17 de setembro de 2018

A força transcendente do neoconservadorismo na mídia e entre esquerdistas e direitistas dos EUA


A força transcendente do neoconservadorismo na mídia e entre esquerdistas e direitistas dos EUA

Lições do funeral do neocon John McCain

Julio Severo
Pode um funeral nos dar lições? Sim, pelo menos no caso de John McCain. Mesmo estando morto, seu funeral, comparecido e elogiado por poderosos neocons da esquerda e da direita dos EUA, anunciou em voz alta que o neoconservadorismo está mais vivo do que nunca no governo e na mídia dos EUA.
John McCain
O funeral de McCain foi incrivelmente longo e usado extensivamente por esquerdistas e direitistas, todos amigos de McCain e todos neocons, para criticar fortemente o Presidente Donald Trump.
A grande mídia de notícias falsas não é apenas esquerdista. É também neocon. Isso ficou muito claro quando o neocon McCain morreu: A grande mídia de notícias falsas honrou-o como se ele tivesse sido um presidente. A cobertura da mídia foi extensa e muito positiva.
A presença dos presidentes Bush e Obama confirmou que os direitistas e os esquerdistas americanos estão igualmente a serviço do neoconservadorismo.
O funeral de McCain parecia o funeral de um presidente. Apesar de nunca ter sido eleito presidente dos EUA, para os neocons ele era como seu presidente, seu chefe, seu líder. A morte do presidente dos neocons revelou que o neoconservadorismo é uma força dominante no governo e na mídia dos EUA.
Os valores de McCain eram valores neocon. E ninguém mais apto a confirmar isso do que Bill Kristol, um proeminente líder neocon, que disse:
“Os valores que McCain defendia comovem de forma inequívoca neste momento precisamente porque muitos de nós ainda acreditam neles. Como McCain compreendeu profundamente com suas marcas de batalhas, a luta por esses valores não acabou — está apenas começando.”
Se você quiser entender o neoconservadorismo, os belicistas, o caráter dos neocons, basta olhar para John McCain.
Diferentemente de George Washington, um verdadeiro patriota que nunca apoiou o islamismo, McCain fez isso e muito mais.
De acordo com a escritora judia-americana Pamela Geller, McCain era o “padrinho,” “líder” e “verdadeiro guia supremo” da Irmandade Muçulmana. Como citado por Geller, Robert Spencer disse:
“McCain já foi canonizado por uma mídia das elites que está desesperada para destruir o presidente Trump de todas as formas possíveis, mas no Egito eles não são muito veneradores dele. McCain ‘foi o principal apoiador da entidade terrorista Irmandade Muçulmana. O senador McCain foi quem fez a abertura do congresso dessa Irmandade. Era ele quem organizava as reuniões e compromissos e fornecia-lhes proteção.’”
Enquanto os cristãos sírios estavam sendo estuprados, torturados e massacrados por rebeldes islâmicos em uma crise provocada pelo Departamento de Estado dos EUA sob Hillary Clinton, McCain invadiu ilegalmente a Síria para animar os rebeldes, não suas vítimas. Aliás, ele lutou no Congresso dos EUA para liderar o governo dos EUA, sob Obama e Trump, para armar esses mesmos rebeldes. Se o genocídio dos cristãos sírios pode ser considerado um crime de guerra, então McCain era um criminoso de guerra por sua cumplicidade ativa.
John McCain com terroristas islâmicos na Síria
Diferentemente de George Washington, um verdadeiro patriota que defendia milícias para proteger as fronteiras dos EUA, McCain defendia intervenções militares dos EUA para proteger os interesses dos neocons em nações distantes e ele se opunha à militarização das fronteiras dos EUA. Embora Washington apoiasse a militarização das fronteiras dos EUA para proteger os EUA, McCain apoiava a mobilização de forças militares dos EUA apenas para cumprir as ambições neocon em nações distantes, inclusive invadindo-as e deixando milhares de vítimas cristãs em seu rastro.
Até onde consigo me lembrar, Trump foi o único candidato presidencial a questionar e desafiar os neoconservadores. Portanto, não é de admirar que McCain em sua vida e funeral, sob os holofotes de uma grande mídia incrivelmente apoiadora, o tenha criticado duramente.
A Bíblia diz que quando o povo de Deus não diz o que deve dizer, as pedras falam. E uma pedra falou abundantemente em 2016.
