10 de outubro de 2018

CNBB pede a católicos que elejam candidatos favoráveis à “democracia,” sem mencionar a ameaça do kit gay


CNBB pede a católicos que elejam candidatos favoráveis à “democracia,” sem mencionar a ameaça do kit gay

Julio Severo
Depois de se posicionar publicamente no primeiro turno das eleições gerais no país contra “discursos de ódio e violência” (termos adotados pelas esquerdas contra o candidato católico Jair Bolsonaro) agora a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pede ao povo católico que vote no candidato que irá preservar, e não a destruir, a democracia.
Em entrevista ao UOL nesta semana, o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, que é bispo auxiliar de Brasília, disse: “Temos duas candidaturas à Presidência, mas somos a favor é da democracia. O que pedimos é que o eleitor católico observe se os candidatos pregam mais ou menos democracia; se buscam a convivência fraterna com base da educação, no respeito e justiça social, ou não.”
“Não podemos votar com o coração cheio de ódio, nem pensando que vamos mudar o Brasil de uma hora para outra: não existem salvadores da pátria,” acrescentou ele.
Justiça social é um termo católico socialista que toda a esquerda entende e gosta. Aliás, quando a CNBB fala, a esquerda aplaude.
Manuela Dávila, a vice do candidato presidencial petista Fernando Haddad, ajudou a compartilhar, em seu Twitter, a entrevista do secretário-geral da CNBB ao UOL. Ela entendeu exatamente o que a CNBB quis dizer por “democracia.”
Em agosto, o site Vermelho, ligado aos comunistas do Brasil, elogiou a CNBB em sua defesa da “democracia.”
No ano passado, Lula também elogiou a CNBB por defender a “democracia.”
É fácil então, pelo menos para esquerdistas, entenderem a declaração mais recente da CNBB em prol da “democracia.” É uma democracia em que o socialismo reina.
Contudo, o que foi que o socialismo fez pelo Brasil? O PT, que governou o Brasil por mais de 13 anos, trouxe caos, roubalheira ilimitada, promoção do aborto, muitas políticas homossexualistas e — quem não lembra? — o infame kit gay, que homossexualiza as crianças.
Aliás, não há como esquecer o kit gay agora, pois seu autor, Haddad, é o candidato das esquerdas para a presidência do Brasil.
Mas como é que a CNBB vai denunciar Haddad? Para fazer isso, primeiro ela precisa denunciar o PT. E não dá para a CNBB fazer isso sem primeiro reconhecer que o PT tem mãe: a própria CNBB, que muito ajudou na sua fundação, proteção, preservação e ascensão nacional.
Kit gay não é democracia. Promoção do aborto não é democracia. Promoção do homossexualismo não é democracia. Se a CNBB entender isso, não vai ser difícil denunciar Haddad, mesmo que ela não queira apoiar Jair Bolsonaro.
A CNBB possui enorme poder nas mãos, podendo tranquilamente mobilizar seu povo católico para o dever moral de derrotar o autor do kit gay. Afinal, o Brasil é o maior país católico do mundo.
A Venezuela se encontra sob opressão socialista justamente porque a Igreja Católica se omitiu em seu dever de denunciar os socialistas. A diferença é que enquanto a Venezuela é 96 por cento católica e tem uma população evangélica muitíssimo pequena para fazer resistência às escolhas socialistas da Igreja Católica, no Brasil a população católica é 60 por cento e a população evangélica é 30 por cento.
Enquanto a CNBB mobiliza grande parte dos 60 por cento da população do Brasil a não derrotar Haddad, a população evangélica já tem considerável força para fazer resistência e impedir a venezuelização do Brasil por meio da negligência de bispos católicos.
Muitos pastores pentecostais e neopentecostais, principalmente Silas Malafaia, estão empenhados em derrotar o autor do kit gay. Nesse esforço, houve sacrifícios inesperados, inclusive a redução da bancada evangélica, por causa de uma campanha quase que idolátrica em favor de Bolsonaro.
Se os evangélicos vão conseguir derrotar Haddad, eu não sei. Mas tenho certeza de que se a CNBB dissesse “Basta de kit gay, aborto, homossexualismo e socialismo,” o PT, Lula, Haddad e todas as esquerdas sofreriam a maior derrota da história do Brasil.
Assim como na Venezuela, a Igreja Católica no Brasil não derrota as esquerdas porque não quer e ainda grandemente facilita a vitória de políticos esquerdistas. Aprouve então a Deus usar as igrejas pentecostais e neopentecostais para fazer o que a massa de católicos no Brasil, dirigida por bispos, não faz: impedir a venezuelização do Brasil.
Por isso, o PT e as esquerdas odeiam não a Igreja Católica, mas as igrejas pentecostais e neopentecostais.
Por falta de uma legítima liderança católica, a reação católica à esquerda é minoritária e muitas vezes manchada de extremismo. Defesa da Inquisição e conservadorismo nada têm em comum, mas virou bandeira de alguns grupos direitistas católicos.
Nessa reação extremista, há a ideia satânica de que “As igrejas evangélicas fizeram mais mal ao Brasil do que a esquerda inteira,” conforme proposta por um falso católico que tem enganado muitos católicos no Brasil, inclusive o Pe. Paulo Ricardo, que virou o maior apoiador de um movimento político-esotérico-direitista que ataca e ao mesmo tempo usa oportunisticamente muitos católicos.
Se a CNBB fizesse um bom trabalho, o povo católico não ficaria vulnerável a extremistas e lobos oportunistas vorazes de esquerda e direita. Não haveria padres apoiando o PT e o olavismo.
Em vez de facilitar a vida de oportunistas de esquerda e direita que usam o catolicismo para avançar agendas estranhas ao Evangelho, a CNBB faria muito melhor se os denunciasse.
É hora de a CNBB denunciar o autor do kit gay, que busca homossexualizar as crianças do Brasil. Muito mais do que um atentado contra a democracia, o kit gay é um atentado contra as crianças do Brasil.
É hora de a CNBB denunciar as forças oportunistas esquerdistas e direitistas que estão enganando e usando católicos.
Com informações do UOL Eleições 2018.
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Um comentário :

monalisa disse...

Júlio, você poderia fazer um comentário ao mais recente vídeo do dois dedos de teologia? Achei totalmente desnecessário, principalmente nesses tempos de crise que enfrentamos