15 de maio de 2018

Documento do governo dos EUA que era extremamente secreto vem alimentando ataques e desinformação da esquerda sobre esforços brasileiros contra o terrorismo comunista na década de 1970


Documento do governo dos EUA que era extremamente secreto vem alimentando ataques e desinformação da esquerda sobre esforços brasileiros contra o terrorismo comunista na década de 1970

Julio Severo
O Globo, um dos jornais brasileiros mais proeminentes — numa proeminência geralmente esquerdista —, disse na semana passada:
“Um memorando feito pelo ex-diretor da CIA William Egan Colby em 11 de abril de 1974 e destinado ao então Secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger sugere como o ex-presidente Ernesto Geisel soube e autorizou a execução de centenas de opositores políticos durante a ditadura militar no Brasil.”
A Folha de S. Paulo, outro jornal brasileiro com uma proeminência geralmente esquerdista, disse:
“Um documento secreto de 1974 liberado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos afirma que o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) aprovou a continuidade de uma política de ‘execuções sumárias’ de adversários da ditadura militar.”
Toda a esquerda brasileira está se deliciando com as informações disponibilizadas no site do Departamento de Estado dos EUA.
Presidente Ernesto Geisel
No entanto, o que O Globo chamou de “opositores políticos” inocentes, o Departamento de Estado dos EUA chamou de “os subversivos e terroristas mais perigosos.”
Então, qual é o problema do regime militar brasileiro executando os subversivos e terroristas mais perigosos?
Todos esses terroristas eram comunistas. Eles não estavam envolvidos em atividades políticas inocentes. Eles estavam envolvidos em assassinatos, assaltos a bancos e muitos outros crimes violentos. Acima de tudo, eles estavam matando para estabelecer no Brasil uma ditadura comunista.
Existe uma diferença enorme. Enquanto os regimes comunistas ao redor do mundo — inclusive a União Soviética, China e Cuba — estavam matando a torto e direito qualquer um que se opusesse pacificamente à sua ditadura, os militares brasileiros não matavam aleatoriamente pessoas não envolvidas em atividades terroristas.
O que o documento do Departamento de Estado disse?
“[O diretor da CIA William] Colby relatou que o presidente [Ernesto] Geisel planejava continuar a política de [ex-presidente] Médici de usar meios extralegais contra subversivos, mas limitaria as execuções aos subversivos e terroristas mais perigosos.”
Essa informação era extremamente sigilosa. Por que agora está disponível livremente para os esquerdistas vandalizarem um evento desagradável, mas necessário?
Não há problema em limitar as execuções aos subversivos e terroristas mais perigosos. Se não tivessem sido executados, esses subversivos e terroristas perigosos derrubariam o governo brasileiro e não limitariam quaisquer de suas execuções: eles executariam toda e qualquer pessoa, inclusive os cidadãos mais inocentes.
A violência desses terroristas não estava poupando nem mesmo americanos:
* “Em outubro de 1968 a VPR [Vanguarda Popular Revolucionária, uma organização marxista] elevou as apostas ao assassinar o capitão do Exército dos EUA Charles [Rodney] Chandler quando ele colocou os pés para fora de sua casa em São Paulo. Chandler estava fazendo cursos universitários (na altamente conservadora Universidade Mackenzie) como parte de seu treinamento para ensinar português em West Point.” (Thomas E. Skidmore, The Politics of Military Rule in Brazil, 1964-1985 [A Política do Regime Militar no Brasil, 1964-1985] [Oxford University Press, 1990], página 87.)
* Charles Burke Elbrick, embaixador dos EUA no Brasil, foi sequestrado e mantido cativo durante quatro dias em setembro de 1969.
Portanto, não há razão para defender os subversivos e terroristas mais perigosos, como a imprensa brasileira está fazendo. Tratar os subversivos e terroristas mais perigosos como meros opositores políticos é pisar no sangue de suas vítimas. Como diz o velho ditado, aquele que salva os lobos sacrifica as ovelhas.
O que mais o Departamento de Estado disse?
“O Departamento [de Estado] informou a Embaixada [dos EUA no Brasil] que, dado o rápido desenvolvimento econômico do Brasil e a hostilidade do Congresso [dos EUA] ao prosseguimento indefinido de programas de assistência, a assistência bilateral (com exceção de narcóticos e assistência de planejamento familiar) seria eliminada.”
