25 de julho de 2018

Abandonados por calvinistas americanos e europeus, calvinistas sul-africanos buscam refúgio na Rússia


Abandonados por calvinistas americanos e europeus, calvinistas sul-africanos buscam refúgio na Rússia

Julio Severo
As primeiras famílias de bôeres, descendentes de colonos holandeses calvinistas na África do Sul, poderão em breve se mudar para a Rússia para escapar do aumento de assassinatos, estupros e violência contra brancos. Cerca de 15.000 bôeres querem deixar a África do Sul e se tornar agricultores na Rússia.
Refugiados brancos da África do Sul
Você pode assistir a um vídeo de alguns bôeres chegando à Rússia aqui: https://youtu.be/62TH_FwVQvc
A família Schlebusch, da região de Bloemfontein na África do Sul, será uma das primeiras 50 famílias bôeres a se estabelecer no sudoeste da Rússia. Como muitos outros bôeres, eles estão buscando asilo político na Rússia. Eles estão enfrentando ataques violentos, estupros, assassinatos e ameaças de morte na África do Sul, decorrentes de planos do governo socialista de exterminar brancos e expropriar suas terras.
Um artigo de 2013 no WorldNetDaily cita Ilana Mercer dizendo, com todas as suas críticas antiapartheid, que “mais pessoas são assassinadas em uma semana sob o domínio africano do que morreram sob detenção no governo africânder ao longo de aproximadamente quatro décadas.”

Petições não respondidas

Mais de 12 mil pessoas assinaram uma petição pedindo ao presidente Donald Trump que deixe os brancos da África do Sul emigrarem para os EUA. A petição on-line pede a Trump que “tome as medidas necessárias para iniciar um plano de imigração que permita que bôeres brancos entrem nos Estados Unidos.” Boer é o termo usado para descrever os sul-africanos de ascendência holandesa, alemã ou huguenote, que também são comumente mencionados como africânderes.
Uma petição semelhante, apelando ao presidente da União Europeia Jean-Claude Juncker, à chanceler alemã Angela Merkel e à primeira-ministra britânica Theresa May, para permitir que brancos sul-africanos entrem em países da UE, ganhou quase 17.000 assinaturas.
Até agora, os africânderes não receberam resposta de Trump e Theresa May, que são conservadores e governam nações que receberam um grande número de “refugiados” muçulmanos da África.
Deixados sem opção, os africânderes estão buscando refúgio na Rússia.
No início deste mês, o agricultor Adi Schlebusch visitou a região russa de Stavropol. Seu avô foi assassinado em sua fazenda na África do Sul.
O governo de esquerda de Cyril Ramaphosa na África do Sul tem pregado violência contra os brancos.
Schlebusch disse que cerca de 15 mil bôeres estão prontos para deixar seu país e começar uma nova vida na Rússia. Ele disse:
“A razão pela qual estou considerando a imigração é honestamente porque vejo nuvens escuras pairando sobre nosso futuro. A realidade é que nós tememos por nossas vidas. E a realidade é que um agricultor branco é atacado todos os dias na África do Sul. Meu avô foi assassinado nesta fazenda. O governo é certamente responsável por criar esse clima de antagonismo em relação aos agricultores brancos.”
Schlebusch disse que visitou a Rússia com sua família para explorar as possibilidades de reassentamento na área. Ele disse:
“Eu sei que o crescimento da produção agrícola é imenso na Rússia. Então, acho que é o momento certo para entrar na agricultura na Rússia. E acho que há muito potencial.”
Stavropol está pronta para receber até 50 famílias bôeres, segundo o vice-comissário da região para os direitos humanos, Vladimir Poluboyarenko. Ele disse que já existe um plano para o assentamento de aproximadamente 500 famílias com seu próprio gado perto de Stavropol.
A Rússia é a maior nação ortodoxa cristã do mundo, e não sei se seria o melhor ambiente para os calvinistas. Os EUA seriam um lugar melhor, especialmente porque Trump é um presbiteriano (uma espécie de calvinista), embora não seja um presbiteriano firme, porque se divorciou e sua atual esposa é católica.
Contudo, Trump não está ajudando os calvinistas da África do Sul.
Aliás, até mesmo outros calvinistas americanos não os estão ajudando. Por exemplo, o teólogo calvinista John MacArthur tem um livro inteiro contra os pentecostais, mas nenhum livro contra o genocídio dos calvinistas na África do Sul. Mesmo em seus outros livros, ele nunca aborda a situação de bôeres e africânderes.
Tenho sua Bíblia de Estudo MacArthur e Strange Fire, onde ele ataca carismáticos, pentecostais e neopentecostais. Nenhuma menção de ajudar bôeres e africânderes.
É muita insensibilidade para com seus irmãos e irmãs calvinistas, não é?
Não sou calvinista, mas se eu fosse o presidente dos EUA, eu ajudaria os calvinistas sul-africanos. Anos atrás, conversei com um importante líder da Igreja Ortodoxa Cristã na Rússia. Pedi a ele que conversasse com Putin sobre a situação dos brancos sul-africanos, não porque eu ache que a Rússia é a melhor nação para eles, mas porque eles estão abandonados e os EUA e a Europa não querem ajudá-los.
Realmente acho que a Rússia é um bom lugar para os cristãos ortodoxos, mas não para os calvinistas sul-africanos, porque sua afinidade é com os peregrinos americanos.

