30 de maio de 2018

E se os médicos aborteiros usassem armas em vez de agulhas?


E se os médicos aborteiros usassem armas em vez de agulhas?

Dave Daubenmire
Todo argumento no mundo é baseado na perspectiva. Essa obviedade está se tornando cada vez mais clara à medida que nos aprofundamos cada vez mais no buraco de rato que se tornou o debate público. Quanto mais dividida a América se torna, mais emoções entram em jogo.
Costumávamos usar a expressão “debate racional” quando nos referíamos ao diálogo entre pontos de vista opostos, mas as discussões de hoje estão se tornando menos e menos racionais e mais e mais emotivas. Fatos não importam mais, especialmente num diálogo emocional. Os sentimentos dominam tudo hoje e as decisões emocionais raramente são as melhores.
Emoções profundas são mais poderosas… pelo menos até a hora de pagar o flautista. Hoje, onde o dinheiro real e seu valor estão se tornando cada vez menos concretos, muitas vezes encontramos nossos corações escrevendo cheques que nosso talão de cheques não pode cobrir.
É por isso que os Estados Unidos se encontram numa dívida de trilhões de dólares.
Poderíamos propor uma longa lista de decisões emocionais que não se revelaram tão sábias… Nossa primeira experiência sexual… A compra do nosso primeiro carro… A votação num presidente com base na cor da sua pele…
Aquele que formula o argumento ganha o debate e a Esquerda tem sido muito mais eficaz na sua formulação. Anos de educação governamental em que professores do sexo masculino estão em minoria, descobrimos que nossos filhos são bastante eficazes em imitar, mas miseravelmente incapazes de pensar com o uso da lógica.
A chave para ganhar a maioria dos argumentos é formular o debate de tal forma que ele traga uma resposta emocional maior que acabe levando a uma decisão lamentável quando for vista sob o microscópio da lógica.
Fatos são fáceis de ignorar quando as emoções estão envolvidas. Quanto mais emocional o debate, menos os fatos importam e mais ilógica a solução. Se os conservadores vão mover a direção no debate cultural, teremos de nos tornar mais especialistas em formular argumentos.
Tudo o que precisamos fazer é ver o atual debate sobre armas. Precisamos andar com mais cuidado para que não acabemos na armadilha que a esquerda estabeleceu. “Você certamente não é a favor de ver criancinhas morrerem nas escolas, não é?”
Essa não é a questão. Claro que não… mas associar armas a assassinato é forçar a barra. Existem muitas maneiras de matar pessoas.
É como a palavra “escolha” que a Esquerda usa ao tentar esconder o fato de que o aborto mata um bebê. Se a “escolha” for sobre o direito de um bebê viver, em vez do direito de uma mulher de abortar, você encontrará menos pessoas apoiando o “direito da mulher de escolher.”
Qual seria a reação ao aborto provocado se os médicos aborteiros matassem os bebês com armas?
E se apontássemos que os fórcepses e as mangueiras de sucção matam mais crianças do que as armas? E se dissermos que o útero é mais perigoso para uma criança do que uma escola pública? Alguma vez argumentaríamos que os adolescentes nas escolas não são realmente pessoas porque ainda são dependentes de seus pais? E se todo o debate sobre o aborto fosse focado na criança e não na mãe? E se nos concentrássemos no direito de um bebê viver?
Seria horrível perder uma criança, independentemente da arma que foi usada. O aborto mata mais crianças do que qualquer outra coisa. E se proibíssemos as armas de destruição em massa abaixo?
E se usássemos vídeos e ciência real para mostrar aos adolescentes o que realmente ocorre durante um aborto? Nós vemos o que as armas fazem para os seres humanos, então talvez devêssemos mostrar a eles o que a Federação de Planejamento Familiar faz para humanos prematuros. A violência no útero leva à violência no mundo. Nós nos recusamos a conectar os pontos.
Carros matam mais crianças do que armas. O mesmo acontece com mensagens de texto, bebidas, vacinas e metanfetamina. Sugeri que o Congresso aceitasse os 500 milhões de dólares concedidos à Federação de Planejamento Familiar e os usasse para colocar guardas armados em escolas públicas, onde eles poderiam proteger as crianças inocentes de um louco com uma arma. Como dá para justificar o governo pagando para matar algumas crianças enquanto deixa outras serem alvos fáceis? Qual é realmente a diferença entre um atirador de escola e um médico aborteiro? Ambos empunham suas armas do coldre de um coração em trevas.
A posse de armas é realmente especificada na Constituição dos EUA. Dá para você me dizer qual emenda dessa constituição se refere ao aborto? O aborto não está na Constituição e leva à morte de crianças, enquanto a posse adequada de armas está especificada na Constituição e protege crianças.
Se ninguém quer ver crianças inocentes morrerem, então por que não paramos de matar crianças inocentes no útero? Dizer que essas crianças não são pessoas é o maior de todos os bullyings.
Talvez essa matança terminasse se aprovássemos uma lei forçando os médicos aborteiros a matar os bebês com armas. Talvez então a esquerda hipócrita se levantaria e lutaria por TODAS as crianças.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do NewsWithViews: What If Abortionists Used Guns Instead Of Needles?
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