5 de novembro de 2018

Rasputin de Jair Bolsonaro? Como enfraquecer um direitista


Rasputin de Jair Bolsonaro? Como enfraquecer um direitista

Julio Severo
O novo presidente direitista brasileiro tem sido frequentemente comparado, especialmente pela grande mídia esquerdista, como um Trump Tropical.
A Casa Branca dissipou tal comparação dizendo: “Existe apenas um único Donald Trump.”
Contudo, quem irá dissipar as outras comparações?
Trump tinha um conselheiro que, com suas conexões ocultistas, era considerado o “Rasputin de Trump.”
Da mesma forma, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro tem um conselheiro informal que é visto como “Rasputin de Bolsonaro.”
O Rasputin original era um conselheiro russo em um governo bastante direitista na Rússia.
Para conquistar a Rússia e iniciar a União Soviética, os comunistas precisaram primeiro derrubar o governo direitista cristão ortodoxo do czar, que era um governante duro e inflexível contra agitadores comunistas e movimentos revolucionários. Mas um conselheiro espiritual chamado Rasputin, que se pintava enganosamente como “cristão,” minou e enfraqueceu a dureza e inflexibilidade do czar, facilitando as ações dos radicais. Rasputin era na verdade um esotérico, um ocultista.
Mesmo quando não são comunistas, os ocultistas acabam facilitando o trabalho sujo dos comunistas e outros radicais ao enfraquecer líderes direitistas cristãos que poderiam, sem a má influência do ocultismo, combater agitadores e movimentos comunistas.
Conselheiros espirituais podem ajudar ou arruinar um direitista.
Nos EUA, os principais conselheiros espirituais de Trump são pastores evangélicos, inclusive Franklin Graham, filho do evangelista Billy Graham, e Paula White e Kenneth Copeland, televangelistas neopentecostais. Não há ocultistas, esotéricos e astrólogos entre os conselheiros espirituais de Trump.
Aliás, havia um conselheiro elevado de Trump que era esotérico. Steve Bannon, um adepto do ocultista islâmico René Guénon, acabou sendo expulso da Casa Branca, provavelmente porque os conselheiros evangélicos de Trump são homens e mulheres dedicados à oração. As orações deles tiveram esse efeito poderoso, expelindo da Casa Branca um homem perturbado.
No Brasil, o alegado conselheiro espiritual de Bolsonaro — Olavo de Carvalho — é historicamente um astrólogo, que enganosamente se pinta como cristão. O alegado conselheiro é, como Bannon, um adepto de Guénon, tendo traduzido um livro de Guénon para o português e mantendo os livros de Guénon em sua lista de leituras sugeridas em seu curso não-credenciado de “filosofia.” Para ver a lista de livros ocultistas que Carvalho escreveu, use este link.
Suas conexões ocultistas cobraram um preço pesado em sua família: dois de seus filhos são muçulmanos, uma filha menor de idade foi forçada a casar-se com um muçulmano em uma mesquita e outro filho é um astrólogo profissional desdentado.
Apesar disso, Bolsonaro nunca o expulsou.
O Brasil está espiritualmente longe dos EUA do Trump direitista, e um tanto perto da Rússia do czar direitista.
A razão pela qual Trump expulsou seu conselheiro esotérico é explicada em sua carta oficial sobre Bannon, onde Trump diz:
Steve Bannon não tem nada a ver comigo ou com minha presidência. Quando foi demitido, ele não só perdeu o emprego, ele perdeu também a cabeça. Steve era um funcionário que trabalhava para mim depois de eu já ter ganhado a indicação ao derrotar dezessete candidatos…
Agora que ele está sozinho, Steve está aprendendo que ganhar não é tão fácil quanto eu faço parecer. Steve teve muito pouco a ver com nossa vitória histórica… Steve não representa minha base, ele só está nisso para se autopromover.
Steve finge estar em guerra com a mídia, que ele chama de partido de oposição, mas ele passava seu tempo na Casa Branca vazando informações falsas para a mídia para se fazer parecer mais importante do que ele era. Essa é a única coisa que ele faz bem. Steve raramente estava em uma reunião frente a frente comigo e só finge ter tido influência para enganar algumas pessoas sem acesso e que não entendem, pessoas a quem ele ajudou a escrever livros fajutos.
