31 de outubro de 2018

Trump felicita “Trump Tropical”


Trump felicita “Trump Tropical”

John Gizzi
Meses antes de sua eleição como presidente do Brasil no domingo, o conservador Jair Bolsonaro foi caracterizado pela imprensa internacional como o “Trump Tropical” — seus comentários diretos sobre mulheres e minorias e promessa de ser um líder fortemente armado invocando analogias ao presidente americano.
No domingo, o presidente Trump telefonou para parabenizar seu colega brasileiro após a retumbante vitória de Bolsonaro no segundo turno, com cerca de 56% dos votos.
“Ele ligou para Bolsonaro,” disse Sarah Sanders, secretária de imprensa da Casa Branca, na segunda-feira. “E ele falou com ele ontem à noite.”
(Embora a Casa Branca tenha suspendido a prática de enviar leituras de ligações presidenciais com outros líderes mundiais, Sanders disse que enviou uma nota sobre a ligação para Bolsonaro para os repórteres que acompanham o presidente regularmente).
Na mesma coletiva, a repórter brasileira Raquel Krahenbuhl lembrou a Sanders que Bolsonaro “fez comentários muito controversos sobre as minorias [e] defendeu a ditadura militar no Brasil [de 1964 a 1985].”
Ela então perguntou “se a Casa Branca planeja lidar com isso e pedir garantias ao governo — o novo governo no Brasil — de que eles protegerão os direitos humanos e a democracia no Brasil.”
“Em primeiro lugar, promovemos direitos humanos em todo o mundo,” respondeu Sanders, “valorizamos nosso relacionamento de longa data com o Brasil e queremos continuar trabalhando com eles e vamos ver o que acontece a partir daí.”
Perguntada por Krahenbuhl o que ela achava das comparações entre Trump e Bolsonaro, Sanders respondeu: “Existe apenas um único Donald Trump, na minha opinião.”
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do NewsMax: Trump Congratulates “Tropical Trump”
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29 de outubro de 2018

Apoiado por evangélicos revoltados com a esquerda e seus ataques contra a família, Jair Bolsonaro é eleito presidente do Brasil


Apoiado por evangélicos revoltados com a esquerda e seus ataques contra a família, Jair Bolsonaro é eleito presidente do Brasil

