20 de novembro de 2019

O que você não sabe sobre o ativismo homossexual no governo Bolsonaro


O que você não sabe sobre o ativismo homossexual no governo Bolsonaro

Julio Severo
Em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, um ativista homossexual revelou que, embora seja visto como ferrenho opositor da agenda gay, o governo do presidente Jair Bolsonaro está nos bastidores avançando essa agenda.
Marina Reidel, que nasceu biologicamente como homem, mas hoje se identifica como “mulher,” não é um ativista homossexual qualquer. Ele, que agora obriga todos a tratá-lo como “ela” — sob ameaça de usar o braço da lei e do governo, pois ele recebeu assistência governamental para “apagar” seu registro de identidade masculina e forjar uma identidade “feminina”  —, ocupa um cargo importante no governo Bolsonaro.
Marina lidera a Diretoria de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, que funciona no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH) da ministra Damares Alves. Na verdade, ele lidera essa secretaria desde que ele foi empossado pelo governo petista em 2016.
Embora combata a ideologia de gênero e tenha sido criticada por suas opiniões conservadoras, a ministra prometeu ao assumir o MMFDH que, se precisasse, estaria “nas ruas com as travestis, na porta das escolas, com as crianças que são discriminadas por sua orientação sexual.”
É uma defesa desconcertante para o Brasil conservador, que não consegue entender como uma criança pode ter uma identidade sexual com base no termo fictício “orientação sexual.” Uma criança só é levada ao comportamento homossexual por abuso sexual e lavagem cerebral. Mas, em vez de lidar com as raízes da homossexualidade em crianças, a ministra propõe combater forças de resistência social à homossexualização das crianças?
Tal atitude está em conformidade com Marina Reidel, que disse que quer que sua atuação no governo Bolsonaro atinja “aquele menino gay ou aquela lésbica ou aquela trans lá do interior do Brasil que nem sabe que tem acesso a uma série de políticas públicas.”
Reidel acredita que crianças nascem homossexuais. E ao manter um ativista gay com esssa visão, que tem o total apoio de uma ministra que parece ter a mesma visão, o governo Bolsonaro dá um tiro no próprio pé e no pé de milhões de eleitores consevadores.
Crianças são vulneráveis a transformações negativas devido a tendências, modismos e abusos. Elas são curiososas por natureza e podem mudar por força de influências estranhas, se não houver proteções necessárias dos pais e outros responsáveis.
Marina, que antes ocupava a profissão de professor, conta que quando virou “professora,” as verdadeiras professoras fizeram olhares de reprovação, enquanto os alunos estavam curiosos, porque não entendiam as implicações disso. Marina diz da intensa curiosidade dos alunos: “Por muitos dias, não consegui dar aula, passava todo o período respondendo às perguntas deles. Queriam saber tudo.”
Na visão homossexualista, o comportamento de reprovação das professoras se enquadra em “bullying.” A tentativa de impedir alunos de serem expostos a má influência também se enquadra em “bullying.” E se um aluno confuso começasse a se interessar pela mudança do professor em “professora” e sua mãe e pai discordassem? “Bullying.”
Em seu ativismo, Marina tem um foco especial nas crianças. O público conservador poderia dizer que a presença desse ativista e seu ativismo fazem o governo Bolsonaro parecer exatamente como os governos petistas. Na verdade, Marina já ocupava a mesma Diretoria de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais desde 2016. O que o governo Bolsonaro fez foi não eliminar essa secretaria nem o cargo de Marina, que continua fazendo hoje a mesma coisa que já fazia no governo petista.
Marina disse:
“O interessante é que já éramos de outra gestão, toda a diretoria foi mantida, e se manteve também as propostas que estávamos produzindo. Houve um respeito também da parte da ministra, das pessoas que chegaram aqui, para entender o que estávamos fazendo, para aceitar e dar continuidade. Em nenhum momento houve um ‘não queremos isso.’ Houve um respeito à nossa produção técnica e a todo trabalho desenvolvido até aqui.”
