31 de janeiro de 2019

Trump, Classes Bíblicas nas Escolas e a Separação da Igreja e Estado


Trump, Classes Bíblicas nas Escolas e a Separação da Igreja e Estado

Michael Brown
Em resposta ao tuíte do Presidente Trump elogiando as escolas que estavam introduzindo aulas de alfabetização bíblica, o comediante e ator John Fugelsang respondeu com zombaria máxima: “A única razão pela qual você é presidente é que 62 milhões de pessoa que se descrevem como cristãs são completamente analfabetas sobre os ensinamentos de Jesus. Toda vez que Trump menciona a Bíblia, os anjos tossem até não aguentar mais.”
Vamos deixar de lado a zombaria de Fugelsang para com os cristãos que votaram em Trump. E vamos ignorar seu ataque ao presidente.
Em vez disso, vamos fazer esta pergunta simples: Trump foi culpado de elogiar uma flagrante violação da separação entre igreja e Estado? Ele escreveu: “Vários estados introduzindo aulas de alfabetização bíblica, dando aos alunos a opção de estudar a Bíblia. Começando a voltar ao que era antes? Ótimo!”
Respondendo ao tuíte do presidente, Ryan Hill simplesmente citou a Primeira Emenda da Constituição dos EUA: “O Congresso não fará nenhuma lei a respeito do estabelecimento de uma religião, ou proibindo o livre exercício dela; ou reduzindo a liberdade de expressão, ou de imprensa; ou o direito de as pessoas pacificamente se reunirem e solicitar ao governo uma reparação de queixas.”
Mas o que uma aula bíblica voluntária em uma escola pública tem a ver com a Primeira Emenda?
Absolutamente nada.
Não há a menor conexão, seja imaginada ou real.
Aliás, só em 1963, na decisão Distrito Escolar de Abington versus Schempp, o Supremo Tribunal dos EUA decidiu que a leitura obrigatória da Bíblia nas escolas públicas era uma violação da Primeira Emenda. No entanto, por mais radical que essa decisão tenha sido à luz da história americana, a lógica desses juízes não afetaria de maneira alguma uma aula voluntária sobre alfabetização bíblica.
Mas não acredite na minha palavra. Vamos voltar aos primeiros 125 anos dos Estados Unidos e rever o que acontecia nas escolas de nossos filhos. Você vai ficar surpreso. (Faço referência ao seguinte material em detalhes, com muitos exemplos adicionais, no meu livro Saving a Sick America, dos quais alguns desses parágrafos foram adaptados.)
Em 1690, a primeira cartilha didática dos EUA, a New England Primer, foi publicada. O alfabeto era ensinado usando versículos da Bíblia para cada letra, e a cartilha continha perguntas sobre os ensinamentos morais da Bíblia, orações das crianças, a oração do Pai Nosso, os Dez Mandamentos, o Catecismo Menor e perguntas sobre a Bíblia feitas pelo Sr. Cotton.
A Primer continuou a ser amplamente utilizada nas escolas americanas de todos os tipos — públicas, privadas, domésticas ou cristãs — pelos próximos 200 anos.
Com o tempo, essa cartilha foi substituída pela Blue Black Speller, de Noah Webster, publicada pela primeira vez em 1783, “com sua sentença inicial declarando: ‘Nenhum homem pode evadir-se da lei de Deus.’ Essa cartilha [foi] amplamente utilizada nas escolas americanas e [era] recheada de versículos bíblicos. Versões posteriores declararam: ‘Noah Webster, que ensinou milhões a ler, mas não ensinou ninguém a pecar.’”
Gerações de crianças americanas aprenderam a ler e escrever com esse livro, apontando para a alta estima com que a Bíblia era mantida na cultura americana, mesmo por muitos não-crentes.
Comprei exemplares de diferentes edições desses dois livros para mim e fiquei chocado com o conteúdo. Era muito mais cristão e baseado na Bíblia do que os currículos em muitas escolas cristãs de hoje. Aliás, o material era muito mais cristão e baseado na Bíblia do que o que é ensinado hoje em muitas igrejas cristãs contemporâneas nos Estados Unidos.
À luz de livros didáticos como esse, não é de surpreender que um relatório de fevereiro de 1813 sobre uma escola pública em Washington tenha dito: “55 aprenderam a ler no Antigo e no Novo Testamento e todos conseguem soletrar palavras de três, quatro e cinco sílabas… Dos 59 de matriculados que não sabiam uma única letra, 20 agora conseguem ler a Bíblia e soletrar palavras de três, quatro e cinco sílabas.”
Em 1836, a primeira cartilha de McGuffey foi “publicada que [ensinava] o ABC junto com versículos da Bíblia. Essa cartilha [era] vista como uma ‘cartilha eclética’ que combina [d] axiomas e provérbios instrutivos, fundamentos da gramática e seleções da melhor literatura inglesa.”
Infelizmente, no final do século XIX, o lugar central da Bíblia na educação americana havia sofrido muita erosão, como pode ser visto lendo as edições subsequentes da cartilha McGuffey, que removeu muito do conteúdo bíblico.
Apesar disso, a Bíblia tinha sido tão central na educação americana por tantos anos que, em 1892, o Sindicato dos Professores do Kansas fez esta declaração:
As escolas públicas livres dos Estados Unidos são consequências das escolas cristãs ou pastorais da Nova Inglaterra puritana, que foram estabelecidas por nossos antepassados para preparar seus filhos para se tornarem membros úteis da sociedade e da igreja…
Se isso foi sábio ou não, não é nosso propósito discutir, além de observar que, se o estudo da Bíblia deve ser excluído de todas as escolas do Estado, se a inculcação dos princípios do Cristianismo é não ter lugar no plano diário, se a adoração de Deus não fizer parte dos exercícios gerais dessas escolas públicas elementares, então o bem do Estado seria melhor alcançado restaurando todas as escolas ao controle da igreja.
Essa é uma afirmação e tanto!
Obviamente, nunca ocorreu aos Fundadores dos EUA, nem às gerações subsequentes de líderes americanos, que esse papel proeminente dado à Bíblia em nossas escolas era uma violação da Primeira Emenda. Nem se tornou uma questão legal importante até 1962, quase dois séculos depois da fundação dos EUA.
Compare isso com a hostilidade extrema à Bíblia hoje e, num instante, você tem uma ideia de até onde os EUA caíram como nação.
Então, o presidente estava certo em celebrar esse retorno voluntário às aulas de alfabetização bíblica em algumas de nossas escolas?
Absolutamente certo.
Foi hipócrita da parte dele, considerando que ele não tem se mostrado alfabetizado na Bíblia?
Absolutamente não.
Mesmo que não haja um fio de cabelo cristão no corpo dele (somente Deus sabe de qualquer forma), ele ainda pode reconhecer que o conhecimento bíblico é bom para as nossas famílias, assim como alguém que come alimentos que não são saudáveis pode saber que é bom para os outros comerem bem.
Então, obrigado, senhor presidente, por chamar a atenção para essa tendência.
Que essa tendência cresça e aumente em nossos dias. E que aqueles de nós que afirmam ser crentes na Bíblia se tornem verdadeiramente alfabetizados na Bíblia (e, com a mesma importância, vivam a Bíblia).
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da revista Charisma: Trump, Bible Classes in Schools and the Separation of Church and State
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29 de janeiro de 2019

Astrólogo Olavo de Carvalho apela para que Polícia Federal investigue Julio Severo sob a alegação de que denúncias contra ele envolvendo Inquisição e ocultismo são conluios pagos pelo governo russo que ameaçam segurança nacional