Uma judia sul-africana fala

Em seu livro “Into the Cannibal’s Pot: Lessons for America from Post-Apartheid South Africa” (Jogados dentro do caldeirão do canibal: Lições da África do Sul pós-Apartheid para os Estados Unidos), publicado por Bytech Services em 2011, a autora sul-africana Ilana Mercer disse:
“Os ensinamentos judaico-cristãos sustentaram grandes lutas morais na África do Sul e nos Estados Unidos, desenvolvimento separado na África do Sul, escravidão e segregação nos EUA. Lá eu disse isso. Como os primeiros americanos, os puritanos da África do Sul tinham uma profunda afinidade com a fé e a moral de Moisés. No livro ‘The Roots of American Order’ (As Raízes da Ordem Americana), Russell Kirk viu que a influência sobre os puritanos da Nova Inglaterra veio da fé e tradições dos hebreus. Para sustento e orientação, os puritanos recorriam ao livro de Êxodo — cujo tema é a fuga da escravidão para a liberdade — como fizeram com os livros de Reis e Romanos. Como os puritanos dos EUA, os calvinistas holandeses que colonizaram a África do Sul estavam mergulhados no ‘conhecimento hebraica de João Calvino’ Tanto na África quanto nos EUA, os puritanos viam nos filhos de Israel e na história do Êxodo uma metáfora para sua própria busca; seu protestantismo eles consideravam como uma continuação da aliança de Deus com o povo do Antigo Testamento. Conforme eles interpretavam, a preservação de suas respectivas comunidades de crentes e suas características culturais estava preordenada.”
Muito sabiamente, Mercer, que é filha de um rabino, acrescentou:
“Os africânderes ilustram perfeitamente o que aconteceu com o mundo protestante-calvinista; afundou em um paroxismo de culpa paralisante, para o qual parece não haver cura.”
E ela explica, nas palavras de um filósofo africano, a razão por que o genocídio que os calvinistas brancos estão sofrendo na África do Sul é uma realidade sombria em todo o continente africano. Ela disse:
“Daniel Etounga-Manguelle, um pensador camaronês e ex-assessor do Banco Mundial, afirma que ‘O que os africanos estão fazendo entre si desafia a credulidade. Genocídio, sangrentas guerras civis e crimes violentos desenfreados sugerem que as sociedades africanas em todos os níveis sociais são até certo ponto canibais.’”
Mercer argumenta que a transferência de poder na África do Sul para a maioria negra produziu resultados desastrosos para eles, bem como para a minoria branca.
O que deu errado para os calvinistas na África do Sul?

Moderna África do Sul e bruxaria

Nelson Mandela inaugurou na África do Sul uma era em que a bruxaria foi reconhecida e respeitada pelo Estado.
As festividades em 2012 do centenário do partido do governo, o Congresso Nacional Africano, o partido de Mandela, foram marcadas por sacrifícios de animais e rituais realizados por feiticeiros “para se lembrarem de seus ancestrais e se lembrarem de seus próprios deuses do jeito tradicional.”
Esse “jeito tradicional,” ou jeito africano, é conhecido no Brasil: o candomblé e outras religiões afro-brasileiras. A propósito, se você desaprovar esse jeito apontando que na Bíblia Deus condena a bruxaria, a resposta estatal segue o mantra esquerdista: críticas à adoração africana e seus deuses e demônios são discriminação, até mesmo racismo!
Dois bodes, duas galinhas e um touro foram sacrificados para se comunicarem com supostos ancestrais mortos no centenário do Congresso Nacional Africano. Os bruxos estavam tendo alucinações durante o ritual, comemorando a “libertação” da África do Sul.
Os rituais no funeral de Mandela em 2013 foram semelhantes. Animais foram sacrificados. A matança cerimonial de animais é um dos jeitos que os “ancestrais” são invocados para pedir ajuda. Os convidados desses rituais bebem o sangue dos animais mortos. A veneração ao mundo dos espíritos ancestrais desempenha um papel importante na “cultura” sul-africana. (Conheço esses termos muito bem. No Brasil, durante anos os brasileiros foram doutrinados por seu governo esquerdista que o Cristianismo é uma religião e a bruxaria africana é apenas “cultura”!)
Seguindo essa tradição, o corpo de Mandela foi acompanhado por indivíduos que mantinham comunicação com seu espírito e outros espíritos.
A feitiçaria não é o único problema. A África do Sul está sob o feitiço poderoso da Esquerda ocidental.