O próprio ativista gay Marina confessou que toda a agenda gay que estava sendo promovida pelo governo petista continua sendo promovida no governo Bolsonaro. Não houve mudança. Não houve parada. A diferença é que enquanto toda campanha homossexualista no governo petista era feita com alarde, no governo Bolsonaro tudo é feito sem alarde.
Por detestar a direita, a esquerda faz muitas acusações contra o governo Bolsonaro. Obviamente, a esquerda não está acusando o governo Bolsonaro de promover a agenda gay. Pelo contrário, ela está usando a falta de alarde para acusar o governo Bolsonaro de “homofóbico.”
Uma direita que promove sem alarde a mesma agenda gay que a esquerda promove com alarde é compatível com os valores cristãos?
Marina acrescentou que sua secretaria no governo Bolsonaro está recebendo assistências de notórios globalistas homossexuaistas do mundo inteiro. Ele disse: “Criamos também um grupo de trabalho com pessoas do ministério e convidados de outras instituições como a ONU, o Ministério Público do Trabalho, a União Europeia.”
“Temos o projeto de melhorar o atendimento de denúncias dessa área no disque 100,” acrescentou Marina, em referência ao número telefônico especial para denúncias, anônimas ou não, de “bullying” e “homofobia.”
Marina revelou na entrevista que uma das metas principais de sua secretaria é fazer parceria com as igrejas, alistando-as para combater o “bullying” e a “homofobia” contra homossexuais. Ele disse:
“Estamos pensando em alguns temas que são importantes dentro do combate à violência e um deles é trabalhar o que chamamos de ‘diálogos bilateriais de direitos humanos,’ onde um dos temas é ‘cristãos e LGBTs.’ Porque nós queremos criar um diálogo com as igrejas por causa dos dilemas de violência e tolerância.”
Eu e outros cristãos conservadores podemos ser enquadrados em leis anti-preconceito por chamarmos Marina de “ele,” pois a lei brasileira, que favorece o ativismo gay, os trata do jeito que eles quiserem, enquanto nós não podemos tratá-los do jeito que eles nasceram biologicamente. Nossa “não aceitação” à atitude deles de não aceitarem sua realidade biológica é considerada “bullying” e “homofobia.”
Travestis se envolvem em prostituição, violência e tráfico de drogas. A igreja pode e deve recebê-los para que eles tenham oportunidade para salvação e transformação. Mas a igreja ser obrigada por lei a recebê-los e tratá-los conforme suas fantasias de pecado e depravação seria violência e estupro governamental. A mesma realidade se aplica às empresas particulares — inclusive escolas cristãs —, que não deveriam ser obrigadas por lei a contratar indivíduos que seus donos interpretam como má influência para o ambiente de trabalho.
Essa loucura não vai parar aí. Se uma criança ficar confusa com homens disfarçados de “mulheres,” o governo vai tratar como “bullying” o esforço dos pais para afastar a criança desses homens e sua influência?
Se uma faculdade teológica aceitar a matrícula de uma “mulher” e depois descobrir que “ela” é ele, a faculdade será processada por “bullying” e “homofobia” se posteriormente rejeitar a matrícula?
A desfiguração de identidade sexual, apoiada pelo governo, vai contra as leis da natureza e contra as leis de Deus.
O site Huff Post Brasil disse em 2018:
“No dia 6 de abril de 2018, Marina Reidel pegou nas mãos o símbolo de uma conquista: uma nova certidão de nascimento, na qual se lê ‘sexo: feminino.’ O direito de ter o nome e o sexo alterado no documento, obtido na Justiça, é só mais uma entre tantas que foram as conquistas desta professora que compartilhou sua transexualidade dentro da sala de aula, diante de olhares curiosos dos alunos e recriminadores dos colegas.”
