31 de janeiro de 2018

Inversão: O culpado é… a vítima


Inversão: O culpado é… a vítima

Julio Severo
O maior astrólogo do Brasil disse recentemente:
“Os meios tradicionalistas estão repletos de discípulos do Julio Severo.”
Os meios tradicionalistas estão repletos de ocultistas, astrólogos, bruxos e esotéricos antimarxistas que seguem o bruxo islâmico René Guénon, que fundou a Escola Tradicionalista, de natureza esotérica e antimarxista. Em resumo, isso é Nova Era, um movimento ocultista que se mescla muito bem entre cristãos rasos e nominais.
Marcas da Nova Era é o que não faltam no astrólogo, inclusive em seu recente filme biográfico “O Jardim das Aflições.”
Muitos leitores dirão: “Eu não sabia que existiam ocultistas antimarxistas!” Sim, eles existem, muitas vezes camuflados, insinceros e desconversadores. Embora sejam “sábios” nas artes do ocultismo, eles adoram filosofia e “tradições,” sentindo-se à vontade para se mesclar e se refugiar em igrejas cristãs tradicionais como a Igreja Católica e a Igreja Cristã Ortodoxa. Mas eles se sentem incomodados na presença de cristãos que sabem discernir, pregar o Evangelho do Reino de Deus e expulsar demônios. Esses cristãos devem agir no poder do Espírito sob risco de secar e morrer espiritualmente diante dos poderes das trevas.
Olavo de Carvalho, que fundou a primeira escola de astrólogos do Brasil e é conhecido como o maior propagandista brasileiro de Guénon, tem milhares de seguidores tradicionalistas, também conhecidos como olavetes, que bebem, conscientemente ou não, um conservadorismo esotérico antimarxista, que é a própria essência do movimento de Guénon.
Guénon era mestre na arte de “atacar” e ao mesmo tempo promover o ocultismo. O astrólogo aprendeu muito bem com o mestre o truque de dizer “sim” com a boca e sinalizar “não” com a cabeça. Mesmo fingindo “atacar” Guénon, Carvalho é há décadas seu maior divulgador no Brasil, tendo inclusive traduzido para o português um dos livros dele.
Mesmo assim, ele acusa Julio Severo exatamente do que ele tem: seguidores tradicionalistas.
Tradicionalistas adeptos do conservadorismo antimarxista de Guénon existem no Brasil e eles são majoritariamente olavetes, muitos de fachada católica e alguns de fachada evangélica. Muito longe de me seguirem, esses tradicionalistas me atacam.
Evangélico olavete é como amante de homem mulherengo. Apanha, mas volta para o agressor. Não consegue ficar sem ele.
O evangélico olavete vê constantemente sua fé e seus irmãos evangélicos serem xingados pelo astrólogo, mas não consegue se desgrudar dele. Mesmo quando ele alega que o cigarro não faz mal, que a Inquisição é um mito, que palavrões são aceitáveis, que ele é o responsável pela resistência antimarxista no Brasil hoje e muitas outras mentiras descaradas, a amante evangélica, já inteiramente hipnotizada pelos encantos da serpente do ocultismo, não consegue se desgrudar do mentiroso.
É caso para libertação.
O que atrai os evangélicos no astrólogo é o discurso antimarxista.
O marxismo é pecado. O ocultismo (que essencialmente é satanismo) é igualmente pecado. Contudo, dá para desculpar o marxismo por amor à luta contra o ocultismo? Isto é, dá para tolerar militantes marxistas como aliados na luta contra o ocultismo? De modo inverso, dá para desculpar o ocultismo por amor à luta contra o marxismo? Isto é, dá para tolerar militantes ocultistas como aliados na luta contra o marxismo? Então, por que é que há evangélicos fazendo exatamente isso — tolerando militantes ocultistas como aliados na luta contra o marxismo?
Discurso antimarxista até o católico esotérico Hitler tinha. Foi com esse tipo de discurso que ele conseguiu enganar católicos e evangélicos. Aliás, muitos dos mesmos argumentos antimarxistas usados pelo astrólogo já eram usados por Hitler quase 100 anos atrás.
