16 de agosto de 2018

Líderes da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil apoiam Lula e o aborto desrespeitando suas próprias congregações


Líderes da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil apoiam Lula e o aborto desrespeitando suas próprias congregações

Julio Severo
Um “Manifesto Em Defesa da Democracia, do Diálogo e da Diversidade” se queixa da prisão do ex-presidente socialista Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que ele “foi condenado e preso em um processo polêmico, de inédita rapidez, sem respeito às garantias constitucionais” e que sua condenação é uma “afronta à Constituição Federal.”
Tal queixa é de natureza exclusivamente esquerdista. Entre os assinantes do manifesto estão o Pr. Nestor Paulo Friedrich, presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB) e Wilhelm Wachholz, reitor da Escola Superior de Teologia, que forma pastores da IECLB.
O apoio ao criminoso condenado Lula não foi expresso apenas nas palavras do manifesto. O Pr. Inácio Lemke, vice-presidente da IECLB, visitou Lula na prisão em total apoio e solidariedade, conforme registrado pelo próprio site do PT, que informou que Lemke é apoiador do PT desde a década de 1980.
Como explicar que os principais líderes da IECLB apoiem um partido e um criminoso condenado que claramente afrontam os valores cristãos?
Os líderes da IECLB são incapazes de enxergar que os anos de governo do PT trouxeram um aumento da agenda homossexual, abortista e feminista no Brasil?
Provavelmente nem ligam. Em audiência recente no Supremo Tribunal Federal, a Pra. Lusmarina Campos, da IECLB, disse: “O aborto não é condenado na Bíblia, pois não é considerado nem pecado, nem crime”, acrescentando: “não há determinação bíblica de quando a vida começa.”
A IECLB tem a desonra de ter não só pastores que defendem a Teologia da Libertação, mas também sua versão protestante, a Teologia da Missão Integral (TMI).
Com tal abertura esquerdista, é inevitável que pastores da IECLB defendam o aborto e a agenda homossexual. A Teologia Gay está crescendo na IECLB.
Segundo dados de 2016, a IECLB tem 643.534 membros. A IECLB é também a denominação protestante mais antiga do Brasil, tendo surgido em 1824.
Como a maioria das denominações protestantes tradicionais ou históricas, os membros da IECLB aceitam todas as imposições dos líderes, sem questioná-los. Por isso, nesse clima de submissão é muito difícil saber se os mais de 600 mil membros da IECLB apoiam ou não o ativismo esquerdista de seus principais líderes.
Obviamente, nenhum líder da IECLB tem respaldo bíblico para prestar solidariedade a Lula ou legitimar o aborto.
Nesta altura, me pergunto se as leis da IECLB estipulam que essa denominação deve se orientar pela agenda esquerdista e defender o aborto. Se não, por que seus líderes estão fazendo isso? Por que, numa reação de democracia popular, os membros e pastores locais não destituem os líderes que se rebelaram contra a Bíblia colocando o ativismo esquerdista acima do amor por Jesus?
Enquanto a maioria fica em silêncio (e querendo ou não acaba consentindo com a grave ideologização de sua denominação), algumas vozes surgem. A Associação Luteranos Herdeiros de Worms, que vem protestando contra essa ideologização, é uma dessa vozes.
Quando me refiro ao perigo da ideologização não quero dizer somente a esquerda. Alguns pastores da IECLB, numa reação aos esquerdistas radicais, estão optando pelo outro extremo do radicalismo, inclusive seguindo cegamente o astrólogo Olavo de Carvalho e seus adeptos “petistas” direitistas. Essa adesão cega já está provocando iguais prejuízos entre evangélicos que, ao se tornarem olavetes, abandonam formalmente as igrejas evangélicas.
Essas duas formas de ideologização trazem grave prejuízo aos cristãos. O cristão fiel a Jesus deve evitar todos os extremos.
Não sou contra pastores visitarem o criminoso condenado Lula. Mas essas visitas devem ter como único objetivo proclamar o Evangelho para ele, curar o câncer esquerdista alojado em sua mente e expulsar as legiões de demônios dele. Visitas com finalidade política são uma traição ao Evangelho.
Já que os líderes esquerdistas da IECLB gostam tanto de revoluções esquerdistas para derrubar governos, desafio os pastores e membros das congregações locais da IECLB a realizar uma revolução bíblica e conservadora para derrubar a ditadura esquerdista na cúpula da IECLB que defende o indefensável, inclusive o aborto, indo frontalmente contra Jesus Cristo, o Senhor da vida.
Enquanto a ditadura esquerdista durar na direção da IECLB, pastores esquerdistas se sentirão à vontade para defender, em nome da IECLB, o aborto no Supremo Tribunal Federal.
É hora de dar aos líderes esquerdistas da IECLB o que eles mais gostam: revolução — revolução bíblica e conservadora!
Com informações do PT, Associação Luteranos Herdeiro de Worms, GospelPrime e Wikipédia.
Leitura recomendada:

5 comentários :

Família Prediger disse...

Eis o posicionamento oficial da Igreja sobre o assunto:
http://www.luteranos.com.br/conteudo/nota-sobre-a-participacao-da-pa-lusmarina-campos-garcia-na-audiencia-publica-promovida-pelo-stf-sobre-a-proposta-da-descriminalizacao-do-aborto-ate-a-12-semana-de-gestaca

Daladier Lima disse...

Meu prezado Julio Severo, por toda parte é assim. Aqui em Pernambuco os dois grandes ministérios assembleianos apoiam o governador Paulo Câmara que impõe a agenda esquerdista e ainda pôs um travesti pra fazer teatro com Jesus em Garanhuns este ano. E foram simpáticos a Lula que distribuía migalhas enquanto surrupiava nossa fé e solapava nossa religião.