Refiro-me a Trump, que não tem histórico de ser um evangélico praticante, apesar de ter sido criado na Igreja Presbiteriana.
O assunto sobre o qual “povo de Deus” não está falando e sobre o qual Trump falou é neoconservadorismo. Agora entendo porque até mesmo Trump abandonou seu discurso de 2016 contra o neoconservadorismo. A ideologia neocon dominou tudo nos EUA: esquerdistas, direitistas, ateus, cristãos, o complexo industrial militar, etc. Tudo.
Algumas poucas vozes cristãs têm falado contra essa ideologia diabólica, mas elas não têm o público e o poder que Trump teve em 2016 para clamar e ser ouvido.
Por causa do apoio em massa que o neoconservadorismo recebe de todos os setores da sociedade dos EUA, até mesmo as igrejas, Trump parece ter desistido. Os neocons desfrutam de dominância e hegemonia cultural e política esmagadora nos EUA e, através dos EUA, em outras nações.
Se eu não fosse um seguidor de Jesus, eu também desistiria, porque é mais fácil andar com a multidão do que rejeitar as ilusões belicistas em que eles se deixaram enganar.
Drenar o pântano, uma promessa feita por Trump em 2016, parece uma tarefa impossível. Você quer ver seu peso enorme? A grande mídia prestou homenagens elevadas a John McCain. Os esquerdistas prestaram homenagens elevadas a ele. E até mesmo muitos direitistas prestaram homenagens elevadas. É o pântano homenageando um de seus líderes. McCain era inimigo de Trump. Como neocon, ele era um dos governantes do pântano.
John McCain com líder neo-nazista da Ucrânia
Curiosamente, os esquerdistas e os direitistas dos EUA estão separados e divididos em certas questões — aborto, homossexualismo, Cristianismo, etc. —, mas na ideologia neocon, eles estão impressionantemente unidos como uma só voz e uma só mente! Sua lealdade ao neoconservadorismo é surpreendente.
Algumas mentes carnais entre os cristãos poderiam reclamar que não se deveria falar negativamente sobre McCain, agora que ele está morto. Mas ele não celebrava os radicais islâmicos em guerras em que as vítimas cristãs sofriam carnificina?
O neocon John McCain celebrava guerras enquanto suas vítimas cristãs pereciam. Que alguns cristãos americanos honraram a morte desse belicista mostra seus corações frios e insensíveis às vítimas cristãs do desprezível belicismo dele.
Para os cristãos oprimidos do Oriente Médio, McCain era o Sr. Morte. Para a Irmandade Muçulmana, ele era um herói. E para os americanos de esquerda e de direita, inclusive muitos cristãos, ele era um “patriota” — não o patriotismo original dos EUA, que era defender as fronteiras, mas um falso patriotismo que está a serviço do complexo industrial militar e de suas guerras eternas em nações distantes. O patriotismo falso sequestrou o patriotismo original dos EUA.
Infelizmente, McCain não foi morto em uma das muitas guerras que ele ajudou a provocar. Mas muitos cristãos morreram.
Mobilizar tropas no Iraque por causa do atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, quando claramente esse atentado não foi feito por iraquianos, mas por 15 terroristas islâmicos sauditas, não foi patriotismo. Foi simples anarquia e vandalismo militar. McCain encorajou e apoiou plenamente essa anarquia e vandalismo militar.
Mobilizar tropas em nações longínquas quando as fronteiras dos EUA precisam de ampla proteção militar contra invasores e tráfico de drogas não é patriotismo. É simples anarquia e vandalismo militar. McCain encorajou e apoiou plenamente essa anarquia e vandalismo militar.
Os EUA enfraquecem sua grandeza, originalmente baseada no Cristianismo evangélico, quando confundem patriotismo com as ambições do Estado Profundo e dos imperialistas neocons.
De acordo com a Conservapedia, McCain “foi uma influente voz dos neocons e das elites na política americana desde 1986,” acrescentando que “Obama e Hillary Clinton, entre outros, o elogiaram. Os principais meios de comunicação usavam McCain para cumprir seus objetivos e frequentemente elogiavam McCain por seu papel no avanço da agenda de esquerda, exceto quando ele concorria contra os democratas nas eleições, quando eles o atacavam cruelmente. Os conservadores tinham forte aversão a McCain, com base em sua atitude antagônica e políticas em relação a eles.”
