29 de abril de 2018

Atentado ideológico contra as crianças e suas famílias


Atentado ideológico contra as crianças e suas famílias

Julio Severo
O menino chega em casa da escola e a mãe lhe pergunta: “Como foi sua aula hoje, Joãozinho?” O menino dispara: “Meu nome é Maria! Maria!”
Perplexa, a mãe diz: “Isso é alguma brincadeira, Joãozinho?” O menino dispara novamente: “Pare de me chamar de Joãozinho. De hoje em diante, sou Maria!”
Atônita, a mãe lhe pergunta como foi que ele começou a se ver como Maria. O menino explica que na escola a psicóloga orientou que ele precisava se aceitar em suas confusões sexuais e uma nova lei estabelece que meninos que se enxergam como meninas têm direito de usar nome de mulher.
Essa é a realidade que os pais e mães no Brasil enfrentam com uma nova lei em vigor desde janeiro deste ano. A nova lei impõe que as escolas públicas, particulares e cristãs são obrigadas a aceitar que alunos do sexo masculino que se identificam como mulher tenham seus nomes femininos plenamente aceitos.
A denúncia, que foi feita pelo Professor Orley José da Silva e pela Dra. Viviane Petinelli, encontra-se no artigo intitulado “Consequências do nome social para a educação brasileira.”
Embora, tecnicamente, seja preciso a autorização dos pais para um menino usar nome de mulher na escola, num conflito de interesses entre criança e escola entra o Conselho Tutelar, que — com o pretexto de trabalhar pelos melhores interesses das crianças — efetivamente trabalha para a máquina de doutrinação e formatação ideológica do Estado.
Joãozinho pode chegar em casa dizendo que é “Maria” e que precisa da autorização de seus pais para obrigar todos os professores e colegas a tratá-lo como “Maria.” Se os pais disserem “não,” Joãozinho pode ameaçar: “Vou recorrer ao Conselho Tutelar. Eles vão decidir isso na marra!”
Cedo ou tarde, os pais que não concordarem com as vontades de um filho que foi ideologicamente doutrinado na escola terão de comparecer diante do tribunal do Santo Ofício do Conselho Tutelar para serem forçados a aceitar tal doutrinação.
Os pais que já são perturbados alegremente consentirão em que seus meninos usem nome de meninas. As escolas particulares, públicas e cristãs não terão voz nem vez: por causa de uma lei fascista, terão de aceitar bovinamente a cena bizarra de um menino psicologicamente desajustado exigindo ser chamado de “Maria.”
Onde isso vai parar? Quer dizer que se por influência ruim um menino começar a usar drogas, os pais e as escolas deverão aceitar as novas inclinações da criança ou adolescente se burrocratas do Estado decidirem que drogas são boas? A função prioritária dos pais, que devem ser auxiliados pela escola, é ajudar as crianças a evitar influências erradas, seja sobre drogas e perversões sexuais, inclusive homossexualidade.
Ver agora o Estado impondo como normal e obrigatória a homossexualidade em crianças e adolescentes na escola, passando por cima das famílias, é fascismo. É ditadura ideológica. É o Estado contra as famílias.
O Estado está cada vez mais reduzindo os direitos dos pais de guiarem seus filhos, inclusive tendo já, no governo do PT, criminalizado a disciplina física com varinha, chinelos e a palma da mão. E está inventando mais e mais “direitos das crianças” a todos os tipos de perversões e rebeliões.
Se o Estado minimamente pensasse no bem-estar das crianças, adotaria ações concretas contra a doutrinação homossexual nas escolas e meios de comunicação, que fazem propaganda homossexual fascista. Mas em vez de coibir tal propaganda enganosa e danosa, o Estado se torna o implementador do fascismo homossexual.
Se os pais não lutarem pelo bem-estar de seus filhos, os fascistas provocarão mal nas escolas e famílias.
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27 de abril de 2018

Crueldade estatal britânica para crianças e uma primeira-ministra conservadora polêmica que pode impedi-la, mas não o faz


