7 de dezembro de 2018

Nova ministra de Bolsonaro, Damares Alves é conhecida como grande motivadora e articuladora das boas causas no Congresso Nacional


Nova ministra de Bolsonaro, Damares Alves é conhecida como grande motivadora e articuladora das boas causas no Congresso Nacional

Ministra de Mulheres, Família e Direitos Humanos diz que “mulher nasceu para ser mãe” e que ideologia de gênero “é morte”

Julio Severo
Com uma longa trajetória de defesa de causas pró-vida, Damares Alves, que é pastora pentecostal, foi crescendo e conquistando, por méritos próprios, espaços para articular e fortalecer movimentos pró-vida e em defesa de crianças indígenas ameaçadas de morte por costumes tribais que envolvem bruxaria. Ela se tornou assessora de vários deputados, depois assessora especial da Frente Parlamentar Evangélica e em seguida, assessora do Senador Magno Malta.
Bolsonaro e Damares Alves
Todos os que lhe deram cargos foi pelos méritos dela de grande motivadora e articuladora.
Sua trajetória fez tanto sucesso e alcançou tanto reconhecimento que não passou despercebido do Presidente Jair Bolsonaro, que decidiu nomeá-la como ministra de Mulheres, Família e Direitos Humanos.
De cara, ela preocupa as esquerdas por dizer, de acordo com a Folha de S. Paulo, que a mulher “nasceu para ser mãe,” seu “papel mais especial,” e dizer que elas estão em guerra com os homens é uma lorota feminista. 
A maior preocupação da Globo são as posturas de Damares contra o aborto. Uma manchete da Globo diz: “‘Nós queremos Brasil sem aborto,’ diz futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos.”
“O aborto não desengravida nenhuma mulher. A mulher caminha o resto da vida com o aborto. Se a gravidez é um problema que dura só nove meses, eu digo para vocês que o aborto é um problema que caminha a vida inteira com a mulher,” disse Damares.
É com essas declarações pró-vida que ela ajudará o Ministério dos Direitos Humanos a proteger vidas, em vez de proteger políticas de morte e destruição.

Polêmicas

De acordo com a Globo, ela disse: “Nós queremos Brasil sem aborto. De que forma? Um Brasil que priorize políticas púbicas de planejamento familiar, que o aborto nunca seja considerado, e visto nessa nação, como um método anticonceptivo.”
Uma política de planejamento familiar mais abrangente e forte é parte do histórico e declarações também de Bolsonaro, que se diz católico, mas não se alinha à natureza do movimento pró-vida, que entende corretamente que a maioria dos métodos contraceptivos é microabortiva, embora sejam apresentados falsamente como “não abortivos.”
Os únicos métodos inteiramente não microabortivos são esterilização e planejamento familiar natural, que recomendo para todos os indivíduos que não querem nada com Deus.
Tanto Damares quanto Bolsonaro precisam de esclarecimentos sobre os malefícios da contracepção. Como dizia o Pe. Paul Marx, fundador de Human Life International, a maior organização pró-vida do mundo, a mentalidade contraceptiva leva à mentalidade pró-aborto.
Outra questão polêmica foi uma declaração dela à Globo, dizendo: “Que fique bem claro: se precisar, estarei nas ruas com as travestis. Se precisar, estarei na porta das escolas com as crianças que são discriminadas por sua orientação sexual.” Tal postura lhe valeu o apoio de Toni Reis, presidente da Aliança Nacional LGBTI, que disse que não se opôs à nomeação dela como ministra. Toni tem histórico de denúncias contra mim e contra Silas Malafaia ao Ministério Público Federal.
Na verdade, não existe “orientação sexual,” termo usado pelas esquerdas para sustentar uma sexualidade fictícia, dando ares de normalidade às perversões e anormalidades do ativismo gay. Crianças jamais nascem homossexuais. Só nascem homens ou mulheres. O resto é perturbação e perversão. Embora a declaração de Damares, conforme citada ou mal-interpretada pelo Globo, faça parecer que haja apoio dela a um suposto desejo de crianças buscando ser homossexuais, sua atuação no ministério é que vai definir e mostrar sua real postura.
Fora a polêmica sobre contracepção microabortiva e “orientação sexual,” o currículo de Damares é impecável. Estranha, pois, que olavetes tenham se oposto ao nome dela. O olavete Bernardo Kuster, que abandonou a igreja evangélica para cultuar o olavismo, se apressou em indicar nomes para que Bolsonaro evitasse nomear Damares.
Tentativa inútil e descabida, pois mais de 100 organizações pró-família apoiaram a indicação de Damares.