Legado assassino

Mandela e seu Congresso Nacional Africano estavam para transformar a África do Sul num violento país marxista e comunista no modelo soviético ou cubano “quando foram comprados por suborno pelo [socialista] Partido Democrático dos EUA e grandes empresas multinacionais que regaram os novos governantes negros com riquezas e poder, e, acima de tudo, com cobertura favorável dos meios de comunicação,” de acordo com Rodney Atkinson. Eles foram subornados pela Esquerda ocidental. O resultado? Eles se tornaram uma nação socialista violenta no modelo ocidental.
Sob o feitiço desse modelo socialista, a África do Sul vem implementando a decadência moral como nenhuma outra nação africana fez. Para o sr. Atkinson, Mandela tem um legado assassino. Em 1996, Mandela aprovou uma das leis mais liberais de aborto no mundo.
Naquele mesmo ano, a nova constituição de Mandela tornou, conforme LifeSiteNews, a África do Sul o primeiro país do mundo a colocar a “orientação sexual” junto com raça e religião como bases restritas de discriminação — algo que foi fundamental para a legalização do “casamento” homossexual uma década depois.
Em outras palavras, enquanto muitas outras nações africanas seguem a tradição de proteger a família, inclusive contra o “casamento” gay e o aborto, nesse aspecto a África do Sul sob Mandela seguiu o modelo socialista ocidental. Apenas com relação à religião, Mandela abriu as portas nacionais para o jeito africano tradicional e seus demônios.

Calvinismo na África do Sul

Exatamente como outras nações africanas, a África do Sul era também estritamente contra a sodomia e o aborto, sob os governos brancos. As autoridades dos governos brancos eram na maior parte calvinistas, e inegavelmente a África do Sul muito prosperou sob a inspiração calvinista. Seu desafio maior foi prevalecer sobre barreiras raciais — um problema comum na África, considerando as guerras tribais em que tribos têm se odiado, se escravizado e se massacrado umas as outras por diferenças raciais e “culturais.” Lembre-se dos tutsis e hutus. Negros odiavam, escravizavam e massacravam uns aos outros muito antes dos brancos e muito depois deles.
A dificuldade calvinista de prevalecer sobre as barreiras raciais abriu as portas para a resistência, principalmente comunista, e um enfraquecimento gradual de sua própria tradição religiosa.
Em 1985, enquanto estavam sob governo branco, 92% dos africânderes (brancos sul-africanos) eram membros de igrejas reformadas (calvinistas). Mas depois do governo pró-aborto e pró-sodomia de Mandela, tudo mudou. Em 2012, essa estatística havia caído para 41%, enquanto a real frequência aos cultos semanais de igrejas reformadas é estimada em abaixo de 25%.

Gandhi, Apartheid e Racismo

O enfraquecimento dos calvinistas segue a estranha ideia social de que o Apartheid é pior do que qualquer mal que a África do Sul esteja sofrendo desde o fim do Apartheid.
O Apartheid tem sido elevado acima dos estupros desenfreados, inclusive de crianças e bebês, na África do Sul.
O Apartheid tem sido elevado acima da problemática vida pessoal de seu maior oponente, Mandela, descrito pelo DailyMail como um homem “mulherengo e que batia nas esposas.” Ele era também um comunista envolvido em atentados terroristas.
O Apartheid tem sido elevado acima do mal do socialismo, aborto e outras ameaças.
E é de suspeitar que o marxismo, adotado por Mandela, tenha abraçado uma suposta luta contra o racismo. De acordo com o especialista acadêmico americano Walter Williams, que é negro, Karl Marx era um homem racista. Como então Mandela adotou o marxismo para lutar contra o Apartheid e, mais tarde, usou o marxismo para legalizar o aborto?
E agora, os marxistas, cujo pai era racista, colocam Mandela no mesmo nível de mito de Mahatma Gandhi — outro racista. Para Gandhi, que havia visitado a África do Sul, os africanos não eram melhores do que os “intocáveis” da Índia. Ele achava que as pessoas negras eram sub-humanas.
A deificação de Gandhi intencionalmente eclipsou o Gandhi real, exatamente como a deificação de Mandela tem intencionalmente eclipsado o Mandela real: o membro de posição elevada no Partido Comunista da África do Sul e um defensor do aborto e homossexualidade.
Gandhi foi, de acordo com o jornal americano HuffingtonPost, elevado a um messias do século XX por pastores e missionários americanos e europeus. Por exemplo, John H. Holmes, um pastor unitarista liberal de Nova Iorque, louvou Gandhi em seus escritos e sermões com títulos como “Gandhi: O Cristo Moderno” e “Mahatma Gandhi: O Maior Homem desde Jesus Cristo.”
Mandela será o novo messias deificado pelos pastores e missionários protestantes? Alguma dúvida?