Crueldade estatal britânica para crianças e uma primeira-ministra conservadora polêmica que pode impedi-la, mas não o faz

Julio Severo
Atualização: Depois de cinco dias sem ventilação, o pequeno Alfie morreu, em 28 de abril, como consequência direta da remoção do apoio de ventilação que ele precisava para sobreviver.
Alfie Evans
O bebê britânico Alfie Evans, que tem 23 meses, está no centro do noticiário pró-família internacional porque o governo britânico quer cessar tratamento de sustentação de vida e seus pais querem continuá-lo.
Em 2016, Alfie, de acordo com a CNN, “foi diagnosticado com uma doença neurodegenerativa associada com epilepsia grave e tem estado em estado semivegetativo por mais de um ano. Durante esse tempo, ele tem sido mantido vivo por ventilação artificial na unidade de tratamento crítico.”
Médicos britânicos no Hospital Alder Hey, onde Alfie está internado, disseram que o tratamento era fútil e que, se eles removessem o apoio de ventilação de Alfie, a criança morreria depressa.
Às 21h17min da segunda feira (23 de abril de 2018), o apoio de ventilação e hidratação foi removido. Mas o bebê não morreu!
Por horas, Alfie continuou a respirar sem assistência, com a equipe hospitalar recusando ajudar com ventilação e hidratação, apesar das tosses dele, de acordo com uma declaração da entidade Christian Concern (Preocupação Cristã) e o pai de Alfie.
O Papa Francisco disse em sua conta de Twitter: “Comovido pelas orações e solidariedade imensa mostradas ao pequeno Alfie Evans, renovo meu apelo para que o sofrimento de seus pais seja ouvido e que o desejo deles de buscar novas formas de tratamento seja concedido.”
O governo italiano concedeu a cidadania italiana a Alfie na terça-feira e dirigiu-se ao ministro de relações exteriores em busca de permissão para intervir para salvar Alfie.
Cerca de 2h na terça-feira, a equipe do Hospital Alder Hey forneceu um pouco de hidratação e oxigênio. Fazer um bebê passar horas de tortura é inimaginável.
A Rede de Televisão Cristã, de Pat Robertson, se aventurou a dizer que o Reino Unido tem tanto orgulho — supostamente de seu sistema de saúde gratuito — que não pode permitir que a misericórdia de outras nações intervenha. A medicina britânica é medicina socialista. O custo é elevado: Quando você é internado nela, você não pode optar sair quando há alternativas fora dela. Pelo menos, esse é o caso de Alfie.
Há uma contradição no tratamento britânico de bebês com desordens degenerativas. Stephen Hawkins tinha tal desordem e ele também não tinha condições de respirar e se alimentar sozinho. Talvez o governo britânico viu que manter Hawkins vivo era dispendioso demais e não quer outros casos similares dispendiosos sobrecarregando seu sistema.
Mas se o Vaticano ofereceu assistência gratuita, por que não aceitá-la? Indivíduos e nações deveriam sempre ser abertos à generosidade: para oferece-la ou recebê-la.
Então se a medicina socialista britânica não pode ajudar um bebê, por que impedi-lo de receber medicina necessária de outras fontes generosas? Orgulho britânico? Isso é burrice britânica.
Dias atrás os britânicos lançaram ataques aéreas na Síria por causa de um alegado caso de crianças sofrendo um ataque de gás por parte do governo sírio. Todos os líderes cristãos sírios — católicos, ortodoxos e evangélicos — disseram que as acusações foram “inventadas” e “sem justificativa legal.” Mesmo assim, os britânicos, sob Theresa May, atacaram.
Os líderes cristãos se opuseram ao ato tolo de May.
As outras nações deveriam lançar ataques aéreos no governo britânico por causa de seu mau tratamento de um bebê indefeso?
Onde não havia nenhuma evidência sólida de crianças sendo mortas a gás pelo governo sírio, May atacou. Onde há evidência sólida de crueldade para com um bebê — num hospital britânico —, May não tem agido.
Mesmo assim, os líderes cristãos estão pedindo que o governo britânico mostre misericórdia.
Theresa May é uma política poderosa no Reino Unido. Como a atual primeira-ministra, ela pode exercer seu poder formidável para ajudar. Certamente, uma mulher que pode ordenar ataques aéreos no governo sírio (ataques que desagradaram aos cristãos, mas agradaram aos terroristas islâmicos) pode fazer algo pequeno como permitir que Alfie seja tratado no hospital do Vaticano.
May é também a líder do Partido Conservador desde 2016. Um conservador deveria sempre se conduzir melhor do que os socialistas. No entanto, ela não tem sido compassiva para crianças.
A nomeação de May como ministra das Mulheres e Igualdade 20 anos atrás foi criticada pelo movimento homossexual, pois ela havia votado contra a redução da idade de consentimento em 1998 e a favor de algumas restrições para homossexuais adotarem crianças em 2002.
Entretanto, quando ela havia votado a favor de parcerias civis para homossexuais, sua mente se abriu para muito mais. May mais tarde declarou, durante sua apresentação no programa “Question Time” (Hora de Perguntas) da BBC em 2010, que ela havia “mudado de ideia” sobre homossexuais adotando crianças — não mais se preocupando com o bem-estar das crianças, mas só com o bem-estar da agenda gay.
Escrevendo na revista homossexual PinkNews de junho de 2010, May esclareceu suas propostas para melhorar direitos LGBT, inclusive medidas para atacar a “homofobia” no esporte, defendendo a necessidade da sociedade britânica de uma “mudança cultural.” Muito antes de sua nomeação como primeira-ministra, May já havia se tornado uma líder conservadora a serviço da agenda gay, que essencialmente é contra as crianças.
Se ela pode proteger a agenda homossexual que prejudica crianças, por que se preocupar com Alfie?
Se May não pode aceitar a assistência generosa do Vaticano por causa de um alegado orgulho nacional britânico, por que, por amor a esse mesmo orgulho, ela não pune imigrantes islâmicos que estupram milhares e milhares de meninas britânicas? Ela não pode usar o alegado orgulho nacional britânico para proteger meninas britânicas de estupradores islâmicos? Provavelmente, não, porque o Reino Unido há muito esqueceu o que é o real orgulho nacional.
Além disso, o aborto é legal no Reino Unido. Nenhuma nação com aborto legal tem preocupação real por crianças.
Desculpe, amigos conservadores, mas com conservadores como Theresa May comandando um governo, prefiro ficar do lado do “comunista” Papa Francisco com relação à compaixão para com Alfie.
A caridade cristã de um papa “comunista” é melhor do que a medicina socialista sob uma líder conservadora pró-sodomia.
Com informações da CNN, CBN e Wikipedia.
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26 de abril de 2018