Em resumo, Trump acabou vendo seu conselheiro — um adepto de Guénon — como um oportunista traiçoeiro. Não há dúvida em minha mente de que as orações de seus conselheiros evangélicos ajudaram a libertá-lo de Bannon.
Como é que o antigo “Rasputin de Trump” e o “Rasputin de Bolsonaro” são semelhantes?
O livro “Barganha do Diabo: Steve Bannon, Donald Trump e a Invasão da Presidência” (Penguin Publishing Group, 2017), do escritor Joshua Green, pode nos dar algumas dicas.
“Barganha do Diabo” disse sobre Bannon: “Embora mal seja um conservador social moralizador, ele se opôs amargamente ao liberalismo secular invadindo a cultura.”
Não diferente de Carvalho, conhecido por sua boca suja, que argumenta que a homossexualidade é natural. Sua “oposição” à agenda homossexual é uma ideia estranha de que, assim como a homossexualidade não pode ser imposta, o sexo masculino/feminino também não pode ser imposto.
“Barganha do Diabo” disse: “Bannon… trouxe ao tradicionalismo de Guénon uma forte dose de pensamento social católico.”
Não diferente de Carvalho, que tem misturado sua experiência com o tradicionalismo de Guénon com uma forte dose de pensamento católico.
“Barganha do Diabo” disse que Bannon lançou “um esforço para apoiar os tradicionalistas católicos marginalizados pelo novo papa.”
Não diferente de Carvalho, que tem tido sucesso em atrair para o seu movimento católicos tradicionalistas marginalizados pelo Papa Francisco.
“Barganha do Diabo” disse: “Expondo essa visão em uma conferência de 2014 no Vaticano, Bannon uniu Guénon, Evola.”
Não diferente de Carvalho, que tem unido as ideias de Guénon e outros ocultistas tradicionalistas entre os católicos tradicionais.
“Barganha do Diabo” disse: “No verão de 2016, Bannon descreveu Trump como um ‘instrumento bruto para nós.’”
Não diferente de Carvalho, que tem usado Bolsonaro e seus filhos como um instrumento bruto para seu próprio movimento.
“Barganha do Diabo” disse: “Trump também revelou seu próprio apelido para a ideologia nacionalista (e de extrema direita) de Bannon: ‘esquerda alternativa,’ um refrão sobre o termo ‘direita alternativa.’”
Se Trump comparou a ideologia de Bannon como esquerdista, não é diferente do caso de Carvalho. Janaína Paschoal, um membro proeminente do partido de Bolsonaro, expressou preocupação com extremistas entre os seguidores de Bolsonaro, dizendo: “Não se ganha a eleição com pensamento único. E não se governa uma nação com pensamento único.” Ela já havia identificado esses extremistas quando disse: “Olavetes são tão imbecis coletivos como petistas, marxistas e outros istas. Acordem!”
“Barganha do Diabo” disse: “Bannon representava sua própria marca de catolicismo conservador.”
Não diferente de Carvalho, que também representa sua própria marca de catolicismo conservador.
“Barganha do Diabo” disse: “A resposta de Bannon ao surgimento da modernidade foi estabelecer um nacionalismo populista de direita contra ela.”
Não diferente de Carvalho, que lançou seu próprio nacionalismo populista de direita.
“Barganha do Diabo” disse: “Bannon prosperou no caos que criava e fazia tudo o que podia para espalhar esse caos.”
Não diferente de Carvalho, que tem prosperado no caos que cria e faz tudo o que pode para espalhar esse caos.
“Barganha do Diabo” disse sobre o fascínio de Bannon por Guénon: “Guénon desenvolveu uma filosofia muitas vezes mencionada como ‘tradicionalismo,’ uma forma de antimodernismo com conotações precisas. Guénon era um tradicionalista ‘primitivo,’ um crente na ideia de que certas religiões antigas, inclusive a Vedanta Hindu, o Sufismo e o Catolicismo medieval, eram repositórios de verdades espirituais comuns, reveladas nas primeiras eras do mundo, que estavam sendo destruídas com o surgimento da modernidade secular no Ocidente.”
Não diferente de Carvalho, que tem fascínio semelhante por Guénon e é um ávido defensor do catolicismo medieval. Aliás, ele é o mais proeminente defensor brasileiro do revisionismo da Inquisição, uma marca inconfundível do catolicismo medieval. Nesse sentido, como pode Bolsonaro conciliar um governo pró-Israel, para agradar à massa de seus eleitores evangélicos, se a postura pró-Inquisição de seu Rasputin é profundamente perturbadora, desonesta e maliciosa para os israelenses?