Astrólogo Olavo de Carvalho apela para que Polícia Federal investigue Julio Severo sob a alegação de que denúncias contra ele envolvendo Inquisição e ocultismo são conluios pagos pelo governo russo que ameaçam segurança nacional

Olavo de Carvalho e a arte de se fazer de vítima, a arte de dissimular, a arte de difamar e a arte de fazer ameaças veladas

Julio Severo
Em vídeo publicado em 27 de janeiro de 2019, Olavo de Carvalho apelou para que a Polícia Federal investigue a mim sob a alegação de que sou um “atacante com ligações com o governo russo,” como se as denúncias que faço sobre ele fossem alguma conspiração em que sou pago pelo governo russo para atrapalhar os planos “maravilhosos” dele para salvar o Brasil.
Aqui está o vídeo: https://youtu.be/-2pXkcCHcg4

Carvalho acrescentou: “O Julio já teve várias viagens à Rússia pagas pelo governo russo. Por que [a Polícia Federal] não vai investigar isso aí?”
A insinuação da queixa dele é que sou pago pelo governo russo para “atacá-lo,” e isso, de acordo com a alegação dele, merece as ações da Polícia Federal.
Reforçando uma suposta gravidade da situação, ele disse: “Isso aí não é uma intervenção estrangeira num assunto nacional?”