Senado votará “Estatuto da Diversidade Sexual,” que estabelece censura e prisão por “discriminação”


Senado votará “Estatuto da Diversidade Sexual,” que estabelece censura e prisão por “discriminação”

Julio Severo
Tramita no Senado o PLS 134/2018, inspirado pela Comissão Especial de Diversidade de Gênero e Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Com mais de 100 mil assinaturas entregues em novembro de 2017, o projeto de lei foi aprovado pela relatora, a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP).
Esse projeto cria o “Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero,” para defender as chamadas “minorias sexuais e de gênero” e “combater e criminalizar a discriminação e a intolerância por orientação sexual ou identidade de gênero.” Debaixo da capa cheia de confete colorido, é ditadura gay.
Poderá ser condenado a até 5 anos de prisão quem, de acordo com o projeto, “proferir discursos de ódio, afirmando a inferioridade, incitando à discriminação ou ofendendo coletividades de pessoas em razão de sua orientação sexual ou identidade de gênero”.
Obviamente, isso atinge em cheio pessoas que se opõem às práticas homossexuais, pois o termo “discurso de ódio” é um velho jargão usado por esquerdistas contra toda opinião contrária ao homossexualismo.
O projeto, que tem mais de 40 páginas, modifica uma série de leis em vigor no país e exige, entre outras coisas, que os estados promovam “ações e políticas destinadas a dar visibilidade às demandas de lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais, visando a superação de preconceitos, estereótipos e discriminações existentes na sociedade contra as minorias sexuais e de gênero”.
O projeto defende também censura nos programas de rádio e TV e na internet. No seu artigo 90, o projeto descaradamente diz que “Os meios de comunicação não podem fazer qualquer referência de caráter preconceituoso ou discriminatório em face da orientação sexual ou identidade de gênero, sob pena de dano moral coletivo”. Na prática, será impossível as pessoas citarem versículos bíblicos contra o pecado homossexual.
Ainda é possível votar sobre esse projeto no portal e-cidadania do Senado. Basta clicar AQUI.
Com informações de Senado e do GospelPrime.
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25 de abril de 2018