Essa informação era extremamente sigilosa. Sua data era 18 de maio de 1973.
Por que o governo dos EUA estava tão empenhado em não eliminar sua “assistência de planejamento familiar” para o Brasil?
Mencionado com destaque no documento divulgado está Henry Kissinger, então secretário de Estado, que estava muito preocupado com os assuntos brasileiros. Kissinger também foi, com a CIA, responsável pelo NSSM 200 (Memorando de Estudo de Segurança Nacional 200). É também chamado de Relatório Kissinger, e foi elaborado durante o governo republicano de Richard Nixon.
O assunto do NSSM 200 era “Implicações do Crescimento da População Mundial para a Segurança e Interesses Externos dos EUA” e trata o crescimento da população brasileira como uma ameaça ao acesso dos EUA aos recursos naturais brasileiros.
O NSSM 200 identifica o Brasil como um dos principais alvos das políticas de controle populacional dos EUA, as quais incluíam a integração dos serviços de saúde para planejamento familiar e doutrinação.
Uma grande vitória do NSSM 200 foi integrar o planejamento familiar nos serviços de saúde. Antes do NSSM 200, o planejamento familiar (que é um eufemismo para o controle populacional) não era assistência médica e não estava integrado nos serviços de saúde. Sua integração foi uma vitória do controle de população do governo Nixon, um governo republicano obcecada em reduzir a população mundial e que, não surpreendentemente, viu o aborto sendo legalizado debaixo dos narizes dos republicanos.
Outras medidas fortes implementadas diretamente do NSSM 200 foram doutrinação de que o tamanho ideal da família era de 2 filhos e que as mulheres deveriam ser “encorajadas” ou até mesmo empurradas a trabalhar fora de casa, exatamente para dificultar o nascimento de bebês.
Enquanto o governo brasileiro estava trabalhando para executar os subversivos e terroristas mais perigosos — uma medida necessária que não desagradaria a nenhum homem e mulher decentes —, o governo dos EUA estava trabalhando para “executar” novas gerações de brasileiros através do controle populacional sorrateiro com a intenção de reservar recursos naturais brasileiros não para a próxima geração de brasileiros, mas para a próxima geração de americanos.
Enquanto isso, a mesma mídia esquerdista brasileira que tem sido cuidadosa em não chamar os comunistas ativamente envolvidos em violência e ataques terroristas de subversivos e terroristas comunistas perigosos tem sido igualmente cuidadosa em não expor e atacar os esforços de controle populacional do governo dos EUA.
O documento do Departamento de Estado disse:
“Crimmins informou ao Departamento [de Estado] que o acordo Brasil-Alemanha sobre cooperação nuclear refletia o desejo do Brasil de maior status de potência. O embaixador concluiu que, se o Brasil se tornasse uma potência nuclear, isso prejudicaria seus laços com os Estados Unidos.”
Se o Brasil deseja uma coexistência pacífica com os Estados Unidos, não pode alcançar um status importante de potência. Eu sei disso porque em 2008 o profeta americano Chuck Pierce profeticamente disse para mim e para um grupo de líderes cristãos brasileiros que se o Brasil apoiasse Israel, Deus elevaria o Brasil como uma potência e o resultado seria inveja e oposição dos Estados Unidos. Você pode ler minha reportagem completa aqui. Atualmente, como nação que não respeita Israel, o Brasil não merece se tornar uma potência.
O documento do Departamento de Estado disse:
“A Embaixada [dos EUA] comentou sobre a eleição de Geisel como presidente, observando que o retorno ao governo representativo prometido pelo regime de Médici não havia ocorrido.”
Eu apoio, no contexto dos EUA, o governo representativo para os EUA, porque suas instituições são fortes. Mas no contexto brasileiro da década de 1970, quando as instituições brasileiras estavam seriamente ameaçadas por ações subversivas e armadas de comunistas financiados por ditaduras comunistas estrangeiras, um governo representativo, pacífico e democrático para combater a violência comunista armada e a guerrilha seria suicídio nacional. Os próprios comunistas exigiam “governo representativo,” como se quisessem democracia. No contexto brasileiro, o governo representativo seria um trampolim para o caos e revolução comunista.
Mesmo assim, o governo dos EUA estava preocupado com a falta de tal governo representativo, apesar de nunca ter pressionado de forma alguma seu grande aliado, a ditadura islâmica da Arábia Saudita, a ter um governo democrático.
