5 de junho de 2018

Pelo segundo ano, Departamento de Estado de Trump reconhece junho como Mês do Orgulho LGBTI


Pelo segundo ano, Departamento de Estado de Trump reconhece junho como Mês do Orgulho LGBTI

Julio Severo
O secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo reconheceu junho de 2018 como Mês do Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual, Transgênero e Intersexual (LGBTI) — continuando a tradição do Departamento de Estado de Hillary Clinton sob o ex-presidente Barack Obama.
“Os Estados Unidos se juntam a pessoas do mundo inteiro para celebrar o Mês do Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual, Transgênero e Intersexual (LGBTI), e reafirmam seu compromisso de proteger e defender os direitos humanos de todos, inclusive pessoas LGBTI,” disse Pompeo numa declaração.
Os Estados Unidos juntam-se apenas a Europa e nações esquerdistas nessa celebração. Nenhuma nação conservadora aderiu.
Embaixadas e consulados dos EUA já receberam orientação do Departamento de Estado para celebrar o Mês do Orgulho LGBTI.
Por que, como estava o governo Obama, o governo Trump está tão interessado em doutrinar outras nações para celebrar a homossexualidade? No ano passado, o Departamento de Estado do Presidente Donald Trump fez a mesma celebração de mês inteiro.
A homossexualidade deveria ser motivo de celebração? Obama e Hillary a celebravam porque não eram cristãos de verdade. Mas os conservadores esperavam muito mais de Trump e especialmente de Pompeo, que foi descrito pela CBN (sigla americana da Rede de Televisão Cristã) como “um cristão muito devoto.”
A CBN também garantiu, numa reportagem de março de 2018, que Pompeo “provavelmente terá um efeito positivo na política externa dos EUA.” O cumprimento dessa expectativa teria sido importante, porque eliminaria a influência de Obama, que estava impondo a agenda homossexual ao redor do mundo através de seu Departamento de Estado. Mesmo sob Trump, a política externa dos EUA tem sido o mesmo desastre moral de Obama. No ano passado, o Departamento de Estado de Trump pressionou a Romênia a abraçar o ativismo homossexual.
Com Pompeo, os conservadores esperavam uma mudança… que não veio.
Apesar disso, a CBN predisse que os evangélicos teriam motivos para celebrar, já que Pompeo é um cristão muito devoto.
“É uma escolha tremenda para os evangélicos. Ele é um cristão muito devoto. Na verdade, ele até realizou um estudo bíblico dentro da Casa Branca,” disse a CBN.
Organizações pró-vida e pró-família elogiaram a decisão de Trump de nomear Pompeo como secretário de Estado por pensarem que ele nunca celebraria a homossexualidade e nunca reconheceria um mês homossexual. Todos eles estavam errados.
Em seu apoio entusiasta de Pompeo, a CBN comentou que ele também é muito pró-Israel. Mas de que jeito isso é importante, no que diz respeito à agenda homossexual, já que Israel tem um governo de direita que apóia essa agenda?
Em sua declaração oficial, Pompeo disse: “Em muitas partes do mundo, indivíduos LGBTI e seus apoiadores continuam enfrentando violência, prisão, assédio e intimidação,” não chegando a condenar a Arábia Saudita, conhecida por violência, prisão, assédio e intimidação de homossexuais.
No ano passado, como diretor da CIA, Pompeo fez uma viagem especial à Arábia Saudita para premiar os ditadores sauditas por combaterem o terrorismo islâmico. Um prêmio para a ditadura islâmica da Arábia Saudita por combater o terrorismo equivale a um prêmio para Hitler por combater o nazismo e a um prêmio para Stálin por combater o comunismo soviético.
Se Pompeo se mantiver coerente com tal incoerência, agora ele fará outra viagem especial à Arábia Saudita para premiar os ditadores sauditas por combaterem a violência, a prisão, o assédio e a intimidação de homossexuais?
O problema com as imposições e pressões homossexuais do Departamento de Estado dos EUA, sob Obama e Trump, é que suas principais vítimas não são muçulmanos sauditas, mas cristãos inocentes.
Os mesmos princípios homossexuais que guiaram a diplomacia dos EUA sob Obama agora guiam a diplomacia dos EUA sob Trump. A única diferença é que enquanto Obama dava apoio verbal sobre esses princípios, Trump dá apoio tácito, permitindo que seu próprio governo fale por ele. Se o ditado “quem cala consente” está correto, o “silêncio” de Trump é uma mensagem. Até mesmo a filha de Trump, Ivanka, tem quebrado o “silêncio” dele para apoiar o Mês de Orgulho LGBTQ.
