29 de março de 2018

Trump quebrou sua promessa de suspender o financiamento do holocausto do aborto nos EUA


Trump quebrou sua promessa de suspender o financiamento do holocausto do aborto nos EUA

Julio Severo
Com suor e lágrimas, americanos conservadores deram aos políticos republicanos: maioria na Câmara dos Deputados, maioria no Senado e a coroa e vitória máxima: a presidência dos Estados Unidos. Eles fizeram isso porque acreditaram em suas promessas conservadoras.
Se alguns anos atrás os republicanos não conseguiam suspender o financiamento da Federação de Planejamento Familiar (a maior rede de clínicas de aborto e planejamento familiar nos EUA) porque os democratas socialistas tinham maioria na Câmara dos Deputados, no Senado e tinham a Casa Branca, agora a supremacia pertence aos republicanos. Se no passado os democratas podiam financiar o aborto, agora os republicanos podem suspender seu financiamento… se quiserem.
Entretanto, parece que eles não querem, ainda que tenham sido eleitos por seus eleitores conservadores exatamente para fazer oposição ao aborto.
Na semana passada, o Congresso controlado pelo Partido Republicano aprovou um Projeto de Lei de Gastos Abrangentes (Projeto de Lei Abrangente) no valor de 1,3 trilhão a fim de impedir o governo dos EUA de paralisar.
Contudo, valeu a pena não paralisá-lo?
O fato é que a assinatura de Trump fez muito mais do que só impedir o governo americano de paralisar. Impediu também a indústria do aborto de paralisar.
O Projeto de Lei Abrangente preserva os “reembolsos” da saúde pública e financiamento do governo federal para o “planejamento familiar.” Isto é, mantém a contribuição anual de 500 milhões de dólares do governo federal para a Federação de Planejamento Familiar, a maior fábrica de abortos nos EUA.
Basicamente, quando Trump aprovou o Projeto de Lei Abrangente, ele aplicou a pena capital em todas as suas promessas de suspender o financiamento do aborto.
Um governo que financia o aborto merece não paralisar?
A aprovação de Trump do Projeto de Lei Abrangente é especialmente trágica porque em janeiro passado ele fez um discurso pró-vida histórico.
Os grandes vencedores foram os ativistas pró-aborto.
O aborto não foi a única tragédia no projeto de lei que Trump sancionou.
O Projeto de Lei Abrangente financia o aborto e não financia a construção do Muro de Fronteira, que é essencial para a segurança dos EUA.
Financia guerra contra os bebês em solo americano e guerras em solo estrangeiro, ao aumentar as despesas militares. Ainda que a responsabilidade principal de uma força militar seja guardar as fronteiras de sua própria nação, as despesas americanas apoiam a Polícia Global Americana, inclusive 800 bases militares americanas no mundo inteiro. É difícil imaginar um caso mais ridículo e hipócrita do que uma nação que consegue guardar suas ambições militares no mundo inteiro, mas não consegue guardar seu próprio quintal!
Os grandes vitoriosos foram os neocons.
A colunista e escritora conservadora Ann Coulter na terça-feira passada acusou o Presidente Trump de ser um “ignorante” que “não está cumprindo o que ele nos prometeu” durante um discurso na Universidade de Colúmbia.
“Eu sabia que ele era um ignorante raso e preguiçoso, e eu não me importava,” Coulter disse à audiência, que era em grande parte composta de universitários republicanos.
“De certo modo me parte o coração,” ela acrescentou. “Ele não está cumprindo nenhuma das promessas que ele fez durante a campanha.”
Entretanto, Coulter argumentou que a campanha de Trump foi vastamente preferível à campanha dos concorrentes dele, aos quais ela assemelhou a pacientes que escaparam de um asilo de doentes mentais.
“Os EUA tinham 16 lunáticos, sendo caçados por homens com redes, que estavam concorrendo para presidente — e Trump,” Coulter explicou. “Então é claro tive de dar todo apoio a Donald Trump. Eu havia esperado 30 anos para alguém dizer todas as coisas que ele disse,” provavelmente se referindo à promessa dele de construir um muro ao longo da fronteira entre EUA e México e também sua promessa de deter a intromissão dos neocons em outras nações.
Em 2016, Coulter publicou o e-book “In Trump We Trust: E Pluribus Awesome!” (Em Trump Confiamos) para desafiar os EUA a votar em Trump.
 O livro louva as promessas de Trump de
1. Construir um Muro. Coulter disse: “Trump anunciou que ele estava concorrendo a presidente num discurso que falava sobre estupradores mexicanos, prometendo deportar os imigrantes ilegais e construir um muro.” Após mais de um ano de governo, Trump ainda não construiu um centímetro do muro.