Julio Severo
Em uma reportagem intitulada “Brazil Election: How Jair Bolsonaro Turned Crisis into Opportunity” (Eleição no Brasil: como Jair Bolsonaro transformou a crise em oportunidade), o jornal americano New York Times resumiu muito bem as razões que levaram à impressionante vitória de Jair Bolsonaro contra um candidato socialista que defendia a doutrinação homossexual de crianças.
Jair Bolsonaro e Silas Malafaia
Dando destaque ao televangelista pentecostal Silas Malafaia como o apoio mais importante a Bolsonaro, o New York Time disse:
Se a faca cortasse um pouco mais o abdômen de Jair Bolsonaro, o pregador evangélico que foi visitá-lo no hospital talvez tivesse de preparar um discurso fúnebre sobre as esperanças presidenciais de seu amigo serem frustradas pela mesma praga de violência que levou à sua ascensão impressionante.
Em vez disso, quando ele viu o Sr. Bolsonaro em tratamento intensivo no mês passado, o pregador, Silas Malafaia, que é extremamente popular no Brasil, achou por bem contar uma piada.
“Veja o que Deus fez!” Malafaia se lembra de ter dito ao candidato, que ficou aturdido depois de passar por numerosos procedimentos para costurar seu aparelho intestinal e outros órgãos. “Você foi esfaqueado e agora todos os outros candidatos estão reclamando de toda a cobertura televisiva que você está recebendo.”
Antes do ataque com faca no mês passado, Bolsonaro já havia começado a parecer um fenômeno indomável na política brasileira, fazendo campanhas iradas contra a corrupção e a violência que correspondiam amplamente ao estado de ânimo nacional.
Mas longe de enfraquecer sua ascensão, o esfaqueamento quase fatal cristalizou a convicção de Bolsonaro de que só ele poderia endireitar um país que se recupera de anos de problemas econômicos, escândalos de corrupção e uma onda recorde de derramamento de sangue, disse o pastor.
“Acho que isso deu a ele um senso maior de propósito,” disse Malafaia. “Ele disse: ‘Mais do que nunca, minha vontade de ajudar essas pessoas, para resgatar nossa nação, aumentou.’”
Os anos de problemas econômicos, escândalos de corrupção e uma onda de derramamento de sangue são o legado do Partido dos Trabalhadores, um partido socialista cuja principal preocupação é promover a típica agenda de esquerda: assassinato de bebês em gestação através do aborto legal, doutrinação homossexual de crianças, etc.
O Huffington Post também reconheceu que a base principal de Bolsonaro é evangélica:
Bolsonaro recebeu apoio de todo o espectro político e social do Brasil entre os brasileiros cansados da corrupção e com medo da violência. Mas seu apoio mais forte veio de um crescente movimento evangélico conservador que compartilha suas visões sobre questões sociais.
Em uma reportagem intitulada “Far-right, pro-Israel candidate Jair Bolsonaro wins Brazilian presidency” (Candidato de extrema direita pró-Israel, Jair Bolsonaro, ganha a presidência do Brasi), o jornal israelense The Jerusalem Post confirmou dizendo:
A transmissão ao vivo das palavras de Bolsonaro foi precedida por uma oração dirigida pelo legislador, pastor e cantor gospel Magno Malta, ressaltando os laços de Bolsonaro com as igrejas evangélicas que o apoiaram por ajudar a agenda social conservadora deles. As congregações evangélicas em rápida expansão no Brasil criaram uma força política conservadora, que Bolsonaro aproveitou ao condenar a educação sexual nas escolas e fazendo resistência à agenda homossexual.
Embora Bolsonaro seja católico, há uma semelhança positiva entre ele e Trump: o principal apoio para ambos veio dos evangélicos. Trump, que é evangélico, conseguiu sua vitória presidencial graças aos evangélicos.
Contudo, há também outra semelhança, embora negativa. Um autoproclamado “estrategista,” que acabou sendo expulso da Casa Branca por oportunismo e por achar que ele foi a causa da vitória de Trump, tem um equivalente no caso de Bolsonaro, e ambos são adeptos do ocultista islâmico René Guénon.
Hostilizando (algo que o autoproclamado “estrategista” no caso de Trump nunca tentou fazer) os evangélicos, o autoproclamado “estrategista” no caso de Bolsonaro disse: “As igrejas evangélicas fizeram mais mal ao Brasil do que a esquerda inteira.” Isso significa que ele quer que Bolsonaro lute mais agora contra as igrejas evangélicas do que a luta que ele teve contra a esquerda?
No entanto, assim como os evangélicos, mais do que estrategistas, deram a vitória a Trump, no Brasil também os evangélicos, mais do que estrategistas, deram a vitória a Bolsonaro.
O New York Times concluiu:
Especialistas políticos veteranos brasileiros ficaram maravilhados com a forma como uma estratégia de campanha que parecia tão aleatória estava superando a de todos os outros. Se parecia confuso e improvisado do lado de fora, disse Malafaia, é porque era. “Olha, eu vou dizer alguma coisa e você pode rir,” disse Malafaia, acrescentando que Bolsonaro e sua campanha “não tinham uma estratégia real.”
Os evangélicos e suas orações têm mais poder do que as estratégias.
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26 de outubro de 2018

Observatório da Direita, da entidade esquerdista Povo pelo Jeito Americano, ataca Jair Bolsonaro: “Direita dos EUA ajuda e encoraja ascensão de autoritário brasileiro”


Observatório da Direita, da entidade esquerdista Povo pelo Jeito Americano, ataca Jair Bolsonaro: “Direita dos EUA ajuda e encoraja ascensão de autoritário brasileiro”