Gerhard Bœhme disse...

Caro Julio Severo,

lamento este posicionamento de alguns "líderes" de nossa IECLB, primeiro que não falam em nome dos luteranos, segundo que causaram um descontentamento enorme dentro de nossas comunidades e mais importante, não adotam uma posição cristã, assim entendo eu.

Lamentei profundamente a presença do Pastor Inácio Lemke da IECLB em Curitiba! Assim como de uma "pastora" na showmissa no ABC antes do criminoso finalmente se entregar à polícia.

No mais recomendo que leia, e também me critique, se for o caso:

https://www.facebook.com/groups/1150053715017405/permalink/1987835884572513/

Gerhard Bœhme disse...

Caro Julio Severo,

este é um tema delicado, mas que merece reflexão por parte da direção da IECLB, pois temos um histórico triste na Igreja Luterana nesta área, não digo que começou com parte significativa dos membros não aceitando o dirigismo do Estado, que levou a criação do atual Sínodo de Missouri. Tivemos a questão da Igreja Confessante. E com o Pastor Walter Altmann & Cia. assistiamos a IECLB sendo direcionada para a esquerda no espectro político partidário, deixando Jesus Cristo de lado, abandonamos a educação escolar como compromisso e a evangelização como parte do nosso dia-a-dia.

A criação da ideologia que podemos chamar de lulopetismo, na realidade uma espécie de nacional-socialismo, que guarda semelhanças até no nome do partido que buscaram criar, cito o Partido dos Trabalhadores, mas da Alemanha. Uma ideologia pautada no culto a uma personagem, que foi criada a partir da mobilização da esquerda infiltrada no seio da Igreja Católica, nas suas CEB, do anarco-sindicalismo na época voltado a uma atuação em empresas privadas e multinacionais no ABC, somadas a um grupo de intelectuais da Universidade de São Paulo – USP. Hoje sabemos que esta ideologia se alastrou a uma infinidade de “entidades religiosas”, assim como acabaram criando outras, a maioria delas se abrigando em partidos denominados “republicanos”, as quais vendem a “Teologia da Prosperidade”, que divide com a “Teologia da Libertação” e a “Teologia de Missão Integral” o que podemos chamar de correntes que contaram com o que podemos chamar de teólogos da corte, com suas teologias genéricas, que não apresentam metodologias definidas, buscam ser de baixo custo, assim acessíveis a todos, adaptáveis aos cristãos de todas as tradições, com apelos para mobilizá-los à prática. Algo como o politicamente correto aplicável ao cristianismo, e que se estende também a outras religiões, dando sentido a uma religião universal.

O resultado foi o de manipular comunidades cristãs, pois são danosas a pregação cristã, passam a utilizar a Palavra como instrumento de pregação ideológica, pior ainda, política-ideológica.

E como se deu a esta degradação moral?

Tomei conhecimento do uso da ideologia marxista em comunidades cristãs, no seio da Igreja Católica com o alerta dado, e com propriedade, pelo Embaixador José Osvaldo de Meira Penna, com seu livro: Opção Preferencial Pela Riqueza. A partir dele e de muitos outros, inclusive dos que foram condenados pelo Vaticano e usados no Brasil visando perverter cristãos. Isso vinha sendo feito e se intensificou nas duas últimas décadas, onde toda ética nasce de uma tensão de opostos, às vezes cruenta, entre o ideal possível e o real objetivo. O intuitivo opõe-se ao pragmático de se aplicar estas teologias genéricas.

Como liberal no campo econômico, conservador no campo político, definição entendida a partir do que é conservadorismo nas palavras do Professor Roger Scruton, entendo que com tais “teologias” nos afastamos do mundo real, com suas virtudes e vícios, para um mundo onde se prega um mundo ideal, que quer onde tenha sido aplicado, levou ao fracasso.

O que nós precisamos para o nosso desenvolvimento não é de ideologias, projeções de culpa, bodes expiatórios, despachos mágicos, malabarismos fantásticos e fantasias utópicas, mas sim o papel central que desempenha o desejo de Deus, radicado no mais íntimo de nosso ser e que, quando cultivado com generosidade, nos abre espiritualmente o caminho para o acolhimento de Jesus, Palavra de Deus, e para a inteira doação de nós mesmos ao Espírito do Senhor. Assim podemos ser cristãos no nosso dia a dia, e desenvolvermos seja com a ideologia política que escolhemos, ou o modelo econômico que nos identificamos, o desejo, de fato, que nos assemelha a Jesus e se estende a toda a obra de Jesus, que veio para salvar a todos os humanos através de sua Igreja, concretamente, através dos padres, pastores e dos missionários, chamados a doar a sua vida à plena realização da Igreja, o que há de mais perfeito entre todas as obras de Deus.

Unknown disse...

E agora a presidência da Igreja ameaça os pastores de processo aos que compartilharem o texto, afirmando que é calúnia.
Calúnia???
"Pelo que percebo nos rumos políticos, todo PTista quando não tem razão parte para ameaças... No "bom estilo" dos comunistas". Estou errado??
Se não é verdade, por que não punem exemplarmente o Inácio e a Lucimar... ??? que parece estar falando em nome de satanás ao defender o aborto e um criminoso CONDENADO...(?)
Saí do pastorado... E agora da IECLB.
É vergonhoso ser membro desta igreja, na qual, fui batizado há 58 anos atrás.
Ódio Sr. presidente da IECLB, é quando alguém defende assassinar um feto.
É ódio contra um filho de Deus que ainda não nasceu.
Carlos Niewohner - Ex pastor e agora ex-membro.