Isto é, na opinião dele é impossível que minhas denúncias contra ele não tenham a colaboração do governo russo, indicando que denunciar as ideias de Inquisição e ocultismo dele são assunto de segurança nacional e, para proteger as ideias dele dessas denúncias, ele alega que tais denúncias são uma “intervenção estrangeira” digna de investigação de Polícia Federal.
Não há como fugir do fato de que tal modo de pensar é semelhante ao modo de pensar das ditaduras islâmicas e comunistas. Toda vez que a opinião de um blogueiro incomoda, um regime totalitário (China comunista, Arábia Saudita, Coreia do Norte, etc.) alega que o blogueiro violou a segurança nacional e está envolvido em alguma conspiração estrangeira.
O governo Bolsonaro já errou feio ao seguir algumas “sugestões” de Carvalho, nomeando dois ministros por indicação dele. Essas nomeações têm desagradado aos generais brasileiros, que publicamente criticaram os ministros de Carvalho. De acordo com Carvalho, essas indicações foram feitas através de seus vídeos públicos. Se o governo Bolsonaro seguir a mais nova “sugestão” de vídeo de Carvalho — de uma investigação da Polícia Federal contra Julio Severo por alegada conspiração do governo russo contra as ideias dele, que viraram assunto de segurança nacional —, o Brasil vai se rebaixar ao nível da China comunista, Arábia Saudita, Coreia do Norte, etc.
O vídeo de queixa de Carvalho veio logo depois de ele se queixar dos generais em vários comentários, num dos quais ele disse:
“Eu, sozinho, fiz mais contra a hegemonia mental comunista do que todos os generais somados. É por isso que tantos deles não gostam de mim. Sou a prova viva da sua omissão, inépcia e covardia.”
Cedo ou tarde, ele vai pedir uma investigação da Polícia Federal contra os generais, pelo simples fato de que eles não reconhecem a grandeza suprema dele que todos os olavetes que sofreram lavagem cerebral reconhecem.
Os generais estão preocupados com isso. Um deles, o General Paulo Chagas, escreveu ontem um post de Facebook curiosamente intitulado “Olavo ‘Rasputin’ de Carvalho.” Como é notório, o nome Rasputin foi dado a Carvalho por mim meses atrás no artigo “Rasputin de Jair Bolsonaro? Como enfraquecer um direitista.” Parece que os generais estão lendo meus artigos. Carvalho dirá agora que os generais estão sendo influenciados por “propaganda russa” de um “agente russo”?
Não me preocupo com as difamações e mentiras de Carvalho, mas com a maneira quase que submissa com que Bolsonaro segue as “sugestões” dele. Já que Carvalho colocou sua própria pessoa como um assunto incriticável de segurança nacional que merece ser protegido pela Polícia Federal contra uma “intervenção” do governo russo em conluio comigo contra ele, vou repetir o que já é notório.
Viajei à Rússia em 2014 para uma grande conferência pró-família no Kremlin. Não fui sozinho. Fui com líderes evangélicos, católicos e judeus dos Estados Unidos. Ao contrário de Carvalho, que se gaba de ter ligações com ocultistas americanos como Steve Bannon e Wolfgang Smith (ambos adeptos do ocultista islâmico René Guénon), eu tenho ligações com líderes pró-família dos Estados Unidos.
Já participei também de grandes conferências católicas pró-vida, inclusive em Aparecida e na sede da CNBB, a convite de líderes católicos nacionais. Depois dessa participação, muitos me chamaram de católico ou católico entusiasta, especialmente porque também já participei da fundação de grandes movimentos católicos pró-vida brasileiros, inclusive da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família em 1994 e da Rede Nacional Pró-Vida e Pró-Família em 2007. Minha profunda ligação com o movimento pró-vida católico desde a década de 1980 fez com que eu fosse visto como católico entusiasta.
Muitas dessas viagens e participações foram pagas por líderes católicos. Mas nem por isso nunca fui acusado de ser “agente católico.” Carvalho vai querer agora produzir um vídeo incitando a Polícia Federal para investigar se sou um agente católico pago pelo Vaticano?
Fui a um único evento pró-vida russo, junto com líderes evangélicos, católicos e judeus pró-vida dos EUA, e estou sendo acusado por um homem que nunca teve o apoio desses líderes dos EUA.
Enquanto a esquerda americana acusa Trump de conluio com a Rússia, Carvalho faz a mesma acusação contra mim.
Fiz uma única viagem à Rússia. Assim, a acusação de Olavo de Carvalho de que fiz várias viagens à Rússia constitui-se simplesmente difamação.
A acusação dele de que tais viagens foram pagas pelo governo russo também é difamação, pois a viagem que fiz à Rússia foi exclusivamente financiada por contribuições voluntárias de americanos e brasileiros. Minha viagem à Rússia foi incentivada pelo Dr. Scott Lively, um dos maiores líderes evangélicos dos EUA.
Alegar que minhas denúncias são motivadas por uma “conspiração russa” paga pelo governo russo constitui-se também difamação, pois antes de viajar à Rússia eu já estava denunciando Carvalho por causa da defesa que ele faz do revisionismo da Inquisição, que torturava e matava judeus e evangélicos. O revisionismo que Carvalho defende diminui e até mesmo nega o sofrimento, tortura, crueldade e mortes desses judeus e evangélicos.
Até onde eu saiba, o tema da Inquisição nada tem a ver com a Rússia. Por isso, para lidar com a obsessão pró-Inquisição de Carvalho, o que mais me ajudou foi a literatura americana. Nenhum país no mundo produziu mais livros contra a Inquisição do que os EUA. Assim, nesse assunto importante, minha base é os EUA, não a Rússia. Carvalho vai dizer que há um conluio americano comigo contra a Inquisição?
Curiosamente, a Inquisição alegava acusações contra suas vítimas judias e evangélicas e colocava toda a força estatal contra elas por opinarem contra algum dogma da Igreja Católica. No espírito da Inquisição, Carvalho está usando contra mim o mesmo tipo de golpe baixo.
Tenho discordâncias com o catolicismo, mas isso nunca me impediu, durante mais de 30 anos, de apoiar esforços católicos, inclusive dos papas, para defender a vida dos bebês contra o aborto legal.
Tenho discordâncias com a Rússia, mas isso não me impede de apoiar a lei russa exemplar que protege crianças e adolescentes contra a propaganda homossexual. Apoio também outras medidas conservadoras da Rússia.
Tenho discordâncias com o governo dos Estados Unidos, especialmente no que se refere aos neocons e o apoio americano à ditadura islâmica da Arábia Saudita, mas isso não me impede de apoiar o movimento pró-vida dos EUA. Tenho também encontros com líderes evangélicos americanos.