Outras contradições de McCain apontadas pela Conservapedia:
* Prisioneiros de guerra: “Apesar de ter sido um prisioneiro de guerra no Vietnã, McCain não tinha interesse em trazer de volta outros prisioneiros de guerra americanos, e lutava para encobrir evidências de que centenas de prisioneiros de guerra americanos permaneceram no Vietnã décadas depois do fim da guerra. Ele também atacava e denegria aqueles que, com fortes evidências, argumentavam que prisioneiros de guerra americanos permaneciam no Vietnã.”
* Oscilação de opiniões: “Ele mudava várias vezes de opinião, principalmente quando votou contra a revogação do sistema de saúde de Obama em 2017, quando fez várias declarações de campanha vários anos antes afirmando que ele faria exatamente o oposto. McCain também era globalista em questões relacionadas à política externa. Ele criticava Donald Trump.”
* Sarah Palin: “Ele afirmou em 2018 que se arrependeu de escolher a conservadora Sarah Palin como sua companheira de chapa, e sua família até a baniu de seu funeral, apesar da lealdade contínua dela para com ele.” Segundo o site Breibart, “Ao contrário de Trump, Palin nunca brigou com McCain e nunca o criticou.” Mesmo assim, do túmulo, McCain mostrou seu desprezo por ela.
* Conexões russas: Apesar de McCain não poupar ataques a Trump por buscar uma parceria com Putin contra o terrorismo islâmico, “Em meados da década de 2000, o presidente da campanha de McCain, Rick Davis, se conectou com o oligarca russo Oleg Deripaska. Em 2006, houve dois encontros com McCain e Deripaska. O primeiro ocorreu em janeiro de 2006 em Davos, na Suíça.” Anos depois, “o senador McCain criticou fortemente o presidente russo Vladimir Putin. Durante um debate preliminar, ele disse: ‘Ele é uma pessoa perigosa.’” Portanto, a única explicação para o papel proeminente de McCain contra a Rússia é que algum acordo azedou.
* McCain não tinha a confiança de conservadores verdadeiros. Durante a campanha de McCain em 2000, “os conservadores cristãos apoiaram Mike Huckabee… John McCain chamou líderes politicamente envolvidos, como Jerry Falwell e Pat Robertson, de ‘agentes da intolerância.’”
* McCain apoiava a fraude do aquecimento global. “A posição de McCain sobre as questões do aquecimento global o colocou em desacordo com os conservadores.”
* McCain era instável em suas posturas. “McCain mudou várias vezes de opinião sobre questões de imigração, mas ele se inclinava para a esquerda nessa questão. A posição de McCain sobre a imigração ilegal resultou na maior parte das críticas vindas de conservadores.”
* McCain era um globalista. “McCain era um globalista que apoiava uma maior cooperação internacional, inclusive através de organizações internacionais irresponsáveis. Ele defendia organizações como a União Europeia.”
* McCain apoiou a Guerra do Iraque. “McCain votou com a maioria do Partido Republicano e 29 democratas do Senado em favor da ‘Resolução da Guerra do Iraque’ de 2002 autorizando o presidente George W. Bush a ir à guerra contra o Iraque e derrubar o regime de Saddam Hussein.” Tal medida intervencionista foi tomada apesar do fato de que os terroristas muçulmanos que atacaram os EUA em 11 de setembro de 2001 não eram iraquianos, mas sim sauditas.
* McCain apoiava os rebeldes islâmicos na Síria. “Durante a Guerra Civil Síria, McCain queria armar a oposição islâmica com armas e também pediu um ataque aéreo contra o presidente sírio Bashar al-Assad.” Então, enquanto cristãos estavam sendo estuprados, torturados e massacrados pela oposição islâmica, McCain estava apoiando os agressores, não suas vítimas.
* McCain apoiava Mohammed Morsi, que estava ligado à Irmandade Muçulmana. “Depois que o ditador egípcio Mohammed Morsi foi deposto, McCain chamou isso de ‘golpe.’”
* McCain só louvava Trump, muito raramente, por decisões neocons. “McCain elogiou a decisão do presidente Trump de fornecer munições antitanque para a Ucrânia e chamou isso de ‘outro passo significativo na direção certa.’” Ainda que sempre criticando Trump, McCain o louvou quando ele adotou uma medida neocon sobre a Ucrânia.
