2 de abril de 2018

Billy Graham e o batismo no Espírito Santo


Billy Graham e o batismo no Espírito Santo

Um testemunho que você provavelmente nunca ouviu

Ron Cantor 
Vários anos atrás eu estava preparando uma mensagem chamada “Uma História do Espírito Santo.” Eu me deparei com este testemunho de Billy Graham num livro chamado “A Personal Look at Billy Graham, the World’s Best-loved Evangelist” (Uma Olhada Pessoal em Billy Graham, o Evangelista Mais Amado do Mundo), escrito por Sherwood Eliot Wurt. É um dos testemunhos mais fortes de Billy Graham que já li. Em 1946 ele teve uma experiência com o Espírito Santo que mudou sua vida e ministério.
Eis um trecho desse livro:
Durante sua visita à Inglaterra em outubro de 1946, uma reunião foi providenciada no Salão Hildenborough em Kent onde Billy foi apresentado aos líderes cristãos antes de sua turnê evangelística nas cidades da Inglaterra, Irlanda e Gales. Ele chegou em tempo para o culto final de uma conferência de jovens, na qual o palestrante era Stephen Olford.
Olford, que nasceu quando seus pais eram missionários em Angola, havia planejado ser engenheiro, mas um acidente de moto na Inglaterra o levou face a face com Deus enquanto ele estava se recuperando num hospital. Ele estudou na Universidade São Lucas e trabalhou como capelão na 2ª Guerra Mundial nas Forças Armadas Britânicas, que estavam partindo para combate em Dunkirk. Mais tarde, ele se tornou evangelista itinerante.
No Salão Hildenborough Olford pregou uma mensagem abrasadora sobre o texto: “Não vos embriagueis com vinho, que leva à devassidão, mas deixai-vos encher pelo Espírito.” (KJA) Quando ele havia terminado, ele sentou-se e colocou a cabeça entre as mãos. Ele sentiu a presença de alguém perto e levantou os olhos e viu Billy Graham em pé diante dele.
“Sr. Olford,” disse Billy, “Só quero lhe fazer uma pergunta: Por que você não fez um convite? Eu teria sido o primeiro a ir à frente. Você falou de algo que eu não tenho. Eu também quero a plenitude do Espírito Santo em mim.”
Billy disse ao seu biógrafo John Pollock: “Eu estava buscando mais de Deus na minha vida, e senti que aqui estava um homem que podia me ajudar. Ele tinha uma energia, uma sensação vibrante e euforia nele que eu queria obter.”
Eles planejaram um encontro em Gales onde Billy estava com reunião marcada para pregar numa cidade chamada Pontypridd, a 18km da casa dos pais de Olford. Numa sala num hotel de pedra em Pontypridd, Stephen e Billy passaram dois dias juntos. Billy disse a Stephen: “Isso é um assunto sério. Tenho de aprender o que é isso que o Senhor vem ensinando a você.”
O primeiro dia foi gasto, de acordo com Stephen, “na Palavra e no que realmente significa expor-se à Palavra no momento de quietude.” Eles passaram as horas virando as páginas da Bíblia, estudando passagens e versículos. Billy orou: “Senhor, eu não quero continuar sem conhecer essa unção que tu deste a meu irmão.”
Naquela noite Billy pregou para uma multidão pequena. A pregação foi “comum,” de acordo com Stephen, e “não o jeito galês de pregar.” Billy fez o convite para as pessoas irem à frente, mas a resposta foi fraca.
No dia seguinte eles se encontraram de novo, e Stephen começou a se concentrar na obra do Espírito Santo declarando: “Não existe Pentecoste sem Calvário,” e que “precisamos nos quebrantar” como o apóstolo Paulo, que declarou-se “crucificado com Cristo.” Ele então disse a Billy como Deus transformou sua vida completamente de dentro para fora. Foi, ele disse, “uma experiência do Espírito Santo em Sua plenitude e unção.” Ele explicou que “onde o Espírito Santo é verdadeiramente o Senhor sobre a vida, aí a liberdade, aí há liberação — a liberdade sublime da submissão completa numa condição contínua de entrega à presença do Espírito Santo de Deus.”
De acordo com Stephen, Billy clamou: “Stephen, eu vejo. É isso o que quero.” Seus olhos se encheram de lágrimas — algo raro em Billy. Parece que ele não teve nenhum apetite naquele dia, só tomando um gole de água ocasionalmente. Stephen continuou a explicar o significado da plenitude do Espírito Santo na vida de um crente. Ele disse que essa plenitude significava “se prostrar diariamente e de hora em hora diante da soberania de Cristo e diante da autoridade da Palavra.”
Conversando e debatendo, os dois homens dobraram os joelhos orando e louvando. Foi quase no meio da tarde do segundo dia que Billy começou a derramar o coração “em oração de dedicação total ao Senhor.” De acordo com Stephen, “o céu inteiro se escancarou naquela salinha monótona. Foi como Jacó agarrando Deus e chorando: ‘Senhor, não te deixarei a menos que me abençoes’”
Chegou um momento de descanso, depois da oração. Billy exclamou: “Meu coração está transbordando do Espírito Santo!” Eles alternadamente choravam e riam, e Billy começou a andar de lá para cá pela sala, dizendo: “Consegui! Estou cheio. Estou cheio. Esse é o ponto decisivo da minha vida. Isso revolucionará meu ministério.”
Olford disse: “Naquela noite Billy pregaria numa grande igreja batista perto. Quando ele se levantou para pregar, ele era um homem absolutamente ungido.” A audiência galesa de Billy parecia sentir. Eles vieram à frente para orar mesmo antes de Billy fazer o convite. Mais tarde, quando o convite foi feito, Olford disse: “Os galeses encheram os corredores da igreja. Havia caos. Praticamente a audiência inteira veio correndo à frente.”
Stephen voltou de carro à casa de seus pais naquela noite, profundamente comovido com a nova autoridade e força de Billy. “Quando entrei pela porta,” ele disse posteriormente, “meu pai me olhou no rosto e perguntou: ‘O que foi na terra que aconteceu?’”
“Sentei-me numa cadeira diante da mesa da cozinha e disse: ‘Pai, algo aconteceu com Billy Graham. O mundo vai ouvir desse homem. Ele vai deixar sua marca na história.’” O reservatório do céu havia transbordado.
Chuck Templeton, um amigo íntimo de Billy antes de Pontypridd, havia ouvido o jovem pregador depois dessa experiência. Pasmo, Templeton comentou que a pregação de Billy havia adquirido “certa magnificência de efeito… fascinante… realmente impressionante.”
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do site MessiahsMandate: Billy Graham and the Baptism of the Holy Spirit
Leitura recomendada:

3 comentários :

luciano betim disse...

Bom dia irmãos...

Em seu livro "O poder do Espírito Santo" (Ed. Vida Nova), Billy Graham escreve:

“Durante anos estudando a Bíblia, cheguei à conclusão que só há um batismo com o Espírito Santo durante a vida de cada crente, e que ocorre no momento da conversão” (1995, p. 62).

REFERÊNCIAS

GRAHAM, Billy. O poder do Espírito Santo. São Paulo: Vida Nova, 1995.

Julio Severo disse...

Luciano: Eu tenho esse livro. O que me parece é que como ele estava num sistema religioso, ele buscou se adequar o máximo possível. Já vi pessoas que foram batizadas com o Espírito Santo e depois chegaram a negar! Seja como for, dizer que o batismo no Espírito Santo se limita à conversão é algo sem base bíblica, pois a Bíblia fala sobre um batismo no Espírito Santo na vida dos apóstolos de Jesus depois da conversão deles. Mesmo que Billy Graham não tivesse sabido definir a experiência que ele teve, foi batismo no Espírito Santo. Além disso, diferente de líderes da tradição religiosa dele, ele mantinha amizade com pentecostais e neopentecostais. Confira clicando no link abaixo:

Billy Graham, o melhor dos Estados Unidos para o mundo

Jorge Santos disse...

Viu isso Júlio?
http://www.espada.eti.br/n1141.asp