Aliás, quando estive no evento pró-família no Kremlin estava lá também o maior membro do Instituto Inter-Americano, que Carvalho alega que ele fundou, mas que na verdade foi fundado por John Haskins, um evangélico desviado. A única finalidade da existência de tal instituto, que não tem atividades, parece facilitar questões de vistos para membros da família de Carvalho. Isso não precisa ser investigado pelo FBI?
Se Carvalho deseja insistir em sua campanha de difamação de que por eu ter ido ao evento pró-vida na Rússia sou uma espécie de agente pago do governo russo cuja viagem foi paga pelo governo russo, ele tem a obrigação de fazer a mesma acusação ao membro do Instituto Inter-Americano. Mais ainda: Ele tem a obrigação legal de provar o que ele está dizendo. Ele vai ter de levantar a mesma difamação contra todos os líderes evangélicos, católicos e judeus dos EUA que foram, exatamente como eu, ao evento pro-família na Rússia.
Curiosamente, o Dr. Larry Jacobs, do Congresso Mundial de Famílias, me disse em Moscou que organizações homossexuais e esquerdistas estavam pressionando o governo americano, que na época estava sob Obama, para investigar todos os americanos que ousaram ir ao evento russo. Obama havia imposto sanções contra a Rússia, de modo que o Congresso Mundial de Famílias não pôde se representar oficialmente no evento, para não ser punido por Obama. Mas muitos dos líderes, inclusive Jacobs, do Congresso Mundial de Famílias foram ao evento, mesmo sob a ameaça de organizações homossexuais e esquerdistas que queriam que eles fossem investigados pelo governo dos EUA por conluio com o governo russo.
Num efeito retardado, agora Carvalho quer contra mim a mesma pressão governamental que organizações homossexuais e esquerdistas queriam contra os líderes evangélicos, católicos e judeus pró-vida dos EUA que ousaram participar do evento pró-vida na Rússia.
Seja como for, Carvalho tem a obrigação de jogar a mesma difamação contra todos os americanos que foram ao evento. Ele vai ter de provar que eles e eu somos todos agentes pagos.
Em 2015, Carvalho levantou a mesma difamação e eu o desafiei publicamente, dizendo:
meu desafio é que uma comissão de investigadores internacionais examine nossas contas bancárias para revelar ao mundo nossas fontes financeiras. Vamos abrir nossos registros financeiros. Vamos deixar que tal comissão nos investigue. Só desse jeito todos saberão quem está realmente sendo pago para mentir.
Depois de 4 anos, Carvalho ainda não aceitou o desafio de abrir suas contas bancárias para investigação.
Seria pois uma vergonha o governo Bolsonaro acionar a Polícia Federal para satisfazer às difamações de um homem que vive como imigrante auto-exilado nos EUA há 15 anos e não abre suas próprias contas para investigação. Em vez disso, de longe, ele prefere ficar sentado em sua poltrona fumando cachimbo e provocando confusão entre todos, desde generais até um blogueiro evangélico.
Contudo, seria interessante o governo Bolsonaro acionar a Polícia Federal para investigar os motivos reais da fuga de Carvalho do Brasil. Ele alega que recebeu “milhares” de ameaças e que teve de fugir porque não tinha apoio. Como não tinha apoio? Um dos filhos dele trabalhava na polícia e ele já tinha amigos na própria Polícia Federal, inclusive o Eduardo Bolsonaro. Nenhum deles quis ajuda-lo?
Ele enviou uma cópia desses “milhares” de ameaças a todos os seus amigos e parentes na polícia?
O caso de Carvalho não é, como ele alega, um caso de segurança nacional que mereça ações da Polícia Federal contra um blogueiro evangélico que denuncia as ligações dele com o ocultismo e que expõe a insanidade dele de minimizar e até negar o sofrimento e morte de judeus e evangélicos sob a Inquisição.
Contudo, o caso dele pode ser de segurança nacional por causa da atitude de ele usar difamações, falsidades e mentiras para se autopromover causando confusão e conspirações até mesmo contra generais.
Há outras questões importantes que também merecem ser investigadas.
Carvalho tem pago devidamente seus impostos de renda no Brasil e nos EUA?
Ele contratou, durante 15 anos, brasileiros com carteira registrada em sua casa dando-lhes vistos seguindo a legislação americana ou, como um líder de seita, ele usou de esquemas para obter trabalho de graça por voluntários iludidos pela lábia dele?
Por que ele precisou do Instituto Inter-Americano para obter vistos para sua família?
Dá para a Polícia Federal investigar isso?
Dá para o FBI investigar isso?
No meu caso, se a Polícia Federal for acionada pelo governo Bolsonaro para me investigar, vai descobrir que durante mais de 10 anos trabalhei no Mídia Sem Máscara, site de Carvalho que eu achava que era conservador, católico e pró-vida. Enquanto eu trabalhava de graça, sem nunca ter recebido um único centavo de salário, o site recebia patrocínios variados, inclusive de grandes empresas. Tais patrocínios foram declarados à Receita Federal? Dá para a Polícia Federal fazer uma auditoria no Mídia Sem Máscara e seus ganhos em patrocínio? Se o dinheiro do patrocínio nunca ia para pagar salários dos colunistas, para onde ia?
As leis trabalhistas permitem tal arranjo, onde um site obtém lucro de patrocínio e os colunistas nada usufruem?
Talvez para aliviar a consciência pesada, depois, numa ou duas vezes, Carvalho apelou ao público para me ajudar, como se isso compensasse a ausência de salários para mim durante mais de dez anos.
Incitar a Polícia Federal contra um blogueiro evangélico, que foi usado para trabalhar de graça para um homem que tirou vantagem de mais de dez anos de seu trabalho de colunista no Mídia Sem Máscara, é atitude de oportunista. Difamar a vítima que foi usada com mais de dez anos de trabalho gratuito é traição. É conduta de oportunista traiçoeiro, típica de adeptos de René Guénon. Mas tal qual comunistas, que adoram se fazer de vítimas enquanto oprimem e ameaçam, Carvalho se faz de vítima e me retrata como o opressor.
O que o governo Bolsonaro, que parece adorar as “sugestões” de vídeo de Carvalho, vai fazer agora com a “sugestão” do mais recente vídeo do oportunista traiçoeiro contra mim? Vai colocar a Polícia Federal para investigar o oportunista traiçoeiro ou sua vítima?
Leitura recomendada sobre a Esquerda dos EUA contra Julio Severo:
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28 de janeiro de 2019

Os Estados Unidos vão cair para se tornar a terceira maior economia do mundo, atrás da China e da Índia em 2030, indicam novas classificações financeiras


Os Estados Unidos vão cair para se tornar a terceira maior economia do mundo, atrás da China e da Índia em 2030, indicam novas classificações financeiras