2. Não se intrometer na Síria. Coulter disse: “Trump foi o único republicano — com exceção de Rand Paul — que não propôs começar um monte de novas guerras no Oriente Médio.” No entanto, no ano passado ela precisou criticá-lo por quebrar sua promessa sobre a Síria.
3. Não armar a Ucrânia contra a Rússia. Em seu livro Coulter apontou que todos os candidatos, exceto Trump, haviam prometido armar a Ucrânia. Ela comentou: “Quantos americanos despertam no meio da noite todos os dias suando frio de angústia sobre a Ucrânia? Até pessoas que têm medo do aquecimento global não estão preocupadas com isso. A Ucrânia era parte da Rússia na maior parte da sua história. Seria como se Putin enviasse aviões de guerra para forçar os EUA a devolverem o Texas para o México. A maioria dos americanos não se importa se Putin pega a Crimeia e a Ucrânia inteira.” Contudo, Trump quebrou sua promessa.
4. Dar-se bem com Putin. Coulter acrescentou: “A maioria dos políticos republicanos busca provar sua boa-fé conservadora tendo coceira no dedo para apertar o gatilho — principalmente contra a Rússia. Hoje em dia, não há ninguém que se oponha a esses [republicanos belicistas]. A esquerda americana costumava aceitar muito bem a União Soviética — os gulags, a invasão da Europa Oriental, os julgamentos de fachada. Tudo isso até a Rússia se opor à agenda gay. Agora os russos estão na ofensiva contra os esquerdistas!” Até Trump embarcou nos ataques a Putin.
Coulter está certa. Trump não está cumprindo nenhuma de suas promessas de campanha — pelo menos, não em política externa, onde Trump costumava enojar os neocons, mas agora ele agrada a eles em todos os pontos.
A missão vital das forças armadas é proteger o próprio quintal. As forças armadas americanas estão falhando horrivelmente nessa missão, pois estão ocupadas demais em aventuras militares dos neocons em outras nações.
Antes de Trump aprovar o Projeto de Lei Abrangente, líderes pró-vida suplicaram com ele que o vetasse.
“Sr. Presidente, a Federação de Planejamento Familiar é a maior empresa de aborto nos EUA, tornando-a um dos maiores violadores de direitos humanos no mundo,” disse Troy Newman, presidente da entidade Operação Resgate e um dos membros fundadores do Centro de Progresso Médico. “Está no momento sob investigação do seu Ministério da Justiça por se envolver na venda ilegal de restos de bebês abortados por lucro, conforme foi revelado numa série de vídeos secretos autenticados que abalaram a nação em 2015.”
“Durante sua Campanha Presidencial de 2016, você prometeu suspender o financiamento da Federação de Planejamento Familiar,” ele recordou a Trump. “Eu o exorto agora a guardar sua promessa e vetar o Projeto de Lei Abrangente até que não mais forneça nenhum dinheiro de nossos impostos para a Federação de Planejamento Familiar.”
Entretanto, Trump quebrou sua promessa. Ele não vetou o Projeto de Lei Abrangente.
Se uma força estrangeira estivesse massacrando mais de 500.000 bebês americanos inocentes por ano, as forças armadas dos EUA trabalhariam para derrotar o criminoso. Tais números elevados de vidas inocentes estão realmente sendo destruídas em solo americano, e o criminoso não é a China e nem mesmo o bicho-papão favorito dos EUA: a Rússia. Os criminosos são clínicas de aborto, principalmente a Federação de Planejamento Familiar. O aborto é hoje a principal causa de assassinatos nos Estados Unidos.
As forças armadas americanas não estão fazendo nada para destruir esse inimigo.
O Presidente Trump, que por muitas vezes prometeu suspender o financiamento da Federação de Planejamento Familiar e seu holocausto do aborto, sancionou o Projeto de Lei Abrangente. No passado, o Holocausto do Aborto nos EUA tinha a assistência de democratas socialistas para continuar matando. Agora o Holocausto do Aborto nos EUA precisou da assistência de Trump, e recebeu.
Nenhum governo merece continuar operando entregando seus bebês inocentes no altar médico do massacre.
Nenhum governo merece continuar operando abandonando a proteção de suas fronteiras para investir na intromissão militar das fronteiras de outras nações, só para satisfazer aos neocons.
É simplesmente triste que os conservadores votem em políticos para salvar os EUA do aborto, e então os políticos precisem manter o financiamento do aborto para salvar o governo de ser paralisado.
De que vale os eleitores conservadores elegerem políticos “conservadores” se eles acabam aprovando o financiamento do aborto?