* McCain era pró-vida em relação aos bebês em gestação nos EUA, mas não em relação aos cristãos massacrados em consequência das guerras neocons. Ele disse: “Se eu tiver a sorte de ser eleito como o próximo presidente dos Estados Unidos, me comprometo a ser um amigo leal e inabalável do movimento pelo direito à vida.” Apesar de suas promessas de salvar bebês em gestação, ele estava, com suas políticas belicistas, condenando cristãos inocentes ao abate no Oriente Médio.
* McCain apoiava a teoria da evolução. Ele disse: “Eu acredito na teoria da evolução… Respeito aqueles que pensam que o mundo foi criado em sete dias. O criacionismo deveria ser ensinado como uma aula de ciências? Provavelmente não.” Nenhum conservador real acredita na teoria da evolução.
McCain não era apenas pró-vida, mas também apoiava o casamento tradicional. Ele disse: “Sr. Presidente, a maioria dos americanos acredita, como eu, que a instituição do casamento deve ser reservada para a união de um homem e uma mulher.” Assim, os neocons podem ser pró-aborto ou pró-vida, opostos ou apoiadores do casamento tradicional. Mas seu valor máximo é guerras. Contudo, como ele oscilava frequentemente de opinião, quem poderia garantir que ele nunca iria mudar de opinião em questões pró-vida se fosse eleito presidente?
McCain era um defensor tão ferrenho da OTAN que membros da OTAN querem nomear seu quartel-general “John McCain.” Em sua campanha de 2016, Trump disse que a OTAN era inútil. Acrescento que é inútil por dois motivos. A OTAN foi criada para proteger a Europa de um império comunista decrépito, a União Soviética, que não existe mais. Hoje, há apenas uma Rússia conservadora e a única ameaça real contra a Europa é a invasão islâmica, e a OTAN não tem feito absolutamente nada para combater essa invasão. Aliás, a OTAN a tem ajudado. Quando a OTAN bombardeou a Líbia anos atrás para ajudar Obama e a Arábia Saudita, o resultado foi grupos terroristas islâmicos dominando a Líbia, que se tornou um grande ponto de passagem para os muçulmanos que invadem a Europa. Portanto, a OTAN não está protegendo a Europa de sua maior ameaça, mas na verdade facilitou sua invasão.
O culto fúnebre para McCain em sua igreja batista aconteceu sob o título da música “My Way” (Do Meu Jeito), de Frank Sinatra, e seu jeito era neoconservador e globalista.
Embora o presidente Trump e Sarah Palin tenham sido banidos do funeral dele, socialistas proeminentes já haviam sido convidados por ele para elogiá-lo. Joe Biden, um esquerdista que foi vice-presidente de Obama, disse: “Meu nome é Joe Biden. Eu sou do Partido Democrático E eu amo John McCain… sempre pensei em John como irmão.”
Biden é um neocon.
Outros proeminentes neocons de esquerda e de direita que foram oficialmente convidados a elogiar McCain foram:
Barack Hussein Obama: “Nunca tentei esconder a admiração que eu tinha por John McCain,” disse Obama, recebendo aplausos arrebatadores por seu tributo emocional a McCain. Ele também disse: “Viemos para celebrar um homem extraordinário. Um guerreiro, um estadista, um patriota, que encarnou muito do que é o melhor dos EUA… Ele nos fez melhores presidentes, como ele melhorou o Senado, como ele fez o país melhor… Nunca tentei esconder e acho que John veio a entender, a admiração de longa data que eu tinha por ele… Nós nunca duvidamos de que estávamos no mesmo time.”
George W. Bush: “Sua ausência é tangível, como o silêncio após um poderoso rugido,” acrescentando que sua amizade com McCain foi um dos “maiores presentes da vida.”
O próprio McCain havia pedido a Obama, um esquerdista, e a George W. Bush, um direitista, que falassem em seu funeral.
Obama também disse: “Ele entendeu que alguns princípios transcendem a política. Alguns valores transcendem partidos.”
Tais valores transcendentes são valores neocons, que são encobertos como valores “patrióticos.” O neoconservadorismo sequestrou com sucesso o patriotismo americano, que agora significa o que nunca significou na época de George Washington: guerras, guerras e guerras em outras nações.
Obama acrescentou: “Nós rimos um com o outro e aprendemos um com o outro. Nós nunca duvidamos da sinceridade do outro homem ou do patriotismo do homem.”
Os neocons de esquerda estão à vontade com os neocons de direita e não estão preocupados com a proteção das fronteiras, mas apenas com as intervenções militares americanas em outras nações. George Washington teria muita dificuldade com eles e eles iriam acabar movendo um impeachment contra ele.