Ariel Zilber para o Dailymail.com e Reuter
Os Estados Unidos cairão para o terceiro lugar na lista das maiores economias do mundo, atrás da China e da Índia, prevê uma empresa britânica de serviços financeiros.
A China ultrapassará os Estados Unidos como a maior economia do mundo dentro de uma década, enquanto a Índia assumirá o segundo lugar, segundo o Standard Chartered, que revela sua classificação anual das dez maiores economias do mundo.
O Standard Chartered prevê que os EUA cairão para o terceiro lugar na lista atrás dos dois gigantes asiáticos em 2030, segundo a Fox Business.
A empresa prevê que a nova ordem mundial verá os atuais mercados emergentes ocuparem sete dos dez primeiros lugares.
Enquanto espera-se que os Estados Unidos fiquem atrás da China e da Índia, a Indonésia subirá ao quarto lugar.
“Nossas previsões de crescimento de longo prazo são sustentadas por um princípio fundamental: a participação dos países no PIB mundial deve convergir com sua parcela da população mundial, impulsionada pela convergência do PIB per capita entre economias avançadas e emergentes,” economistas do Standard Chartered escreveram em seu estudo.
O tamanho da economia de um país é determinado pelo produto interno bruto (PIB), que mede o valor de mercado de todos os bens e serviços finais produzidos em um período de tempo.
O Standard Chartered prevê que a Turquia chegará à posição das 5 principais economias.
O Brasil é o único país da América Latina entre as 10 principais economias. Prevê-se que seja a sexta maior economia em 2030, com um PIB de US$ 8,6 trilhões.
O Egito é o único país do Oriente Médio na lista. Prevê-se que tenha a sétima maior economia com um PIB de US$ 8,2 trilhões.
Prevê-se que a Rússia será a oitava maior economia com um PIB de US$ 7,9 trilhões.
Japão e Alemanha caem na classificação. O gigante asiático termina em nono com um PIB de US$ 7,2 trilhões, enquanto a Alemanha completa as 10 principais economias com US$ 6,9 trilhões.
Os países que estão atualmente entre as 10 principais economias — e que estão previstos para cair para fora da classificação — são o Reino Unido, Itália, França e Canadá.
A Índia prevê que sua economia crescerá mais de 7% no atual ano fiscal que termina em março, dando algum alívio ao primeiro-ministro Narendra Modi, que busca um segundo mandato nas eleições nacionais que serão realizadas em maio.
O crescimento econômico anual caiu para 7,1%, abaixo do esperado, no trimestre de julho a setembro, de 8,2% no trimestre anterior, puxado para baixo por um consumo mais lento e crescimento agrícola mais lento, o que representa um risco para Modi, que planeja orçamento populista para reconquistar eleitores.
Com a queda nos preços globais do petróleo e o fortalecimento da rupia nas últimas semanas, o governo de Modi planeja apoiar a demanda rural por meio de maiores gastos do Estado e um pacote financeiro para os agricultores no orçamento anual a ser apresentado em 1º de fevereiro.
Estima-se que o produto interno bruto cresça 7,2% em 2018/19, mais rápido do que um crescimento provisório de 6,7% em 2017/18, disse o Ministério de Estatísticas em um comunicado.
A produção agora está prevista para crescer 8,3 por cento neste ano fiscal em comparação com 5,7 por cento no ano anterior.
A produção agrícola pode crescer 3,8%, acima dos 3,4%.
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27 de janeiro de 2019

Todos precisam lembrar o Holocausto


Todos precisam lembrar o Holocausto

Julio Severo
O Holocausto, que foi perpetrado pela Alemanha nazista contra mais de 6.000.000 de judeus, que foram monstruosamente abusados, torturados e massacrados, é um crime genocida que deve ser lembrado por todas as nações.
O Dia Internacional da Lembrança do Holocausto acontece a cada 27 de janeiro como memória de que em 27 de janeiro de 1945, Auschwitz-Birkenau, o maior campo de concentração e morte nazista, foi libertado pelo Exército Vermelho da União Soviética. Enquanto o exército nazista destruía os judeus, o Exército Vermelho tinha muitos soldados judeus que ajudaram a libertar os judeus alemães.
Os judeus estão certos ao afirmar que o genocídio nazista contra eles nunca deveria ser esquecido.
Cristãos — tanto católicos quanto evangélicos — precisam se lembrar porque o maior Holocausto contra os judeus aconteceu exatamente em uma nação cristã, a Alemanha nazista, que era cerca de 50% católica e 50% protestante, especialmente luterana. Embora uma minoria de corajosos católicos (inclusive Claus von Stauffenberg) e protestantes (inclusive o pastor luterano Dietrich Bonhoeffer) se opusessem a Hitler e até tentassem matá-lo, a maioria dos protestantes e católicos alemães apoiava Hitler, que era nominalmente católico.
Algumas tradições cristãs pervertidas ajudaram Hitler em sua campanha para perpetrar o Holocausto. Os católicos têm uma tradição, em palavras e ações, de antissemitismo, especialmente através da Inquisição. Os protestantes têm uma tradição de palavras antissemitas de Martinho Lutero, embora os protestantes, especialmente nos Estados Unidos — a maior nação protestante do mundo — tenham uma tradição de luta contra o antissemitismo. Aliás, a luta dos EUA contra o antissemitismo, o Holocausto e a Inquisição é a luta mais importante que o mundo já viu.
Os direitistas e os esquerdistas precisam se lembrar porque o maior Holocausto contra os judeus aconteceu exatamente em uma nação, a Alemanha nazista, que usou imagens de direita e de esquerda em sua campanha contra os judeus, embora a imagem predominante fosse direitista e Hitler tivesse um discurso claramente antimarxista, que atraía católicos e protestantes.
A maioria dos judeus que foram exterminados pelos nazistas no Holocausto era socialista. Aliás, o fundador do marxismo era um judeu alemão, descendente de rabinos. Os poucos sobreviventes judeus do Holocausto também eram marxistas e fundaram o Estado de Israel.
Hitler queria exterminar os judeus porque ele achava que eles eram uma raça inferior e porque eram marxistas. Sua “solução,” o Holocausto, foi genocídio.
Os nazistas odiavam os judeus porque achavam que eles eram uma raça inferior ou porque a maioria dos judeus era socialista. Outros odeiam os judeus porque uma minoria deles são magnatas capitalistas.
Entretanto, o Holocausto não é uma ameaça passada. Sua defesa moderna ou revisionismo ou negação traz novas ameaças. E essa ameaça existe especialmente hoje entre os muçulmanos.
Os muçulmanos deveriam lembrar o Holocausto contra os judeus porque a autobiografia de Hitler, Mein Kampf, tem sido um best-seller em países muçulmanos. Muitos muçulmanos expressam admiração por Hitler e pelo Holocausto, mas estranhamente eles não são criticados e condenados na mídia ocidental por seu ódio aos judeus. Esse ódio se manifesta em sua campanha interminável que usa qualquer situação, especialmente o caso palestino, para condenar os judeus como “criminosos” — como se os muçulmanos palestinos, que ocupam ilegalmente a Terra Prometida, fossem vítimas inocentes.
O esforço para retratar a vítima como o agressor e vice-versa é a alma do revisionismo do Holocausto, muito semelhante ao revisionismo da Inquisição. Os muçulmanos adoram o revisionismo do Holocausto, que diminui o sofrimento dos judeus e o número de vítimas judias.
Até mesmo durante o tempo de Hitler, os muçulmanos ajudaram os nazistas em sua campanha para exterminar os judeus.
Hoje, os muçulmanos usam dois métodos revisionistas desonestos para atacar os judeus. Eles subestimam intencionalmente o sofrimento dos judeus no Holocausto e intencionalmente tratam exageradamente as ações defensivas dos judeus para proteger o Estado de Israel contra terroristas palestinos. Esse é um resultado natural: se os muçulmanos admiram Hitler e as atrocidades nazistas contra os judeus, eles apoiarão qualquer atentado terrorista palestino contra os judeus.
Os muçulmanos não só defendem o revisionismo do Holocausto. Eles também defendem o revisionismo do genocídio dos cristãos armênios. Eles fazem com os cristãos a mesma coisa que fazem com os judeus.
Entretanto, enquanto muitos cristãos lutam contra o revisionismo do Holocausto, poucos judeus lutam contra o revisionismo do genocídio dos cristãos armênios. Aliás, o governo israelense tem resistido a todos os esforços para reconhecer o genocídio dos cristãos armênios. É hora de cristãos e judeus reconhecerem o genocídio contra eles. É hora também de Israel reconhecer o Holocausto de cristãos cometido pelo ISIS na Síria e ajudar os cristãos perseguidos pelo ISIS.
A lembrança do Holocausto é mais importante agora que a Europa vem sendo invadida por hordas de imigrantes muçulmanos que ameaçam os cristãos e sua cultura e ameaçam os judeus e sua sobrevivência, inclusive subestimando intencionalmente o Holocausto e suas vítimas judaicas e revivendo o antissemitismo.
É hora de lembrar o Holocausto antes que as próximas gerações europeias, que serão significativamente muçulmanas, esqueçam que os judeus são um povo vítima de genocídio.
Contudo, os judeus de esquerda pensam que a única ameaça de uma repetição do Holocausto vem dos cristãos conservadores. Osias Wurman, que é o cônsul honorário de Israel no Rio de Janeiro, Brasil, disse:
“Hoje, mais do que nunca, é preciso alertar a opinião mundial para esta perigosa guinada à direita que vem assolando a Europa e alguns países do continente americano. Uma pesquisa global, realizada em 2014, já mostrava que 46% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar em Holocausto!”
O sr. Wurman faz uma comparação impossível. Ele busca igualar a mudança conservadora de curso político na Europa e provavelmente nos Estados Unidos com a indiferença ao Holocausto. Num tom pior, ele disse que essa mudança é “perigosa,” e fala da necessidade de alertar o mundo contra a mudança para a direita que está “assolando” a Europa e provavelmente os Estados Unidos.
No que se refere aos evangélicos, o conservadorismo, especialmente o conservadorismo dos EUA, é pró-Israel e contra o Holocausto, contra o aborto, contra o revisionismo católico da Inquisição e contra o revisionismo islâmico do genocídio armênio. Comparar sentimentos pró-Holocausto com o evangelicalismo conservador dos EUA é um disparate. Os judeus só enfrentariam problemas com alguns católicos de direita que defendem o revisionismo da Inquisição, que torturava e massacrava os judeus. Mais cedo ou mais tarde, eles também poderão defender o revisionismo do Holocausto.
Assim como os cristãos precisam ser informados para lembrar o Holocausto, os judeus também precisam ser informados de que antes do Holocausto nazista contra os judeus houve o genocídio turco islâmico dos cristãos armênios. Independentemente se Israel não reconhecer tal genocídio contra os cristãos, não faz sentido para os judeus encorajar as nações sobre a importância de lembrar o Holocausto nazista contra os judeus se os judeus se recusam a reconhecer o genocídio turco islâmico dos cristãos armênios.
Além disso, há um Holocausto moderno que deve ser lembrado por todos nós que nos lembramos do Holocausto nazista contra os judeus: o Holocausto do aborto, onde milhões de bebês inocentes são medicamente exterminados sob leis insanas. Até mesmo Israel tem tais leis insanas permitindo o massacre de inocentes. Aliás, Israel tem uma das leis de aborto mais liberais do mundo. Isso não faz sentido. O povo judeu, que foi vítima inocente do Holocausto nazista, deveria ser uma voz proeminente contra o Holocausto do aborto.
Neste dia 27 de janeiro, enquanto nos lembramos do sofrimento passado de milhões de judeus no Holocausto nazista, lembremo-nos também do presente sofrimento de milhões de inocentes através do aborto legal. Vamos nos lembrar de lutar contra o Holocausto do aborto, porque o objetivo do Dia Internacional da Lembrança do Holocausto é impedir que novos holocaustos aconteçam. Enquanto estamos nos lembrando do Holocausto contra os judeus, bebês estão sendo torturados e assassinados neste exato momento pelo aborto legal nos Estados Unidos, na China, em Israel, na Coréia do Norte, etc.
Se o Holocausto é criminoso, por que se permite que o Holocausto do aborto continue?
Versão em inglês deste artigo: Everyone Should Remember the Holocaust
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25 de janeiro de 2019