O Huff Post Brasil, que é um dos maiores sites esquerdistas do Brasil, homenageou o ativista gay Marina Reidel como “mulher” em 2018. Ao aceitar esse ativista como funcionário pago por impostos, o governo Bolsonaro também o reconhece como “mulher,” no final condenando quem “recrimina” essa aberração de identidade e fortalecendo os aproveitadores da curiosidade infantil.
É a curiosidade que faz a criança perguntar, perguntar e perguntar. Se a curiosidade for respondida com responsabilidade e valores sólidos, o resultado será saudável psicologicametne para a criança. Mas se ninguém puder ajudar a criança intervindo para que a homossexualidade do professor que se enxerga como “professora” não afete a criança, por medo de que sua ajuda seja legalmente atacada como “bullying” e “homofobia,” já estamos vivendo num clima social de ditadura, onde uma minoria — indivíduos que praticam o homossexualismo são menos de 2 por cento da população e muitos são da população carcerária — dita as ordens para a maioria.
A curiosidade da criança pode resultar em que o homossexual aproveita a oportunidade para aliciamento e doutrinação homossexual, enquanto professores e pais que tentarem impedir o aliciamento, doutrinação e recrutamento são implacavelmente acusados de “recriminadores” e fontes de “bullying” e “homofobia.” A mensagem clara da mídia esquerdista e do governo é que a curiosidade deve ser livre para avançar — somente na direção desejada pela militância gay.
Se já era um pesadelo ver o governo do PT promovendo a agenda gay, pesadelo maior é ver o governo Bolsonaro, eleito para reverter o pesadelo petista, dando continuidade ao que o PT já estava fazendo.
Embora muitos possam culpar exclusivamente a ministra pelo que está acontecendo, a verdade é que numa matéria no site homossexual Observatório G a própria ministra reconheceu que a ordem para esse avanço gay veio do próprio Bolsonaro. Ela disse:
“Nós reconhecemos a violência contra a comunidade e a gente precisa fazer esse enfrentamento. E o presidente Bolsonaro deu ordens a esta ministra para a gente fazer o enfrentamento à violência contra a comunidade LGBT. Ela existe e precisa ser encarada. Mas este governo vem com a proposta de fazer enfrentamento a todos os segmentos e nosso ministério tem uma diretoria específica voltada à comunidade LGBT. Nós vamos fazer esse enfrentamento com muita coragem. Sem medo.”
O “enfrentamento à violência contra a comunidade LGBT” é o carro-chefe das estratégias homossexualistas para avançar sua agenda. É o supremo cavalo-de-Troia gay. É o método padrão da esquerda para avançar sua agenda.
No Brasil, há mais de 60 mil assassinatos por ano e, de acordo com grupos homossexuais, apenas 400 homossexuais são assassinados por ano, muitas vezes em situações envolvendo cenários perigosos como prostituição e drogas. Mas 400 é menos de 1 por cento de 60 mil. Só socialistas têm a preocupação estranha de priorizar uma minoria em prejuízo da maioria. Então por que Bolsonaro adotou esse tipo de preocupação?
A atitude de manter um homossexual militante da ideologia de gênero no governo Bolsonaro vai contra o próprio Bolsonaro, que disse na Marcha para Jesus em Brasília em 2018:
“Não existe essa coisa de ideologia de gênero. Isso é coisa do capeta. Não discriminamos ninguém. Não temos preconceito. As leis existem para defender as maiorias. As minorias que não prejudicam ninguém, vai ser feliz.”
Ele disse isso diante de multidões de pastores evangélicos.
Não é contraditório ver a ideologia de gênero como coisa do capeta e manter no governo um ativista homossexual que tem foco nessa ideologia e em crianças?
Por que Bolsonaro mantém em seu governo um ativista gay ativamente envolvido na coisa do capeta?
Além disso, por que o governo Bolsonaro quer diálogo e parceria com as igrejas para avançar essa coisa do capeta? É verdade que algumas igrejas seguiram as loucuras do PT. Haverá agora repetição do erro com igrejas seguindo as loucuras do governo Bolsonaro?
É lamentável que o governo Bolsonaro, que é visto como governo conservador, esteja nos bastidores agindo contra o conservadorismo.