Cristãos sírios para o Ocidente: Fiquem fora de nosso país


Cristãos sírios para o Ocidente: Fiquem fora de nosso país

Jonathon van Maren
O simples fato é que as modernas guerras do Ocidente no Oriente Médio parecem terminar particularmente mal para os cristãos do Oriente Médio. O ISIS exterminou antigas comunidades cristãs, e os cristãos iraquianos sofreram muito mais na década passada [depois da intervenção militar de Bush] do que eles já sofreram sob o brutal Saddam Hussein.
E é importante notar que os cristãos no Oriente Médio parecem estar unidos contra o envolvimento do Ocidente na Síria. O patriarca grego ortodoxo de Antioquia João X, o patriarca ortodoxo sírio de Antioquia Inácio Afrem 2 e José Absi, o patriarca católico grego-melquita de Antioquia, Alexandria e Jerusalém emitiram uma resposta severa aos ataques aéreos dos EUA, Inglaterra e França, chamando-os de “agressão injustificada… brutal” e declarando que a evidência de uso de armas químicas foi insuficiente. Os líderes de todas as três maiores igrejas também pediram que os cristãos do mundo inteiro assumam uma posição contra a guerra no Oriente Médio.
Agora, o Sínodo Evangélico Nacional na Síria e Líbano se uniu aos outros líderes cristãos em sua condenação, ecoando as denúncias de que as acusações que estão sendo apontadas contra o governo sírio “foram inventadas” e “não têm justificativa legal,” e que o envolvimento do Ocidente na Síria está “em contradição com o desejo do povo sírio.” Os líderes presbiterianos então pediram às igrejas no Ocidente que “exerçam pressão máxima em seus governos e diplomacia para não repetirem essas aventuras que minam as chances de estabilidade que nosso país está esperando.” A declaração encerra dizendo: “Ao declarar isso, rogamos ao Deus todo-poderoso que dê aos nossos líderes, governo e exército nacional toda a sabedoria e firmeza em face de forças malignas. Elevamos nossas orações em favor de uma Síria forte que sustenta os valores da paz, da dignidade humana e da coexistência pacífica entre todos os seus membros.”
É muitas vezes as comunidades cristãs no Oriente Médio que sofrem horrivelmente ou são até exterminadas quando o Ocidente decide espalhar a democracia. Elas falam de experiência.
Os cristãos sírios estão falando com uma só voz: Fiquem fora da Síria.
Traduzido e editado por Julio Severo do original em inglês de LifeSiteNews: Syrian Christians to West: Stay out of our country
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24 de abril de 2018