Steve Bannon e Olavo de Carvalho juntos: dois ocultistas promovendo um “conservadorismo” ocultista


Steve Bannon e Olavo de Carvalho juntos: dois ocultistas promovendo um “conservadorismo” ocultista

Julio Severo
Quinta-feira passada, Steve Bannon visitou Olavo de Carvalho em sua casa. Os adeptos de Carvalho no Brasil comemoraram essa visita como evidência de que ele está se aproximando da Casa Branca, porque eles acham que Bannon está muito próximo de Trump.
Olavo de Carvalho visitindo Steve Bannon
E na última sexta-feira, Carvalho visitou Bannon em sua casa. E novamente os adeptos de Carvalho no Brasil comemoraram essa visita como evidência de que ele está se aproximando da Casa Branca, porque eles acham que Bannon está muito próximo de Trump.
Steve Bannon visitindo Olavo de Carvalho
O que Bannon e Carvalho têm em comum? Tradicionalismo. Mais especificamente, o tradicionalismo do ocultista islâmico René Guénon, admirado por Bannon e Carvalho.
Carvalho está realmente se aproximando de Trump ao se aproximar de Bannon? O que Trump tem a ver com Bannon? De acordo com o próprio Trump, nada. Trump disse:
Steve Bannon não tem nada a ver comigo ou com minha presidência. Quando foi demitido, ele não só perdeu o emprego, ele perdeu também a cabeça. Steve era um funcionário que trabalhava para mim depois de eu já ter ganhado a indicação ao derrotar dezessete candidatos…
Agora que ele está sozinho, Steve está aprendendo que ganhar não é tão fácil quanto eu faço parecer. Steve teve muito pouco a ver com nossa vitória histórica… Steve não representa minha base, ele só está nisso para se autopromover.
Steve finge estar em guerra com a mídia, que ele chama de partido de oposição, mas ele passava seu tempo na Casa Branca vazando informações falsas para a mídia para se fazer parecer mais importante do que ele era. Essa é a única coisa que ele faz bem. Steve raramente estava em uma reunião frente a frente comigo e só finge ter tido influência para enganar algumas pessoas sem acesso e que não entendem, pessoas a quem ele ajudou a escrever livros fajutos.
Essa é a carta oficial de Trump sobre Bannon publicada no ano passado. Em resumo, com sua experiência, Trump definiu Bannon como um oportunista traiçoeiro.
Com a minha experiência, posso fazer o que Trump fez e também definir Carvalho como um oportunista traiçoeiro. Não há outra definição adequada para Bannon e Carvalho. Não há outra definição adequada para os guenonianos e outros ocultistas.
Embora Carvalho e Bannon se retratem como “católicos,” suas atividades e ideias traem suas aparências católicas. Mas não traem sua natureza guenoniana.
Quando Carvalho visitou Bannon em sua casa, o jantar começou com a tradicional oração cristã “Pai Nosso.” As fotos das reuniões foram feitas por Josias Teófilo, que em sua conta no Twitter disse:
“Grande momento do jantar na Breitbart Embassy foi quando Steve Bannon (que é católico) pediu para Olavo de Carvalho fazer uma prece antes da refeição, e Olavo começou a rezar um Pai Nosso, ao que foi seguido por todos. Fiz essa foto abaixo nesse momento.”
Teófilo é tão alienado quanto os outros adeptos de Carvalho, os quais acham que Bannon está próximo de Trump. Teófilo acha que a casa de Bannon ainda é sede da Breitbart, a qual realmente era no passado. Mas depois que Trump expulsou Bannon, o Breitbart também se livrou dele.
A oração “Pai Nosso” é evidência de que Bannon e Carvalho são cristãos? A oração “Pai Nosso” é sinal de que aqueles que a rezam são cristãos? Não no Brasil. O Brasil é a maior nação católica do mundo e seu catolicismo é sincrético. Em seu sincretismo, os católicos brasileiros vão à missa católica no domingo e vão a rituais abertamente e não tão abertamente satânicos em outros dias.
O médium espírita brasileiro “João de Deus” também rezava frequentemente o “Pai Nosso,” como confirmado por uma de suas vítimas sexuais no jornal brasileiro Metropoles em uma reportagem intitulada “João de Deus rezava o Pai Nosso cheio de más intenções.” Anos atrás ele foi louvado por Oprah Winfrey e agora ele se tornou um caso de polícia enquanto mais de 500 mulheres, até o momento, relatam que foram vítimas de seus abusos sexuais.
Ele fazia suas operações espíritas e abusos sexuais nas dependências de sua organização, chamada “Casa Dom Inácio de Loyola,” um nome distintamente católico, assim como “João de Deus” é um nome católico. Assim, em um Brasil católico sincrético, onde um médium espírita estupra centenas de mulheres, nomes católicos e o “Pai Nosso” não são evidência de Cristianismo real. Pelo contrário, são evidências de que os ocultistas sabem usar nomes e práticas católicas para enganar os ingênuos.
“João de Deus,” que foi louvado por dois presidentes brasileiros e muitas celebridades brasileiras, sabia rezar o “Pai Nosso” e abusar de meninas e mulheres ao mesmo tempo.
Os presidentes brasileiros, que são tradicionalmente católicos, e as celebridades brasileiras tradicionalmente valorizam os ocultistas. Todos eles têm seu ocultista “católico” favorito.
Vulnerabilidade ao sincretismo é parte da cultura católica brasileira. Aliás, é impossível entender o catolicismo brasileiro sem entender o sincretismo. O próprio Josias Teófilo é um adepto da teosofia, que é uma mistura de filosofia e ocultismo. Ele produziu o filme “O Jardim das Aflições,” cuja estreia em Nova Iorque em 2017 não atraiu a presença do público americano. O filme é um esforço para oferecer um culto cinematográfico à personalidade de Carvalho.
Então, quando Teófilo disse que o jantar de Bannon com Carvalho “é a Nova Era,” ele disse exatamente o que ele queria dizer. Teosofia e todo tipo de filosofia ocultista são parte integrante do movimento ocultista que veio a ser conhecido como Nova Era.
Bannon não é o único adepto de Guénon nos EUA em contato com Carvalho. Wolfgang Smith é outro contato. Todos eles têm em comum uma aparência “católica” e são adeptos de Guénon, que também havia sido católico, mas se converteu ao esoterismo islâmico.
Portanto, ninguém mais qualificado para definir suas reuniões como Nova Era do que Teófilo.
A Nova Era, com sua capa de tradicionalismo, está hipnotizando líderes católicos e sequestrando movimentos conservadores e nacionalistas em todo o mundo.
Jair Bolsonaro, o novo presidente brasileiro, é um exemplo. Segundo a imprensa americana, brasileira e israelense, sua vitória foi especialmente graças aos evangélicos — um fenômeno que também aconteceu na eleição de Trump. Mas Bolsonaro está hipnotizado. Ele e seus filhos propagandeiam Carvalho como vital para sua eleição, como só os adeptos de uma seita estranha poderiam fazer, embora alguns adeptos de Carvalho tenham admitido publicamente que a atual onda conservadora no Brasil é evangélica.
J.R. Guzzo, jornalista da revista Veja, disse em um tuíte de 13 de janeiro de 2019:
“O fato puro, simples e sem enfeites, é o seguinte: os evangelicos são hoje a maior força anti-esquerda do Brasil. São mais fortes, mais numerosos e mais ativos que as três Forças Armadas juntas. Nunca houve isso. A esquerda não tem a menor ideia de como ganhar essa parada.”
Guzzo é admirador de Carvalho. Mas nos casos em que a admiração é superada pela adesão cega, tudo o que os adeptos podem ver é Carvalho como “o homem que salvou o Brasil”. Isso poderia também ter acontecido nos EUA com Bannon, mas Trump foi capaz de ver na hora que Bannon era um oportunista traiçoeiro. O que está impedindo que Bolsonaro alcance o nível de discernimento de Trump?
Enquanto Bolsonaro e muitos outros católicos são incapazes de ver os oportunistas traiçoeiros que estão sequestrando movimentos conservadores e nacionalistas em todo o mundo, vamos comparar algumas características que tornam os adeptos de Guénon tão traiçoeiros e oportunistas. Especificamente, vamos comparar Bannon, chamado por Trump de oportunista traiçoeiro, com Carvalho, para ver se eles são diferentes.
O livro “Barganha do Diabo: Steve Bannon, Donald Trump e a Invasão da Presidência” (Penguin Publishing Group, 2017), do escritor Joshua Green, pode nos dar algumas dicas.
“Barganha do Diabo” disse sobre Bannon: “Embora mal seja um conservador social moralizador, ele se opôs amargamente ao liberalismo secular invadindo a cultura.”