É uma tática antiga que quando um presidente quer apoiar uma política, mas não pode fazê-lo diretamente para não ofender seus aliados conservadores, ele o faz indiretamente através de seus subordinados diretos, que não podem agir contra suas ordens diretas.
É um péssimo sinal que Trump está, através de Pompeo, “discretamente” apoiando o uso da política externa dos EUA para avançar e tornar grande o mesmo pecado que destruiu Sodoma. Assim que Trump não tiver aliados conservadores para ofender, ele imediatamente apoiará diretamente esse pecado, sem a necessidade de usar Pompeo e outros.
Assim que Trump não tiver aliados conservadores para agradar, ele fará o que quiser, sem a necessidade de usar seus subordinados para apoiar causas que ele não poderia apoiar diretamente.
Enquanto os EUA sob Obama e Trump estão preocupados com a homossexualidade, outras nações estão preocupadas com a ameaça homossexual às crianças. A Rússia, por exemplo, chegou à conclusão de que a única coisa que pode proteger os meninos contra a homossexualidade predatória é uma lei proibindo a propaganda homossexual, e a Rússia aprovou tal lei em 2013.
Sob Obama, era natural que a política externa dos EUA fosse contra a Rússia, considerando que a Rússia conservadora tem uma lei exemplar que proíbe a propaganda homossexual para crianças e adolescentes. Agora, sob Trump, supostamente um governo mais conservador, os EUA deveriam ter uma lei melhor que proibisse a propaganda homossexual para crianças e adolescentes, mas isso não aconteceu. Deveriam ter um Departamento de Estado conservador evitando as posturas pró-homossexualismo da era Obama, mas isso não aconteceu. Deveriam ter uma política externa contra a ideologia homossexual, mas têm uma política externa pró-sodomia. Deveriam ter um Departamento de Estado que protegesse as crianças da homossexualidade predatória, mas isso não aconteceu. Então, no que se refere à agenda homossexual, sob Trump a Rússia conservadora continuará a enfrentar os confrontos morais que enfrentou sob Obama.
Era muito fácil para nós, conservadores, lutar contra o Departamento de Estado de Obama porque tudo o que vinha de Obama era pró-homossexualismo. Mas como os conservadores deverão lutar quando uma celebração da homossexualidade vem oficialmente de um Departamento de Estado sob a liderança direta de um cristão “muito devoto”?
Os conservadores trabalharam arduamente para apoiar um Secretário de Estado que é “um cristão muito devoto,” e agora ele se comporta como um esquerdista devoto. Ele traiu Jesus Cristo, a quem ele tinha um compromisso que é mais importante que os compromissos humanos?
A Bíblia diz sobre cristãos devotos que traem o seu Mestre:
“Os que te abandonam sem dúvida perecerão; tu destróis todos os infiéis.” (Salmo 73:27 NVI)
Jesus disse:
“Eu lhes digo: quem me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. Mas aquele que me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus.” (Lucas 12:8-9 NVI)
Onde quer que ele esteja, num cargo do governo ou em outro lugar, um cristão muito devoto honra Jesus e o que Ele diz em sua Palavra — inclusive sobre a homossexualidade. Um esquerdista muito devoto honra e celebra a homossexualidade.
Se realmente Pompeo é um cristão muito devoto, significa que sua celebração da homossexualidade foi ordenada por seu patrão? Por que não renunciar em vez de honrar o pecado?
Obama usava o governo dos EUA para conduzir o mundo, por seu mau exemplo, a aceitar o estilo de vida homossexual como normal. Por apoio tácito ou explícito, o governo de Trump está conduzindo o mundo no mesmo mau exemplo.
Trump é um homem que fala, e fala fortemente em questões fortes. Seu silêncio enquanto seu ministro que é cristão muito devoto celebra a agenda homossexual é um sinal forte de que ele a aprova e que no tempo devido ele defenderá fortemente as mesmas questões que ele está defendendo.
O Departamento de Estado tem poder internacional e suas decisões homossexuais prejudicam a comunidade internacional, que estava cansada do imperialismo homossexual de Obama. Por que continuar esse imperialismo?
Não dá para subestimar a influência dos EUA. O movimento homossexual se tornou ativo no Brasil por efeito cultural direto dos EUA, inclusive suas políticas e Hollywood.
O Brasil, que é a maior nação católica do mundo, é também um dos maiores imitadores dos aspectos mais depravados da cultura americana. Com tal conhecimento, escrevi o livro “O Movimento Homossexual,” publicado em 1998 pela Editora Betânia, explicando como o movimento homossexual aumentaria no Brasil só por imitar os EUA, inclusive com doutrinação homossexual nas escolas.