Gogue, Magogue, Rússia, uma novela neocon e um teólogo neocon


Gogue, Magogue, Rússia, uma novela neocon e um teólogo neocon

Julio Severo
A profecia bíblica é, nas mãos de escritores habilidosos, uma arte que pode trazer orientação espiritual ou desastre, quando utilizada de forma errada. Quando o presidente americano George W. Bush decidiu lançar a Guerra do Iraque, famosos pregadores de profecia bíblica disseram que tal guerra era necessária para proteger Israel. Eu me uni a eles, pois a proteção de Israel tem um lugar especial no meu coração.
Entretanto, nenhum desses mestres de profecia teve alguma profecia ou revelação das consequências da Guerra do Iraque: a matança da comunidade cristã iraquiana. Antes da guerra de Bush, a população cristã no Iraque era mais de 2 milhões. Depois da guerra, menos de 400 mil.
O Presidente Donald Trump expressou em 2016 que ele estava contra essa guerra e ele disse que Bush mentiu. Em troca, hoje Bush e toda a sua família são contra Trump.
Então como é que uma guerra, apoiada por pregadores de profecia bíblica, supostamente para proteger Israel pode trazer em suas consequências tanta matança e destruição para cristãos desprotegidos e indefesos no Iraque? Os pregadores de profecia bíblica foram irresponsáveis em suas profecias, mas ninguém lhes fez prestar contas por sua interpretação má da Bíblia.
Na década de 1970, houve uma proliferação de profecias e muitas delas colocavam os EUA numa posição privilegiada, e seus inimigos políticos ficavam com papéis bíblicos negativos. Esse padrão continua.
Numa reportagem do ChristianPost de 22 de abril de 2018 (que está parcialmente disponível no GospelPrime), o autor cristão Joel Rosenberg falou sobre “Gogue e Magogue” dizendo que essa profecia em Ezequiel estava avisando da Rússia. Ele disse que a Rússia formará uma aliança com a Turquia e atacará Israel.
“O futuro líder maligno da Rússia vai formar uma aliança com o Irã, Turquia e alguns países hostis para virem, cercarem e atacarem Israel nos últimos dias,” ele disse, acrescentando que esses acontecimentos podem ainda estar a centenas de anos no futuro. Mas seus seguidores estão levando isso a sério aqui e agora.
A opinião de Rosenberg está em sua novela mais recente “The Kremlin Conspiracy” (A Conspiração do Kremlin), que é uma ficção.
No entanto, se Rosenberg adora tanto profecia bíblica, por que ele não dá atenção a uma profecia bíblica importante de David Wilkerson, que disse que os EUA são a Babilônia?
Independente das interpretações do futuro dos EUA e da Rússia, Trump, que em 2016 queria uma parceria com a Rússia contra o terrorismo islâmico, era um político muito bom, ainda que Rosenberg o visse como “catastrófico.” E Putin é um político muito bom em seu exemplo de luta contra a agenda gay e contra o ISIS.
O contexto inconveniente que não é ficção na profecia fictícia na novela de Rosenberg é que a Turquia tem uma aliança real — com os EUA e a OTAN.
O que não é ficção são as tendências neocons nas opiniões dele. Por exemplo, Rosenberg disse: “Vladimir Putin é mais perigoso para os Estados Unidos e nosso modo de vida do que o islamismo radical.” Essa é a opinião exata dos neocons. Em 2016 George Soros publicou um artigo intitulado “Putin é uma ameaça maior à existência da Europa do que o ISIS.” Enquanto Soros é um judeu-americano esquerdista neocon, Rosenberg é um judeu-americano cristão neocon. Diferentes, mas de mentalidade igual.
“The Kremlin Conspiracy,” conforme o próprio Rosenberg reconheceu em seu livro, teve a assistência fundamental do senador Lindsey Graham. O senador John McCain e Graham são os dois principais neocons anti-Rússia no Congresso dos EUA. Dizer neocon anti-Rússia é uma redundância, pois todos os neocons são contra a Rússia.
Graham, que incessantemente quer guerra com a Rússia, estava contra Trump em 2016 por seus discursos anti-neocons. Graham e McCain receberam financiamento de Soros.