Não diferente de Carvalho, conhecido por sua boca suja, que argumenta que a homossexualidade é natural. Sua “oposição” à agenda homossexual é uma ideia estranha de que, assim como a homossexualidade não pode ser imposta, o sexo masculino/feminino também não pode ser imposto.
“Barganha do Diabo” disse: “Bannon… trouxe ao tradicionalismo de Guénon uma forte dose de pensamento social católico.”
Não diferente de Carvalho, que tem misturado sua experiência com o tradicionalismo de Guénon com uma forte dose de pensamento católico.
“Barganha do Diabo” disse que Bannon lançou “um esforço para apoiar os tradicionalistas católicos marginalizados pelo novo papa.”
Não diferente de Carvalho, que tem tido sucesso em atrair para o seu movimento católicos tradicionalistas marginalizados pelo Papa Francisco.
“Barganha do Diabo” disse: “Expondo essa visão em uma conferência de 2014 no Vaticano, Bannon uniu Guénon, Evola.”
Não diferente de Carvalho, que tem unido as ideias de Guénon e outros ocultistas tradicionalistas entre os católicos tradicionais.
“Barganha do Diabo” disse: “No verão de 2016, Bannon descreveu Trump como um ‘instrumento bruto para nós.’”
Não diferente de Carvalho, que tem usado Bolsonaro e seus filhos como um instrumento bruto para seu próprio movimento.
“Barganha do Diabo” disse: “Trump também revelou seu próprio apelido para a ideologia nacionalista (e de extrema direita) de Bannon: ‘esquerda alternativa,’ um refrão sobre o termo ‘direita alternativa.’”
Se Trump comparou a ideologia de Bannon como esquerdista, não é diferente do caso de Carvalho. Janaína Paschoal, um membro proeminente do partido de Bolsonaro, expressou preocupação com extremistas entre os seguidores de Bolsonaro, dizendo: “Não se ganha a eleição com pensamento único. E não se governa uma nação com pensamento único.” Ela já havia identificado esses extremistas quando disse: “Olavetes são tão imbecis coletivos como petistas, marxistas e outros istas. Acordem!”
“Barganha do Diabo” disse: “Bannon representava sua própria marca de catolicismo conservador.”
Não diferente de Carvalho, que também representa sua própria marca de catolicismo conservador.
“Barganha do Diabo” disse: “A resposta de Bannon ao surgimento da modernidade foi estabelecer um nacionalismo populista de direita contra ela.”
Não diferente de Carvalho, que lançou seu próprio nacionalismo populista de direita.
“Barganha do Diabo” disse: “Bannon prosperou no caos que criava e fazia tudo o que podia para espalhar esse caos.”
Não diferente de Carvalho, que tem prosperado no caos que cria e faz tudo o que pode para espalhar esse caos.
“Barganha do Diabo” disse sobre o fascínio de Bannon por Guénon: “Guénon desenvolveu uma filosofia muitas vezes mencionada como ‘tradicionalismo,’ uma forma de antimodernismo com conotações precisas. Guénon era um tradicionalista ‘primitivo,’ um crente na ideia de que certas religiões antigas, inclusive a Vedanta Hindu, o Sufismo e o Catolicismo medieval, eram repositórios de verdades espirituais comuns, reveladas nas primeiras eras do mundo, que estavam sendo destruídas com o surgimento da modernidade secular no Ocidente.”
Não diferente de Carvalho, que tem fascínio semelhante por Guénon e é um ávido defensor do catolicismo medieval. Aliás, ele é o mais proeminente defensor brasileiro do revisionismo da Inquisição, uma marca inconfundível do catolicismo medieval. Nesse sentido, como pode Bolsonaro conciliar um governo pró-Israel, para agradar à massa de seus eleitores evangélicos, se a postura pró-Inquisição de seu Rasputin é profundamente perturbadora, desonesta e maliciosa para os israelenses?
Enquanto Carvalho defende obscenamente a Inquisição argumentando que “Os condenados (menos de dez por ano em duas dúzias de países) morriam sufocados em poucos minutos, antes que as chamas os atingissem,” o pai do primeiro-ministro israelense Netanyahu tem um enorme livro de 1.500 páginas provando que milhares de vítimas judias inocentes morriam uma morte excruciante nas mesmas chamas. Israel concorda com Netanyahu. Como Israel poderia concordar com um lunático brasileiro?
“Barganha do Diabo” disse sobre Bannon que ele era “um autodidata voraz” e “embarcou no que descreveu como ‘um estudo sistemático das religiões mundiais,’” acrescentando: “Começando pela história da Igreja Católica Romana… ele avançou para o misticismo cristão e daí para a metafísica oriental… A leitura de Bannon acabou levando-o à obra de René Guénon, um ocultista e metafísico francês do início do século XX que foi criado como católico romano, praticou a maçonaria e mais tarde se tornou um muçulmano sufi.”
Não diferente de Carvalho, que teve as mesmas experiências.
A diferença flagrante é que, embora Bannon tenha passado boa parte de sua vida ganhando dinheiro em Wall Street e Hollywood, Carvalho passou boa parte de sua vida ganhando dinheiro com aulas de astrologia. Com grande experiência em escrever livros ocultistas e dar aulas ocultistas, ele passou seus últimos anos dando aulas não credenciadas de “filosofia” — onde seus adeptos têm estudado por 2, 3, 7, 10 e mais anos, sempre pagando a mensalidade, mas sem esperança de um diploma oficial. Eles são mantidos mistificados por um curso interminável, que é na verdade um culto de adoração à mente de seu criador.
Enquanto Bannon estava na Casa Branca, a manchete de um jornal dos EUA disse: “A era Trump está se transformando em uma era de ouro para intelectuais fascistas esotéricos.” Essa profecia nunca se cumpriu porque Trump expulsou Bannon da Casa Branca.
Lema do fascismo italiano: Mussolini sempre tem razão
Entretanto, alguns jornais brasileiros poderiam com razão ter esta manchete: “A era Bolsonaro está se transformando em uma era de ouro para intelectuais fascistas esotéricos.” Fascista, no que se refere a Carvalho em seus conselhos a Bolsonaro, não é um título impróprio. Um dos lemas principais do fascismo era “Mussolini Tem Razão.” Curiosamente, um dos lemas principais de Carvalho, tediosamente repetido por seus adeptos, é “Olavo Tem Razão.” Por coincidência ou não, um dos conselheiros mais proeminentes de Mussolini era Julius Evola, um adepto de Guénon.
Nunca vi Trump com uma camiseta dizendo “Steve Bannon Tem Razão.” Mas lamentavelmente já vi Bolsonaro com uma camiseta dizendo “Olavo Tem Razão.” Um adepto de Guénon tem em Bolsonaro uma influência que ele não tem em Trump.
Em seu artigo intitulado “Steve Bannon Nunca Foi Muito Esperto,” Bill Scher perguntou: “Como alguém tão politicamente imprudente poderia ter uma reputação de gênio político? Bannon conseguira criar essa imagem graças a este truque simples: impressionar os repórteres com o fato de ler muitos livros.”
Essa é a mesma realidade em relação a Carvalho.
O jornal Daily Beast disse: “Bannon não se identifica como libertário; ele se auto-identifica como um ‘nacionalista’ de direita e anti-globalista, e libertários amplamente detestam Bannon. Mas Bannon já se chamou de ‘leninista,’ em estilo, se não substância ou ideologia.”
Não diferente de Carvalho, no que se refere a Lênin, que disse: “Lênin já sabia que, na política, quem xinga mais sempre leva vantagem.” Carvalho usa Lênin para justificar que seus comentários sujos diários e boca suja são apenas uma “estratégia” de Lênin.
Existem muitas contradições aparentes em Bannon: ele diz que é católico, mas tem um profundo fascínio pelo misticismo e pela metafísica oriental. Ele diz que é contra a invasão islâmica, mas admira muito René Guénon, um ocultista islâmico. Embora já tenha trabalhado no Goldman Sachs — um poderoso banco capitalista —, ele também se descreveu como um “leninista” que queria “destruir o Estado.” “Por um lado, ele critica o capitalismo com um fervor quase marxista; por outro lado, ele é conselheiro de um amigo magnata capitalista imobiliário,” disse Jake Romm, da Forward.
Não diferente de Carvalho, que tem contradições semelhantes, mas não no estilo alta classe de Bannon.
Ao mesmo tempo que Bannon elogia Guénon e outros ocultistas, ele diz que rejeita algumas de suas ideias extremas.
Não diferente de Carvalho, que ao mesmo tempo que elogia Guénon e outros ocultistas, ele diz que rejeita algumas de suas ideias extremistas.