“Eu digo ao Congresso, nunca mais assinarei outro projeto de lei como esse,” Trump disse no início deste mês. Uma charge inteligente retrata Trump prestes a pular de uma prancha de um edifício arranha-céu e prometendo a seus assessores: “Ok, mas nunca mais vou fazer isso.” Não haverá segunda chance.
Pelo amor de bebês inocentes condenados à matança médica e governamental, será que os conservadores americanos não poderiam simplesmente paralisar o governo dos EUA? Ou eles aguardarão que Deus faça isso?
Com informações de “Chronicles, a Magazine of American Culture,” “In Trump We Trust,” The Hill e LifeSiteNews.
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28 de março de 2018

Israel recusa reconhecer genocídio de cristãos armênios


Israel recusa reconhecer genocídio de cristãos armênios

Julio Severo
Uma notícia muito importante sobre reconhecimento de perseguição e genocídio de cristãos passou praticamente despercebida nos grandes meios de comunicação: O Knesset (o Parlamento israelense) rejeitou em fevereiro um projeto de lei que teria reconhecido o Genocídio Armênio.
Manifestantes em Jerusalém reivindicam que Israel reconheça o Genocídio Armênio
“Não existe nenhuma razão para que o Knesset, que representa uma nação que passou pelo Holocausto, não reconheça o Genocídio Armênio e tenha um dia memorial para isso,” disse Yair Lapid, presidente do partido Yesh Atid, que patrocinou o projeto de lei.
“Os líderes israelenses se rebaixam ao tratar de forma tão transparente a memória do genocídio como uma mercadoria a ser barganhada com [o presidente turco Recep Tayyip] Erdogan,” disse Aram Hamparian, diretor executivo do Comitê Nacional Armênio dos EUA, com relação à votação.
O Knesset tem discutido o Genocídio Armênio várias vezes no passado, mas o governo israelense tem bloqueado todos os esforços para reconhecê-lo.
Ainda que Israel tenha hoje a coalizão governamental mais direitista da história israelense sob Benjamin Netanyahu, como é que o governo israelense poderá reconhecer o Genocídio Armênio se não tem conseguido nem reconhecer que o aborto, que é legal e totalmente disponível em Israel, é genocídio?
Como evangélico sionista, apoio Israel e, em minha opinião, todas as nações precisam reconhecer o Holocausto, o imenso sofrimento e morte que vítimas judias passaram nas mãos de criminosos nazistas.
Então, pelo fato de que os judeus sofreram tanto e sabem o que é o genocídio, Israel deveria ser a primeira nação a reconhecer o Genocídio Armênio, principalmente porque exatamente como existe uma negação do Holocausto, assim também há uma negação do Genocídio Armênio.
Tenho combatido o revisionismo e a negação do Holocausto e da Inquisição, pois ambos esforços trazem desonra para as vítimas judias do Holocausto e da Inquisição.
Do mesmo jeito, o revisionismo e a negação do Genocídio Armênio trazem desonra para as vítimas armênias cristãs do Genocídio Armênio.
Israel tem evitado rotular de genocídio a matança em massa de armênios cristãos porque a Turquia islâmica não gosta de ser lembrada de seus crimes.
Israel não é a única nação buscando não enfurecer a Turquia.
No ano passado, o presidente americano Donald Trump marcou o massacre de 1,5 milhão de armênios, cometidos por turcos otomanos um século atrás, mas não quis classifica-lo como genocídio.
“Hoje, nos lembramos e honramos a memória dos que sofreram durante o Meds Yeghern, uma das piores atrocidades em massa do século XX,” Trump disse numa declaração. “Eu me junto à comunidade armênia nos EUA e no mundo inteiro para lamentar a perda de vidas inocentes e o sofrimento que muitos passaram.”
Tal declaração, ainda que evitando o termo “genocídio” e recusando mencionar que os assassinos eram muçulmanos e as vítimas eram cristãs, enfureceu a Turquia, único membro islâmico da OTAN e aliada dos EUA, cuja cooperação Trump busca contra o governo sírio.
“Consideramos que a desinformação e definições falsas contidas na declaração de 24 de abril de 2017 do presidente americano Trump com relação aos eventos de 1915 têm como fonte a poluição de informações criadas durante os anos por alguns círculos armênios nos EUA por meio de métodos de propaganda,” disse numa declaração o Ministério das Relações Exteriores da Turquia.
Presidentes americanos passados, inclusive o presidente Barack Obama, também recusaram chamar as matanças em massa de genocídio. Os presidentes George W. Bush e Bill Clinton evitaram o termo “genocídio,” ainda que tivessem prometido durante suas campanhas que o reconheceriam como tal.