Enquanto Carvalho defende obscenamente a Inquisição argumentando que “Os condenados (menos de dez por ano em duas dúzias de países) morriam sufocados em poucos minutos, antes que as chamas os atingissem,” o pai do primeiro-ministro israelense Netanyahu tem um enorme livro de 1.500 páginas provando que milhares de vítimas judias inocentes morriam uma morte excruciante nas mesmas chamas. Israel concorda com Netanyahu. Como Israel poderia concordar com um lunático brasileiro?
“Barganha do Diabo” disse sobre Bannon que ele era “um autodidata voraz” e “embarcou no que descreveu como ‘um estudo sistemático das religiões mundiais,’” acrescentando: “Começando pela história da Igreja Católica Romana… ele avançou para o misticismo cristão e daí para a metafísica oriental… A leitura de Bannon acabou levando-o à obra de René Guénon, um ocultista e metafísico francês do início do século XX que foi criado como católico romano, praticou a maçonaria e mais tarde se tornou um muçulmano sufi.”
Não diferente de Carvalho, que teve as mesmas experiências.
A diferença flagrante é que, embora Bannon tenha passado boa parte de sua vida ganhando dinheiro em Wall Street e Hollywood, Carvalho passou boa parte de sua vida ganhando dinheiro com aulas de astrologia. Com grande experiência em escrever livros ocultistas e dar aulas ocultistas, ele passou seus últimos anos dando aulas não credenciadas de “filosofia” — onde seus adeptos têm estudado por 2, 3, 7, 10 e mais anos, sempre pagando a mensalidade, mas sem esperança de um diploma oficial. Eles são mantidos mistificados por um curso interminável, que é na verdade um culto de adoração à mente de seu criador.
Enquanto Bannon estava na Casa Branca, uma manchete dos EUA disse: “A era Trump está se transformando em uma era de ouro para intelectuais fascistas esotéricos.” Essa profecia nunca se cumpriu porque Trump expulsou Bannon da Casa Branca.
Entretanto, uma manchete brasileira poderia dizer com razão: “A era Bolsonaro está se transformando em uma era de ouro para intelectuais fascistas esotéricos.” Fascista, no que se refere a Carvalho em seus conselhos a Bolsonaro, não é um título impróprio. Um dos lemas principais do fascismo era “Mussolini Tem Razão.” Curiosamente, um dos lemas principais de Carvalho, tediosamente repetido por seus adeptos, é “Olavo Tem Razão.” Por coincidência ou não, um dos conselheiros mais proeminentes de Mussolini era um adepto de Guénon.
Nunca vi Trump com uma camiseta dizendo “Steve Bannon Tem Razão.” Mas lamentavelmente já vi Bolsonaro com uma camiseta dizendo “Olavo Tem Razão.” Um adepto de Guénon tem em Bolsonaro uma influência que ele não tem em Trump.
Em seu artigo intitulado “Steve Bannon Nunca Foi Muito Esperto,” Bill Scher perguntou: “Como alguém tão politicamente imprudente poderia ter uma reputação de gênio político? Bannon conseguira criar essa imagem graças a este truque simples: impressionar os repórteres com o fato de ler muitos livros.”
Essa é a mesma realidade em relação a Carvalho.
O jornal Daily Beast disse: “Bannon não se identifica como libertário; ele se auto-identifica como um ‘nacionalista’ de direita e anti-globalista, e libertários amplamente detestam Bannon. Mas Bannon já se chamou de ‘leninista,’ em estilo, se não substância ou ideologia.”
Não diferente de Carvalho, no que se refere a Lênin, que disse: “Lênin já sabia que, na política, quem xinga mais sempre leva vantagem.” Carvalho usa Lênin para justificar que seus comentários sujos diários e boca suja são apenas uma “estratégia” de Lênin.
Existem muitas contradições aparentes em Bannon: ele diz que é católico, mas tem um profundo fascínio pelo misticismo e pela metafísica oriental. Ele diz que é contra a invasão islâmica, mas admira muito René Guénon, um ocultista islâmico. Embora já tenha trabalhado no Goldman Sachs — um poderoso banco capitalista —, ele também se descreveu como um “leninista” que queria “destruir o Estado.” “Por um lado, ele critica o capitalismo com um fervor quase marxista; por outro lado, ele é conselheiro de um amigo magnata capitalista imobiliário,” disse Jake Romm, da Forward.