Então a novela de Rosenberg é essencialmente neocon. Foi publicada em 2018 por Tyndale House Publishers, uma editora evangélica proeminente. A ideologia neoconservadora (neocon), com algum adorno teológico, está ficando normal entre evangélicos americanos.
Não só acerca de Putin Rosenberg tem sentimentos “proféticos” negativos. Ele disse em 2016 que Trump seria catástrofe absoluta como presidente. Não diferente dos neocons. Em 2016, na revista Commentary, o historiador neocon Max Boot escreveu, um tanto quanto exagerado, que Trump é “a ameaça número 1 para a segurança dos EUA” — maior do que o Estado Islâmico ou a China.
Então, na visão neocon, tanto Putin quanto Trump em 2016 eram um ameaça maior do que o ISIS!
Em contraste, Franklin Graham, que é o filho do evangelista Billy Graham, disse no ano passado: “Os meios de comunicação e os inimigos do presidente Trump estão tentando causar problemas e divisões entre Rússia e Estados Unidos. Os EUA precisam da Rússia como aliada na luta contra o terrorismo islâmico. Junte-se a mim e oremos pelo presidente Trump e pelo presidente Vladimir Putin.”
Não só os meios de comunicação, rotulados apropriadamente por Trump como Mídia de Notícias Falsas, mas pregadores de profecia bíblica irresponsáveis se uniram aos neocons para causar tais problemas e divisões.
Logo que Trump abandonou seus discursos de 2016 de parceria com a Rússia contra o terrorismo islâmico, os neocons e Joel Rosenberg reverteram curso e pararam de criticá-lo. Agora que Trump tem continuado a política neocon tradicional de parceria com o islamismo contra a Rússia, Lindsey Graham, John McCain e Rosenberg estão satisfeitos.
Ainda que a maioria dos neocons cristãos seja católica, há alguns proeminentes neocons protestantes, inclusive Hillary Clinton. Rosenberg é também um deles.
Enquanto Rosenberg usa seus sentimentos neocons para interpretar a profecia bíblica, escrevendo novelas e ficções que são tratadas como realidade e não ficção, realidade é realidade. Os Estados Unidos, a maior nação protestante do mundo, tratam a Arábia Saudita como amiga, enquanto a ditadura saudita persegue cristãos.
A Turquia, outro aliado dos EUA, tem mantido um pastor americano preso desde outubro de 2016 acusado de ter ajudado grupos terroristas.
É uma afronta imensa a Turquia prender um pastor evangélico da nação que lidera a OTAN, pois a presença da Turquia na OTAN foi um privilégio exclusivamente — e imerecidamente — concedido pelos Estados Unidos. A Turquia é radicalmente islâmica e seus valores são contrários, em religião e história, aos valores cristãos da Europa e Estados Unidos. Não existe nenhuma justificativa para a Turquia ser membro da OTAN e aliada dos EUA.
Entretanto, não é só o ataque da Turquia a um pastor inocente que prova que a Turquia não merece ser aliada de nações cristãs.
No mês passado, Erdogan disse que Israel é “um Estado terrorista” e que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu é “um terrorista” por causa de esforços defensivos de Israel contra os terroristas palestinos. A Turquia tem financiado e armado o Hamas contra Israel e, com a Arábia Saudita, tem financiado e armado grupos terroristas islâmicos, inclusive o ISIS, contra o governo sírio. Isso é terrorismo real. Como é que a Turquia islâmica pode hipocritamente acusar Israel de terrorismo?
Um dos maiores genocídios modernos de cristãos foi cometido pela Turquia. Cerca de 100 anos atrás na Turquia, um número estimado de 1,5 milhão de cristãos armênios em 66 cidades e 2.500 vilas foram massacrados; 2.350 igrejas e monastérios foram saqueados e 1.500 escolas e colégios foram destruídos. Apesar disso, para aplacar a ira da Turquia, Trump tem evitado dizer que o Genocídio Armênio foi genocídio. Israel, que todo ano acertadamente comemora o Holocausto, também tem evitado reconhecer o Genocídio Armênio, ainda que cristãos evangélicos estejam trabalhando muito para pressionar as nações a reconhecer o Holocausto. Tanto os EUA quanto Israel não reconhecem o Genocídio Armênio porque os muçulmanos turcos odeiam ouvir sobre seus crimes contra os cristãos.