Na mesma semana em que Trump evitou o termo “genocídio,” ele fez contato com o presidente turco Recep Erdogan para discutir esforços conjuntos entre EUA e Turquia para combater o terrorismo. Isso é muito estranho, pois como uma nação islâmica, a Turquia não combate o terrorismo, especialmente do ISIS. De acordo com uma reportagem do WND (WorldNetDaily) de 2014: “Turquia apoia ISIS para eliminar Assad.” Israel tem também apoiado terroristas islâmicos contra Assad.
O ISIS tem cometido genocídio contra os cristãos na Síria e Iraque. De acordo com Trump, Obama fundou o ISIS. E Obama trabalhava bem próximo da Turquia. Então se Trump recusa o termo “genocídio” para agradar a Turquia e tem essa nação islâmica como aliada contra o ISIS, ele não está ajudando o genocídio do ISIS contra os cristãos? Ter a Turquia islâmica como aliada contra o terrorismo islâmico é tão insano quanto ter a Alemanha nazista como aliada contra o nazismo ou ter a União Soviética como aliada contra o marxismo soviético.
A Armênia foi a primeira nação oficialmente cristã do mundo. A Armênia, como nação ortodoxa cristã, é aliada da Rússia, a maior nação ortodoxa cristã do mundo.
Pelo fato de que os Estados Unidos são a maior nação protestante do mundo, Trump poderia ter uma aliança com a Armênia e a Rússia contra o terrorismo islâmico, e essa era a intenção dele em 2016, mas agora ele está privilegiando uma aliança insana com a Turquia islâmica e a Arábia Saudita para combater o terrorismo islâmico criado e apoiado por muçulmanos sauditas e turcos.
Se Trump e Israel não conseguem reconhecer como genocídio as matanças de cristãos cometidas por muçulmanos 100 anos atrás, como é que eles conseguirão reconhecer os genocídios atuais contra os cristãos? Como é que eles conseguirão reconhecer que o islamismo foi e é uma máquina de genocídio contra os cristãos?
Até agora reconheceram o genocídio armênio apenas 23 países, entre os quais França, Alemanha, Itália, Canadá, Grécia, Rússia, Uruguai, Brasil, Argentina, Venezuela, Chile e Bolívia.
Em 2015 o presidente russo Vladimir Putin foi o único presidente de uma grande potência a comparecer às comemorações de 100 anos do Genocídio Armênio em 1915. As comemorações foram realizadas no Memorial do Genocídio Armênio no Monte Tsitsernakaberd, em Yerevan, capital da Armênia, para prestar tributo às vítimas do genocídio.
Na ocasião, o presidente turco Tayyip Erdogan se enfureceu com Putin por chamar de genocídio as matanças em massa de armênios cristãos cometidos por muçulmanos turcos. Ele disse: “Não é a primeira vez que a Rússia usou a palavra genocídio em referência a essa questão. Estou pessoalmente triste que Putin tomou tal passo.”
No Genocídio Armênio 100 anos atrás, um número estimado de 1,5 milhão de armênios em 66 cidades e 2.500 vilas foram massacrados; 2.350 igrejas e monastérios foram saqueados e 1.500 escolas e colégios foram destruídos.
Contudo, os muçulmanos na Turquia e outras nações atenuam os números e negam que os cristãos armênios sofreram um genocídio, exatamente como grupos neonazistas atenuam os números e negam o Holocausto contra os judeus e católicos ultrarradicais atenuam os números e negam a Inquisição contra judeus e protestantes.
Israel sabe o que a negação e revisionismo têm feito para minimizar o Holocausto e a Inquisição e suas vítimas. Por que então Israel tem recusado reconhecer o Genocídio Armênio?
Por que Israel busca agradar ao criminoso (Turquia islâmica) e não fica do lado da sua vítima (cristãos armênios)?
A resposta vem dos próprios armênios. O jornal armênio Asbarez, numa reportagem intitulada “Políticos Israelenses Precisam Parar de Usar o Genocídio Armênio como Estratégia para Tirar Vantagem,” disse:
“Toda vez que o governo turco faz algo que enfurece Israel, os políticos e membros do Parlamento do Estado judeu ameaçam o governo turco com o reconhecimento do Genocídio Armênio, intensificando sua covardia como uma nação que se levantou das cinzas do Holocausto.”
“Para um país que nunca perde uma oportunidade de lembrar ao mundo acerca dos horrores do Holocausto, Israel tem tido muita dificuldade de reconciliar seu respeito por direitos humanos e as perdas sofridas pelos judeus com o fato do Genocídio Armênio.”