A missão de Damares Alves, como pastora pentecostal ou simplesmente uma evangélica em cargo governamental, é representar a igreja evangélica como força transformadora no governo, não uma representante governamental para tranformar as igrejas conforme os planos do governo.
A Bíblia ensina que “maldito é o homem que confia no homem.” A maldição aumenta quando as pessoas confiam no homem coletivo — o governo —, seja de esquerda ou de direita.
Damares, como pastora pentecostal, deveria se opor aos esforços do governo Bolsonaro para dar continuidade às políticas homossexualistas do PT. A falta de resistência dela abre oportunidades para inimigos acusarem. Há uma campanha no WhatsApp e internet em geral contra a ministra por suposto “conluio socialista.” Essa campanha recusa ver que a “capitulação ao socialismo” não é um problema isolado, mas amplo no governo Bolsonaro, que visitou a China em plena comemoração dos 70 anos da revolução comunista que matou milhões de chineses. Aliás, Bolsonaro chamou a China de “país capitalista.” Seguindo esse raciocínio, quem estranhará se cedo ou tarde Bolsonaro disser que direitos gays são direitos humanos?
“Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti: melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. E se o teu olho te escandalizar, arranca-o, e atira-o para longe de ti. Melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno.” (Mateus 18:7-9 KJA)
Se eu estivesse no lugar da ministra, eu me oporia aos esforços de promoção, aliciamento, doutrinação e recrutamento homossexual através do governo Bolsonaro, ou eu me demitiria para me dedicar apenas à proclamação do Evangelho do Reino de Deus.
Com informações de Gazeta do Povo e Huff Post Brasil.
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18 de novembro de 2019

Billy Graham e o fator esquecido na derrubada do comunismo soviético


Billy Graham e o fator esquecido na derrubada do comunismo soviético

Julio Severo
Como turista americano na antiga União Soviética, Billy Graham orou em um estádio vazio de Moscou em 1959. Ele orou para que Deus abrisse as portas para que o Evangelho fosse pregado naquela nação.
Billy Graham pregando em Moscou em 1992
A resposta veio décadas mais tarde. Antes e depois da queda do império soviético, Billy Graham teve a oportunidade única de pregar o Evangelho ao povo e aos líderes soviéticos. Antes da queda da União Soviética, os críticos interpretavam suas viagens evangelísticas a Moscou como um americano sendo um peão ingênuo nas mãos de comunistas soviéticos. O que os críticos não sabiam era que, antes das viagens, Graham se aconselhava com seus amigos conservadores republicanos, inclusive Ronald Reagan.
Billy Graham num estádio de Moscou em 1959
Um presidente conservador republicano disse a ele: “A mensagem que você tem é mais importante do que as críticas que você receberá.” Sendo criticado, Graham pregou o Evangelho em Moscou. Ele disse que sabia que eles o usariam, mas que também era uma oportunidade para ele usá-los para compartilhar o Evangelho com eles, inclusive líderes políticos e militares soviéticos.
Depois da queda do império soviético, Graham pregou em um estádio de Moscou para 50.000 russos em 1992 e a ação de Deus foi tão fantástica que o coral cantando “O Hino de Batalha da República” (Glória, Glória, Aleluia! Sua verdade está marchando) era o próprio Exército Vermelho. Vários soldados vermelhos do coral foram para a frente para receber Cristo depois que Graham fez o convite.
Soldados do Exército Vermelho cantando Glória, Glória, Aleluia numa Cruzada de Billy Graham em Moscou em 1992
Historiadores esquerdistas descartam o Evangelho como um fator na derrubada da União Soviética. No entanto, historiadores conservadores não são imunes a deturpações.
Tenho todos os livros anticomunistas de Paul Kengor, um escritor católico que escreve extensivamente sobre o comunismo soviético do ponto de vista católico.
