31 de maio de 2018

A seita sexual que deu origem à Mulher Maravilha: O homem por trás da super-heroína de quadrinhos de poder feminista era um fanático por sexo livre e obcecado por sadomasoquismo que mantinha DUAS amantes


A seita sexual que deu origem à Mulher Maravilha: O homem por trás da super-heroína de quadrinhos de poder feminista era um fanático por sexo livre e obcecado por sadomasoquismo que mantinha DUAS amantes

Sarah Oliver
Comentário de Julio Severo: Esta reportagem do DailyMail tem caráter estritamente secular e, embora revele fatos importantes sobre o criador da Mulher Maravilha, não se aprofundou numa pesquisa da verdadeira natureza emocional e ética das imoralidades sexuais dele, preferindo em vez disso rotular essas imoralidades como situações de felicidade. O criador da Mulher Maravilha era um psicólogo, aliás, professor de psicologia, pervertido. Era o que denomino de psicolouco. Tirando a negligência jornalística, dá para aproveitar certas informações sobre o criador da Mulher Maravilha. Leia a reportagem do DailyMail a seguir:
Chegando em casa um dia depois do trabalho, William Moulton Marston, doutor em psicologia na Tufts, uma das universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos, deu algumas notícias drásticas para sua esposa, Betty. Em breve, ele disse a ela, haveria outro membro na família. Uma de suas alunas, uma bela jovem chamada Olive Byrne, viria morar com eles. Não como inquilina, mas como amante. E se Betty não gostasse, ele a deixaria.
Só podemos imaginar o que a Mulher Maravilha — a super-heroína dos quadrinhos que Marston criou — poderia ter feito com um homem que trouxesse para casa uma jovem amante e exigisse divórcio ou um triângulo amoroso. Mas na vida real, a esposa de Marston concordou.
Agora aquele trio feliz se tornaria a base de uma seita de sexo livre, onde eles assumiram os títulos de Líder Amor, Mestra e Garota do Amor, e onde nudez, dominação e submissão eram exigidos num memorando de 95 páginas de instrução sexual.
Por isso, é um toque irônico, talvez, que Marston — que criou a Mulher Maravilha como um ícone feminista, e afirmou que as estórias em quadrinhos eram “propaganda psicológica para o novo tipo de mulher que, acredito, deve dominar o mundo,” — esperava que suas mulheres se submetessem a seus gostos sexuais transgressivos.
Não que isso apareça no primeiro filme longa-metragem da Mulher Maravilha, que estreou com elogios na sexta-feira, com a supermodelo de Israel, a atriz Gal Gadot, de 32 anos, elogiada por sua interpretação da heroína que incorpora o empoderamento feminino.
Mas se um filme fosse feito da vida privada de Marston, dificilmente seria adequado para famílias assistirem, considerando seus evidentes gostos sexuais pervertidos.
William Marston nasceu em 1893, criado por sua mãe herdeira e mimado por um bando de tias solteironas numa mansão com torres perto de Boston, Massachusetts. Talvez como resultado de sua educação orientada apenas por mulheres, ele se tornou um dos primeiros defensores dos direitos das mulheres e do avanço delas no local de trabalho. Aliás, ele acreditava que as mulheres eram superiores aos homens e que um dia elas governariam o mundo.
Estudando Direito e Psicologia na Universidade de Harvard, Marston impressionou seus professores com seu brilhantismo e casou-se com sua namorada de infância Sadie Elizabeth Holloway, a quem ele rebatizou de Betty, em 1915.
Ela também era altamente inteligente, uma feminista comprometida e uma advogada e psicóloga qualificada. No entanto, ela permitiu que Marston passasse a pesquisa inovadora dela sobre a psicologia da enganação como se fosse dele.
William Marston, sua amante Olive e filhos
Foi, em parte, a observação dela de que sua pressão arterial aumentava sempre que ela estava zangada ou excitada que levou o marido a conceber um protótipo para máquinas detectoras de mentiras. Mas, em vez de apenas detectar trapaceiros e mentirosos, Marston usou sua invenção para medir a excitação erótica das mulheres quando assistiam a filmes românticos, concluindo que as morenas eram mais alegres do que as loiras.
Os militares americanos posteriormente adaptaram essa máquina para interrogar espiões e prisioneiros de guerra.