“Israel precisa reconhecer o Genocídio Armênio não porque é politicamente vantajoso, mas porque é um fato histórico. Ao não reconhecê-lo, Israel continua a aumentar sua própria hipocrisia se tornando cúmplice em sua negação.”
Com informações do Jerusalem Post, WND (WorldNetDaily), Armenian Weekly, Asbarez e Armen Press.
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27 de março de 2018

Governo dos EUA abandona cristãos iranianos na Áustria


Governo dos EUA abandona cristãos iranianos na Áustria

William Murray
Mais de 100 cristãos iranianos que já haviam passado por uma pré-triagem feita pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos antes de viajarem do Irã para Viena, Áustria, podem agora ser forçados a voltar para o Irã. Eles venderam suas propriedades, carros e outros pertences antes de deixarem o Irã, pois haviam recebido garantia de que eles estavam qualificados para obter green cards sob a Emenda Lautenberg.
Cristãos iranianos abandonados em Viena pelo governo de Trump
Essa lei de 1989 foi escrita originalmente para ajudar judeus da ex-União Soviética depois da queda dessa nação. Foi expandida para incluir cristãos e outras minorias de ex-estados soviéticos e do Irã. Desde 1989 até a chegada do Presidente Donald Trump, os casos de refugiados sob a Emenda Lautenberg tinham um índice de aprovação de quase 100 por cento.
O que torna essa decisão tão estranha é que o Presidente Donald Trump havia frequentemente dito, como candidato e como presidente, que cristãos perseguidos precisam ser ajudados. Contudo, ele é o primeiro presidente dos EUA desde que a lei foi aprovada a recusar dar sob a lei condição de refugiados para cristãos perseguidos.
A Emenda Lautenberg requer que o governo americano dê satisfação “ao máximo possível” quando não dá condição de refugiados. Mas no caso dos cristãos iranianos, eles foram informados de que a rejeição é uma questão de critério particular.
Hans Van de Weerd, vice-presidente de programas americanos no Comitê de Resgate Internacional do Congresso dos EUA, disse: “A hipocrisia deste governo não tem limites. Ele critica o governo iraniano, encorajou os protestos, mas agora recusa dar segurança para pessoas que fogem e não estão seguras do governo iraniano.”
Há uma grande pergunta aqui: O Presidente Trump está ciente da política sob o Secretário de Estado Tillerson de recusar condição de refugiado para cristãos perseguidos do Irã? Dias depois de sua posse como presidente, Trump ordenou uma suspensão de todas as entradas nos EUA do Irã, Iraque e Síria num esforço para deter possíveis terroristas, ele disse. Certamente ele não tinha a intenção de deter cristãos ameaçados de entrarem nos EUA!
No entanto, o Departamento de Estado, sob o indicado de Trump, Rex Tillerson, tem continuado a permitir a imigração de muçulmanos de nações como Arábia Saudita. Isso apesar do fato de que 15 dos 19 terroristas que atacaram os EUA em 11 de setembro de 2001 eram da Arábia Saudita — e os quatro que não eram sauditas tinham algumas ligações com a Arábia Saudita.
É claro, os iranianos são ainda bem-vindos para vir aos EUA em troca de um investimento em dinheiro suficientemente grande, apesar dos constantes ataques verbais de Trump contra o Irã como patrocinador de terrorismo.
Meio milhão de dólares compra um green card: A maioria dos americanos não sabe que dá para comprar um green card em troca de um “investimento” de 1.000.000 de dólares. E por meros 500.000 dólares dá para obter um green card se o indivíduo tem a intenção de “trabalhar ativamente” num empreendimento numa “zona econômica alvo.” O green card é o caminho para ter a cidadania dos EUA. Em outros países aqueles que tem condições financeiras chamam de “Green Card de Ouro.”
Sob o governo Trump em 2017, um total de 40 iranianos e suas famílias receberam green cards sob o programa EB-5 que vende condição de residente nos EUA em troca de investimento. Desses, só quatro levantaram 1.000.000 de dólares, e os outros 36, junto com suas famílias imediatas, receberam green cards em troca de um investimento de 500.000 dólares.
Para mim, isso é hipocrisia. O Departamento de Estado dos EUA está, em essência, dizendo: “Se você é um iraniano com dinheiro, você é bem-vindo, independente de sua religião, mas se você é um cristão ou judeu perseguido, volte para o Irã.” Entretanto, o Departamento de Estado está agora culpando o Ministério de Segurança Nacional, dizendo que a rejeição aos cristãos iranianos mencionados acima foi causada por uma “mudança no processo de triagem de refugiados.” É a mesma triagem para requerentes do EB-5?