Não diferente de Carvalho, que tem contradições semelhantes, mas não no estilo alta classe de Bannon.
Ao mesmo tempo que Bannon elogia Guénon e outros ocultistas, ele diz que rejeita algumas de suas ideias extremas.
Não diferente de Carvalho, que ao mesmo tempo que elogia Guénon e outros ocultistas, ele diz que rejeita algumas de suas ideias extremistas.
Em seu artigo na revista National Review intitulado “Quem era Steve Bannon?” o autor Kevin D. Williamson disse que Trump disse que “A contribuição de Steve Bannon para sua ascensão e seu sucesso foi grosseiramente exagerada. Bannon posava de tantas coisas — magnata da mídia, agente político astuto e manipulador de olhos frios para o Trump playboy indisciplinado — mas o que ele realmente é é um amador rico com um talento para convencer outros amadores ricos de que ele é um visionário de pensamento profundo. Um desses ricos amadores foi Donald Trump.”
Carvalho tem as mesmas contradições, embora Bannon tivesse uma formação acadêmica real, enquanto Carvalho é autodidata.
No que se refere a conexões tradicionalistas ocultistas, Bolsonaro não está longe de Bannon. Ele tem sido propagandista do astrólogo brasileiro Olavo de Carvalho, que tem como fonte de “tradicionalismo” e “conservadorismo” Guénon, que aliás também é fonte de Bannon. Apesar de sua inspiração e envolvimento guenianos, Bannon e Carvalho igualmente se apresentam como “católicos tradicionalistas.” Dá para dizer que Carvalho é uma espécie de Bannon do terceiro mundo sem sofisticação.
Embora o católico Bolsonaro recebeu apoio em massa de evangélicos, que decidiram sua eleição, ele não tem conseguido se desligar do tradicionalismo guenoniano de Carvalho, enquanto Trump se desligou completamente do tradicionalismo guenoniano de Bannon.
Uma comparação entre Bannon e Carvalho é apropriada não apenas porque eles são espiritualisticamente semelhantes, mas também porque ambos têm algumas conexões com Bolsonaro. Carvalho tem sido amplamente recomendado por Bolsonaro. E Bannon foi contatado por Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, em agosto passado.
Em sua reportagem intitulada “Bolsonaro do Brasil nega ligações com o estrategista Steve Bannon,” o serviço noticioso americano Associated Press disse:
O candidato presidencial de extrema-direita Jair Bolsonaro disse na quinta-feira que sua campanha não tem vínculo com o ex-estrategista da Casa Branca, Steve Bannon, contradizendo as afirmações de um dos filhos de Bolsonaro.
Em agosto, a revista brasileira Época citou Eduardo Bolsonaro dizendo que Bannon “se colocou à disposição para ajudar.”
Na entrevista, Bolsonaro disse que a ajuda não seria financeira, mas sim “dicas de internet, às vezes uma análise, interpretação de dados, esse tipo de coisa.”
Em agosto também, Eduardo postou no Instagram uma foto sua com Bannon. A legenda dizia que os dois haviam se encontrado e que Bannon é um “entusiasta” da candidatura de seu pai e que eles “uniriam forças contra o marxismo cultural.”
Bolsonaro teria dito que as conexões entre ele e Bannon são “notícias falsas.”
Não entendo o motivo por que Bolsonaro está negando conexões com Bannon, porque a fonte dessa “notícia falsa” é seu próprio filho, que em uma viagem aos EUA se encontrou pessoalmente com Bannon em Nova Iorque, assegurando a seus leitores que Bannon é “um entusiasta da campanha de Bolsonaro e estamos certamente em contato para unir forças,” acrescentando que “temos a mesma cosmovisão.” Se eles estão certamente em contato, como Bolsonaro disse, por que agora ele trata suas próprias notícias como “notícias falsas”?
Eduardo Bolsonaro: Foi um prazer conhecer STEVE BANNON, estrategista da campanha presidencial de Donald Trump. Tivemos uma ótima conversa e temos a mesma cosmovisão. Ele disse ser um entusiasta da campanha de Bolsonaro e estamos certamente em contato para unir forças, especialmente contra o marxismo cultural.