Damares: Representando evangélicos, que no governo Bolsonaro estão subrepresentados

A rejeição do nome de Damares deixaria, no governo Bolsonaro, os evangélicos abaixo da subrepresentação em que eles já se encontram. Embora os evangélicos sejam reconhecidos (reconhecimento feito inclusive pelo petista Fernando Haddad e também por Benjamin Harnwell, que é sócio de Steve Bannon, adepto do ocultista islâmico René Guénon, o principal inspirador do alegado antimarxismo do astrólogo Olavo de Carvalho) como responsáveis principais pela vitória de Bolsonaro, são os olavetes que acabaram sendo indicados por Bolsonaro para ocupar os cargos ministeriais mais importantes. Resultado: Enquanto os olavetes estão ocupando no governo Bolsonaro muito mais cargos do que merecem, os evangélicos estão subrepresentados, ocupando pouquíssimos cargos.

Histórico de lutas

Contudo, no pouco espaço que têm no governo Bolsonaro, os evangélicos estão bem representados por Damares, cujo currículo extraordinário tem:
* Ela é fundadora da Atini, uma entidade que protege crianças indígenas. Há um costume indígena de matar crianças deficientes ou rejeitadas pelo feiticeiro da tribo. A FUNAI, sob governos esquerdistas, nunca fez nada para proteger essas crianças, preferindo em vez disso proteger o costume assassino. A ATINI acolhe e protege crianças em risco e também suas mães.
* Ela é coordenadora do Movimento Nacional pela Cidadania Brasil Sem Aborto
* Ela é coordenadora do Movimento Nacional Brasil Sem Drogas
* Ela é coordenadora do Instituto Flores de Aço com sede Brasília que milita em defesa dos direitos da mulher.
* Ela é uma das fundadoras do Movimento Brasil Sem Dor, que atua na prevenção da automutilação e autolesão e do suicídio de jovens   crianças e adolescentes
* Ela é coordenadora da Campanha “Brasil Um País que Adota”
* Ela é membro do Programa Mundial Infância a Protegida
* Ela é co-idealizadora do Projeto Tekoê, que tem sede no Gama, DF, e que acolhe mães e crianças indígenas em situação de risco.

Quem é a ministra

Nascida em 1964, Damares Alves é uma mulher tipicamente nordestina. Filha de um pastor pentecostal e uma dona de casa, de nome Guilhermina, a nova ministra cresceu morando em diversas cidades do Nordeste.
Aos 6 anos de idade foi abusada sexualmente. Como seu pai era pastor e frequentemente hospedava em sua casa pastores e missionários, houve a fatalidade de um desses pastores abusar da hospedagem para cometer abusos sexuais contra a filha do anfitrião. Essa lição mostra a importância de os pais vigiarem os filhos em todo o tempo, mesmo quando estão na presença de pessoas supostamente confiáveis.
A consequência dos abusos impossibilitou que ela engravide. Vencendo as dificuldades, ela estudou e se formou como educadora e advogada, vindo a trabalhar como assessora da Frente Parlamentar Evangélica por muitos anos.
No Congresso Nacional ela sempre defendeu a bandeira dos direitos humanos. Ela teve a coragem de quebrar o silêncio e trazer para a sociedade e para o Congresso Nacional o debate sobre o infanticídio indígena e a falta de assistência médica e a dignidade humana das pessoas com deficiência em meio aos povos tradicionais.
Damares é uma evangélica especial que detecta uma boa causa de longe e articular para essa boa causa se expandir. Em 2003, ela pegou meu livro “O Movimento Homossexual” e mostrou numa reunião da Frente Parlamentar Evangélica, me apresentando a todos os deputados evangélicos.
Embora eu já atuasse diretamente no Congresso Nacional desde 1992, participando com a liderança católica pró-vida de audiências e eventos parlamentares, foi Damares quem articulou minha estreia oficial na bancada evangélica. Logo em seguida, fiz a palestra de abertura da primeira conferência oficial da Frente Parlamentar Evangélica e deputados começaram a citar meu livro em seus discursos na tribuna do Congresso Nacional.
Damares é a grande motivadora e articuladora das boas causas no Congresso Nacional, tendo sido, por muitos anos, a mulher que nos bastidores agilizou a Frente Parlamentar Evangélica. Agora, no ministério de Mulheres, Família e Direitos Humanos não será diferente.
Com informações de Globo, Folha de S. Paulo e GospelPrime.
Leitura recomendada sobre Damares Alves:
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2 comentários :

Marcos Zequias disse...

Excelente escolha do presidente Bolsonaro, há algum tempo já vinha acompanhando o trabalho da Damares, e fiquei surpreso e ao mesmo tempo contente com a escolha dela, o givgove dele tem muito a ganhar com ela.

Lara AS disse...

Ué, e o diafragma e a camisinha? São métodos anticoncepcionais sem dúvida não micro-abortivos.