Vergonhosamente, até as mídias evangélicas elogiaram McCain, apesar de que suas decisões globalistas e neocons provocaram guerras que deixaram um rastro de cristãos estuprados, torturados e massacrados.
Em homenagem a McCain, a Rede de Televisão Cristã (CBN) dos EUA, de Pat Robertson, publicou a manchete “‘Combati o Bom Combate, Acabei a Corrida’: um Vislumbre da Fé de John McCain.”
Eu já havia escrito sobre a impropriedade da CBN não criticar neocons em meu artigo: “Dar voz aos neocons é enfraquecer a voz profética da Igreja.”
Charisma, a maior mídia pentecostal do mundo, publicou a manchete “O que Você Nunca Soube sobre a Vida de Oração Privada de John McCain,” segundo a qual McCain “frequentava uma mega-igreja da Convenção Batista do Sul em seus últimos anos. Ele se via como um cristão, mas tinha ‘uma desconfiança da direita cristã e de uma fé que é muito pública, política demais.”
Charisma acrescentou: “As diferenças de McCain com alguns cristãos conservadores foram exibidas com destaque na campanha de 2000, quando ele chamou Pat Robertson e Jerry Falwell de ‘agentes da intolerância’… Ele fez uma defesa imediata do então Senador Barack Obama quando uma mulher em uma campanha em 2008 expressou sua falta de confiança no candidato democrata porque ela acreditava que ele era ‘um árabe.’ McCain a corrigiu e disse que Obama era um ‘homem decente de família.’”
Por que então Charisma elogiou tanto a fé suspeita dele? A abordagem positiva de Charisma a McCain foi tão imprópria quanto sua abordagem negativa a Franklin Graham, tratada por mim no artigo: “Impulsionada por grande fonte de esquerda, revista pentecostal Charisma ajuda a espalhar acusação de alegado conluio de Franklin Graham com Trump e Putin.”
Sobre Charisma retratando McCain como um homem de oração, eu respondi em sua seção de comentários:
“McCain era um belicista! Tentar espiritualizar sua vida é blasfêmia. Enquanto cristãos oprimidos sofriam estupros, torturas e martírios na Síria, ele viajou para o norte da Síria para animar os rebeldes islâmicos que estavam estuprando e matando cristãos. Isso é um homem de oração? Eu sou um homem de oração. Se tivesse uma oportunidade de visitar a Síria, eu ajudaria os cristãos oprimidos, não seus inimigos! McCain fez exatamente o contrário! Charisma perdeu sua visão cristã? O dever cristão de Charisma era denunciar esse neocon, não louvar sua falsa vida de oração.”
Homem de oração é William Murray, que há anos ajuda os cristãos iraquianos e sírios, e ele sabe muito bem que os EUA e a Arábia Saudita são responsáveis pela criação do ISIS e seu genocídio de cristãos no Iraque e na Síria. Veja sua entrevista completa aqui e contribua para o seu ministério.
Sobre Palin ter sido banida do funeral de McCain, Matt Barber, fundador da BarbWire, disse: “John McCain dá à sempre elegante Sarah Palin uma odiosa ‘desaprovação’ diretamente do túmulo. O homem era mesquinho e vingativo em vida, e permaneceu assim na morte…”
Do túmulo, McCain não só cuspiu vingança em Palin. Em um último ato final nojento contra Trump, McCain se juntou a Hillary Clinton em um próximo documentário filmado antes de sua morte, alertando os EUA sobre ligações de Trump com a Rússia. Em um ponto do filme, McCain diz que Putin “não tem padrões morais e representa uma ameaça para o mundo.” Nada mais natural para ele do que unir dois alvos de seu ódio: Trump e Rússia.
O filme termina com um severo aviso de McCain e Hillary sobre a suposta negligência de Trump em tomar suas próprias “medidas ativas” contra a Rússia por atacar a democracia americana. Provavelmente por “democracia americana” ambos queriam dizer a hegemonia neocon.
Segundo o correspondente do New York Times, Andrew Higgins, a televisão estatal russa se referiu a McCain como “o principal símbolo da russofobia.”