Embora Billy Graham tenha visitado a Rússia várias vezes antes e depois da União Soviética, e o Papa João Paulo II nunca visitou a Rússia, Kengor exaltou o papa como o cristão mais proeminente a derrotar o comunismo soviético.
Essa representação vai contra o que Kengor disse em seu livro “Um Papa e um Presidente,” onde ele citou o Presidente Ronald Reagan como tendo dito na convenção dos Donos de Televisão e Rádio Evangélicos no início da década de 1980: “A máquina militar mais impressionante da história [URSS]… não é párea para aquele único homem, herói, forte e terno, o Príncipe da Paz.”
Billy Graham pregando para 50.000 pessoas em Moscou em 1992
A proclamação do Evangelho foi um fator tão poderoso para derrotar o comunismo que, como Kengor reconheceu em seu livro, “Reagan usou o VOA literalmente para espalhar a Palavra de Deus.” VOA é a Voz da América, a rádio oficial do governo dos EUA. A VOA foi usada por Reagan não para espalhar o catolicismo, mas a Palavra de Deus.
Não existe maior força contra o comunismo do que o Evangelho. E ninguém no Ocidente pregou mais o Evangelho na União Soviética do que Billy Graham.
Entretanto, o Evangelho não é mencionado nenhuma vez no livro de Kengor “The Crusader,” onde ele narra a batalha de Reagan contra o comunismo soviético. Billy Graham, a quem Kengor reconhece como um amigo íntimo de Reagan, é mencionado de maneira periférica nos livros de Kengor. Por outro lado, o papa João Paulo II é amplamente mencionado.
O único antídoto contra o comunismo e o socialismo não é a direita. Existem grupos direitistas, como os moonies, que seguem o falso messias Rev. Moon, que fazem lavagem cerebral em seus seguidores.
O único antídoto contra o comunismo e o socialismo não é o catolicismo. A América Latina católica está cheia de socialismo e comunismo, graças à Teologia da Libertação pregada por líderes católicos. É por isso que quanto mais católica é uma nação latino-americana, mais propensa ao socialismo é. A Venezuela é massivamente católica — 97% de sua população. Cuba também é massivamente católica.
O único antídoto contra o comunismo e o socialismo é o Evangelho. Essa é a razão pela qual quanto mais evangélica é uma nação, mais propensa é opor-se ao socialismo. A Guatemala, que agora se tornou 50% evangélica, não é tão propensa ao socialismo quanto a Venezuela católica. Essa é a razão pela qual a principal base política de Bolsonaro no Brasil contra o socialismo foram os evangélicos, ainda que ele venha empoderando grupos direitistas que fazem lavagem cerebral nas pessoas. O Brasil, que algumas décadas atrás era tão massivamente católico quanto a Venezuela e Cuba, agora se tornou cerca de 30% evangélico.
Não é coincidência também que o presidente mais anticomunista da história dos EUA — Ronald Reagan — tenha sido apoiado por evangélicos e ele próprio era evangélico. Aliás, Reagan proclamou 1983 como o Ano da Bíblia nos Estados Unidos.
A diferença básica é que nas igrejas católicas o Evangelho não é tão proeminentemente pregado quanto nas igrejas evangélicas. Esse é o segredo contra o comunismo: a proclamação do Evangelho.
Quando o Evangelho começar a ser efetivamente proclamado nas igrejas católicas da Venezuela, a Teologia da Libertação desaparecerá e o socialismo sumirá.
Contudo, se a Igreja Católica na Venezuela e outras nações latino-americanas não começarem a pregar o Evangelho, as igrejas evangélicas aumentarão e emergirão como a principal força contra o comunismo, apenas pregando o Evangelho.
Não existe maior força conservadora e anticomunista no universo do que o Evangelho de Jesus Cristo. Todos os outros “antídotos” fracassam e fazem lavagem cerebral nas pessoas, mas apenas o Evangelho transforma, libera, cura e salva as pessoas.
Informações e fotos sobre a Cruzada Billy Graham em Moscou foram tiradas do filme “Billy Graham: Embaixador de Deus.”