As pessoas me chamavam de louco no final da década de 1990, dizendo que as escolas brasileiras nunca teriam doutrinação homossexual. Mas hoje elas a têm. Os EUA afetam o Brasil, para melhor ou pior.
O mau exemplo de Obama e Clinton em políticas homossexuais afetou o Brasil. O mau exemplo do governo Trump afetará o Brasil e outras nações.
O silêncio de Trump, enquanto seu ministro que é cristão muito devoto celebra a anormalidade homossexual na comunidade internacional, é pura conivência. Reconhecer um mês LGBTI como causa para “orgulho” e celebração é louvor e celebração estúpida. A homossexualidade é causa de vergonha e escândalos, não orgulho e celebração. Por que então o Departamento de Estado de Trump está tão orgulhoso de um mês LGBTI?
Quando um ministro de Trump que é cristão muito devoto abertamente encoraja a celebração da perversidade homossexual debaixo do silêncio de seu chefe, o silêncio dele é conivência.
A homossexualidade é uma vergonha e onde está presente, a perversão é seu resultado. Os maiores escândalos da Igreja Católica hoje são causados por padres homossexuais. A homossexualidade é causa de vergonha e escândalos, não orgulho e celebração, na Igreja Católica e outras instituições.
Por que o Departamento de Estado de Trump quer louvar e encorajar na comunidade internacional uma anormalidade e perversão comportamental que causa escândalos e tragédia para crianças? Por que o Departamento de Estado não se engaja numa campanha internacional para proteger as crianças contra a propaganda homossexual e seus malefícios?
Eu admirava quando os EUA, seus presidentes e governos louvavam e encorajavam as pessoas a ler a Bíblia, que condena a homossexualidade.
George Washington, o primeiro presidente dos EUA, condenava a homossexualidade. A única atitude diplomática apropriada para com a homossexualidade é condenação e desestímulo.
A atitude de Washington foi um bom exemplo. O que o Departamento de Estado de Obama fazia e o que o Departamento de Estado de Trump está fazendo é mau exemplo.
Evidentemente, grupos extremistas precisam ser condenados. Alguns católicos pró-Inquisição defendem a pena capital para homossexuais, e eu os repreendi publicamente por isso em meu artigo “Uma Inquisição Mundial para Matar Homossexuais?” Aliás, existem agora grupos católicos de direita no Brasil justificando a Inquisição usando Trump! Contudo, grupos extremistas não deveriam ser usados como desculpa para proteger a homossexualidade predatória. Crianças, não a propaganda homossexual, precisam de proteção.
Provavelmente, o governo de Trump está apoiando a agenda homossexual para agradar à Esquerda, que mesmo assim não está contente, pois ela quer o bolo inteiro, e Trump está lhes dando apenas uma fatia.
Como evangélico conservador brasileiro, peço que os evangélicos dos EUA pressionem o governo de Trump para abandonar o imperialismo homossexual de Obama no Departamento de Estado e honrar seu compromisso com seus eleitores evangélicos, que foram decisivos para sua vitória. O governo de Trump deveria defender a família contra a homossexualidade predatória, que é uma ameaça especial às crianças.
Trump e Pompeo podem aprender muito com o bom exemplo de Washington e serem um bom exemplo para o mundo.
Sou tocado e encorajado pelo bom exemplo de Washington, mas sinto vergonha do mau exemplo do Departamento de Estado de Trump, o qual diz que está preocupado com os direitos humanos dos homossexuais, mas nem a Casa Branca nem Pompeo estão condenando publicamente o aliado dos EUA, a Arábia Saudita, por violência, prisão, assédio e intimidação de homossexuais.
Como é que o Departamento de Estado de Trump e suas embaixadas e consulados podem dizer ao mundo que os EUA têm orgulho da homossexualidade? Então os EUA sob Trump sentem vergonha de George Washington e da Bíblia em que ele cria? Os EUA sob Trump sentem vergonha de que a Bíblia, o Livro que engrandeceu os EUA, condena a homossexualidade?
Pode um cristão muito devoto dedicar um mês inteiro para celebrar a homossexualidade? Então por que Pompeo fez isso?
Se Sodoma foi destruída por causa do pecado homossexual, como é que os EUA esperam escapar do juízo de Deus pelo mesmo pecado?
“A justiça engrandece a nação, mas o pecado é uma vergonha para qualquer povo.” (Provérbios 14:34 NVI)
Com informações da Rede de Televisão Cristã dos EUA e do Departamento de Estado dos EUA.
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