21 de fevereiro de 2018

Provado: Trolls russos fizeram na eleição presidencial americana… o que os EUA fazem nas eleições de outros países


Provado: Trolls russos fizeram na eleição presidencial americana… o que os EUA fazem nas eleições de outros países

Julio Severo
De acordo com a acusação formal do Procurador Especial Robert Mueller, a Rússia se intrometeu na eleição presidencial dos EUA em 2016: por meio de trolls de internet!
Há muita confusão deliberada com relação a essa intromissão. Mas uma coisa é sem dúvida clara: A esquerda americana e global estava apoiando solidamente sua candidata Hillary Clinton. Para eles, qualquer um ou qualquer país que impedisse a vitória de Hillary cometeu um pecado “imperdoável.” E o que a investigação americana mostrou? Trolls russos agiram claramente contra Hillary, que perdeu a eleição.
Patrick J. Buchanan, ex-assessor do Presidente Ronald Reagan e ex-candidato presidencial do Partido Republicano, disse: “Um troll russo criativo exortou os apoiadores de Trump a vestirem uma voluntária com uma roupa laranja de prisão, colocá-la numa jaula num caminhão com plataforma e então anexar esta frase: “Prendam Esta Mulher!”
Os russos cometeram o pecado “imperdoável,” e agora democratas e republicanos, esquerdistas e direitistas americanos querem fazer a Rússia pagar por alegadamente ajudar Donald Trump a vencer, como se as sanções pesadas que Obama impôs — e Trump manteve — contra a Rússia não fossem suficientes.
Muitas vezes, acho que os esquerdistas e direitistas americanos costumam atacar a Rússia como um espantalho para distrair o público americano e o mundo. Enquanto ambos os lados nos mantêm distraídos, eles podem avançar a agenda que eles têm em comum. E há uma agenda em comum: a ideologia neocon.
Enquanto as acusações formais de Mueller confirmam que trolls russos se intrometeram na eleição americana, o que explica a histeria esquerdista e direitista americana contra a Rússia?
Nesse ponto, concordo com o Rev. Chuck Baldwin, que disse que “O Partido da Guerra avança implacavelmente.” Esse partido é composto pelo Partido Democrático e pelo Partido Republicano. O Partido Neocon, que está acima de todos os partidos nos EUA, precisa de um espantalho.
Os socialistas acusam a Rússia, pois a candidata deles perdeu. Mas os conservadores, principalmente os neoconservadores (os neocons), também estão acusando a Rússia.
Se a alegada intromissão russa por meio de trolls é um ato de suprema hostilidade, por que durante sua campanha de 2016, o candidato Trump disse “Rússia, se você está prestando atenção, espero que vocês consigam achar os 30 mil e-mails que se perderam”? Ele estava se referindo aos emails no servidor particular de Hillary que ela disse que havia deletado, de acordo com uma reportagem da Associated Press.
Trump fez tal pedido público ousado porque estava claro, para ele, que a Rússia estava contra Hillary.
Agora ele está mostrando descontentamento com a alegada intromissão russa nas eleições americanas, mas ele parece ignorar a intromissão dos EUA nas eleições de outras nações. John Perkins, em seu livro “Confessions of an Economic Hit Man” (Confissões de um Assassino Econômico), disse que agências de inteligência dos EUA têm burlado eleições em outras nações há décadas.
De acordo com Joseph Farah, dono do WND (WorldNetDaily), até Israel não escapou da intromissão dos EUA em eleições israelenses. Farah disse: “Barack Obama usou dinheiro dos americanos que pagam impostos abertamente para influenciar a eleição de seu melhor aliado no Oriente Médio, Israel.” Ele acrescentou: “O falecido senador democrata Ted Kennedy chegou a pedir ajuda da União Soviética para derrotar a campanha de reeleição de Ronald Reagan em 1988. Onde é que estavam então as carrancas de protestos?”
Se um democrata pôde pedir à União Soviética que ajudasse a derrotar um candidato republicano, por que um candidato republicano não pode pedir a uma Rússia conservadora que ajude a derrotar uma candidata democrata? Foi isso o que Trump fez em 2016.
Em seu artigo no WND intitulado “Is that Russia troll farm an act of war?” (Será que essa fábrica russa de trolls é um ato de guerra?) Patrick J. Buchanan disse:
Quanto à Rússia trolando as eleições americanas, será que os americanos estão inocentes no que se refere a se intrometer nas eleições e políticas internas de regimes que eles não gostam?
O senador John McCain e Victoria Nuland do Departamento de Estado instigaram as multidões na Praça de Maidan em Kiev que derrubou o governo eleito da Ucrânia. Quando o regime democraticamente eleito de Mohamed Morsi foi derrubado, os EUA prontamente aceitaram o golpe como vitória do lado dos americanos e continuaram a dar assistência ao Egito enquanto dezenas de milhares de membros da Irmandade Muçulmana eram presos.
Será que a CIA e a Fundação Nacional da Democracia estão sob ordens do governo dos EUA para não tentarem influenciar o resultado de eleições em nações em cujos regimes os americanos acreditam terem direitos?
“Será que algum dia os EUA se intrometeram nas eleições de outros países?” Laura Ingraham perguntou a James Woolsey, ex-diretor da CIA, neste final de semana.
Com um riso forçado, Woolsey respondeu: “Oh, provavelmente.”
“Mas os EUA não fazem mais isso, né?” Ingraham interrompeu. “Os EUA não se metem nas eleições dos outros, né, James?”
“Olha,” Woolsey disse sorrindo. “Só por uma causa muito boa.”
Na verdade, qual é o objetivo da Fundação Nacional da Democracia, se não auxiliar os lado pró-americano em nações estrangeiras e suas eleições?
Os EUA não tiveram um papel ativo nas “revoluções coloridas” que mudaram regimes desde a Sérvia até a Ucrânia e Georgia?
Quando os republicanos discutem o Irã no Congresso dos EUA, se ouve frequentemente a frase “mudança de regime”… em 2009, os republicanos denunciaram o presidente Obama por não intervir com mais força para mudar o resultado da eleição [no Irã].
Quando a China, Rússia e Egito expulsam ONGs, as suspeitas deles de que algumas têm agentes americanos são meros sinais de paranoia?
O papel dos EUA na derrubada do primeiro-ministro Mossadegh no Irã em 1953, e de Jacobo Arbenz na Guatemala em 1954, e do presidente Ngo Dinh Diem em Saigon em 1963 são fatos comprovados.
Então quando os EUA fazem exatamente o que condenam nos outros países, é correto e democrático. Mas nenhum país tem o direito de copiar as ações dos EUA. O jornalista Glenn Greenwald disse sobre “a essência mais nítida do Excepcionalismo Americano” em sua conta de Twitter: “Os EUA têm direito pleno e livre de fazerem exatamente o que eles exigem que outras nações não façam porque — diferente deles — os EUA são bons. Por isso, é feito com bons objetivos, não maus.”
Em minha conta de Twitter, respondi a ele: “Triste, mas verdadeiro. Só evangélicos, que fizeram uma diferença no nascimento dos EUA, podem também fazer uma diferença hoje contra a interferência e discrepância dos neocons na política externa dos EUA.”
O governo americano, sob presidentes esquerdistas e direitistas, faz um grande estardalhaço com uma intromissão mínima na eleição americana (até mesmo trolls de internet são um crime supremo contra os EUA, de acordo com os neocons), mas ambos os lados se intrometem pesadamente, com operações secretas da CIA por meio de ONGs e outros meios, nas eleições de outras nações.
Como Jesus disse:
“Como quereis que as pessoas vos tratem, assim fazei a elas da mesma maneira.” (Lucas 6:31 King James Atualizada)
Em vez de fazerem estardalhaço por causa de trolls russos e usarem a Rússia como espantalho por amor às políticas neocons, os EUA sob Trump deveriam processar Obama por criar o ISIS, que cometeu genocídio de cristãos na Síria e Iraque. O próprio Trump disse em 2016 que Obama criou o ISIS. Então Obama e Hillary Clinton são cúmplices de genocídio de cristãos. Pela lei americana, que condena cúmplices de assassinatos em massa, ambos não mereceriam pena capital por colaborarem para o genocídio de cristãos por meio do ISIS?
Os EUA sob Trump deveriam processar Obama e Hillary por provocarem a Rússia desde que Putin aprovou em 2013 uma lei que proíbe a propaganda homossexual para crianças e adolescentes.
Os EUA sob Trump deveriam processar Obama e Hillary por derrubarem o governo ucraniano em 2014 e imporem sanções na Rússia na esteira da interferência americana na Ucrânia.
Os EUA sob Trump deveriam processar Obama e Hillary por usarem o governo americano para promover o islamismo, o aborto e a agenda homossexual no mundo inteiro.
Os EUA deveriam parar de usar a Rússia como espantalho e lidar com os crimes de Obama e Hillary.
Trump deveria descontinuar o legado esquerdista de Obama de sanções e outras ações não conservadoras contra uma Rússia mais conservadora.
A Rússia poderia retaliar os males de Obama e Hillary Clinton por meio de um ataque nuclear. Quem pode culpá-los por usar trolls de internet para desabafar suas queixas contra Hillary?
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3 comentários :