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16 de novembro de 2019

Papa compara políticos opostos a gays e judeus a Hitler


Papa compara políticos opostos a gays e judeus a Hitler

Julio Severo
O papa Francisco denunciou a perseguição de homossexuais em 15 de novembro de 2019 e comparou políticos que “alimentam o ódio e o sentimento anti-gay” a Hitler.
Francisco fez suas declarações em uma conferência internacional sobre direito penal na Cidade do Vaticano.
“Não é coincidência que, às vezes, haja um ressurgimento de símbolos típicos do nazismo,” disse ele. “E devo confessar a vocês que, quando ouço um discurso de alguém responsável pela ordem ou pelo governo, penso nos discursos de Hitler em 1934, 1936.”
Ele disse que a perseguição contra judeus e “pessoas com tendências homossexuais” representa uma “cultura que rejeita pessoas.”
“São ações típicas do nazismo que, com sua perseguição a judeus, ciganos, pessoas com orientação homossexual, representam um excelente modelo da cultura do ódio que rejeita pessoas. Foi o que foi feito naqueles dias e hoje está acontecendo novamente,” disse Francisco.
Ele não destacou nenhum político ou governo em particular.
Existem duas categorias de governos e sociedades no que diz respeito à homossexualidade. Existem governos e sociedades que torturam e matam homossexuais. Embora nações islâmicas como Arábia Saudita e Irã sejam exemplos proeminentes, a realidade é que, em menor ou maior grau, todas as sociedades islâmicas tendem a perseguir e matar homossexuais.
E há governos e sociedades que não torturam e matam homossexuais.
No entanto, Francisco não se dirigiu às nações islâmicas que matam homossexuais. Ele parece sugerir que políticos, provavelmente políticos cristãos nos Estados Unidos, que lutam contra a agenda gay estão imitando o nazismo.
Sua implicação não tem nada a ver com o presidente dos EUA, Donald Trump, cujo governo não tem feito praticamente nenhum esforço para se opor ao “casamento” gay e outros itens importantes da agenda homossexual. Geralmente, o governo Trump é passivo em relação aos avanços homossexuais na sociedade americana.
A acusação do papa parece ter mirado políticos evangélicos. Mas seu esforço de tornar a oposição à homossexualidade igual à oposição aos judeus é inútil no contexto americano, porque os evangélicos dos EUA são exemplos brilhantes de defesa da família contra a agenda homossexual e defesa de Israel e dos judeus contra a perseguição esquerdista e islâmica. Ninguém no mundo inteiro defende mais Israel e os judeus do que os evangélicos americanos.
Entretanto, existe um grupo enorme que se encaixa perfeitamente na descrição do papa: muçulmanos. Geralmente, as culturas muçulmanas se opõem a homossexuais e judeus, e não raramente matam homossexuais e judeus — sem mencionar os cristãos.
Pelo fato de que o papa Francisco não especificou sua acusação ao nomear os muçulmanos como imitadores do nazismo — e, a propósito, a autobiografia de Hitler é um best-seller em nações islâmicas —, o público pode se sentir no escuro sobre seu verdadeiro alvo.
O nazismo perseguiu totalmente os judeus, mas não perseguiu totalmente os homossexuais. De acordo com o Dr. Lothar Machtan em seu livro “O Segredo de Hitler Oculto,” Hitler era homossexual. E de acordo com Scott Lively em seu livro “The Pink Swastika” (A Suástica Rosa), a elite nazista era homossexual. Pelo fato de que a homossexualidade nazista predominante era “machona,” eles odiavam e perseguiam homossexuais efeminados.
Até hoje, há hostilidade entre grupos homossexuais.
Que Hitler era homossexual não era um segredo total. Os judeus de esquerda na Alemanha tentaram expor a homossexualidade de Hitler na década de 1930, mas a sociedade alemã não lhes deu atenção porque eles eram judeus e esquerdistas — duas categorias odiadas pelos nazistas.