Entrar no tradicionalismo antimarxista do astrólogo é entrar nas trevas. Em seu jeito de “condenar” convidando, ele disse:
“Há tempos a insistência dos cristãos em preservar as pessoas de todo contato com o demoníaco… já passaram dos limites sensatos e resultaram no culto de uma trivialidade sufocante que bloqueia todo acesso não somente à vida religiosa profunda mas também às regiões mais altas da filosofia… Afinal, se não podemos nem ter uma antevisão dos demônios e das forças sutis da natureza, como teremos a dos anjos? Dante desce aos abismos infernais antes de subir ao céu, e Nossa Senhora, em Lourdes, em Fátima ou em Garabandal, mostra às crianças os horrores do inferno antes de lhes abrir as portas do mundo divino.”
Então um olavete ou tradicionalista lhe perguntou: “Quando o senhor fala em ‘contato com o demoníaco’ em que sentido o senhor diz isso?”
Resposta de Olavo de Carvalho: “Por exemplo, todo o reino do ‘ocultismo,’”
Falou quem foi lá no reino do ocultismo e, com seu sofisma, proselitismo, astúcia, hipnotismo e mentiras, demonstra claramente que nunca saiu de lá.
Seguir o astrólogo é mergulhar no ocultismo.
Entretanto, o astrólogo conseguiu uma proeza que ocultistas tradicionalistas que se mesclam na Igreja Católica e Igreja Ortodoxa nunca conseguiram: Penetrar igrejas pentecostais e calvinistas. Ele conseguiu a proeza de promover o tradicionalismo antimarxista da Nova Era entre evangélicos enquanto ao mesmo tempo sustenta uma simulação sofisticada de “ataque” à Nova Era — a mesma sofisticação que Guénon tinha em seus “ataques” e promoção da Nova Era. Tal pai, tal filho.
O modo astuto de Carvalho promover a Nova Era é “atacando-a.” Ele disse:
“Negar as imensas contribuições do tradicionalismo guénoniano à compreensão das antigas tradições espirituais — o próprio cristianismo incluso — seria… estúpido.”
Dizer “imensas contribuições” é uma imensa propaganda e um imenso convite para conhecer a bruxaria de Guénon, denominada carinhosamente pelo astrólogo de “tradicionalismo guénoniano.”
O astrólogo também chamou as premonições ocultistas de Guénon de “análises magistrais.” Quem é que não quer ser atacado assim com farta bajulação, consideração e respeito? Quem é que não quer “sofrer ataques” acompanhados de propaganda positiva?
Sua astúcia, adquirida no tradicionalismo guénoniano, gera tradicionalistas — ou olavetes.
Cercado de tradicionalistas zumbis que me atacam, seu mestre me acusa de estar cercado de seguidores tradicionalistas.
A velha estratégia comunista é: “Acuse seus inimigos do que você é.” Poucos sabem fazer isso com mais habilidade e sagacidade do que o astrólogo.
Sua obsessão, manifesta em inúmeros ataques pessoais a Julio Severo, é motivada pelo fato de que Severo o atingiu e desmascarou num de seus pontos mais vulneráveis e indefensáveis: a tentativa de reabilitar a Inquisição mediante um revisionismo típico do marxismo. Para tentar se desvencilhar do flagrante, ele acusa a vítima de tudo o que ele é e faz.
Não existe brasileiro que foi e é mais sistematicamente atacado e difamado pelo astrólogo por causa da Inquisição do que Julio Severo. Esses ataques frequentes ocorrem desde que ele foi confrontado sobre a Inquisição em outubro de 2013. Além de ser atacado pelas esquerdas — meu Facebook foi bloqueado nesta semana por minha postura sobre a agenda gay e a violência islâmica e meu nome está há anos na lista negra de grandes grupos esquerdistas nos EUA —, sou alvo preferencial das difamações do astrólogo por causa da Inquisição.
Só um cérebro de Pinóquio com a língua mais cumprida do que o nariz pode dizer com ar de inteligência superior: Os malefícios da Inquisição e do cigarro são lenda e invenção.