Embora a maioria das famílias iranianas que estão buscando refúgio seja católica, há também uma família judia no grupo abandonado em Viena. Essas famílias haviam recebido garantias de pré-triagem dos Estados Unidos enquanto Obama ainda era presidente. Se cada uma dessas famílias tivesse dinheiro, eles poderiam todos simplesmente comprar sua entrada nos EUA. Isso está errado!
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): State Dept. strands Iranian Christians in Vienna
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26 de março de 2018

Filósofo “direitista” de língua bifurcada, sofisticadamente falsa e mentirosa


Filósofo “direitista” de língua bifurcada, sofisticadamente falsa e mentirosa

Julio Severo
“Não estou alinhado a direita nenhuma, mas não mudei em nada a minha convicção de que, num país saudável, devem existir uma esquerda e uma direita, ambas com o direito a uma quota igual de radicalismo,” disse Olavo de Carvalho, que, embora tenha um comportamento e linguajar baixo de esquerdista, é tratado por seus adeptos, chamados de olavetes, como o maior líder direitista do Brasil.
“Não sou de direita, nem de esquerda, nem de porra nenhuma,” ele disse também.
Afinal, Carvalho é de direita ou de esquerda? Ele é católico ou ocultista? Ele é astrólogo ou não? Ele é filósofo ou não? Ele promove ou ataca René Guénon e a Nova Era?
Os próprios olavetes se confundem ao tentar defini-lo, pois os comentários dele muitas vezes parecem apontar claramente numa direção… mas carregam insinuações sofisticadas que sabotam a pretensa clareza, apontando para outras direções, inclusive contrárias.
Bem diferente da simplicidade evangélica, que segue as palavras de Jesus, que disse:
“Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno.” (Mateus 5:37 NVI)
“Digam apenas sim’ e ‘não’. Quando vocês manipulam as palavras, cometem um grande erro!” (Mateus 5:37 A Mensagem)
Recentemente, Carvalho disse que a simplicidade evangélica é a “coisa mais abominável do mundo.” Dá para entender a razão para ele abominar a simplicidade evangélica, pois ele dá valor à manipulação sofisticada das palavras, fazendo com que seu suposto direitismo seja como esquerdismo e vice-versa.
Como a língua bifurcada da serpente vai em duas direções, as palavras de Carvalho muitas vezes vão em duas direções. Vão no “sim” e no “não” simultaneamente. Ao mesmo tempo em que ele diz que o bruxo islâmico René Guénon não é recomendado, ele não cessa de exaltá-lo. Guénon, que fundou a Escola Tradicionalista, de natureza esotérica e antimarxista, é pai espiritual de dois direitistas bifurcados: Olavo de Carvalho e Aleksander Dugin, que foram fundamentalmente influenciados pela Escola Tradicionalista.
Guénon, que era mestre em bifurcações, foi também um dos maiores promotores do perenialismo, que busca mediante a filosofia unir o conservadorismo de todas as religiões. É essencialmente Nova Era.
Carvalho e Dugin são considerados grandes figuras dentro do perenialismo, embora Carvalho, com sua língua bifurcada, simule distância. Em 2017, Carvalho disse: “Não é por nada não, mas raramente encontrei pessoas tão sofisticadamente falsas e mentirosas como nos meios ditos ‘perenialistas.’”
“Pessoas sofisticadamente falsas e mentirosas” é outro termo para pessoas de língua bifurcada!
Isso faz de Guénon e seus adeptos charlatões — termo que significa, de acordo com o Dicionário Michaelis, “Aquele que explora a boa-fé do público. Indivíduo com pretensões, comumente espalhafatosas, de conhecimentos e habilidades.”
O Dicionário Merriam-Webster, o mais famoso dos EUA, define charlatão como “uma pessoa que com falsidade simula conhecer ou ser algo a fim de enganar as pessoas” e “pessoa que faz pretensões cheias de ostentação de conhecimento e capacidade.”
O Dicionário Oxford, o mais famoso da Inglaterra, define charlatão como “uma pessoa que afirma falsamente ter um conhecimento ou especialidade especial.”
Eu chamo os charlatões de sujeitos de língua bifurcada. Carvalho os chama simplesmente de “pessoas sofisticadamente falsas e mentirosas.”
Contudo, ao mencionar na semana passada que o escritor evangélico C. S. Lewis chamava Guénon de charlatão, Carvalho prontamente defendeu o fundador da Escola Tradicionalista, declarando, com sua língua bifurcada, que “Guénon nunca foi charlatão.”
