15 de fevereiro de 2018

Por que a esquerda americana odeia a Rússia


Por que a esquerda americana odeia a Rússia

O conservadorismo da Rússia provoca histeria e medo

Julio Severo
A China, o maior país comunista do mundo, roubou bancos inteiros de informações de computadores do governo dos EUA. Os novos sistemas de armas deles se parecem suspeitamente semelhantes aos sistemas americanos de armas. A China tem manipulado mercados e sua moeda para roubar dos EUA suas riquezas e seus segredos comerciais.
No entanto, não há nenhuma histeria dos EUA contra a China. Nenhuma sanção ou boicote dos EUA contra a China, que é oficialmente ateísta e comunista. Pelo contrário, apesar dos ataques chineses, o presidente esquerdista Barack Obama e o presidente direitista Donald Trump visitaram oficialmente a China e mostraram respeito pelos seus governantes comunistas.
Em contraste, a Rússia, que não é ateísta e comunista, tem sido sistematicamente acusada, pela grande mídia esquerdista dos EUA, de intrusões cibernéticas durante a eleição presidencial de 2016. Obama impôs sanções na Rússia e Trump tem continuado as sanções.
Então se as ações da China comunista são piores do que as ações da Rússia, por que a Rússia é a vítima favorita de ataques da mídia corrupta dos EUA, do Partido Democrático e da esquerda americana em geral?
A propaganda anti-Rússia da mídia tem sido tão generalizada e bem-sucedida que até Trump sucumbiu à pressão para mudar. O Trump de 2016 que pregava parceria com a Rússia contra o terrorismo islâmico foi substituído por um Trump, agora presidente, que não faz concessões à Rússia e sucumbiu totalmente ao pântano neocon e suas ambições.
Os Estados Unidos toleram bondosamente até mesmo a Arábia Saudita, que tem fomentado o terrorismo islâmico no mundo inteiro. O atentado terrorista contra Nova Iorque em 11 de setembro de 2001 foi cometido por terroristas sauditas.
Mas os EUA não toleram a Rússia.
O que explica tal intolerância extrema? A resposta é muito simples: A Rússia personifica tudo o que a esquerda americana odeia.
A Rússia é cristã. Aliás, a Rússia é o maior país cristão ortodoxo do mundo. O Cristianismo russo não é semelhante ao evangelicalismo americano. Os Estados Unidos são o maior país protestante do mundo. O Cristianismo russo é mais semelhante, em alguns aspectos tradicionalistas, inclusive na adoração de santos, ao catolicismo.
Há um relacionamento simbiótico entre o governo russo e a Igreja Ortodoxa Cristã Russa. Eles se ajudam a manter dinheiro e poder.
Escrevendo no jornal Washington Times, L. Todd Wood disse: “Visitar Moscou me faz lembrar até certo ponto do Sul [evangélico] dos EUA. Há uma nova igreja sendo construída a cada esquina da capital da Rússia. Não dá para evitar os sons dos sinos tocando em algum lugar durante o dia de alguma igreja ou monastério perto. Os domos dourados das igrejas marcam a paisagem.”
Nós todos sabemos como a esquerda despreza o Cristianismo e ajuda o islamismo, a agenda homossexual, etc.
A Rússia é majoritariamente branca. Embora 30 por cento da Rússia sejam muçulmanos, a Rússia tenta proteger sua cultura reprimindo brutalmente o extremismo islâmico. A Rússia trata seus cidadãos e mesquitas muçulmanas exatamente como Israel trata seus cidadãos e mesquitas muçulmanas.
O esquerdista Obama costumava fazer comentários pejorativos sobre a Rússia e Putin que ele nunca fazia com relação à China comunista, tais como “A Rússia é uma potência regional que não faz nada” e “Putin é um aluno desengonçado e incompetente.”
A Rússia é conservadora em muitos aspectos. Em grande parte, as mulheres russas odeiam o feminismo. Elas tiveram a oportunidade de experimentar a “igualdade” real durante os tempos soviéticos — e elas não gostaram. “Por que eu deveria desejar agir como um homem e ter de fazer tudo?” perguntam as mulheres russas. Os papéis sexuais são bastante definidos na Rússia, para horror dos marxistas culturais do Ocidente.
Você pode entender o conservadorismo russo lendo uma entrevista exclusiva de William J. Murray para mim em 2015. Murray, que é o filho de uma proeminente marxista e ateísta americana, se converteu a Cristo e oferece hoje uma visão cristã da atual Rússia.
A Rússia tem uma lei que proíbe a propaganda homossexual. A lei simplesmente criminaliza o ato de expor a propaganda homossexual para crianças e adolescentes. Enquanto na Rússia pais que não querem seus filhos sendo doutrinados no estilo de vida homossexual são respeitados, no Ocidente em geral e nos EUA em particular, a homossexualidade está sendo entupida goela abaixo das crianças nas escolas, passando por cima das objeções da maioria dos pais.
O esquerdista Obama e toda a grande mídia dos EUA zombaram da Rússia e de Putin por causa dessa lei. “The Advocate,” a revista homossexual mais proeminente dos EUA e do mundo, anunciou de modo sarcástico que sua Personalidade do Ano para 2014 foi Vladimir Putin, dizendo: “O presidente russo se tornou a maior ameaça mundial aos LGBTs em 2014.”
A Rússia está empesteada de corrupção, não muito diferente do Brasil, o maior país católico do mundo. O Cristianismo tradicionalista parece ser propenso à corrupção.
Contudo, a Rússia não é a União Soviética. A Rússia não está buscando conquistar o mundo — diferente dos neocons americanos, que realmente querem total hegemonia mundial. Como o maior país do planeta, a Rússia só está tentando defender sua presença geopolítica.
Os evangélicos americanos que elegeram Trump e estão sendo sistematicamente bombardeados por uma propaganda anti-Rússia da mídia esquerdista deveriam encontrar meios, exatamente como Trump propôs em sua campanha de 2016, de trabalhar juntos com a Rússia cristã para lidar com a maior ameaça à segurança dos EUA, Europa e Rússia: o terrorismo islâmico.
Com informações do jornal Washington Times.
Versão em inglês deste artigo: Why the American Left Hates Russia
Leitura recomendada:
Postar um comentário