Em seu artigo na revista National Review intitulado “Quem era Steve Bannon?” o autor Kevin D. Williamson disse que Trump disse que “A contribuição de Steve Bannon para sua ascensão e seu sucesso foi grosseiramente exagerada. Bannon posava de tantas coisas — magnata da mídia, agente político astuto e manipulador de olhos frios para o Trump playboy indisciplinado — mas o que ele realmente é é um amador rico com um talento para convencer outros amadores ricos de que ele é um visionário de pensamento profundo. Um desses ricos amadores foi Donald Trump.”
Carvalho tem as mesmas contradições, embora Bannon tivesse uma formação acadêmica real, enquanto Carvalho é autodidata.
No que se refere a conexões tradicionalistas ocultistas, Bolsonaro não está longe de Bannon. Ele tem sido propagandista do astrólogo brasileiro Olavo de Carvalho, que tem como fonte de “tradicionalismo” e “conservadorismo” Guénon, que aliás também é fonte de Bannon. Apesar de sua inspiração e envolvimento guenianos, Bannon e Carvalho igualmente se apresentam como “católicos tradicionalistas.” Dá para dizer que Carvalho é uma espécie de Bannon do terceiro mundo sem sofisticação.
Embora o católico Bolsonaro recebeu apoio em massa de evangélicos, que decidiram sua eleição, ele não tem conseguido se desligar do tradicionalismo guenoniano de Carvalho, enquanto Trump se desligou completamente do tradicionalismo guenoniano de Bannon.
Uma comparação entre Bannon e Carvalho é apropriada não apenas porque eles são espiritualisticamente semelhantes, mas também porque ambos têm algumas conexões com Bolsonaro. Carvalho tem sido amplamente recomendado por Bolsonaro. E Bannon está em contato com Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro.
Eduardo Bolsonaro Steve Bannon
Embora Carvalho não seja conhecido entre grupos católicos e evangélicos conservadores nos Estados Unidos, ele é conhecido entre os grupos americanos que seguem o tradicionalismo de René Guénon. Aliás, está em produção um documentário, do geocentrista Rick Delano, com tradicionalistas e Carvalho já foi entrevistado para o filme. Os outros tradicionalistas entrevistados são Wolfgang Smith (como Carvalho, um adepto católico de Guénon) e Seyyed Hossein Nasr (um adepto iraniano muçulmano de Guénon).
O encontro entre Bannon e Carvalho pode catapultar Carvalho à fama nacional, nos EUA, entre grupos tradicionalistas e ocultistas, mas não entre grupos conservadores cristãos.
Os adeptos de Guénon veem o “evangelicalismo americano conservador como uma aberração do catolicismo histórico.” Apesar de Bannon nunca ter expressado abertamente tal desdém pelo conservadorismo americano conservador, Carvalho expressou uma série de comentários desdenhosos contra os evangélicos, inclusive seu comentário mais recente dizendo: “As igrejas evangélicas fizeram mais mal ao Brasil do que a esquerda inteira.”
O medo de Carvalho é justificado: onde o evangelicalismo é forte, o guenonianismo é fraco. A forte influência evangélica sobre Trump foi decisiva para expulsar o guenonianismo da Casa Branca.
Com Trump, um guenoniano quase conseguiu um enorme poder político, mas com o Bolsonaro, um guenoniano está conseguindo isso. A última vez que um tradicionalista (outro termo para um guenoniano) chegou tão perto do poder político, diz o autor Mark Sedgwick, “foi Evola com Mussolini.”
O melhor tratamento para os guenonianos veio exatamente através da carta de Trump para Bannon. Vamos examiná-la.
Trump disse: “Steve Bannon não tem nada a ver comigo ou com minha presidência. Quando foi demitido, ele não só perdeu o emprego, ele perdeu também a cabeça. Steve era um funcionário que trabalhava para mim depois de eu já ter ganhado a indicação ao derrotar dezessete candidatos…”
Os guenonianos adoram se exaltar, mas Trump colocou Bannon em seu devido lugar: ele tinha sido apenas um funcionário. E para aqueles, especialmente os adeptos de Carvalho, que adoram dizer que a vitória de Trump foi graças a Bannon, as palavras de Trump são claras: “Steve Bannon não tem nada a ver comigo ou com minha presidência.” E Trump percebeu o óbvio sobre Bannon: “ele perdeu também a cabeça.”
Tenho pena de qualquer presidente, especialmente de Bolsonaro, que se comporta ao contrário de Trump propagandeando guenonianos insinuando que eles têm tudo com ele e sua presidência. Guenonianos têm cabeças perdidas.
Trump disse sobre Bannon: “Agora que ele está sozinho, Steve está aprendendo que ganhar não é tão fácil quanto eu faço parecer. Steve teve muito pouco a ver com nossa vitória histórica… Steve não representa minha base, ele só está nisso para se autopromover.”
Trump tem razão. Agora que Bannon está sozinho, ele não está conseguindo nenhum progresso ou vitória política para si mesmo. Talvez ele esteja esperando que ligando-se a Carvalho ele possa fazer exatamente como Carvalho fez: surfar em Carvalho assim como Carvalho vem surfando na enorme onda evangélica conservadora no Brasil. Trump viu um guenoniano como um oportunista — um surfista que tira vantagem da influência dos outros. Bolsonaro, como um católico sincrético, tem tido muita dificuldade em discernir o seu próprio guenoniano, parecendo adorar deixar um oportunista surfar em sua fama.
Trump disse: “Steve finge estar em guerra com a mídia, que ele chama de partido de oposição, mas ele passava seu tempo na Casa Branca vazando informações falsas para a mídia para se fazer parecer mais importante do que ele era. Essa é a única coisa que ele faz bem. Steve raramente estava em uma reunião frente a frente comigo e só finge ter tido influência para enganar algumas pessoas sem acesso e que não entendem, pessoas a quem ele ajudou a escrever livros fajutos.”
Aqui, muito claramente, Trump descreve o guenoniano Bannon como um homem que finge estar em guerra com a mídia — assim como Carvalho faz ao atacar a mídia esquerdista, mas o tempo todo sendo entrevistado e promovido por ela. Eu poderia dizer que Carvalho segue o método de Bannon, mas isso não é verdade. Ambos seguem o método de Guenon de caos, contradições e subversão.
Trump disse que Bannon “passava seu tempo na Casa Branca vazando informações falsas para a mídia para se fazer parecer mais importante do que ele era. Essa é a única coisa que ele faz bem.” Enquanto os adeptos de Carvalho retratam Bannon como uma celebridade importante no movimento de direita, Trump retratou Bannon como produtor de notícias falsas para se exaltar. Os guenonianos fazem qualquer coisa para parecerem mais importantes do que são.
Trump disse que Bannon “só finge ter tido influência para enganar algumas pessoas sem acesso e que não entendem.” Ele descreveu perfeitamente os guenonianos.
Então, enquanto os adeptos de Carvalho no Brasil estão elogiando-o como se o seu encontro com Bannon fosse um grande evento conservador porque eles foram enganados e levados a acreditar que Trump se tornou presidente graças a Bannon, Trump mostrou exatamente quem é Bannon.
Trump tem tido muitas palavras amáveis para os evangélicos, reconhecido por ele como representando sua base real que lhe deu a vitória. E Trump deixou bem claro: “Steve não representa minha base.”
O que eu vejo? Bannon, em suas ideias e caráter guenonianos, é muito parecido com Carvalho.
Sobre as fotos em que Carvalho posa arrogantemente com Bannon, apenas um oportunista traiçoeiro poderia ter um prazer arrogante de estar com outro oportunista traiçoeiro, especialmente porque Bannon não foi apenas demitido da Casa Branca, mas ele foi descrito, pelo próprio presidente dos EUA, como um oportunista traiçoeiro. Eu teria um grande prazer em posar em uma foto com Trump, mas não com Bannon.
Eu gostaria que Bolsonaro fosse parecido com Trump — sem as pressões neocons sobre ele — para identificar e expulsar guenonianos.
Contudo, Bolsonaro do Brasil é muito diferente de Trump porque enquanto Bolsonaro é hipnotizado por um guenoniano, Trump não é. Talvez Trump pudesse convidar Bolsonaro e dar-lhe alguns conselhos sobre como identificar um oportunista guenoniano — uma redundância, é claro, mas não desnecessária, considerando como os guenonianos são capazes de enganar tantos católicos no Brasil, inclusive Bolsonaro e seus filhos.
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