Em seu último livro, “The Restless Wave” (Simon & Schuster, 2018), McCain reclamou de “InfoWars e Breitbart e propagandistas russos” tendo muita liberdade para falar. Seu livro contém exatamente 186 menções esmagadoramente negativas da Rússia e 8 menções esmagadoramente positivas da Arábia Saudita. O fato é: o pior atentado terrorista aos EUA foi cometido por sauditas, não por russos. Sauditas, não russos, mataram 3.000 americanos em 11 de setembro de 2001. Apesar de que era “evangélico,” McCain mencionou a palavra “evangélico” apenas duas vezes, superficialmente, em seu livro.
Ele viveu como um neocon anti-Rússia e morreu no mesmo ódio. Desagradável na vida, desagradável na morte. Assim como Hillary, o neocon McCain estava com ciúmes de Trump. Assim como a trapaceira Hillary, o trapaceiro McCain não é visto como um bom exemplo pelos bons conservadores. No entanto, a grande mídia de notícias falsas quer que todos vejam ambos como bons exemplos.
Embora ele tenha sido muito elogiado pela grande mídia, que é esquerdista por natureza, entre os conservadores ele provocou sentimentos contraditórios. Em um grupo conservador no Facebook, perguntei: “Graças a Deus, a novela funerária de McCain que criticava Trump acabou. Ou não?” A maioria dos comentários concordou que McCain não era um verdadeiro conservador e que seu funeral foi um circo anti-Trump.
Se os verdadeiros conservadores não são encorajados pelo exemplo neoconservador de McCain, Obama é um caso muito diferente. Ele ficou tão animado com o apoio dos neocons e da mídia em massa, de democratas de esquerda a republicanos de direita, a McCain, que dias depois de ter sido enterrado, Obama, inspirado pelo espírito de McCain, disse, querendo dizer Trump e verdadeiros conservadores:
“Eles estão minando as alianças dos EUA, buscando amizade com a Rússia. O que aconteceu com o Partido Republicano? Seu princípio central de organização na política externa era a luta contra o comunismo, e agora eles estão buscando amizade com o ex-chefe da KGB.”
Se fosse de fato comunista hoje, a Rússia lutaria contra o conservadorismo e esquerdistas dos EUA, como Obama, apoiariam a Rússia assim como apoiavam a União Soviética.
O Dr. William J. Murray, ex-marxista e filho de um das mais famosas ativistas marxistas nos EUA, denunciou como a política externa americana trata a Rússia como uma ameaça, enquanto a verdadeira ameaça é o islamismo sunita da Arábia Saudita. Depois de muito sofrimento, Murray aceitou a Jesus Cristo e hoje ele é Seu seguidor. Você pode ler a entrevista completa dele aqui.
Apresentar a Rússia hoje como uma ameaça comunista não é honesto, mas é vantajoso para o discurso neoconservador.
Faria sentido para McCain, Obama e Bush combaterem no passado a União Soviética, que lutava contra o conservadorismo. Mas hoje não faz sentido eles lutarem contra a atual Rússia, que defende o conservadorismo.
Assim, a união neocon, sob o espírito de McCain, de Obama e Bush e de democratas de esquerda e republicanos de direita contra a Rússia, mas não contra a Arábia Saudita, é um falso patriotismo.
Nas mãos dos neoconservadores, os Estados Unidos são apenas uma máquina de guerra global, desafiando totalmente a intenção original dos fundadores dos EUA. Uma máquina de guerra global ajudando e protegendo a forma mais perigosa de islamismo — o islamismo sunita da Arábia Saudita — por amor aos petrodólares. O islamismo sunita é o maior assassino de cristãos no mundo inteiro.
Deus pode ter dado sinais de que a ideologia neocon de McCain pode pressagiar a destruição da América.
No ano passado um poderoso destroier dos EUA chamado “John McCain” colidiu com um navio civil desarmado no mesmo dia em que um eclipse tomou conta dos EUA e 33 dias depois do diagnóstico de câncer cerebral do senador McCain.
Se eclipses solares podem ser avisos de que o juízo está vindo sobre uma nação, isso significa que o juízo está vindo sobre os Estados Unidos por causa do imperialismo militar neocon sanguinário de McCain?
Com informações de Conservapedia, DailyMail, CBN, Charisma News, Geller Report, FoxNews, the Daily Beast, Breitbart e the Hill.
Leitura recomendada sobre neoconservadorismo:

Um comentário :

Liliane Carlos disse...

Veja o relato pessoal de alguém que conviveu com o socialismo desde a ditadura militar: http://carlosliliane64.wixsite.com/magiaeseriados/um-relato-pessoal