Julio Severo
Normalmente, faço reportagens sobre o Observatório da Direita me mencionando, em uma tentativa de incitar a esquerda dos EUA a me marcar como um “vilão.”
Desta vez, o Observatório da Direita marcou também outro brasileiro como “vilão.” Em uma reportagem de 25 de outubro de 2018 intitulada “U.S. Right Helps, Cheers Rise of Brazilian Authoritarian” (Direita dos EUA ajuda e encoraja ascensão de autoritário brasileiro), o Observatório da Direita disse perversamente:
“A crescente maré política de movimentos nacionalistas de direita parece estar prestes a chegar ao topo no Brasil, onde um apologista da tortura em ditaduras militares e assassinatos da polícia parece estar caminhando para uma vitória nas eleições presidenciais deste domingo. A direita americana está comemorando sua ascensão.”
Apologista da tortura? A extrema esquerda apoia, aqui e agora, a tortura e o assassinato de inocentes bebês em gestação por meio do aborto legal e acha que pode acusar outras pessoas de defenderem a “tortura”? O que o Observatório da Direita chama de “ditadura militar” salvou o Brasil do comunismo nas décadas de 1960 e 1970. Esse é o mesmo comunismo que estava matando milhões de homens, mulheres e crianças inocentes em outras nações.
Se a extrema esquerda não gosta de tortura e ditadura, por que elogia Fidel Castro e Che Guevara, notórios torturadores e assassinos?
Se ela não gosta de ditadura militar, por que elogia Hugo Chávez, um comunista militar que empobreceu a Venezuela?
Em comparação com a república dos EUA, o governo militar brasileiro (1964-1985) foi uma ditadura. Mas em comparação com Cuba, Coréia do Norte e União Soviética, onde os cristãos eram perseguidos e mortos por sua fé, o governo militar brasileiro era uma “democracia,” onde os cristãos não eram perseguidos e mortos por sua fé.
Os republicanos americanos podem acusar o governo militar brasileiro de ser uma ditadura. Mas nenhum esquerdista tem esse direito.
Continuando sua reportagem perversa, o Observatório da Direita acrescentou:
O legislador Jair Bolsonaro está surfando numa onda de indignação pública por causa do crime e da corrupção, com muita ajuda dos militares, grandes interesses agrícolas e evangélicos conservadores — a bancada da “Bala, Boi e Bíblia.” Uma vitória de Bolsonaro poderá sinalizar “um grande passo em direção ao autoritarismo,” escreve Michael Albertus na revista Foreign Policy.
Em agosto, informamos que Bolsonaro estava recebendo um empurrão do ex-conselheiro de Trump, Steve Bannon, e da ex-deputada federal americana Michele Bachmann. E notamos que grupos da direita evangélica dos EUA estão operando no Brasil como parte da globalização das “guerras culturais.”
Se Bachmann está apoiando Bolsonaro, é uma excelente notícia. Ela é pró-vida, pró-família, pró-homeschooling e contra a vacinação infantil obrigatória. Além disso, ela é evangélica, luterana renovada (carismática). Tenho certeza de que ela tem muitos bons conselhos para dar a Bolsonaro. Mas em relação a Bannon, como poderia ser bom? Bannon está envolvido em ocultismo. O presidente dos EUA, Donald Trump, acabou expulsando-o da Casa Branca. Leia meu artigo “Como a poderosa união de Trump com evangélicos salvou os EUA de Steve Bannon e seu plano ocultista de um governo ‘tradicionalista.’
Eduardo Bolsonaro com Steve Bannon
No que se refere a conexões tradicionalistas ocultistas, Bolsonaro não está longe de Bannon. Ele tem sido propagandista do astrólogo brasileiro Olavo de Carvalho, que tem como fonte de “tradicionalismo” e “conservadorismo” o ocultista islâmico René Guénon, que aliás também é fonte de Bannon. Apesar de sua inspiração e envolvimento guenianos, Bannon e Carvalho igualmente se apresentam como “católicos tradicionalistas.” Dá para dizer que Carvalho é uma espécie de Bannon do terceiro mundo sem sofisticação.
