12 de março de 2018

O navio “reformado” está afundando. O que fazer? Ficar até o fim e lançar acusações nos navios que não estão afundando?


O navio “reformado” está afundando. O que fazer? Ficar até o fim e lançar acusações nos navios que não estão afundando?

Julio Severo
O calvinismo, sistema teológico adotado principalmente pela Igreja Presbiteriana, está passando por grandes problemas. Na Europa, as igrejas presbiterianas estão morrendo. As que não estão morrendo, estão se matando aprovando “casamento” gay e outras aberrações. A Igreja da Escócia, a coroa de glória dos presbiterianos mundiais, está afundando no esgoto da sodomia.
De forma semelhante, as igrejas calvinistas dos EUA estão passando por grandes problemas — e se matando aprovando “casamento” gay e outras aberrações.
E o que os grandes teólogos calvinistas americanos como John MacArthur fazem? Apontam orgulhosamente o dedo para outras denominações e dizem: Vocês têm grandes problemas!
Isso me faz pensar no caso bizarro de um homem que está num navio afundando. Em vez de se ocupar salvando as pessoas de seu próprio navio, ele aponta o dedo para o navio ao lado que não está afundando. Ele aponta o dedo para o navio ao lado que está bem e pode ajudar a tripulação (os teólogos) e os passageiros (os membros) do navio afundando e diz:
“Vocês têm grandes problemas! Vocês estão afundando!”
No que sobra de teologia no teólogo, falta grande e até pequena visão espiritual.
No que sobra de arrogância para determinar o que Deus pode ou não dizer na Bíblia e aos cristãos, falta humildade e ouvidos e coração abertos para o Espírito Santo.
E não é só contra os navios pentecostais e neopentecostais, que não estão afundando, que o teólogo arrogante aponta o dedo. Sua arrogância também se manifesta no uso do título de “reformado,” como se calvinistas representassem exclusivamente a Reforma protestante, como se luteranos tivessem ficado em segundo lugar na Reforma protestante — quando o contrário é a verdade.
Lutero e os luteranos vieram primeiro. Eles foram pioneiros na Reforma. Em segundo lugar ficaram os calvinistas.
Seja como for, tanto o navio luterano quanto o navio calvinista estão afundando e se afundando em pecados, inclusive na soberba religiosa e teológica.
Não é hora de acusar que os navios próximos, que não estão afundando, estão cheios de defeitos. É hora de reconhecer que se os navios pentecostais e neopentecostais não estão afundando, por que não embarcar neles? Por que permanecer no navio afundando?
Igreja denominacional é algo perecível, finito e mortal. Se não der mais para ficar no navio afundando, pule fora.
Não ouça o grande teólogo que insiste em não pular do seu navio afundando.
Não ouça o grande teólogo que insiste em não se ocupar com os grandes problemas do calvinismo.
Não ouça o teólogo que arrota grandeza em conhecimento teológico enquanto seu próprio navio afunda sob o peso de grandes pecados e heresias.
Não ouça o grande teólogo que insiste em apontar o dedo e acusar a tripulação e os passageiros dos navios que não estão afundando.
Ouça o bom senso da Palavra de Deus.
Talvez um dia um calvinista diga para Deus: “Nosso navio calvinista estava afundando e o Senhor não fez nada!”
“Como não?” respondeu Deus, “Enviei vários outros navios. Por que você simplesmente não pulou para os outros navios?”
Talvez só no Brasil a bizarrice tenha alcançado um nível jamais visto até mesmo nos Estados Unidos. De acordo com São Nico, padroeiro dos “reformados,” há uma estratégia calvinista de trazer pentecostais para o navio afundando. Ele disse que muitos pentecostais, principalmente das Assembleias de Deus, estão adotando o calvinismo e alguns estão se passando para igrejas “reformadas.” Isto é, os que adotam o calvinismo e suas graves deficiências — principalmente a heresia cessacionista e o amor pela TMI — trazem para suas igrejas pentecostais o grande problema que está afundando em pecado as igrejas calvinistas.
* Cessacionismo é a doutrina espúria e extra-bíblica que diz que depois da morte de Jesus e seus apóstolos, o Espírito Santo parou de conceder profecia, línguas, revelações e outros dons. Na visão teológica cessacionista, as manifestações de profecia, línguas, revelações e outros dons hoje são demoníacas. Daí, os calvinistas cessacionistas crerem que tanto o pentecostalismo quanto o neopentecostalismo são “heréticos.”
* TMI é a sigla da Teologia da Missão Integral, a versão protestante da Teologia da Libertação. Embora esteja mais visível agora, a TMI está presente entre calvinistas brasileiros desde pelo menos a década de 1950 na Igreja Presbiteriana do Brasil, inclusive na sua maior instituição teológica.
Que moral então os teólogos “reformados” têm para apontar o dedo para outros navios enquanto o navio deles está, há décadas, sobrecarregado de TMI e cessacionismo? Por que querer tirar o cisco dos olhos dos pentecostais e neopentecostais quando há um poste nos olhos dos “reformados”? Aliás, eles não querem tirar o cisco nos olhos de ninguém. Querem é enfiar nos olhos dos outros o poste da TMI e cessacionismo.
Os assembleianos que passam para igrejas “reformadas” apenas incham os números do navio afundando.
Tanta preocupação de São Nico para inchar o número de passageiros do navio afundando!
Somos chamados para seguir o bom Pastor, e ele jamais conduz suas ovelhas para navios que estão afundando e se afundando em pecados, inclusive na soberba religiosa e teológica. Inclusive em liberalismo teológico. Inclusive em TMI e cessacionismo.
O calvinismo está passando. Um dia, o pentecostalismo e o neopentecostalismo também passarão. Mas a Palavra de Deus nunca passará, e quem permanece nela, em comunhão com o Espírito Santo, não afundará.
Os fanáticos que acusam que só ataco Calvino não conseguem responder que faço por Calvino o que nenhum pastor e teólogo calvinista ousa fazer: Nenhum deles mostra coragem de defender Calvino quando o astrólogo Olavo diz, na maior cara dura, que Calvino foi pior do que o islamismo. Quem fez essa defesa fui eu. Confira neste link.
Quando é para defender Calvino de ataques diretos do astrólogo, todos eles se escondem de medo. Quando para atacar pentecostais e neopentecostais, eles usam abundantemente Calvino para defender a heresia cessacionista e dizer que Deus não fala hoje nem faz mais sinais, prodígios e maravilhas.
Apesar dos vários xingamentos do astrólogo contra Calvino, há calvinistas que não têm a mínima vergonha de elogiar e divulgar o astrólogo, inclusive chamando-o de “profeta.” Confira neste link. Com o navio afundando, eles apontam o dedo para pentecostais e neopentecostais e, como tiro final de suicídio, bajulam um astrólogo que xinga Calvino.
Quanto à analogia do navio afundando, é uma realidade que atinge todas as denominações. E o que não afunda fica um cadáver ambulante. O único que não afunda é Jesus Cristo e quem está com ele.
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3 comentários :