Por essas razões óbvias, a Turquia representa preocupações para os cristãos, que olham também para fatos históricos com relação à violência da Turquia contra cristãos e judeus.
Hagia Sophia, a maior e mais antiga catedral cristã do mundo, foi conquistada pelos muçulmanos em 1453 em Constantinopla, o nome cristão da atual cidade islâmica de Istambul, Turquia. Uma civilização cristã foi destruída por invasores islâmicos que transformaram a terra cristã — a terra das sete igrejas do Apocalipse — na Turquia.
Não só uma terra tradicionalmente cristã foi conquistada, mas também a terra de Israel.
De 1517 a 1917, a Turquia — que era então o Império Otomano — conquistou e possuiu a Terra Prometida. Isto é, durante quatro séculos a terra de Israel esteve sob controle islâmico. Então quando a Bíblia fala de Gogue e Magogue vindo do Norte e conquistando Israel, isso era a Turquia, que está no Norte de Israel, e possuiu a terra de Israel por séculos.
Aliás, acadêmicos judeus e cristãos apontaram para a Turquia como Gogue e Magogue, conforme o escritor evangélico Joel Richardson mostrou:
Hipólito de Roma (170–235), um teólogo cristão primitivo, em suas crônicas, conectou Magogue com os gálatas na Ásia Menor, ou Turquia moderna.
Moisés Ben Maimônides (também conhecido como Rambam) (1135–1204), o reverenciado mito judeu, em Hichot Terumot, identificava Magogue como estando na fronteira da Síria e moderna Turquia.
Nicolau de Lira (1270–1349), um estudioso hebreu e renomado exegeta bíblico, cria que Gogue era outro título do Anticristo. Lira também afirmou que a religião dos “turcos,” um termo usado para se referir aos muçulmanos em geral, era a religião do Anticristo.
Martinho Lutero (1483–1546) compreendia que Gogue era uma referência aos turcos, os quais Deus havia enviado como flagelo para castigar os cristãos.
Sir Walter Raleigh (1554–1618), em sua História do Mundo, também colocava Magogue na Ásia Menor, ou Turquia moderna.
John Wesley (1703–1755), em suas Notas Explicativas sobre Ezequiel 38 e 39, identificava as hordas de Gogue e Magogue com “as forças do Anticristo” que viriam da região da moderna Turquia.
Jonathan Edwards (1703–1758), um dos mais renomados teólogos da história americana, também via a Turquia moderna como a nação que traria a invasão de Gogue e Magogue.
Os neocons têm suas razões geopolíticas para tratar a Rússia, não as ditaduras islâmicas da Turquia e Arábia Saudita, como o inimigo número 1. Mas por que Joel Rosenberg escolheu interpretar as profecias bíblicas de um jeito que se encaixa na geopolítica neocon? Por que ele recebeu assistência fundamental do neocon Lindsey Graham para produzir um livro contra a Rússia?
Por que os Estados Unidos alistaram o verdadeiro Gogue e Magogue — que trata um pastor evangélico e Israel como “terroristas” e que matou 1,5 milhão de cristãos armênios — como membro da OTAN e seu aliado? Para vir do Norte e conquistar Israel de novo? Para vir do Norte e conquistar cristãos e tratá-los como “terroristas” de novo? Para matar cristãos, como no Genocídio Armênio e na Síria por meio de grupos terroristas islâmicos?
A Turquia tem um perfil profético que não só se encaixa em Gogue e Magogue, mas também como uma grande ameaça aos cristãos e Israel nos últimos dias.
Minha pergunta é: Por que os evangélicos americanos estão deixando neocons protestantes como Rosenberg guiá-los no plano geopolítico e belicista maior de neocons não-cristãos?
Todos os neocons, inclusive Rosenberg, achavam em 2016 que Trump seria catastrófico. É claro que ele seria catastrófico: só para os neocons e suas ambições belicistas e profecias bíblicas manipuladas.
Os EUA precisam desesperadamente de um presidente catastrófico para os neocons.
Com informações do WorldNetDaily.
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23 de abril de 2018