Embora o católico Bolsonaro esteja recebendo apoio em massa de evangélicos, que estão decidindo sua eleição, ele não tem conseguido se desligar do tradicionalismo guenoniano de Carvalho, enquanto Trump se desligou completamente do tradicionalismo guenoniano de Bannon.
O Observatório da Direita disse:
“Bolsonaro foi elogiado pelo conselho editorial do jornal Wall Street Journal como um ‘Drenador do Pântano Brasileiro’ — os redatores editoriais aparentemente riram do ‘ataque de ansiedade’ que Bolsonaro está dando aos ‘progressistas globais.’ Foto da AFP de um comício de Bolsonaro no último fim de semana mostra uma placa dizendo ‘DEUS ABENÇOE BOLSONARO E TRUMP! LIVRE-NOS DO COMUNISMO E SUA ESCRAVIDÃO!’ Imitando Trump, Balsonaro descreveu notícias sobre sua conexão com Bannon como ‘típicas otícias falsas’ — embora tenha sido seu próprio filho que se encontrou com Bannon em Nova Iorque e relatou o apoio dele à campanha.”
Ainda que eu não concorde com a reportagem do Observatório da Direita, não entendo o motivo por que Bolsonaro está negando conexões com Bannon, porque a fonte dessa “notícia falsa” é seu próprio filho, Eduardo Bolsonaro, que em uma viagem aos EUA se encontrou pessoalmente com Bannon, assegurando a seus leitores que Bannon é “um entusiasta da campanha de Bolsonaro e estamos certamente em contato para unir forças,” acrescentando que “temos a mesma cosmovisão.” Se eles estão certamente em contato, como Bolsonaro disse, por que agora ele trata suas próprias notícias como “notícias falsas”?
Se agora Bolsonaro está renegando Bannon por causa de seu radicalismo, por que ele não está também renegando o Bannon do terceiro mundo por causa de seu radicalismo? Carvalho é o mais proeminente defensor brasileiro do revisionismo da Inquisição. Como o Holocausto, a Inquisição buscava destruir os judeus. O revisionismo de ambos é uma ofensa aos judeus, porque minimiza os crimes e menospreza as vítimas da Inquisição e do Holocausto.
O Observatório da Direita também mencionou uma reportagem no Haaretz, um dos maiores jornais de Israel. A reportagem comparou Bolsonaro a Hitler. Mas como ele pode ser como Hitler se ele apoia publicamente Israel? Para embasar tal acusação infundada, o Observatório da Direita publicou o seguinte trecho do Haaretz, segundo o qual Bolsonaro recebe apoio de evangélicos brasileiros:
Bolsonaro, que é católico, mas frequenta cultos batistas, fez uma campanha populista para abranger as denominações e recebe amplo apoio do crescente movimento evangélico urbano do Brasil, inclusive de apoiadores ligados ao Congresso Mundial de Famílias.
Bolsonaro foi batizado no Rio Jordão pelas Assembleias de Deus, que vem despejando dinheiro na política de extrema direita no Brasil e no mundo. As Assembleias de Deus são os principais impulsionadores do movimento evangélico americano, inclusive alguns dos parceiros mais importantes do Congresso Mundial de Famílias.
Os apoiadores evangélicos mais ricos de Bolsonaro, como o líder da Assembleia de Deus e o televangelista pentecostal Silas Malafaia, formaram uma parceria com os aliados do CMF no Centro Americano de Direito e Justiça, fundado por Pat Robertson, e no Centro Brasileiro de Justiça e Justiça, que promove — assim como faz o CMF — um movimento transnacional contra os direitos LGBT.
Um dos líderes mais importantes do Congresso Mundial de Famílias era o falecido Larry Jacobs, que conheci em Moscou em 2014 numa reunião pró-família no Kremlin. Jacobs me disse que ele era membro das Assembleias de Deus. Embora o governo de Obama odiasse a lei russa que proíbe a propaganda homossexual para crianças e adolescentes, o Congresso Mundial de Famílias era a maior organização ocidental e americana a elogiar essa lei que protege as crianças contra predadores homossexuais.
O Observatório da Direita está desesperado que os mesmos evangélicos conservadores americanos que apoiaram o conservadorismo russo estão agora apoiando o conservadorismo brasileiro?