Pelo menos na estória do Pinóquio, o personagem acabou largando a mentira. Mas o Pinóquio da Inquisição e do cigarro não para de mentir.
Nem seus sonhos e pesadelos são poupados de mentiras. Ele disse:
“Outro dia tive um pesadelo horrível. Sonhei que estava sendo processado num tribunal da Santa Inquisição, presidido por um padre idiota que me atribuía toda sorte de intenções malignas e não entendia porra nenhuma das minhas explicações. Felizmente, os sonhos não têm a obrigação da precisão histórica. Jamais o Julio Severo presidiu um tribunal da Santa Inquisição.”
Claro que não houve nem sonho nem pesadelo. O que houve foi uma mentira grotesca: A Inquisição era santa. Do jeito que ele mente na vida real, ele mente nos sonhos que ele mesmo inventa.
A defesa da Inquisição e a minimização de seus crimes de tortura e assassinatos de judeus e protestantes são totalmente anormais para um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo, mas totalmente normais para bruxos e esotéricos fantasiados de católicos.
O sujeito que mente sobre a Inquisição, dizendo que suas torturas e assassinatos de judeus e protestantes foram “mitos,” pode mentir sobre toda e qualquer coisa.
Mas talvez a maior proeza do astrólogo seja fazer seus adeptos tradicionalistas acreditarem na sua própria propaganda enganosa que pinta seu extenso esoterismo como catolicismo “piedoso.”
Para acreditar em tudo o que ele diz, entre em sua bolha tradicionalista e repita para você mesmo: “A Inquisição não existiu!” Repita também: “O astrólogo tem razão!” Se você repetir 100 vezes ao dia, no final do mês você ganha seu certificado de olavete e estará qualificado para enganar e recrutar novos alunos para o curso do astrólogo e chamar os evangélicos de evanjegues, dizer que o cigarro não faz mal e afirmar que enquanto a “santa” e “inocente” Inquisição não-existente trazia direitos humanos, Lutero e Calvino tiranizavam e matavam como verdadeiros demônios genocidas e ditadores.
A infiltração e influência do olavismo entre cristãos rasos e nominais, que se tornaram tradicionalistas antimarxistas no estilo de René Guénon, trouxe uma consequência: zumbis determinados a propagar o falso evangelho da Inquisição. Embora seja desonesto atribuir a onda conservadora no Brasil ao astrólogo (comprovadamente, essa onda é de origem evangélica, conforme reconhecido pela revista americana The Nation), é justo e honesto atribuir a ele a onda pró-Inquisição.
A Inquisição foi matança.
Defender matanças é característica de socialistas e muçulmanos. Essa característica o astrólogo possui em abundância.
Culpar a vítima é característica de socialistas e muçulmanos. Essa característica o astrólogo possui em abundância.
O socialista culpa a vítima. O muçulmano culpa a vítima. O bruxo culpa a vítima. É perfeitamente natural então que o astrólogo, que formou uma legião de adeptos tradicionalistas, diga: “Os meios tradicionalistas estão repletos de discípulos do Julio Severo.”
Cedo ou tarde, ele vai alegar que Julio Severo fundou a primeira escola de astrólogos do Brasil e é o maior propagandista de Guénon no Brasil!
Cedo ou tarde, ele vai alegar que Julio Severo é o maior defensor da Inquisição no Brasil!
É o conflito entre o falso conservadorismo gueniano e o conservadorismo evangélico energizado pelo Espírito Santo.
É um conflito que vem desde os dias de Moisés, quando ele e os feiticeiros do faraó podiam fazer varas se transformarem em cobras e água em sangue. Todos pareciam iguais, até que Deus interveio de modo sobrenatural para mostrar que não era tudo igual.
Quando o poder de Deus se manifesta, o que parece igual e divino é desmascarado em sua natureza de origem demoníaca. Foi assim no passado e será assim sempre.
Leitura recomendada sobre olavetes:
Leitura recomendada sobre o astrólogo Olavo de Carvalho:
Postar um comentário