Calvinismo e Pentecostalismo

Talvez os calvinistas da África do Sul pudessem ter evitado o destino catastrófico de sua nação abrindo as portas para o reavivamento espiritual. Uns 100 anos atrás, quando o Congresso Nacional Africano iniciou sua luta contra o Apartheid, os Estados Unidos começaram a experimentar um derramamento do Espírito Santo, e nasceu o movimento pentecostal. O Espírito Santo não fez distinção de raça e cor: brancos e negros eram batizados no Espírito Santo e brancos e negros se tornaram líderes na igreja pentecostal.
Enquanto a propagandista esquerdista e feminista de controle da natalidade Margaret Sanger pregava a extinção dos negros por meio do controle da natalidade uns 100 anos atrás, brancos e negros pobres se uniam em suas experiências pentecostais.
O pentecostalismo, rejeitado por muitos calvinistas ricos e opulentos, tem sido o jeito de Deus de lidar com questões raciais desde o início do século XX.
Os calvinistas, que abençoaram a África do Sul por mais de três séculos com seu capitalismo e trabalho duro, precisavam de tais experiências pentecostais para enfrentar os desafios do século XX. O fato de que não se abriram para tais experiências acabou se tornando vitória para ídolos marxistas e sua “libertação” com estupros epidêmicos, aborto e homossexualidade.
Um reavivamento, com abundantes dons sobrenaturais, poderia também ajudar os calvinistas a enfrentar um dos maiores males da cultura africana: a feitiçaria e os demônios. O Cristianismo real sempre inclui expulsão de demônios, assim como Jesus fazia, mas os calvinistas na África do Sul não conheciam tal poder, que era tão necessário para eles.
Cristãos fortemente armados com dons sobrenaturais também são mais difíceis de caírem vítimas do marxismo, que é desenfreado na África do Sul.
Entretanto, os calvinistas na África do Sul não tinham esse poder.
Sob os calvinistas, a África do Sul era pró-Israel. Desde Mandela, a África do Sul é anti-Israel. Os calvinistas sul-africanos são muito mais conservadores do que os calvinistas nos EUA e na Europa. Eles são tão conservadores quanto os cristãos russos.
Na minha opinião, o melhor lugar para os refugiados calvinistas da África do Sul não é a Rússia. É os EUA ou a Europa. Mas o que fazer? Os EUA receberam milhões de imigrantes muçulmanos nos últimos 40 anos. A Europa também recebeu milhões de imigrantes muçulmanos da África. Mas eles não querem receber refugiados brancos que têm suas mesmas origens étnicas, culturais e religiosas. Eles rejeitam refugiados reais e abraçam refugiados falsos.
Os “refugiados” muçulmanos nos EUA e na Europa estão ocupados destruindo as nações que os ajudam. Em contraste, refugiados brancos da África do Sul trabalhariam duro.
Por que os EUA e a Europa estão rejeitando os calvinistas conservadores trabalhadores da África do Sul em favor dos vagabundos de esquerda, encrenqueiros e até terroristas?
Se os muçulmanos se intitulam de vítimas de genocídio, sem provas, o Ocidente os recebe. Se os brancos calvinistas mostram evidências de que são vítimas de genocídio perpetrado por marxistas, o Ocidente simplesmente não se importa.
Pelo menos uma vez na vida eu gostaria que Trump recordasse suas origens calvinistas. Eu gostaria que ele se lembrasse da terrível situação dos calvinistas sul-africanos. Trump pode ajudar esses verdadeiros refugiados.
Cristãos carismáticos, pentecostais e neopentecostais em todo o mundo precisam orar por reavivamento entre os calvinistas sul-africanos e profetizar a derrota das forças genocidas marxistas demoníacas no governo sul-africano.
Com informações de Russia Today, “Into the Cannibal’s Pot: Lessons for America from Post-Apartheid South Africa,” National Review, NewsWeek e Wikipedia.
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