22 de abril de 2018

Record é condenada a exibir programas de bruxaria em horário nobre


Record é condenada a exibir programas de bruxaria em horário nobre

Julio Severo
Depois de 14 anos de batalha judicial, a Rede Record de Televisão perdeu um recurso na Justiça Federal de São Paulo e será obrigada a exibir 16 programas na TV em horário nobre feitos por entidade ligada ao candomblé e outras religiões afro-brasileiras. O juiz determinou que os programas serão veiculados durante 16 dias seguidos no horário nobre com três chamadas diárias. A gravação dos programas deverá ser feita nos estúdios na própria Record em São Paulo.
O processo movido pelo Ministério Público Federal atendeu a uma ação de 2004 da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, juntamente com o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (CEERT) e pelo Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro Brasileira (Intercab), que alegaram que as religiões afro-brasileiras “vêm sofrendo constantes agressões” em programas veiculados na Record, citando ofensas veiculadas no programa “Mistérios”, no quadro “Sessão de descarrego” e ainda no livro “Orixás, Caboclos e Guias, Deuses ou Demônios,” de Edir Macedo. Citaram também que a Constituição Federal proíbe o que chamaram de “demonização” de religiões por adeptos de outras crenças.
Embora a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que é dona da Record, tenha práticas ofensivas às outras igrejas evangélicas, pastores de outras denominações não têm processado a Record por “agressões.” Por exemplo, Macedo, que é o poderoso chefão da IURD, tem defendido descaradamente o aborto e dito que filhos são como ratos. Tais ideias são agressões violentas aos ensinos da Bíblia, que defende a vida e a família.
Se eu, como evangélico pró-vida, fosse seguir o exemplo dos pais-de-santo melindrados e ofendidos, eu entraria com um processo contra Macedo e IURD por suas agressões à concepção bíblica de vida e família. Essas agressões são constantes e sistemáticas, com a obsessão de Macedo propagar um falso “evangelho” de planejamento familiar que é essencialmente anti-bebês e anti-família.
Não apoio a IURD e seu “evangelho” pró-aborto.
Outras agressões da IURD miram cristãos pentecostais, renovados e neopentecostais que acreditam em profecias, revelações e outros dons sobrenaturais. Macedo crê e ensina que tais experiências não são para hoje, tachando-as de demoníacas. Sua visão cessacionista, que diz que não existe hoje nenhuma revelação fora da Bíblia, é semelhante às teologias cessacionistas de certas minorias igualmente extremistas entre evangélicos.
Os cristãos que acreditam e têm experiências de profecias e revelações deveriam processar a IURD por sua demonização desses dons e dos que os possuem hoje?
A IURD foi também uma das primeiras igrejas do Brasil a demonizar experiências como cair no Espírito, demonizando, por exemplo, a Vineyard Church (Igreja da Vinha) nos EUA desde a década de 1990 em seus programas. As igrejas demonizadas deveriam processar a IURD?
Nunca me passou pela cabeça processar a IURD por suas opiniões bizarras sobre aborto, planejamento familiar, filhos, profecias, revelações e cair no Espírito. Há uma liberdade de expressão que precisa ser respeitada.
Com relação às ultra-sensibilidades de adeptos do candomblé, o que eles julgam “agressões” estão presentes em grande parte dos Evangelhos como expulsões de demônios. Jesus passava grande parte de seu tempo pregando o Evangelho, curando os enfermos e expulsando demônios.
Pode-se questionar o modo como a IURD aplica expulsões ou até mesmo se são reais, mas nunca as expulsões bíblicas em si. Além disso, denúncia de bruxaria sempre foi parte do Cristianismo. A Bíblia possui várias orientações contra práticas ocultistas que são plenamente aceitas pelo candomblé e outras religiões.
Quando religiões adeptas de práticas de bruxaria precisam da força do Estado para coibir opiniões contrárias a essas práticas, o resultado é fascismo, nazismo e comunismo. É simplesmente ditadura.
Oponho-me a muitas ideias e práticas da IURD, mas não preciso do Estado para coibir a IURD. Minha oposição se reflete em meus argumentos e artigos. Se o candomblé precisa do Estado para coibir discordantes, é prova de que não possui argumentos bons e convincentes para defender suas práticas.
Se quiserem processar a IURD por defesa do aborto, há respaldo jurídico, pois a defesa do aborto é defesa de assassinato de bebês. Podem também processar a IURD por suas maracutaias financeiras com a Record. Mas processar por condenações de práticas de bruxaria sendo que a fonte de toda condenação à bruxaria é a própria Bíblia? O que as religiões afro-brasileiras vão fascistamente exigir em seguida? Proibição da Bíblia?
Se todos seguirem a reação melindrada e perturbada dos adeptos do candomblé, processos choverão de todos os lados contra tudo e contra todos. No final, vencerá quem tem mais proteção estatal. Isso é fascismo. Proteção estatal à bruxaria é puro fascismo.
Hoje, coíbem a IURD pró-aborto. Mas amanhã os adeptos do candomblé poderão se utilizar do mesmo fascismo para coibir igrejas pró-vida.
Com informações de CongressoEmFoco.
Leitura recomendada:
Leitura recomendada sobre religiões afro-brasileiras:

3 comentários :

Alexandre Costa disse...

Daqui a pouco o grupo lgbt vai conseguir proibir o uso da Bíblia alegando agressões à prática homossexual,quanto ao chefão da igreja de mamom comparar filhos a ratos,com certeza deve estar se referindo aos seus próprios filhos,já que ele não passa de uma imensa ratazana.

Eduardo Pydd disse...

Há pessoas que dizem que todos os pais-de-santo são gays. Declaração irresponsável, como toda generalização.

Há outras que dizem que todos os pais-de-santo tem ódio dos evangélicos. Outra declaração irresponsável. Duvido que alguém conheça todos os pais-de-santo e o que eles pensam. para poder afirmar isso.

Porém, mesmo não podendo generalizar, há coisas que saltam aos olhos. Uma boa parte dos pais-de-santo(não sei se a maioria ou não, obviamente não se pode tomar a parte pelo todo) realmente manifestam hostilidade velada e mesmo ostensiva ao cristianismo evangélico.

Quando a apresentadora Cátia Fonseca ainda estava na TV Gazeta, no programa "Mulheres", ela promovia um encontro semanal entre membros de diversas religiões(e mesmo o ateu militante mais conhecido do Brasil, Daniel Sottomaior, estava no meio), onde cada um apresentava seu ponto de vista. Havia um pai-de-santo, um padre, um pastor e mais alguns de que não me recordo agora. Lembro claramente que por parte da ICAR era o Pe. Fábio de Mello e quem representava o evangelicalismo era o Pr. Roberto Cruvinel, da Assembléia de Deus.

E era bem nítida a pirraça do pai-de-santo contra o pastor. Com todos os demais, até mesmo com Daniel Sottomaior, ele era simpático e cordial, mas quando se dirigia ao pastor, suas perguntas eram feitas em um tom agressivo e até malcriado. E o mesmo acontecia quando ele era perguntado por este, a resposta era sempre uma "patada".

O mesmo aconteceu em um encontro do mesmo tipo promovido na Globo, anos atrás, no antigo programa do Pedro Bial. Silas Malafaia foi o representante dos evangélicos(e mais uma vez, Daniel Sottomaior representava os ateus militantes), e o pai-de-santo(não era o mesmo que estava no programa da Gazeta), já ao final do debate, convidou Malafaia para uma marcha ecumênica, pregando o "amor entre todas as religiões". Malafaia, esperto como é, percebeu a malícia da pergunta e respondeu que só aceitaria se isso não tivesse conotação política(o que obviamente, teria). Mas o que chamou a atenção foi que o pai-de-santo só perguntou isso ao Malafaia e a mais ninguém. Claramente, a intenção era maliciosa, tentando criar uma imagem antipática dos evangélicos. Só não conseguiu porque Malafaia é um sujeito inteligente e soube se desvencilhar da arapuca.

Reitero que não se pode generalizar e dizer que todos os pais-de-santo ou mesmo os praticantes da Umbanda são hostis aos cristãos evangélicos, mas que há, sim, ao menos por parte de alguns, essa hostilidade, é inegável.

Jorge Santos disse...

Viu isso Júlio?
https://noticias.gospelmais.com.br/ex-bispo-universal-narcotrafico-compra-record-36719.html