Alerrandro Martin disse...

Na verdade, Julio, Obama e Hilary favoreceram a Rússia com urânio. Passaram informações de segurança para os russos etc

Julio Severo disse...

Oi, Alerrandro! Tanto a esquerda quanto a direita americana, em suas histerias habituais contra a Rússia fomentadas pelos neocons, têm teorias de conspiração. A questão do urânio parece ter tido a mesma inspiração, sendo tratada por Trump na eleição por influência de seu assessor principal de estratégia política, o Steve Bannon, que era o editor do Breitbart, que originou a teoria. Acontece que Trump e Bannon brigaram FEIO, e Trump virou inimigo de Bannon.

O que pude apurar, já conhecendo a histeria de ambos os lados, é que a revista Newsweek realmente trata a questão do urânio como teoria de conspiração. Veja: http://www.newsweek.com/hillary-clinton-uranium-conspiracy-theory-distraction-trump-russia-694525

A famosa revista Forbes também trata isso como teoria de conspiração: https://www.forbes.com/sites/jamesconca/2017/10/27/claims-of-clinton-russia-uranium-scandal-are-a-real-empty-barrel/#3c4e74ad7b55

O triste na realidade americana é que AMBOS OS LADOS, a esquerda e a direita americana, adoram odiar a Rússia com infinitas teorias de conspiração. Veja: http://bit.ly/2o8m8ui

E ambos os lados não conseguem largar sua paixão pela Arábia Saudita, que é o real inimigo dos EUA.

O que não é teoria de conspiração é que quem manda realmente na esquerda e na direita dos EUA são os neocons. Veja: http://bit.ly/2x9fR8K

OS NEOCONS ODEIAM A RÚSSIA E AMAM A ARÁBIA SAUDITA!

Alerrandro Martin disse...

Obrigado pela informação.