O Observatório da Direita está certo em mencionar o papel vital dos evangélicos na eleição de Bolsonaro. A mídia dos EUA confirmou esse papel. A mídia britânica confirmou isso. A mídia alemã confirmou isso. E a mídia israelense confirmou isso. Então todos ao redor do mundo sabem que os evangélicos são a melhor chance de Bolsonaro conseguir a presidência brasileira.
Por que então Bolsonaro pensa, em particular ou não, que dois ocultistas tradicionalistas — Bannon e Carvalho — são tão importantes para ele ser presidente?
A maioria dos evangélicos brasileiros que apoiam Bolsonaro são pentecostais e neopentecostais, que são grandes defensores de Israel. Silas Malafaia e muitos outros líderes pentecostais viajam a Israel para mostrar que os evangélicos brasileiros apoiam totalmente a Terra Prometida somente para os judeus, não para os usurpadores palestinos.
Semelhante a Hitler era o ex-presidente socialista brasileiro Luiz Inácio “Lula” da Silva, que sempre apoiou os usurpadores palestinos e cuja política hostilizava Israel. A propósito, Lula, que apoiava a ditadura comunista de Cuba, está cumprindo uma longa pena na prisão por corrupção.
O Observatório da Direita deveria explicar como o Haaretz, que é um jornal israelense de extrema-esquerda, pode acusar Bolsonaro ou os pentecostais brasileiros de serem nazistas se eles apoiam Israel.
Com apoio evangélico, Bolsonaro não tem chance de se tornar um Hitler. Esperançosamente, os evangélicos poderão ajudá-lo a se libertar do tradicionalismo guenoniano, assim como os evangélicos americanos através de suas orações foram fundamentais para libertar Trump de Bannon e seu tradicionalismo guenoniano. Minha esposa e eu estamos votando em Bolsonaro com tal esperança.
Se o Haaretz e outros meios de comunicação de extrema esquerda estivessem genuinamente preocupados com ideias radicais contra os judeus, eles atacariam não Bolsonaro, mas os revisionistas da Inquisição e do Holocausto. Enquanto Bolsonaro foi perversamente chamado de nazista por apoiar Israel, Carvalho tem recebido passe livre por suas ideias revisionistas radicais.
Como tem feito há mais de 4 anos, o Observatório da Direita também me mencionou em sua reportagem perversa contra Bolsonaro, dizendo:
Enquanto isso, no portal conservador Barbwire, o blogueiro Julio Severo queixou-se na semana passada de um comentário da revista Foreign Policy que dizia que “a campanha de propaganda de Bolsonaro se inspirou em manual nazista.” Federico Finchelstein observou: “Bolsonaro argumentou que nunca aceitaria a derrota na eleição e sugeriu que o exército poderia concordar com a sua opinião,” acrescentando: “Essa é uma clara ameaça à democracia.” Severo do Barbwire, cujo post se referiu repetidamente a Finchelstein como judeu, perguntou como Bolsonaro poderia ser um nazista, considerando que ele apoia a mudança da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém. Coincidentemente, uma mensagem em vídeo de Bachmann para os cristãos brasileiros era para votar apenas em um candidato que transferisse a embaixada.
O Observatório da Direita é um projeto da entidade de extrema esquerda People for the American Way e tem, de acordo com seu site, uma missão especial de atacar conservadores que se opõem à agenda gay, ao aborto e à ideologia muçulmana.
De acordo com o WND, um dos maiores sites conservadores do mundo, People for the American Way (Povo pelo Jeito Americano) é “uma organização socialista ateísta que, por meio de publicações como seu ‘Right Wing Watch’ [Observatório da Direita] se dedica à destruição dos conservadores em geral.”
Muitos nomes conservadores proeminentes dos EUA estão na lista negra do Observatório da Direita. Meu lugar na lista deles está aqui.
Leitura recomendada sobre Jair Bolsonaro e a eleição presidencial brasileira:
Leitura recomendada sobre a Esquerda dos EUA contra Julio Severo:

25 de outubro de 2018

Acordo de armas com a Arábia Saudita trará um milhão de empregos para os EUA, diz Trump, enquanto ele infla os benefícios das vendas em meio a crescentes pedidos de seus próprios senadores para cancelá-las


Acordo de armas com a Arábia Saudita trará um milhão de empregos para os EUA, diz Trump, enquanto ele infla os benefícios das vendas em meio a crescentes pedidos de seus próprios senadores para cancelá-las

Emily Goodin, jornalista nos EUA para assuntos políticos do DailyMail
O presidente Donald Trump vem inflando o número de empregos que ele alega que a venda de armas americanas para a Arábia Saudita trará para os Estados Unidos.
Seus números inflados surgem enquanto alguns membros de seu próprio partido estão pedindo a suspensão das vendas, como consequência do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.
Originalmente oferecendo um número de empregos de cinco dígitos, o presidente, nos últimos cinco meses, vem aumentando esse número — e o número está ficando mais alto quanto mais detalhes saem sobre o destino de Khashoggi.
Em 20 de março, quando o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman estava visitando a Casa Branca, Trump fez um acordo de armas que geraria “mais de 40.000 empregos nos Estados Unidos,” observou Axios.
Agora, com um acordo de US$ 110 bilhões de armas em jogo, Trump e outras autoridades dos EUA estão detestando culpar o reino saudita e o príncipe herdeiro por estarem por trás da morte de Khashoggi.
Na segunda-feira, Trump reiterou novamente sua preocupação com o acordo e as perdas de emprego que ele afirma que ocorrerão.
Mas o senador republicano Rand Paul disse no domingo que as vendas militares não equivalem a empregos.
“Não acredito que as armas devam ser vistas como um programa de geração de empregos,” disse ele no programa de TV “Fox News Sunday.”
E, ele disse, por causa disso as vendas de armas deveriam terminar e sanções deveriam ser postas em prática contra a Arábia Saudita.
No fim, ele pediu que o príncipe herdeiro fosse substituído.
“Tenho certeza de que o príncipe herdeiro estava envolvido e ele orientou isso e é por isso que acho que não podemos continuar a ter relações com ele. Acho que vai ter de ser substituído, francamente. Mas acho que as sanções não vão longe o suficiente. Acho que precisamos dar uma olhada na venda de armas,” disse ele.
Contudo, Trump não concordou com isso.
“Concordo com Rand em muitas coisas. Não quero perder um milhão de empregos, não quero perder US$ 110 bilhões. Mas são realmente US$ 450 bilhões se você incluir outras compras que não sejam militares. Então isso é muito importante,” disse o presidente na segunda-feira.
O milhão de empregos é o mais recente — e mais alto — número que o presidente está divulgando.
No último sábado — antes da Arábia Saudita anunciar que Khashoggi estava morto e ainda estava afirmando que ele havia deixado o consulado vivo — Trump disse aos repórteres que não quer prejudicar empregos e negócios para os americanos ao punir a Arábia Saudita, se fosse responsável, com sanções que afetam a compra de armas.
E ele aumentou seu número de empregos aos milhares para 450.000 empregos.
“São 110 bilhões de dólares. Acredito que é a maior encomenda já feita. São 450.000 empregos. É o melhor equipamento militar do mundo. Mas se eles não comprarem de nós, eles vão comprar da Rússia ou comprarão da China, ou vão comprar de outros países,” disse ele.
Na quarta-feira, Trump aumentou o número novamente, dizendo à Fox Business Stuart Varney que era meio milhão de empregos.
“São 500 mil empregos. Em última análise, será de US$ 110 bilhões. É a maior encomenda na história do nosso país de uma força militar externa. E eu disse: ‘Vamos recusar isso? Por que faríamos isso?’ Então, esperamos que esteja dando certo. Nós vamos descobrir. Nós vamos descer ao fundo disso. Espero que o rei e o príncipe herdeiro não soubessem disso. Esse é o grande fator em meus olhos, e espero que não tenham sabido de nada,” disse ele.
Na sexta-feira, o número subiu novamente — desta vez para 600.000.
“600.000 empregos, talvez mais do que isso, e seria muito doloroso para este país se disséssemos, oh, não vamos vender estas armas para vocês,” disse Trump no Arizona em uma assinatura do memorando de direitos da água.
Mais tarde na sexta-feira, depois que o governo da Arábia Saudita admitiu que Khashoggi estava morto, o número subiu para um total de “um milhão.”
“Acho que se você somar a coisa toda, porque apenas para as indústrias militares americanas foi de 600.000 postos de trabalho. Então, agora, se você está falando — foi de US$ 110 bilhões — você sabe, você está falando de mais de um milhão de empregos. Você sabe, eu prefiro manter o milhão de empregos, e eu prefiro encontrar outra solução,” disse Trump em um evento na Base Aérea de Luke, no Arizona.
Na segunda-feira, Trump ficou com o número de seu milhão de empregos.
“Não quero perder um milhão de empregos, não quero perder US$ 110 milhões,” disse ele para repórteres na Casa Branca.
Uma checagem de fatos feita pelo jornal Washington Post sobre a afirmação de empregos do presidente constatou que: “O presidente está exagerando o número de empregos que seriam criados mesmo que todos os US$ 110 bilhões em vendas fossem realmente feitos — e ele está enganando sobre onde esses empregos seriam criados. Muitos desses empregos acabariam sendo criados na Arábia Saudita.”
Leitura recomendada:

24 de outubro de 2018

Berlim vê aumento em ataques homofóbicos com quase todos cometidos por homens imigrantes [muçulmanos]


Berlim vê aumento em ataques homofóbicos com quase todos cometidos por homens imigrantes [muçulmanos]

Comentário de Julio Severo: A notícia a seguir traduzida por mim do inglês é do site Breitbart, fundado por um judeu relativamente conservador. Embora o caso mencionado no artigo se refira claramente a muçulmanos, por alguma razão que desconheço o Breitbart não quis mencionar a palavra “muçulmano.” Daí, para maior clareza, a inseri. Eis o texto:
Um projeto anti-violência de Berlim afirmou que ataques contra homossexuais nunca foram tão comuns na capital alemã, com a maioria dos agressores sendo jovens imigrantes [muçulmanos].
Somente em 2017, 324 incidentes violentos e ameaças contra homossexuais foram reportados ao Projeto Maneo, de Berlim, que trata de violência anti-homofóbica, o qual alegou que cerca de um terço das queixas envolviam ferimentos corporais, informa o jornal Berliner Zeitung.
A grande maioria dos ataques homofóbicos na cidade ocorreu nos distritos de Tempelhof-Schöneberg, Friedrichshain-Kreuzberg e Neukölln. Quase todos os perpetradores de violência são homens de origem imigrante [islâmica], de acordo com o chefe do Projeto Maneo Bastian Finke.
“Ainda estamos vivendo em uma sociedade dominada por homens, em que o espaço público é um espaço dominado por homens,” disse Finke.
Os números coletados pelo Projeto Maneo foram muito mais altos do que os reportados à polícia de Berlim, que registrou apenas 164 crimes contra homossexuais e transexuais durante o mesmo período.
Anne Griessbach-Baers, que cuida desses casos para a polícia de Berlim, disse: “Estimamos que 80 a 90 por cento dos casos não serão relatados,” indicando que o verdadeiro número de crimes homofóbicos pode ser muito maior.
A administração de justiça, proteção ao consumidor e antidiscriminação do Senado de Berlim defendeu a sensibilidade do governo em lidar com crimes homofóbicos dizendo: “Na Europa, o Ministério Público de Berlim é atualmente o único promotor público que leva em conta as necessidades especiais da comunidade queer e percebe essa tarefa com alta sensibilidade e atenção.”
As atitudes homofóbicas entre os [muçulmanos] imigrantes e os requerentes de asilo têm sido um problema desde o auge da crise dos imigrantes em 2015, com centros de imigrantes apenas para LGBT abrindo em Berlim no início de 2016 devido a ameaças de violência.
Indivíduos de origem imigrante também têm sido vistos por trás de uma enxurrada de atitudes negativas, ameaças e violência em relação a outros grupos minoritários em Berlim, como os judeus.
No início deste ano, a comunidade judaica de Berlim pediu apoio para enfrentar o crescente antissemitismo, encorajando judeus e não-judeus a usar kipá em solidariedade.
Em resposta ao crescimento das ameaças e da violência contra os judeus por parte de [muçulmanos] imigrantes e requerentes de asilo, o governo da chanceler alemã, Angela Merkel, aceitou uma proposta para retirar benefícios de moradia dos imigrantes que cometem ataques antissemitas.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do Breitbart: Berlin Sees Rise in Homophobic Attacks with Nearly All Committed by Migrant-Background Men
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