O documento do Departamento de Estado disse:
* “[O embaixador americano no Brasil] Crimmins discutiu as perspectivas de liberalização política no Brasil. Ele concluiu que seria uma fonte contínua de dificuldades para o governo de Geisel.”
* “Crimmins sugeriu possíveis tópicos para a futura viagem de Kissinger ao Brasil. Especificamente, o embaixador solicitou que o secretário [de Estado] tocasse com Geisel no assunto da liberalização política, em particular violações dos direitos humanos.”
* “Crimmins sustentou que é improvável que os programas de assistência direta do governo dos EUA pudessem ser usados para mitigar os abusos dos direitos humanos, mas que os esforços regionais de assistência poderiam ser eficazes.”
* “O embaixador Crimmins relatou as medidas tomadas pela Embaixada para enfatizar para as autoridades brasileiras a preocupação do governo dos EUA com relação a abusos de direitos humanos.”
* “O Departamento instruiu a embaixada a entregar uma diligência ao chanceler Silveira para informá-lo da preocupação do Congresso [dos EUA] com as violações dos direitos humanos.”
* “No telegrama 45319 para todos os postos diplomáticos, 25 de fevereiro, o Departamento solicitou informações e análises sobre violações dos direitos humanos em países que recebiam desenvolvimento econômico ou assistência militar dos EUA.”
* “A embaixada recomendou que um convite para que o diretor do Centro de Inteligência do Exército Brasileiro visitasse os Estados Unidos fosse adiado à luz das preocupações com os direitos humanos e a Operação Condor.”
O que chama a atenção nessa comunicação, sob um governo republicano e conservador nos EUA, é que todo o documento do Departamento de Estado dos EUA não contém nenhuma expressão de preocupação com abusos de direitos humanos cometidos por terroristas comunistas contra cidadãos brasileiros. Não existe essa preocupação por parte de Henry Kissinger, o embaixador dos EUA no Brasil, a CIA e no Departamento de Estado.
Como poderia o governo militar brasileiro lidar democraticamente com os terroristas comunistas, que já estavam cometendo todo tipo de violência, sem “abusos” contra os direitos humanos deles?
Enquanto o governo militar brasileiro estava lidando com comunistas — que com os muçulmanos são, por excelência, abusadores de direitos humanos —, o governo dos EUA estava criticando o governo brasileiro por abusos de direitos humanos contra os comunistas. O Departamento de Estado dos EUA tinha dúvidas de que os comunistas buscavam estabelecer no Brasil uma ditadura de abuso de direitos humanos contra a população brasileira?
Quero deixar bem claro que, como evangélico, entre o governo militar brasileiro antiisraelense e o governo dos EUA pró-Israel, eu preferiria o governo dos EUA. Mas entre os comunistas revolucionários decididos a derrubar o governo brasileiro e o governo militar brasileiro, o que os cidadãos brasileiros inocentes deveriam escolher?
Posso entender hoje o governo Obama preocupado com os abusos dos direitos humanos do governo militar brasileiro na década de 1970, mas não consigo entender como o mesmo governo republicano conservador de Nixon que tolerou todos os tipos de abusos de direitos humanos na Arábia Saudita reclamando do governo militar brasileiro não respeitando os direitos humanos dos terroristas comunistas.
O Partido Republicano e seu governo de Nixon não foram bondosos e justos com o Brasil na década de 1970. Não estou defendendo tudo o que foi feito pelo governo militar sob o comando do general Ernesto Geisel, o presidente luterano. Aliás, foi o primeiro presidente protestante do Brasil.
O documento do Departamento de Estado também disse:
“No telegrama 43532 para todos os postos diplomáticos, 26 de fevereiro, o Departamento informou aos postos em países que estavam recebendo assistência de segurança dos EUA de que ‘os fatores de direitos humanos devem, sob a política existente do Departamento de Estado, ser cuidadosamente considerados no planejamento e execução de nossos Programas de Assistência de Segurança.’ (Ibid., D750069–0367) Crimmins tocou no assunto dos casos de Kucinski e Wright em uma reunião com Araújo Castro em 25 de abril. (Telegrama 7073 de Brasília, 14 de agosto; ibidem, D750281-0294).”