Se agora Bolsonaro está renegando Bannon por causa de seu radicalismo, por que ele não está também renegando o Bannon do terceiro mundo por causa de seu radicalismo? Carvalho é o mais proeminente defensor brasileiro do revisionismo da Inquisição. Como o Holocausto, a Inquisição buscava destruir os judeus. O revisionismo de ambos é uma ofensa aos judeus, porque minimiza os crimes e menospreza as vítimas da Inquisição e do Holocausto.
Ainda que Bolsonaro tenha renegado o Rasputin de Primeiro Mundo, ele não tem rengado o Bannon de Terceiro Mundo ou o Rasputin de Terceiro Mundo. A influência de Carvalho é melhor vista em sua própria família, onde alguns de seus filhos são muçulmanos e outro é um astrólogo desdentado. Sua influência sobre Bolsonaro e seu governo poderá ser melhor do que em sua própria família?
Carvalho tem vivido como imigrante brasileiro legal nos Estados Unidos por mais de 15 anos. Ele tem um instituto nos EUA, chamado Instituto Interamericano (IIA). Em novembro de 2017, tive de expor alguns problemas éticos sérios no IIA. Imediatamente depois da minha denúncia, Carvalho retirou o site do IAI do ar, o qual tinha esta aparência em maio de 2018. Em outubro de 2018, o site continua fora do ar. Antes de sair do ar, o site da IAI originalmente tinha essa aparência.
O IIA praticamente não tinha atividade fora da Internet. E uma das principais atividades do IIA parecia facilitar questões de vistos para membros da família de Carvalho.
Embora Carvalho não seja conhecido entre grupos católicos e evangélicos conservadores nos Estados Unidos, ele é conhecido entre os grupos americanos que seguem o tradicionalismo de René Guénon. Aliás, está em produção um documentário, do geocentrista Rick Delano, com tradicionalistas e Carvalho já foi entrevistado para o filme. Os outros tradicionalistas entrevistados são Wolfgang Smith (como Carvalho, um adepto católico de Guénon) e Seyyed Hossein Nasr (um adepto iraniano muçulmano de Guénon).
Os adeptos de Guénon veem o “evangelismo americano conservador como uma aberração do catolicismo histórico.” Apesar de Bannon nunca ter expressado abertamente tal desdém pelo conservadorismo americano conservador, Carvalho expressou uma série de comentários desdenhosos contra os evangélicos, inclusive seu comentário mais recente dizendo: “As igrejas evangélicas fizeram mais mal ao Brasil do que a esquerda inteira.”
Só porque um Rasputin entra na vida de um presidente para lhe oferecer supostos conselhos “cristãos” tradicionalistas sobre política não significa que o presidente tenha de ficar com o conselheiro. O czar direitista russo manteve seu conselheiro, para sua própria destruição e a destruição da Rússia.
Trump expulsou seu conselheiro católico tradicionalista.
Não há muitas mensagens no Twitter ou Facebook de Trump recomendando Bannon. Pelo menos, não encontrei nada. Mas há várias mensagens no Twitter e no Facebook de Bolsonaro recomendando Carvalho.
Se foi impróprio a grande mídia dizer “Rasputin de Trump,” e quanto a “Rasputin de Bolsonaro” por causa de Bolsonaro em seus esforços incansáveis de fazer propaganda de seu próprio Rasputin?
Em sua máscara cristã e conexões ocultistas, Rasputin foi um desastre em sua influência e conselhos para o czar direitista russo. Trump percebeu que Bannon também seria um desastre.
Bolsonaro será capaz de perceber o desastre de seu Rasputin?
A imprensa americana chamou Bannon de “O Grande Manipulador.” A imprensa brasileira ainda não chamou Carvalho de “O Grande Manipulador,” mas obviamente esse título se encaixa nele.
Somente os evangélicos e suas orações cercando Trump puderam salvá-lo de um ocultista e sua manipulação.
Bolsonaro tem uma desvantagem: ele é católico. Os católicos são presas muito fáceis do tradicionalismo de Guénon e de seus adeptos.
Somente os evangélicos e suas orações cercando Bolsonaro podem salvá-lo de um ocultista e sua manipulação — se ele, como fez Trump, permitir que eles o façam.
Com informações de Devil’s Bargain, Politico magazine, National Review, Associated Press, American Institute for Economic Research, Newsweek, The Atlantic, New Republic e Forward.
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