados aos turistas em hotéis?
Além disso, por que ver apenas o alegado impacto financeiro positivo e ignorar os impactos negativos?
A homossexualidade está ligada a uma série de males e doenças sexuais. Qual o impacto desses males e doenças na sociedade brasileira? Quem paga as contas médicas da exploração sexual cometida por turistas homossexuais?
Então, os turistas homossexuais vêm sem deixar nenhum cheque para cobrir as despesas médicas pelo peso de suas inclinações sexuais. Os hotéis também não pagam as contas médicas, que são cobradas dos brasileiros que pagam impostos. Essa é a razão pela qual estou reclamando aqui. Por que eu, um brasileiro pagador de impostos com sete filhos, sou forçado a pagar as contas médicas em hospitais públicos de homens e meninos usados por turistas homossexuais? Por que não adicionar esse impacto financeiro nas consequências do turismo homossexual? Por que eu tenho que pagar pelo peso desse turismo pervertido?
A “conservadora” Fox News disse:
Bolsonaro, um autoproclamado “homófobo com orgulho,” fez numerosos comentários negativos sobre a comunidade LGBTQ ao longo dos anos.
Na sexta-feira, um comercial de um banco brasileiro destacando a diversidade do país foi removido depois de uma exigência de Bolsonaro. A campanha contou com atores negros e transgêneros e começou a ser veiculada no início do mês antes de ser removida em 14 de abril, de acordo com o Yahoo! News.
O que a Fox News não disse é que o banco é federal. Então eu e outros brasileiros que pagamos impostos estamos pagando pelo comercial homossexual. É justo? Os conservadores brasileiros não devem ser obrigados a pagar por um comercial homossexual de uma instituição federal que está impondo valores contra a família brasileira.
Se remover um comercial glorificando a homossexualidade faz de Bolsonaro um “homófobo,” eu também sou, com orgulho. Mas se a definição de “homofobia” é violência contra homossexuais, Bolsonaro não é “homófobo,” porque ele nunca cometeu nenhum tipo de violência contra homossexuais. Eu também não sou homófobo, porque nunca cometi nenhuma violência contra homossexuais.
Apesar das acusações de “homofobia” da “conservadora” Fox News, o governo Bolsonaro decidiu manter leis e secretarias homossexuais federais criadas pelos governos passados dos presidentes socialistas Luiz Inácio “Lula” da Silva e Dilma Rousseff. Diretores homossexuais de órgãos homossexuais federais nomeados por Dilma serão mantidos em seus cargos, por decisão de Bolsonaro. Então, como a Fox News pode acusá-lo de ser “homófobo” se ele está mantendo homossexualistas em cargos federais?
Sou o autor do livro “O Movimento Homossexual,” publicado originalmente pela Editora Betânia em 1998. Esse foi o primeiro livro a expor a agenda homossexual no Brasil.
Como um conservador evangélico que tem lutado contra a agenda homossexual por mais de 20 anos, inclusive durante os mandatos de Lula e Dilma, não consigo entender e aceitar que o “homófobo” Bolsonaro tenha decidido manter órgãos homossexuais federais em seu governo, forçando a mim e outros pagadores de impostos a pagar os salários de homossexualistas no governo federal.
Não posso também aceitar o comentário de Bolsonaro de que os turistas são mais do que bem-vindos para vir ao Brasil para fazer sexo com mulheres, que não deveriam ser tratadas como prostitutas. Esse comentário foi muito ofensivo para as brasileiras, e a Fox News deveria tê-lo condenado, mas não o fez.
Existe algum conservadorismo em Bolsonaro. Algum conservadorismo falso. E alguma confusão. Muito dessa confusão é porque ele é muito mal assessorado.
No entanto, como pode a “conservadora” Fox News ajudá-lo se ela o condena por remover um comercial homossexual, mas não o condena por manter órgãos homossexuais federais em seu governo e por desrespeitar as mulheres brasileiras?
Leitura recomendada:

28 de abril de 2019

Dá para se perdoar o Holocausto?


Dá para se perdoar o Holocausto?