Provavelmente, Crimmins quis dizer Paulo Stuart Wright, nascido no Brasil de pais missionários americanos. Wright era um político brasileiro ativamente engajado em atividades socialistas. O governo militar brasileiro o fez “desaparecer.” Seu irmão era Jaime Nelson Wright, um pastor presbiteriano ativamente engajado na propaganda socialista, especialmente no Evangelho Social (conhecido no Brasil como Teologia da Missão Integral). Mesmo não estando envolvido em violência armada, sua propaganda apoiava os comunistas envolvidos em tal violência.
Como evangélico conservador, não apoio a militância política esquerdista de Wright e igualmente não apoio o que o governo militar brasileiro fez com ele. Embora a violência armada seja combatida com uma resposta armada, propagandas ruins são combatidas com propagandas melhores — principalmente o Evangelho, que é suficiente para combater o socialismo ateísta ou “cristão.” Se Wright estava envolvido apenas em propaganda socialista, não em violência armada, o governo deveria ter encontrado outra maneira de lidar com ele. Jaime Wright, que se tornou um defensor dos direitos humanos dos socialistas brasileiros, foi fundamental para pressionar o governo dos EUA a fazer o governo brasileiro prestar contas pelo desaparecimento de seu irmão. Ele foi bem-sucedido em tal pressão apenas porque seus pais eram americanos.
Ambos Wrights poderiam ter evitado muito sofrimento pessoal se, em vez de se ocuparem com ativismo socialista, eles tivessem se ocupado só com a missão de pregar o Evangelho, curar os enfermos e expulsar demônios no nome de Jesus.
Mas, novamente, se o governo dos EUA podia tolerar a Arábia Saudita, campeã de abusos dos direitos humanos, por que não tolerar os abusos menores no Brasil?
No contexto dos EUA, com muitas igrejas evangélicas influenciando o governo dos EUA, era possível combater o comunismo com a democracia. Mas no contexto brasileiro, era impossível combater o comunismo com a democracia.
Eu entendo o Partido Democrata e seus governos socialistas de Carter, Clinton e Obama não sendo bondosos e justos com a luta brasileira contra os terroristas comunistas. Mas por que o Partido Republicano e seu governo de Nixon foram igualmente injustos?
Por que o Partido Republicano e seu governo de Nixon se preocupavam com os abusos dos direitos humanos dos subversivos e terroristas comunistas no Brasil?
Agora, a esquerda brasileira está usando as queixas do governo Nixon, disponibilizadas no site do Departamento de Estado dos EUA, como confirmação de que o governo militar brasileiro cometeu abusos de direitos humanos contra os comunistas.
Isso é de longe um dos maiores desserviços do governo dos EUA para a luta anticomunista no Brasil. O outro grande desserviço foi a campanha de controle populacional dos EUA, lançada por um governo republicano, para mirar a população brasileira para redução e doutrinação.
Confesso que fui vítima dessa doutrinação, sendo ensinado que o controle da natalidade e o planejamento familiar são um direito humano — assim como o NSSM 200 ensina. Mas depois de contato com Mary Pride (especialmente seu excelente livro, “The Way Home,” publicado pela Crossway Books em 1985) e o Dr. Paul Marx, o fundador da Human Life International, entendi que minha mentalidade pró-controle de natalidade era um resultado da doutrinação de controle populacional iniciada há muito tempo no Brasil por um governo republicano dos EUA e seu NSSM 200.
Meu primeiro contato com Paul Marx foi através de Last Days Ministries (Ministérios dos Últimos Dias) em 1986. Eu já tinha contato com Last Days Ministries, de Keith Green, sendo muito abençoado por sua literatura evangelística, devocional, inspiradora e pró-vida. Ao ler sua literatura pró-vida, tornei-me totalmente pró-vida e pedi sua ajuda para denunciar uma clínica de aborto ilegal no Brasil. Como Last Days Ministries não tinha escritório no Brasil, eles me deram o contato de Paul Marx, cuja Human Life International tinha contatos católicos no Brasil. Embora, no final das contas, esses contatos não pudessem me ajudar a fechar a clínica de aborto em São Paulo, minha mãe e eu pudemos fazê-lo.
Por revelação do Espírito Santo, fomos divinamente advertidos a não denunciar à polícia local, que de alguma forma estava ligada à clínica. Uma delegacia de polícia de outra região foi contatada.
Agradeço a Deus que há americanos que lutam arduamente para educar as pessoas em todo o mundo sobre os males que o governo dos EUA, de presidentes republicanos e democratas, faz contra outras nações através de seus esforços sorrateiros de controle populacional.
Leitura recomendada:
Postar um comentário