26 de maio de 2018

Detido por horas pela polícia enquanto homens cuspiam no nome de Jesus. Meu dia em Jerusalém


Detido por horas pela polícia enquanto homens cuspiam no nome de Jesus. Meu dia em Jerusalém

Michael L. Brown
Comentário de Julio Severo: Michael L. Brown, um dos maiores líderes judeus messiânicos dos EUA, viajou a Israel para participar em Belém da Conferência Cristo no Posto de Controle. Embora essa conferência seja de cristãos palestinos da Teologia da Libertação (inclusive com o próprio presidente dessa conferência tendo já visitado o Brasil), Brown vai representar a postura conservadora. Enquanto está em Jerusalém, ele deu testemunho público de Jesus, tendo de ficar várias horas numa delegacia de polícia por causa de acusações infundadas de judeus ortodoxos, que odeiam Jesus e os cristãos. Pelo fato de que Brown é conhecido nos EUA, isso pode ter ajudado para que ele não permanecesse muitas horas mais na delegacia e até fosse deportado, pois normalmente uma das imposições feitas aos turistas evangélicos em Israel é NÃO FALAR DE JESUS. (Você pode ler mais sobre liberdade cristã em Israel neste link.) Contudo, como não falar dEle? Brown agiu certo. Em tempo e fora de tempo, em Israel e outras nações, o seguidor de Jesus não pode deixar de falar dEle. Leia o artigo de Brown no WND (WorldNetDaily):
Estou escrevendo no silêncio do meu quarto de hotel em Jerusalém à meia-noite, mas hoje não foi nada tranquilo. (Se você é impaciente e quer pular à frente, assista a este curto vídeo em inglês agora. Você verá que as coisas ficaram muito intensas.)
Eu estava com uma pequena equipe em uma área mista em Jerusalém, obtendo imagens de vídeo para usar na TV cristã. Algumas das pessoas eram muito religiosas, outras mais seculares. Mas meu objetivo era entrevistar os judeus mais religiosos e, se eles estivessem interessados em conversar mais, conectá-los com alguns crentes locais.
Não demorou muito e alguns dos judeus religiosos começaram a gritar “Missionários!” Nesse ponto, encerramos as entrevistas, não querendo criar uma cena.
Mas quando tentamos sair em silêncio, um agitador começou a me seguir gritando “Missionário!” no mercado lotado. Outros judeus ultra-ortodoxos então se juntaram a ele e começaram a me cercar e me desafiar.
Naquela altura, decidi que essa era a oportunidade perfeita para compartilhar minha fé com ousadia e clareza. Eu já tinha alguém oferecendo publicidade gratuita (embora em voz alta e muito negativa). Eu disse a eles que, sim, claro, eu acredito em Yeshua (Jesus), e sim, eu ainda sou judeu.
Virei-me para os espectadores, muitos dos quais não eram religiosos, perguntando-lhes: “Isso é ilegal? É ilegal eu pregar abertamente aqui? É ilegal um judeu acreditar em Jesus?”
É claro, eles me disseram, que não era ilegal. Um deles até me perguntou: “Você apoia Trump?”
Quando eu disse sim, ele me elogiou para a multidão que estava assistindo. Sério. (Falarei mais sobre isso em outro artigo, mas você ficaria surpreso em saber o quanto o presidente Trump é respeitado por muitos israelenses.)
Quanto aos judeus ultra-ortodoxos que me cercaram e gritaram comigo, você tem de ver as coisas do ponto de vista deles. O que eles leem sobre Jesus em sua própria literatura lhes diz que ele era um enganador que fazia milagres pelo poder da bruxaria. Eles acreditam que ele levou as pessoas para longe do único Deus verdadeiro. E eles o associam diretamente ao Holocausto e ao sofrimento dos judeus ao longo da história.
É por isso que um deles (capturado no vídeo) gritou em hebraico: “Não acreditamos em Yeshua,” e depois cuspiu no chão.
Quanto a mim, aos olhos deles, eu estava ainda pior. Eu não era apenas um missionário, mas também uma fraude, já que eu ainda afirmava ser judeu. Como meu coração sente pena desses homens!
Eventualmente, depois que o agitador principal continuou nos perseguindo, eu decidi que a última coisa que ele faria seria nos expulsar. Então, enquanto ele gritava, eu permaneci e compartilhei minha fé.
Mas ele ligou para a polícia, alegando (falsamente) que eu estava infringindo a lei. E então, quando ele empurrou o celular dele para o meu rosto (literalmente) e eu o afastei, ele começou a gritar que eu o ataquei. Sério!
Finalmente, duas policiais chegaram e, por causa das acusações dele, tivemos de ir à delegacia local. Todo o processo levou cerca de quatro a cinco horas, com a maior parte do tempo gasto sentado sem telefone, sem fazer nada. (Claro, eu estava orando em silêncio e agradecendo a Deus por este dia especial, também orando pelo meu acusador, que ficou sentado na minha frente o tempo todo.)
O grande problema para mim foi que eu sou fluente em hebraico bíblico, mas fraco no hebraico moderno, então não entendi muito do que meu acusador estava dizendo e estava preocupado que eu não conseguiria explicar as coisas claramente aos policiais.
Finalmente, um interrogador chegou, passando cerca de 20 a 30 minutos com meu acusador, e depois me entrevistando. A essa altura, tínhamos esse mesmo vídeo no YouTube, para que ele pudesse ter uma ideia do que estava acontecendo. E ele entendeu completamente que eu não fiz nada errado ou ilegal.
Então ele me perguntou: “Você é um missionário?”
No mundo dos judeus, especialmente em Israel, o termo “missionário” tem conotações muito ruins. Mas já que eu tinha deixado claro para ele que eu era um crente público e destemido em Jesus e que eu compartilho minha fé com o meu povo, respondi afirmativamente.
Para minha surpresa e alegria, ele disse: “Tudo bem. Missionários são bons!”
Poucos minutos depois, com um sorriso e sem qualquer papelada para levar comigo, ele me disse que eu poderia ir.
Agora, fazia muitas horas desde que meu telefone fora tirado de mim, então Nancy e minha família, minha equipe de ministério e amigos não tinham ideia de onde eu estava ou dos detalhes do que aconteceu. Mas, quando saí da delegacia, antes de ligar para casa e contar o caso completo, fui recebido por mais três judeus ultra-ortodoxos. Um deles gritou “missionário” e tirou minha foto com o celular. Eu o cumprimentei com um grande sorriso.
Outro disse com um sorriso: “Então Michael Brown agora é violento?” (Parece que ele já me conhecia!) Eu ri com ele, percebendo que ele sabia que a história era falsa.
Então ele me disse: “Você deveria levar esta mensagem para a Belém.”
Eu disse: “Estou indo lá este fim de semana para falar numa conferência polêmica e antissionista como um amigo de Israel!”
Ele respondeu: “Eu sei!”
E então, perguntando se ele poderia voltar para o hebraico (já que estávamos falando em inglês), ele disse: “Apenas nessa ocasião, desejo-lhe sucesso!”
Que dia em Jerusalém!
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Detained for Hours by the Police As Men Spit on the Name of Jesus. My Day in Jerusalem
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Um comentário :

Alexandre Costa disse...

Tal qual na época de Jesus,os fariseus continuam perseguindo os que levam as boas novas da salvação,mas fazer o quê se a palavra tem que chegar a toda criatura,inclusive a elas?