Mas a primeira sugestão de que isso não seria um casamento tradicional veio em 1919, quando Betty estava grávida e Marston levou para casa uma jovem colega, Marjorie Huntley, uma divorciada que acreditava em “amarrar por amor” — ou sadomasoquismo — e no poder psíquico do orgasmo. Marjorie, ele informou Betty, estaria vivendo com eles como amante. E assim começou um trio intermitente feliz.
Entretanto, se Betty esperava que essa mudança de padrão refrearia o apetite sexual fora do normal de seu marido, ela estava, infelizmente, enganada — e ficou arrasada quando o marido a apresentou à bem-intencionada Olive Byrne, que parecia um menino. Ele queria que ela se tornasse o quarto membro de seu quarteto sexual e um membro permanente da família não ortodoxa, comparado ao arranjo mais intermitente com Marjorie.
Byrne pertencia a uma geração de mulheres ambiciosas que desfrutavam de uma aparência andrógina e de um apetite desavergonhado de sexo. Na vanguarda em seus pontos de vista, ela era sobrinha da pioneira americana do controle de natalidade, Margaret Sanger, a amante de longa data de H. G. Wells, cujos livros e discursos radicais haviam disparado as opiniões feministas de Marston e, por extensão, sua imaginação da Mulher Maravilha.
Quando Marston, aos 32 anos, alto, moreno e perigoso, chegou para ensinar psicologia experimental na Universidade Tufts em 1925, Byrne tornou-se sua “assistente de pesquisa.” Ela se sentia atraída por seu professor bonitão e levou-o para uma extraordinária festa de irmandade universitária na qual garotas vestidas de bebês eram vendadas e amarradas enquanto outras alunas as obrigavam a realizar tarefas ou bater nelas com varas.
Marston, sem fôlego, redigiu um relato “acadêmico” do ritual, comentando em detalhes o “prazer e excitação da emoção do cativeiro” entre as garotas punindo as estudantes “cativas.” Não é de surpreender que essa venda e cena de escravidão mais tarde acabassem aparecendo nas estórias em quadrinhos da Mulher Maravilha.
William Marston trata da Mulher Maravilha em quadrinhos
Não muito tempo depois, Marston deu seu ultimato a Betty, exigindo que Olive, de 22 anos, morasse com eles permanentemente. Betty embarcou numa caminhada de seis horas para pensar sobre isso, antes de finalmente concordar com essa exigência — na esperança de que ela pudesse usar a presença de Olive para sua vantagem.
Ela insistiu em que Olive deveria educar qualquer criança, deixando-a livre para continuar sua carreira como editora de publicações acadêmicas. E foi assim que ela, Marston, Olive e Marjorie amante de sadomasoquismo — junto com várias outras pessoas — formaram uma seita de sexo livre conhecida como “Era de Aquário,” que chamaram de Unidade do Amor.
Foi o ponto culminante do sonho sexual de Marston: três mulheres para cuidar de seu prazer em casa e liberdade para se entregar a orgias de sadomasoquismo encenadas no apartamento próximo da tia de Marston. As próprias mulheres parecem ter sido muito felizes. Marston estava desempregado a maior parte da década de 1930 e, depois de ter dois filhos, Betty voltou a trabalhar como principal provedora, enquanto Olive ficou em casa cuidando deles, bem como de seus dois filhos gerados por Marston.
O mundo exterior ainda não estava preparado para um grupo tão fora do normal, de modo que Marston dizia às pessoas que Olive era sua cunhada, enquanto ela afirmava que era viúva, trabalhando como empregada da família.
Em 1935, numa tentativa de regularizar essa situação muito irregular, Marston e Betty adotaram legalmente os filhos de Olive, estabelecendo um lar em Rye, Nova Iorque, com um pomar de cerejeiras e 48 acres de terras agrícolas.
As crianças também diziam que o marido de Olive estava morto. Eles não necessariamente acreditavam nisso, mas em público mantinham a ficção da família. Como Betty depois explicou a eles, imaginar o que acontecia em sua seita de amor “exigiria grande flexibilidade em seu pensamento e na ampla extensão de seus horizontes mentais.”
Por mais anormal que fosse, a vida doméstica parece ter funcionado bem. Os álbuns de família da época mostram seus bebês sendo embalados no colo, há piqueniques e jogos no jardim e até mesmo uma foto de Betty e Olive conectada à máquina detectora de mentiras de Marston.
Marston provou ser um pai dedicado, inspirador e afetuoso, mas sua carreira ainda era caótica, com Betty trazendo dinheiro. Até mesmo Olive acrescentava à renda deles artigos ocasionais para a revista de supermercado Family Circle, dando dicas sobre como criar uma casa de família saudável, vivendo o tempo todo em circunstâncias que seus leitores teriam considerado altamente imorais. Ela citava regularmente Marston como especialista em psicologia infantil.