Nessa perspectiva, Carvalho e Dugin também nunca foram charlatões. Dá para dizer também que Carvalho nunca foi astrólogo, ocultista, esotérico, perenialista, neocon, tradicionalista e o principal discípulo de René Guénon no Brasil.
De fato, os filósofos perenialistas são sofisticadamente falsos e mentirosos!
A grande surpresa é como a lábia bifurcada deles engana multidões de católicos rasos e alguns evangélicos rasos com a propaganda de filosofia, tradicionalismo, conservadorismo, antimarxismo, etc. Os adeptos de Carvalho o louvam como o maior direitista do Brasil. Os adeptos de Dugin o louvam como o maior direitista da Rússia.
Para quem acha que Carvalho é pai de uma nova direita, composta de olavetes, a própria língua bifurcada de Carvalho responde: “Eu sei lá o que é a nova direita. Eu quero que ela se dane. É um bando de picaretas,” em entrevista à Folha de S. Paulo, jornal que ele abomina como esquerdista, mas não perde uma única oportunidade de ser entrevistado por eles. Abominar e aceitar ao mesmo tempo é atitude bifurcada.
Alguém tem dúvida de que os olavetes são um bando de picaretas? A resposta bifurcada de Carvalho só confirma o que muitos já perceberam.
“Se a direita brasileira aceita como ‘líder’ qualquer um que a grande mídia lhe apresente como tal, o futuro da esquerda está garantido,” disse Carvalho, que a grande mídia, inclusive a Folha de S. Paulo, apresenta como ‘líder’ da direita brasileira. A língua bifurcada dele às vezes funciona como tiro pela culatra.
Outros comentários bifurcados de Carvalho:
* “A direita está repleta de puros doentes mentais.”
* “Por isso é que, quando me apresentam como ‘filósofo conservador,’ a única resposta que me ocorre é: — Conservador é a puta que o pariu, que conservou você na barriga por nove meses em vez de deixá-lo cair na privada.”
* “A burrice alheia é o flagelo da minha vida, mas é também a minha fonte de sustento.”
A defesa da Inquisição, que torturava e matava judeus e protestantes, é pura doença mental. E se a direita olavética está hoje repleta desses doentes mentais — defensores da Inquisição — é graças ao filósofo perenialista Carvalho, que é o maior defensor da Inquisição do Brasil. Ao mesmo tempo em que ele provoca a doença mental, ele acusa os que adoeceram mentalmente sob a influência dele. Atitude bifurcada.
Injetar o revisionismo da Inquisição na direita brasileira, principalmente entre católicos rasos, foi um grande “triunfo” para o emporcalhamento do conservadorismo brasileiro. Mas Carvalho culpa outros por esse emporcalhamento. Ele disse: “Se eu soubesse a merda em que a direita brasileira iria se transformar pelos bons préstimos de… Julios Severos.”
Por que ele simula preocupação com a direita se sua língua bifurcada já disse que ele não é de direita nem de esquerda? Por que ele doutrina suas olavetes a repetir o mantra de que ele quebrou a hegemonia da esquerda brasileira quando a realidade, fundamentada em fatos, mostra que quem quebrou essa hegemonia foram os evangélicos?
Não é à toa que ele diga que a simplicidade evangélica é a “coisa mais abominável do mundo.” A revolta dele tem justificativa, pois ele sabe o que todo esquerdista já sabe: o mérito principal da resistência à esquerda brasileira pertence aos evangélicos, principalmente televangelistas. Aliás, até mesmo o instituto que ele tem nos EUA é fruto de John Haskins, um evangélico americano que há muito tempo apostatou da igreja. Haskins fundou o Instituto Inter-Americano e trouxe evangélicos e católicos.
O único mérito de Carvalho é despertar ativistas para o revisionismo da Inquisição. O resto é plágio ideológico. Sua visão geopolítica, por exemplo, é de natureza nitidamente neocon.
Contudo, o mantra e a hipnose ganham tal controle da mente que alguns dão a ele mérito por tudo, repetindo inverdades sem perceberem. O Instituto Liberal repetiu alguns desses mantras, desmascarados por mim na seção de comentários deste artigo “Pior do que a Fake News é a Hidden News: Os Casos de Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro.”
Em nada ajudei a inflamar a doença mental e emporcalhamento que se vê hoje na direita olavética. Meu conservadorismo tem bons fundamentos: a influência de evangélicos conservadores dos Estados Unidos. Essa influência na minha vida veio décadas antes de eu saber que existe no Brasil um astrólogo chamado Olavo de Carvalho.
