14 de julho de 2018

Três coisas que os líderes cristãos podem aprender com Trump


Três coisas que os líderes cristãos podem aprender com Trump

Michael Brown
Há muitas coisas que os seguidores de Jesus não podem aprender com Donald Trump. Isso é auto-evidente. Mas há coisas que ele pode nos ensinar, especialmente aqueles de nós na liderança.
Primeiro, porém, deixe-me enumerar algumas coisas que o presidente Trump não pode nos ensinar, inclusive: 1) como cultivar a humildade; 2) desenvolver ferramentas eficazes para o estudo pessoal da Bíblia; 3) tratar seus oponentes com civilidade e respeito; 4) como evitar o divórcio; 5) chaves para a pureza sexual; 6) como negar a si mesmo; e 7) desenvolver um penteado distinto para pregadores de TV. (Espere. Isso pode funcionar!)
No entanto, há muitas coisas que o presidente pode nos ensinar — novamente, falando de líderes em particular — mesmo que não gostemos da maneira específica como ele tem modelado algumas dessas coisas.
Eis uma pequena lista.
1. Não evite o confronto. Muitas vezes nos esforçamos para sermos “legais.” A todo custo, não queremos ofender. Mas às vezes o confronto é necessário e importante, e há vários exemplos bíblicos para isso.
Natã, o profeta, confrontou o rei Davi (2 Samuel 12). Paulo confrontou Pedro (Gálatas 2). Provérbios até diz: “Melhor é a repreensão aberta do que amor oculto” (27:5). E o Novo Testamento nos chama a “falar a verdade em amor” (Efésios 4:15).
Novamente, não estou querendo dizer que todas as táticas de confronto de Trump são necessárias ou que a maneira como ele enfrenta está sempre certa. Mas é claro que ele vai falar alto e falar claro quando sentir a necessidade, não importa o quão desconfortável as coisas se tornem. Misturado com graça e sabedoria, isso é algo que devemos também aprender a fazer. Não tenha tanto medo de confrontos desconfortáveis.
2. Não seja escravo da opinião pública. Está ficando cada vez mais claro que Trump controla a mídia muito mais do que a mídia controla Trump. Isso não quer dizer que ele não se importe com pesquisas e reportagens negativas. Nem isso quer dizer que devemos nos tornar surdos às vozes dos outros. Os pastores precisam estar atentos às ovelhas.
Mas com demasiada frequência, como líderes cristãos, estamos mais preocupados com a opinião humana do que com a opinião divina, mais desejando agradar às outras pessoas do que agradar ao Senhor. E muitas vezes, dizemos às pessoas o que elas querem ouvir, e não o que elas precisam ouvir.
E quantos pastores e líderes são escravos de números da congregação, restrições orçamentárias, às sensibilidades da comunidade?
“Não me atrevo a falar sobre isso, para não perder membros a longo prazo. Não me atrevo a tomar esta posição, para que nossa base de contribuintes não se evapore. Não me atrevo a me envolver nessa controvérsia, para que a comunidade não me veja de maneira negativa.”
Isso é escravidão, não liberdade. Trump também pode nos ensinar uma lição aqui. Faça o que é certo porque é certo, não porque é conveniente.
Nas palavras citadas de Martin Luther King, “A medida máxima de um homem não é onde ele está em momentos de conforto e conveniência, mas onde ele está em tempos de desafio e controvérsia.”
3. Não tenha medo de enfrentar as tempestades. Alguns chamam isso de teimosia, outros de convicção, outros de insensatez. Mas está claro que Trump não tem medo de tomar uma posição, tomar alguns golpes (como no bombardeio de dia e de noite da mídia) e segurar suas armas, acreditando que, com o tempo, ele estará certo.
Mais uma vez, ele fez isso às vezes quando eu gostaria que ele não o fizesse. Ele parece ser surdo. Ele alienou pessoas que ele poderia ter conquistado. Ele parece ser mais teimoso do que pragmático, daí minhas advertências.
Mas ele também provou que, se você defende um princípio em particular, então se recusa a sair desse princípio, independentemente da quantidade de críticas que recebe, você pode superar quase qualquer tempestade.
Quantas vezes nós falamos besteiras quando a pressão aumenta? Quantas vezes nos desmoronamos logo antes do avanço? Com que frequência somos marcados pela covardia em vez da coragem?
Provérbios afirma: “Se você vacilar em tempos de angústia, quão pequena é a sua força!” (24:10)
O presidente Trump dá um exemplo de força, se você o ama ou detesta, e é por isso que muitos se uniram em torno dele.
Podemos aprender uma ou duas coisas com ele no meio de suas falhas e imperfeições. E se pudermos unir coragem, franqueza e tenacidade com a semelhança de Cristo, ninguém poderá nos impedir. (Verdade seja dita, a verdadeira semelhança com Cristo requer coragem, franqueza e tenacidade, não é verdade?)
E, talvez, quando permanecermos fortes, altos e audazes, poderemos ensinar uma ou duas coisas também ao nosso presidente.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): 3 things Christian leaders can learn from Trump
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