Foi graças a um desses artigos que Marston se envolveu com o mundo dos super-heróis. Ele havia elogiado o efeito da idade de ouro dos gibis sobre as crianças americanas e foi rapidamente recrutado pela DC Comics como consultor.
O momento era perfeito. Era 1941 e eles tinham sido atormentados por críticas de que o Super-Homem parecia um pouco “fascista.” Um antídoto era necessário para o que Marston chamava de masculinidade “horripilante” do Super-Homem, do Batman e outros super-heróis e sua solução foi criar a Mulher Maravilha: uma mulher forte e independente (com um colete e cinturão apertado). Ela foi um sucesso desde o início, a personificação de todos os ideais físicos e intelectuais de Marston.
De acordo com seu filho, a super-heroína foi ideia de Betty, algo que ela sempre negou. Mas não há dúvida de que o caráter agressivo da Mulher Maravilha deve muito a Betty. Expressões como “Safo Sofredora” e “Grande Hera” também são dela, enquanto as pulseiras da Mulher Maravilha que desviam balas foram inspiradas pelas pulseiras largas de estilo sadomasoquista que Marston deu a Olive em 1928 em vez de um anel de casamento.
Marston havia escrito as estórias com um pseudônimo, Charles Moulton, mas sua verdadeira identidade foi revelada em sua própria vida, e ele começou a receber cartas de colegas adeptos do sadomasoquismo perguntando se ele poderia ajudá-los a encontrar o tipo de equipamento retratado na Mulher Maravilha — “a máscara de couro, ou a larga coleira de ferro do Tibete, ou a algema grega de tornozelo…”
A professora de história de Harvard, Jill Lepore, que escreveu uma biografia do personagem Mulher Maravilha em 2014, confirmou que a super-heroína parecia gostar de um pouco da sadomasoquismo leve.
“Em episódio após episódio, a Mulher Maravilha é acorrentada, amarrada, amordaçada, laçada, aprisionada, acorrentada e algemada,” explica Lepore.
“Ela é trancada numa jaula elétrica. Ela é erguida numa camisa de força, da cabeça aos pés. Seus olhos e boca são tapados com fita. Ela é trancada num cofre do banco. Ela é amarrada em trilhos de trem. Ela é apertada contra uma parede. ‘Grande Cinturão de Afrodite,’ ela grita. ‘Estou cansada de estar amarrada.’”
Embora muitos dos leitores do sexo masculino de Mulher Maravilha fossem, sem dúvida, tão entusiasmados com sua forma sensual quanto com sua luta por justiça, ela foi adotada na década de 1970 como um ícone feminino por “Ms.,” a revista esquerdista feminista de Gloria Steinem. Uma série de TV estrelada por Lynda Carter veio em seguida e contou com reprises até o início dos anos 2000.
Então, no ano passado, Gadot a retratou para uma nova geração, quando ela apareceu ao lado de outros super-heróis da DC Comics no filme de sucessor arrasador “Batman vs Superman: A Origem da Justiça,” que por sua vez abriu o caminho para o primeiro filme autônomo da Mulher Maravilha.
Passaram-se 70 anos desde que Marston morreu de câncer em 1947, com apenas 53 anos, mas ele ficaria feliz em saber que seu sonho de uma sociedade matriarcal perdurou após sua morte, pelo menos em sua própria casa.
Olive e Betty continuaram felizes juntas, criando seus filhos e seguindo suas carreiras até Olive morrer em 1990. Marjorie Huntley era uma visitante regular até o fim.
Marston, sem dúvida, teria ficado contente também, que sua heroína estaladora de chicote, a Mulher Maravilha, tem durado, incorporando o amor dele ao que ele considerava ser o sexo mais forte e mais sábio — mesmo que sua admiração pelas mulheres assumisse uma forma bizarra.
Como Sheldon Mayer, o sempre paciente editor da Mulher Maravilha de Marston, certa vez comentou sobre as opiniões dele acerca as mulheres: “William as valorizava de uma forma bastante estranha. Uma só nunca era o suficiente.”
Leitura recomendada sobre gibis:
Leitura recomendada sobre feminismo:

Um comentário :

Marcos Zequias disse...

Muita podridão na indústria do entretenimento, recentemente teve aquele caso da atriz alisson mack que interpretava cloe sulivan em "smallville" ser presa nos EUA por fazer parte de uma seita e ser a segunda em comando que recrutava escravas sexuais para poderosos executivos de Hollywood. Fora os outros casós de pedofilia nessa indústria, o ator e diretor Mel Gibson disse que Hollywood institucionalizou a pedofilia.