Carvalho já chegou a dizer de mim: “Os meios tradicionalistas estão repletos de discípulos do Julio Severo.” Isto é, ele me acusou exatamente do que ele tem. Os meios tradicionalistas, frutos da Escola Tradicionalista do bruxo islâmico René Guénon, estão repletos de ocultistas, astrólogos, bruxos e esotéricos antimarxistas que seguem Carvalho e Dugin.
Graças a Deus, não me deixei emburrecer, imbecilizar e emporcalhar com o tradicionalismo gueniano de Carvalho. Não virei um dos muitos doentes mentais que sua seita vem produzindo.
Se a direita está cheia de burros e doentes mentais, como acusa Carvalho, a culpa é exclusivamente dele, que os explorou durante anos para encher seus bolsos. Traduzindo a declaração bifurcada de Carvalho: “A burrice de católicos e evangélicos é o flagelo da minha vida, porque nem todos os católicos aceitam a minha suprema sabedoria e a maioria dos evangélicos desconfia da natureza ocultista do meu conhecimento, mas os que veem até mim se tornam a minha fonte de sustento.”
Mesmo assim, ele conseguiu enganar muitos católicos e alguns evangélicos, que pagaram taxas mensais para se imbecilizarem e se emporcalharem espiritualmente com o curso que sua lábia bifurcada vende como “filosofia” pura.
Não é de hoje que a filosofia é um poderoso canal para enganar. Carvalho, Dugin e Guénon não são os primeiros nem os últimos a usar a filosofia para confundir, desorientar e desinformar com a falsa aparência e propaganda de orientar e informar. A Bíblia é bem clara em sua advertência de que a filosofia tem encantamentos e seduções, que os cristãos precisam evitar:
“Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo.” (Colossenses 2:8 NVI)
“Certifique-se de que nenhum predador transforme você em vítima por meio de alguma filosofia enganadora e ilusão vazia com base em tradições fabricadas por meros seres humanos mortais. A fonte dessa filosofia e ilusão está nos princípios que se originam neste mundo e não no Ungido (por isso, não deixe as conversas deles capturarem você).” (Colossenses 2:8 The Voice Bible)
Se você colocar a Bíblia e seu Autor acima de tudo, você ficará com a Verdade. Se você colocar a filosofia acima da Bíblia, você será presa fácil de filósofos sofisticadamente falsos e mentirosos, charlatões e direitistas de língua bifurcada.
Já vimos, com palavras da própria língua bifurcada de Carvalho, que ele não gosta de ser considerado conservador ou direitista. Com quem então dá para compará-lo?
Mentalidade petista: Todos têm dívida para com eles, que são pobres vítimas inocentes.
Mentalidade olavista: Todos têm dívida para com o astrólogo, que é pobre vítima inocente disso, daquilo e daquilo outro.
Fala do Lula: “Pela primeira vez na história deste país… Se não fosse por mim, as esquerdas não teriam espaço e vez…”
Fala do astrólogo: “Pela primeira vez na história deste país…  Se não fosse por mim, as direitas não teriam espaço e vez…”
Outras semelhanças:
* Lula mente. Os comunistas mentem. E o astrólogo? Diz na maior cara de pau que cigarro não faz mal e que a Inquisição, que torturava e matava judeus e evangélicos, é “mito” e “lenda.”
* Lula é boca suja. Lênin era boca suja. E o astrólogo? Imita Lênin e Lula.
* Comunistas gostam de pintar sua ideologia satânica como filosofia. E o astrólogo? A mesma coisa.
* Karl Marx cometeu todo tipo de negligência e abandono, inclusive intelectual e educacional, dos filhos. Mas hoje é considerado ícone educacional. E o astrólogo? De acordo com depoimento de um de seus filhos, também cometeu negligência e abandono educacional dos próprios filhos. Mas de acordo com o advogado da ANED, ele é exemplo moral para o homeschooling brasileiro!
* Comunistas adoram arrebanhar seguidores tontos com propaganda enganosa. E o astrólogo? A mesma coisa.
* O culto à personalidade é uma das características principais do comunismo. O culto à personalidade é a característica principal do olavismo. Sem culto ao astrólogo, a seita morre, sem esperança de ressurreição.
Conclusão: O que um faz à esquerda, o outro faz à direita.
Como amantes que se brigam às vezes até se matar, mas não se desgrudam, os dois lados brigam, brigam e brigam, mas não se desgrudam dos mesmos vícios e taras.
A pergunta final é: De onde nasceram tamanhas semelhanças?
Dá para ouvir uma criatura vermelha chifruda dando gargalhadas no fundo, se gabando de como mantém hipnoticamente espetados em seu garfão trouxas da esquerda e da direita.
E você, é um desses trouxas?
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