Michael Brown
Na semana passada, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, criou uma tempestade de controvérsias quando disse a um grupo de líderes evangélicos que dava para se perdoar o Holocausto, mas não esquecê-lo. Contudo, em resposta a um alvoroço da comunidade judaica em Israel, ele afirmou “que seus comentários foram mal interpretados.”
Como ele explicou, “Perdão é algo pessoal, meu discurso nunca foi feito para ser usado em um contexto histórico, especialmente aquele em que milhões de pessoas inocentes foram assassinadas em um genocídio cruel.”
Existe uma diferença entre perdoar e esquecer? E existe uma diferença de opinião entre o Judaísmo e o Cristianismo quando se trata desses assuntos importantes (e difíceis)?
Na última quinta-feira, em uma reunião com pastores evangélicos, Bolsonaro disse (referindo-se ao Holocausto): “Podemos perdoar, mas não podemos esquecer. Aqueles que esquecem seu passado estão condenados a não ter futuro.”
Assim, parece que ele sentiu que era importante enfatizar a importância de manter viva a horrenda memória do Holocausto e, ao mesmo tempo, permitir a possibilidade de perdão.
Em resposta, o presidente israelense Reuven Rivlin tuitou (mas sem fazer referência específica a Bolsonaro): “Nós nunca estenderemos nossa mão àqueles que negam a verdade ou tentam apagá-la — nem para indivíduos, nem para organizações, chefes de partidos e chefes de estado. Nós nunca vamos perdoar e nunca esquecer. Ninguém pedirá perdão ao povo judeu e nenhum interesse o comprará.”
E o Yad Vashem, o museu do memorial do Holocausto em Israel, disse em um comunicado: “Nós discordamos da afirmação do presidente brasileiro de que dá para se perdoar o Holocausto. Ninguém está em posição de decidir quem e se os crimes do Holocausto podem ser perdoados.”
O que devemos concluir dessas declarações?
Elas refletem o pensamento judaico em relação à possibilidade de arrependimento? E espelham o pensamento cristão?
Certamente posso entender a resposta rápida de Israel, como se o presidente gentio e cristão do Brasil pudesse decidir dar perdão aos nazistas e seus parceiros de crime.
Dizer isso é banalizar, falar pelas vítimas e suas famílias, minimizar a enormidade da culpa.
“Sim, foi muito ruim, mas podemos perdoar e seguir em frente. Vamos apenas ter certeza de que isso não aconteça novamente.”
Mas é isso que Bolsonaro estava dizendo? E, se houver verdadeiro arrependimento, ainda não há possibilidade de perdão?
Primeiro, entendo que o argumento do presidente brasileiro era o seguinte: “Não guardamos isso como ressentimento contra a Alemanha o tempo todo. Estamos dispostos a perdoar quando vemos contrição e arrependimento. Mas nunca devemos esquecer esse mal horrível, para que algo como isso não aconteça novamente em nossos dias.”
Em segundo lugar, não acredito que Bolsonaro estivesse afirmando falar por Deus em termos do destino de Hitler e de seus capangas. Ele não estava dizendo: “Nós declaramos aqueles homens perversos perdoados.” Certamente que não.
Terceiro, Israel perdoou a Alemanha como nação por seus crimes, estabelecendo excelentes relações com seus antigos torturadores.
Conforme comentado no site do Projeto Israel (datado de 25 de janeiro de 2012):
“O relacionamento germano-israelense foi moldado pela memória do Holocausto e o forte desejo do povo alemão de ajudar a assegurar que o sofrimento que o povo judeu passou entre 1933 e 1945 nunca volte. A Alemanha e Israel estabeleceram relações diplomáticas em 1965. Desde então, esses laços têm sido caracterizados pela amizade total entre as duas nações, mas também por crises frequentes que trazem à luz a natureza delicada das relações e sua fragilidade emocional.”
Não é isso que Bolsonaro estava dizendo?
Em quarto lugar, a Bíblia registra que Deus aceitou o arrependimento de dois dos líderes mais iníquos da história de Israel e Judá, Acabe e Manassés, adiando o juízo que mereciam (veja 1 Reis 21:27-29 e 2 Crônicas 33:10-17). Eles foram responsáveis por muitas mortes, mas Deus adiou sua punição.
Nas palavras do próprio Deus, conforme registrado pelo profeta Ezequiel: “É meu desejo que uma pessoa iníqua morra? — diz o Senhor DEUS. É em vez disso que ele se volte dos seus caminhos e viva” (Ezequiel 18:23).
Isso significaria que, se um assassino nazista que escapou da justiça por muitos anos se apresentasse, confessasse seus crimes e demonstrasse verdadeiro arrependimento, ele deveria ser perdoado. (Se Deus, que é infinitamente santo e perfeitamente justo, pode perdoar, não devemos seguir Seu exemplo?) Ele ainda precisaria pagar por seus crimes, inclusive prisão perpétua ou até mesmo a morte, mas ele morreria como um homem perdoado.
E isso, é claro, leva à mensagem do evangelho, isto é, que através de Jesus, Deus pode perdoar e redimir o pior dos pecadores. Isso incluiria Saulo de Tarso (mais conhecido como o apóstolo Paulo), que outrora matava judeus que acreditavam em Jesus, apenas para receber graça e misericórdia de Deus (veja 1 Timóteo 1:12-16).
É assim que Corrie ten Boom conseguiu perdoar a cruel guarda da prisão que atormentou a ela e a sua irmã quando elas eram prisioneiras durante o Holocausto por protegerem judeus. (Se você nunca leu o testemunho dela, tire um momento e leia agora. Vale a pena! A irmã de Corrie morreu enquanto era prisioneira.)
Não há dúvida de que o Holocausto em si não pode ser perdoado, nem qualquer um de nós tem o poder de pronunciar perdão em uma geração passada. Nesse sentido, concordo com as declarações de Israel. Mas podemos reconhecer o verdadeiro arrependimento quando o vemos; podemos perdoar como o Senhor nos perdoou (para os seguidores de Jesus, isso é especialmente relevante); e podemos deixar a vingança e o julgamento final para Deus.
Certamente, entendo porque a reação de Israel foi tão rápida e forte, especialmente à luz das tentativas intermináveis de negar o Holocausto (ou, pelo menos, minimizá-lo).
Mas há verdade nas palavras de Bolsonaro e, como amigo de Israel, ele não deve ser mal interpretado.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Can the Holocaust be forgiven?
Leitura recomendada sobre o Holocausto:

27 de abril de 2019

GospelPrime e ocultistas apoiando e sendo exaltados por Putin, Bolsonaro e Feliciano


GospelPrime e ocultistas apoiando e sendo exaltados por Putin, Bolsonaro e Feliciano

Julio Severo
Numa reportagem intitulada “Bruxas apoiam Vladimir Putin com rituais e preces políticas,” o GospelPrime, que é o maior portal evangélico do Brasil, informou sobre bruxas na Rússia apoiando o presidente Vladimir Putin, que não foi até elas nem para dar nem pedir apoio.
As bruxas demonstraram apoio politicamente interesseiro para evitar perseguição religiosa — não diferente de pastores brasileiros que apoiam políticos para não perder concessões de rádio e TV. Não se sabe se elas conseguirão evitar perseguição dando apoio no cenário da Rússia que está politicamente dominada pela Igreja Cristã Ortodoxa. Mas o que se sabe é que em nenhum momento Putin lhes deu apoio nem disse que elas foram importantes para a eleição dele.
De fato, o GospelPrime reconheceu que Putin não tem envolvimento ocultista ao dizer: “Putin mantém proximidade com líderes da Igreja Ortodoxa Russa e nunca demonstrou inclinações a práticas ocultistas.” Apesar disso, a matéria deixa no ar um clima de que pode haver algo comprometedor quando bruxas apoiam um político.
Minha questão é: Por que o GospelPrime se preocupa com questões de bruxaria lá longe quando essas mesmas questões existem no Brasil? Embora reconhecidamente a eleição de Bolsonaro tenha sido graças predominantemente aos evangélicos, o próprio Bolsonaro tem dado reconhecimento prioritário a um ocultista, o astrólogo Olavo de Carvalho, que é considerado seu Rasputin.
Uma coisa é o astrólogo e outros ocultistas apoiarem Bolsonaro, e isso de fato aconteceu. Há até pais-de-santo que apoiam Bolsonaro, que não tem culpa nenhuma de quem o apoia. Mas outra coisa bem diferente é ele apoiar ocultistas. A partir do momento em que ele engrandece um ocultista — que aconteceu abundantemente no caso do astrólogo —, aí está o grande problema.
O ocultismo de Carvalho não é menos perigoso do que outras bruxarias. Ele está há décadas envolvido com o ocultismo guenoniano, que o despertou para seu alegado antimarxismo, pois a natureza do ocultismo guenoniano é essencialmente antimarxista. Outros ocultistas guenonianos, inclusive Steve Bannon e Wolfgang Smith, também louvam Carvalho.
Indivíduos afetados pelo ocultismo guenoniano de Carvalho espelham as mesmas inclinações guenonianas. Por exemplo, o ministro das relações Exteriores Ernesto Araújo, indicado por ele, já admitiu que seu conservadorismo tem inspiração no ocultista islâmico René Guénon e seu discípulo mais importante, Julius Evola, cujas obras inspiraram o nazismo. Evola escreveu manuais promovendo bruxaria e direitismo. Araújo teve toda essa influência guenoniana como aluno de Carvalho.
Tal como Bolsonaro, Araújo exaltou Carvalho várias vezes. Se Putin, que não exaltou uma única vez as bruxas que o apoiaram, está numa situação comprometedora, que situação estão Bolsonaro e Araújo, que são apoiados pelo ocultista Carvalho, que foi exaltado várias vezes por eles?
Por falar em Araújo, o GospelPrime publicou vários artigos elogiosos sobre ele, sem mencionar uma única vez a ligação do “conservadorismo” dele com Guénon e Evola. Por que esconder isso do público evangélico quando o GospelPrime é uma mídia evangélica que deveria alertar o povo evangélico, que pode orar quando é informado de problemas e perigos? Como o povo evangélico poderá orar por Araújo se o GospelPrime não mostra a verdade? Pelo contrário, o GospelPrime o apresentou como “cristão praticante,” como se fosse possível seguir o Cristianismo e Guénon, que era assumidamente ocultista.
