27 de abril de 2018

Crueldade estatal britânica para crianças e uma primeira-ministra conservadora polêmica que pode impedi-la, mas não o faz


Crueldade estatal britânica para crianças e uma primeira-ministra conservadora polêmica que pode impedi-la, mas não o faz

Julio Severo
Atualização: Depois de cinco dias sem ventilação, o pequeno Alfie morreu, em 28 de abril, como consequência direta da remoção do apoio de ventilação que ele precisava para sobreviver.
Alfie Evans
O bebê britânico Alfie Evans, que tem 23 meses, está no centro do noticiário pró-família internacional porque o governo britânico quer cessar tratamento de sustentação de vida e seus pais querem continuá-lo.
Em 2016, Alfie, de acordo com a CNN, “foi diagnosticado com uma doença neurodegenerativa associada com epilepsia grave e tem estado em estado semivegetativo por mais de um ano. Durante esse tempo, ele tem sido mantido vivo por ventilação artificial na unidade de tratamento crítico.”
Médicos britânicos no Hospital Alder Hey, onde Alfie está internado, disseram que o tratamento era fútil e que, se eles removessem o apoio de ventilação de Alfie, a criança morreria depressa.
Às 21h17min da segunda feira (23 de abril de 2018), o apoio de ventilação e hidratação foi removido. Mas o bebê não morreu!
Por horas, Alfie continuou a respirar sem assistência, com a equipe hospitalar recusando ajudar com ventilação e hidratação, apesar das tosses dele, de acordo com uma declaração da entidade Christian Concern (Preocupação Cristã) e o pai de Alfie.
O Papa Francisco disse em sua conta de Twitter: “Comovido pelas orações e solidariedade imensa mostradas ao pequeno Alfie Evans, renovo meu apelo para que o sofrimento de seus pais seja ouvido e que o desejo deles de buscar novas formas de tratamento seja concedido.”
O governo italiano concedeu a cidadania italiana a Alfie na terça-feira e dirigiu-se ao ministro de relações exteriores em busca de permissão para intervir para salvar Alfie.
Cerca de 2h na terça-feira, a equipe do Hospital Alder Hey forneceu um pouco de hidratação e oxigênio. Fazer um bebê passar horas de tortura é inimaginável.
A Rede de Televisão Cristã, de Pat Robertson, se aventurou a dizer que o Reino Unido tem tanto orgulho — supostamente de seu sistema de saúde gratuito — que não pode permitir que a misericórdia de outras nações intervenha. A medicina britânica é medicina socialista. O custo é elevado: Quando você é internado nela, você não pode optar sair quando há alternativas fora dela. Pelo menos, esse é o caso de Alfie.
Há uma contradição no tratamento britânico de bebês com desordens degenerativas. Stephen Hawkins tinha tal desordem e ele também não tinha condições de respirar e se alimentar sozinho. Talvez o governo britânico viu que manter Hawkins vivo era dispendioso demais e não quer outros casos similares dispendiosos sobrecarregando seu sistema.
Mas se o Vaticano ofereceu assistência gratuita, por que não aceitá-la? Indivíduos e nações deveriam sempre ser abertos à generosidade: para oferece-la ou recebê-la.
Então se a medicina socialista britânica não pode ajudar um bebê, por que impedi-lo de receber medicina necessária de outras fontes generosas? Orgulho britânico? Isso é burrice britânica.
Dias atrás os britânicos lançaram ataques aéreas na Síria por causa de um alegado caso de crianças sofrendo um ataque de gás por parte do governo sírio. Todos os líderes cristãos sírios — católicos, ortodoxos e evangélicos — disseram que as acusações foram “inventadas” e “sem justificativa legal.” Mesmo assim, os britânicos, sob Theresa May, atacaram.
Os líderes cristãos se opuseram ao ato tolo de May.
As outras nações deveriam lançar ataques aéreos no governo britânico por causa de seu mau tratamento de um bebê indefeso?
Onde não havia nenhuma evidência sólida de crianças sendo mortas a gás pelo governo sírio, May atacou. Onde há evidência sólida de crueldade para com um bebê — num hospital britânico —, May não tem agido.
Mesmo assim, os líderes cristãos estão pedindo que o governo britânico mostre misericórdia.
Theresa May é uma política poderosa no Reino Unido. Como a atual primeira-ministra, ela pode exercer seu poder formidável para ajudar. Certamente, uma mulher que pode ordenar ataques aéreos no governo sírio (ataques que desagradaram aos cristãos, mas agradaram aos terroristas islâmicos) pode fazer algo pequeno como permitir que Alfie seja tratado no hospital do Vaticano.
May é também a líder do Partido Conservador desde 2016. Um conservador deveria sempre se conduzir melhor do que os socialistas. No entanto, ela não tem sido compassiva para crianças.
A nomeação de May como ministra das Mulheres e Igualdade 20 anos atrás foi criticada pelo movimento homossexual, pois ela havia votado contra a redução da idade de consentimento em 1998 e a favor de algumas restrições para homossexuais adotarem crianças em 2002.
Entretanto, quando ela havia votado a favor de parcerias civis para homossexuais, sua mente se abriu para muito mais. May mais tarde declarou, durante sua apresentação no programa “Question Time” (Hora de Perguntas) da BBC em 2010, que ela havia “mudado de ideia” sobre homossexuais adotando crianças — não mais se preocupando com o bem-estar das crianças, mas só com o bem-estar da agenda gay.
Escrevendo na revista homossexual PinkNews de junho de 2010, May esclareceu suas propostas para melhorar direitos LGBT, inclusive medidas para atacar a “homofobia” no esporte, defendendo a necessidade da sociedade britânica de uma “mudança cultural.” Muito antes de sua nomeação como primeira-ministra, May já havia se tornado uma líder conservadora a serviço da agenda gay, que essencialmente é contra as crianças.
Se ela pode proteger a agenda homossexual que prejudica crianças, por que se preocupar com Alfie?
Se May não pode aceitar a assistência generosa do Vaticano por causa de um alegado orgulho nacional britânico, por que, por amor a esse mesmo orgulho, ela não pune imigrantes islâmicos que estupram milhares e milhares de meninas britânicas? Ela não pode usar o alegado orgulho nacional britânico para proteger meninas britânicas de estupradores islâmicos? Provavelmente, não, porque o Reino Unido há muito esqueceu o que é o real orgulho nacional.
Além disso, o aborto é legal no Reino Unido. Nenhuma nação com aborto legal tem preocupação real por crianças.
Desculpe, amigos conservadores, mas com conservadores como Theresa May comandando um governo, prefiro ficar do lado do “comunista” Papa Francisco com relação à compaixão para com Alfie.
A caridade cristã de um papa “comunista” é melhor do que a medicina socialista sob uma líder conservadora pró-sodomia.
Com informações da CNN, CBN e Wikipedia.
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