averdadeliberta disse...

E isso sem falar tambem de um erro bobo que praticam mas nao percebem: É Pecado se identificar pelo nome de outra pessoa como identidade de sua fé. Nós nunca devemos nos chamar pelo nome de outro indivíduo, seja Apolo, Paulo, Pedro, Armino, Calvino, etc...

Calvinistas e Arminianos estão presos em um falso paradigma, pois eles pensam que é ou Calvinismo ou Arminianismo.

Infelizmente muitos cristãos abraçaram esse falso paradigma sem antes ter tido o cuidado de ler a Biblia toda sem nenhuma interpretação tendenciosa, sem nenhuma tradição. Devo dizer que o primeiro inimigo a ser vencido no estudo bíblico é o PRÉ-CONDICIONAMENTO na interpretação.


Alexandre Costa disse...

Típico caso da trave no olho,quanto as demais heresias, não passam de ensinamentos de demônios.

Luiz Henrique de Almeida Silva disse...

O calvinismo no Brasil cresce cada dia mais com a deserção de assembleianos embriagados por intelectualismo.
A falta da presença de DEUS nos cultos assembleianos e a crescente e até dominante ocupação de 80% dos cultos com músicas (corais, vocais, bandas), danças (coreografias), peças teatrais e pedidos insistentes de ofertas para uma obra que não está sendo feita, tem ludibriado os líderees que se afugentam em cursos teológicos que na maioria das vezes são ditados por presbiterianos.