Se o GospelPrime não quer tratar da questão do ocultismo na política brasileira, então por que não trata dessa questão pelo menos na Igreja Evangélica? O pastor assembleiano Marco Feliciano fez uma romaria recente à casa do astrólogo Olavo, não para lhe pregar o Evangelho e muito menos para expulsar demônios. Foi para engrandecê-lo e para incentivar os evangélicos a se unir ao astrólogo.
O GospelPrime não deu um pio sobre a romaria de Feliciano, que se tornou um olavete fanático ao ponto de exaltar um ocultista na tribuna do Congresso Nacional, chamando-o de “profeta.” Se Putin tivesse chamado as bruxas russas de profetisas, o GospelPrime o teria chamado acertadamente de anticristo. O que isso mostra? Que Feliciano e Bolsonaro têm permissão para exaltar ocultistas e Putin não?
Se Putin tivesse feito uma romaria até às bruxas para engrandecê-las, o GospelPrime com toda a razão noticiaria que o presidente russo está envolvido em satanismo. Por que então o GospelPrime, que regularmente dá notícias positivas sobre Feliciano, não disse uma única palavra contra a romaria dele a um ocultista? Por que não sugerir que ele está envolvido com ocultismo? Se o GospelPrime pode fazer inúmeras reportagens elogiosas ao Feliciano, por que não uma só tocando no seu “deslize” ocultista?
O próprio Pr. Silas Malafaia, hoje o maior líder evangélico do Brasil e responsável por liderar milhões de evangélicos a votar em Bolsonaro, já chamou Feliciano de olavete e seu mestre de guru e astrólogo. Feliciano evidentemente rejeita a classificação de guru e astrólogo para Carvalho. O GospelPrime também parece rejeitar, pois só o chama de “filósofo.” Isso é dois pesos e duas medidas.
Por Feliciano ser pastor assembleiano, a mesma denominação do dono do GospelPrime, a responsabilidade em expor o elogio de um pastor a um ocultista deveria ser muito maior do que de expor um presidente sendo elogiado por ocultistas.
Ora, nem Putin, nem Bolsonaro e nem Feliciano têm culpa se bruxas, pais-de-santo, ocultistas e astrólogos os apoiam. Mas a partir do momento em que eles elogiam, exaltam, bajulam e engrandecem bruxas, pais-de-santo, ocultistas e astrólogos, aí está o grande problema.
Eu nunca cheguei ao ponto de chamar Putin de “cristão praticante” — título imerecido que o GospelPrime deu ao guenoniano Ernesto Araújo. Não considero de forma alguma Putin um homem verdadeiramente cristão nem convertido ao Evangelho. Mas enquanto Bolsonaro e Feliciano caíram no erro de exaltar ocultistas que os apoiaram, Putin pelo menos não caiu no erro de exaltar as bruxas que o apoiaram.
Fica então a lição: se Putin não exaltou, por que Bolsonaro e Feliciano exaltaram?
Se o GospelPrime pôde tratar de bruxas apoiando e não sendo exaltadas por Putin, por que não tratar também de ocultistas apoiando e sendo exaltados por Bolsonaro e Feliciano?
Deixo então uma dica cristã para a grande mídia evangélica: o GospelPrime deveria tratar do envolvimento de Bolsonaro e principalmente Feliciano com ocultistas. Essa dica é especialmente necessária depois do meu alerta sobre olavetes usando o GospelPrime para alcançar os evangélicos.
É triste demais que um pastor assembleiano faça uma longa viagem do Brasil aos Estados Unidos para bajular um ocultista e dar falso testemunho dele entre os evangélicos, apresentando-o como “amigo dos evangélicos” quando as declarações escritas e gravadas dele mostram muito claramente que ele é inimigo dos evangélicos.
Se o GospelPrime, que é uma grande mídia, não agir para alertar, ficará no ar um clima falso de que realmente o ocultista é amigo dos evangélicos, e mais pastores poderão se tornar tão fanáticos e irracionais quanto Feliciano, fazendo romarias aos Estados Unidos para prestar honra a um astrólogo quando poderiam visitar milhares de excelentes líderes evangélicos conservadores americanos que têm um exemplo muito melhor de conservadorismo.
Leitura recomendada sobre Marco Feliciano:
Leitura recomendada evangélicos, conservadorismo e Bolsonaro:
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26 de abril de 2019