Se Francisco é realmente um católico esquerdista que gosta dos judeus, ele não poderia dar alguma atenção a esses judeus de esquerda?
Se um grupo mata homossexuais efeminados, é semelhante aos nazistas. Esse não é o caso dos políticos evangélicos, mas é o caso dos muçulmanos.
Se um grupo de homossexuais impõe uma ideologia fascista na sociedade, é semelhante aos nazistas.
O regime nazista de Hitler na Alemanha perseguiu e matou milhões de judeus, de 1933 a 1945, e teve uma elaborada variedade de campos de extermínio, os quais foram copiados do que a Espanha católica, campeã da Inquisição, fez à Cuba católica no final do século XIX.
Quem admira Hitler pelo que ele fez aos judeus? Muçulmanos, não evangélicos americanos.
Por que Francisco não mirou muçulmanos? Ele tem medo deles?
Em sua reportagem sobre Francisco, a FoxNews, considerada a maior TV conservadora dos EUA, também não mencionou muçulmanos. Apenas disse: “líderes como o presidente Jair Bolsonaro do Brasil têm um histórico de fazer comentários homofóbicos e racistas.” A FoxNews é tão “conservadora” que Bolsonaro a escolheu exclusivamente para entrevista em sua viagem aos EUA em março de 2019.
O jornal britânico DailyMail também mencionou Bolsonaro apenas como um exemplo do que Francisco disse, e não teve coragem de mencionar a Arábia Saudita e outras nações muçulmanas que matam homossexuais.
Embora Bolsonaro tenha dito no passado que a homossexualidade em um filho pode ser “curada” através de palmadas, como presidente ele não tem mais expressado essas idéias. Pelo contrário, na CPAC no Brasil de 2019, seu filho Eduardo Bolsonaro orgulhosamente posou com a bandeira gay, e seu pai nunca o criticou por isso.
Insinuar que os evangélicos dos EUA estão “alimentando o ódio e o sentimento anti-gay” com suas campanhas necessárias contra a doutrinação homossexual nas escolas e na TV, enquanto o papa poupa totalmente os muçulmanos que matam homossexuais, é insano.
Insinuar que os evangélicos dos EUA estão “alimentando o ódio e o sentimento anti-gay” com suas campanhas necessárias contra a ideologia homossexual fascista, enquanto o papa poupa totalmente os muçulmanos que matam homossexuais, é insano.
Comparar evangélicos pró-Israel e pró-família nos EUA com Hitler é igualmente insano.
Francisco deve um pedido público de desculpas aos evangélicos dos EUA.
Se Francisco não quer criticar os muçulmanos por matar judeus e homossexuais, ele deveria pelo menos condenar problemas dentro da Igreja Católica. Ele deveria condenar o ressurgimento de sentimentos pró-Inquisição entre católicos direitistas no Brasil. O revisionismo da Inquisição é semelhante ao revisionismo do aborto, e esse é um problema católico que deve ser tratado pelo papa. Mais cedo ou mais tarde, os católicos pró-Inquisição vão querer matar homossexuais.
O sentimento pró-Inquisição é semelhante ao sentimento pró-nazismo. Francisco deveria se concentrar nesse problema, porque católicos sincréticos direitistas pró-Inquisição no Brasil estão conectados com Steve Bannon para derrubar seu papado. Eles querem um papa pró-Inquisição.
Olavo de Carvalho, um católico sincrético que é o revisionista brasileiro mais proeminente da Inquisição, está ligado a Bannon contra Francisco. Carvalho não aceita o ensino cristão de que o comportamento homossexual é pecado. Então, por que Francisco tem como alvo evangélicos dos EUA, mas ele não tem como alvo católicos sincréticos direitistas pró-Inquisição?
O papa precisa de melhores conselheiros para entender a homossexualidade no nazismo e Hitler, e entender que os políticos evangélicos nos Estados Unidos defendem Israel e os judeus e a família contra as ameaças homossexuais sem matar homossexuais.
Com informações da FoxNews e DailyMail.
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