“Liberdade de expressão,” o supremo falso evangelho nos EUA


“Liberdade de expressão,” o supremo falso evangelho nos EUA

Julio Severo
O evangelho da “liberdade de expressão” é o grande astro em “Persecuted” (Perseguição), um filme conservador que destaca John Luther (cuja tradução é “João Lutero”), um televangelista que adora a liberdade de expressão, a Bíblia, o Evangelho… e o rosário!
John Luther
Em seus momentos mais atribulados, Luther reza com o rosário nas mãos.
A cultura gospel de liberdade de expressão produziu um televangelista católico-evangélico híbrido que defende nos Estados Unidos um conservadorismo não centrado no Evangelho, mas na liberdade de expressão. O filme reflete apenas a realidade: Por amor ao conservadorismo, os evangélicos na nação mais protestante do mundo estão sendo catolizados ao colocar ênfase em questões morais e boas obras, não no Evangelho e a salvação que Jesus Cristo oferece gratuitamente pela fé. A liberdade de expressão e um conservadorismo de boas obras estão tomando precedência sobre o Evangelho.
Ainda que a unidade conservadora, como proposta pelo filme e abundantemente mostrada na vida real, não esteja “evangelicalizando” católicos e nem mesmo produzindo católicos híbridos, o reverso está acontecendo. Enquanto os católicos não estão perdendo sua identidade católica, os evangélicos estão perdendo a deles.
Esse conservadorismo evangélico híbrido acabará se expandindo para abranger não só católicos conservadores, mas também mórmons conservadores, muçulmanos conservadores, etc. Assim, os evangélicos esquecerão sua missão principal e que almas, conservadoras ou não, estão se perdendo eternamente.
“Perseguição” é uma evidência triste da decadência evangélica americana por causa do “conservadorismo.”
A feminista pró-aborto Dorri Olds disse que “Perseguição” foi “feito em grande parte por gente que na vida real é conservadora.” Olds, que assistiu à pré-estreia, acrescenta que “foi pura propaganda da direita cristã” e que é “Um Filme Somente para Conservadores Cristãos.”
Ela escreveu sobre suas conversas com atores e produtores de “Perseguição.” Para assistir ao trailer, use este link: https://youtu.be/vurFMz8bfNY

“Boa parte de nossa cultura está erodindo,” o ator e produtor James R. Higgins disse para ela. “Não há tantos cristãos reais como costumava haver.”
Olds perguntou: “O que é um cristão real?”
Higgins respondeu: “Alguém que defenderá aquilo em que crê e não retrocederá.” Ele louvou o personagem Luther, dizendo: “Toda vez que as pessoas estão dispostas a morrer pela sua causa, eu acho que isso é realmente especial.” Conforme registrado no TheBlot, Olds acrescentou: “Sim, é isso mesmo. Vamos todos nos tornar homens-bombas!”
Ela também comentou: “Quando Higgins expressou como é importante proteger nosso direito à liberdade, perguntei se ele achava que as mulheres deveriam ter a liberdade de fazer aborto. Ele disse: ‘Ai, meu Deus. Essa é uma pergunta difícil. Isso é o que chamo de questão social.’”
Defender a liberdade e a liberdade de expressão numa sociedade cristã, como aconteceu nos EUA 200 anos atrás, produz liberdade. Em contraste, defender a liberdade e a liberdade de expressão numa nação moralmente decadente hoje produz liberdade para o aborto, sodomia e outros males.
Na definição de Higgins, conforme escreveu Olds, até os muçulmanos radicais podem ser “cristãos reais.” Mas será que tal definição é correta?
Se a feminista Olds tivesse me perguntado “O que é um cristão real?” eu teria respondido: “Um cristão real é um homem que conhece e segue Jesus Cristo. Sua paixão é pregar o Evangelho a toda criatura para lhes dar uma oportunidade de conhecerem que Jesus pode resgatar e salvar suas almas eternas do inferno eterno.”
Pregue liberdade de expressão para feministas como Olds, e elas a usarão para o aborto. Pregue o Evangelho para elas, e elas poderão ser libertas de seus pecados, inclusive do ativismo pró-aborto.
Pregar o Evangelho real, independente da liberdade de expressão, produz liberdade, aqui e para sempre.
O poder de Jesus e seu Evangelho nunca dependeram da liberdade de expressão nem de movimentos políticos de esquerda e direita.
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