Franklin Graham diz mais verdades bíblicas ao socialista gay Pete Buttigieg


Franklin Graham diz mais verdades bíblicas ao socialista gay Pete Buttigieg

Noticiário da Rede de Televisão Cristã dos EUA
O evangelista Franklin Graham está, mais uma vez, desafiando os comentários sobre o Cristianismo e a homossexualidade que foram feitos recentemente por Pete Buttigieg, prefeito que é candidato à presidência dos EUA pelo Partido Democrata.
Franklin Graham
Buttigieg tem criticado líderes cristãos como o vice-presidente Mike Pence que defendem a definição bíblica de casamento. Buttigieg é homossexual e é casado com outro homem.
Pence nunca atacou Buttigieg, mas como o noticiário da Rede de Televisão Cristã informou, Buttigieg fez parecer como se ele tivesse. “Eu gostaria que os Mikes Pences do mundo entendessem que, se você tem dificuldade de aceitar quem eu sou, sua briga não é comigo,” disse Buttigieg no início deste mês. “Sua briga, senhor, é com o meu criador.”
Respondendo a vários comentários que Buttigieg fez sobre Deus, Graham tuitou: “Pete Buttigieg, candidato à presidência dos EUA e prefeito de South Bend, tem razão — Deus não tem um partido político. Mas Deus tem mandamentos, leis e padrões que Ele nos dá mediante os quais viver. Deus não muda. Sua Palavra é a mesma ontem, hoje e para sempre.”
Graham continuou: “O prefeito Buttigieg diz que ele é um cristão gay. Como cristão, acredito na Bíblia que define a homossexualidade como pecado, algo do qual se deve arrepender, algo que não se deve ostentar, elogiar ou politizar. A Bíblia diz que o casamento é entre um homem e uma mulher — não dois homens, nem duas mulheres.”
“O núcleo da fé cristã é crer e seguir a Jesus Cristo, que Deus enviou para ser o Salvador do mundo — para nos salvar do pecado, para nos salvar do inferno, para nos salvar da condenação eterna,” disse Graham.
Essa é a segunda vez que Graham confrontou Buttigieg sobre suas afirmações de ser um cristão homossexual. Há uma semana, Graham disse no Facebook: “Manifestantes gritando ‘Sodoma e Gomorra’ interromperam o prefeito e candidato presidencial de 2020, Pete Buttigieg, nesta semana em uma manifestação em Iowa. Não concordo com importunar ninguém — acho que devemos ser respeitosos.”
“Em resposta, Buttigieg fez este comentário: ‘a condição da minha alma está nas mãos de Deus…’ O Prefeito Buttigieg está absolutamente certo — sua alma está nas mãos de Deus, assim como a alma de todos. Ele também diz que é cristão e quer se tornar o primeiro presidente assumidamente gay na história dos Estados Unidos. O que há de errado com essa imagem? Na realidade, ser cristão não é apenas um título que selecionamos nem significa simplesmente ser membro de uma igreja. É uma fé em Deus e na Sua Palavra que transforma nossas vidas para sermos mais semelhantes Àquele que seguimos — Jesus Cristo.”
“Jesus disse: ‘Se você me ama, você vai guardar os meus mandamentos’ (João 14:15). A Bíblia deixa bem claro que a homossexualidade é pecado. ‘Se um homem se deita com um homem como com uma mulher, ambos cometeram abominação…’ (Levítico 20:13). Isso é o que Deus diz e isso está resolvido para mim. Fico com a Palavra de Deus. Preocupo-me bastante com as pessoas para lhes dizer a verdade e para avisá-las sobre o julgamento que está para vir por todo pecado.”
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da Rede de Televisão Cristã dos EUA: Franklin Graham Delivers More Biblical Truth to Gay Democrat Pete Buttigieg
Leitura recomendada sobre Franklin Graham: