22 de dezembro de 2017

Em maioria esmagadora, ONU aprova resolução condenando reconhecimento de Trump de Jerusalém como capital de Israel


Em maioria esmagadora, ONU aprova resolução condenando reconhecimento de Trump de Jerusalém como capital de Israel

Julio Severo
A Assembleia Geral da ONU (AGONU) em maioria esmagadora aprovou uma resolução na quinta-feira condenando a decisão do Presidente Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.
A resolução, patrocinada pela Turquia, que preside a cúpula da Organização de Cooperação Islâmica, é simbólica e não tem validade.
Os 128 países membros da AGONU votaram para condenar a medida de Trump, com apenas sete outros países se juntando aos EUA e Israel na votação contra a resolução. Houve 35 abstenções. A aprovação em maioria esmagadora da resolução anti-Israel foi aclamada como vitória para os palestinos.
A votação foi feita logo depois que a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, deu um aviso forte aos países que apoiam a resolução — recordando à AGONU acerca da assistência financeira que o governo americano fornece tanto à ONU quanto a muitos países membros.
“Nós nos lembraremos disso quando apelarem para nós mais uma vez para darmos a maior contribuição mundial à ONU,” ela disse. “E nós nos lembraremos quando muitos países aparecerem nos pedindo, como muitas vezes fazem, para pagar ainda mais e usar nossa influência para o benefício deles.”
Mesmo assim, países que recebem grande assistência dos EUA, inclusive Afeganistão, Egito, Jordânia, Paquistão, Nigéria, Etiópia, Tanzânia e África do Sul, apoiaram a resolução. A maior parte desses países é muçulmana. O Egito recebeu cerca de 1,4 bilhão de dólares em assistência americana neste ano, e a Jordânia cerca de 1,3 bilhão de dólares.
Trump tem há muito tempo se queixado de que os EUA carregam nos ombros uma parte desproporcional do fardo financeiro da ONU. “Eles pegam centenas de milhões de dólares e até bilhões de dólares e então votam contra nós,” ele disse encolerizado.
Mais desapontante para os EUA foi que a resolução foi patrocinada pela Turquia, um membro da OTAN e aliado islâmico tradicional dos EUA no Oriente Médio. A OTAN foi fundada em 1949 pelos EUA como uma aliança contra a extinta União Soviética.
A Arábia Saudita, outro forte aliado islâmico dos EUA, também votou contra Trump na ONU, apesar do fato de que em sua primeira viagem internacional, Trump deu toda a preferência aos sauditas, visitando primeiro a Arábia Saudita, e deixando Israel em segundo lugar. Trump fez uma venda de 110 bilhões de dólares em equipamento militar para a Arábia Saudita — que a Casa Branca disse que foi a “maior acordo de armas da história dos EUA.”
Embora presidentes americanos do Partido Democrático e do Partido Republicano tenham há muito tempo afirmado que Jerusalém é a capital de Israel, a declaração de Trump de mudar a Embaixada dos EUA para Jerusalém em 6 de dezembro foi o único passo para colocar em ação décadas de reconhecimento não oficial.
Com sua postura e atitude pró-Israel, Trump, que pode ser um novo Rei Ciro, superou todos os presidentes democráticos e republicanos.
Apesar da condenação da ONU, o governo de Trump não está cedendo à pressão internacional.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu condenou a votação da ONU em termos duros.
“Israel rejeita completamente essa resolução ridícula. Jerusalém é nossa capital, sempre foi, sempre será,” ele disse num vídeo postado online depois que a resolução foi aprovada.
A decisão de Trump de reconhecer Jerusalém provocou protestos em todo o mundo muçulmano e atraiu forte condenação internacional, inclusive do Vaticano, que tem tradicionalmente mantido uma postura negativa sobre Israel.
O Brasil, o maior país católico do mundo, apoiou a resolução turca e votou contra Trump e Israel. Ainda que os evangélicos brasileiros sejam fortemente pró-Israel, eles são minoria na população e no governo.
Os principais aliados dos EUA — Inglaterra, França, Itália, Japão e Ucrânia — estavam entre os 14 países do Conselho de Segurança da ONU, de 15 membros, que já haviam votado contra a decisão de Trump.
A corajosa decisão de Trump, a qual foi influenciada por sua principal base eleitoral de evangélicos, é um testemunho do legado evangélico americano, que é fortemente pró-Israel. Nenhuma outra religião é mais próxima de Israel do que o evangelicalismo.
A Bíblia, que foi divinamente escrita primeiro em hebraico, diz:
“Orem pela paz de Jerusalém” (Salmos 122:6 NVI)
Não há modo melhor de a paz vir do que Jerusalém sendo reconhecida como a capital unificada e eterna de Israel e os judeus, seus legítimos donos e habitantes, conhecendo Jesus como seu único Messias e Salvador. Oração fervorosa pode alcançar esses dois resultados urgentes.
Com informações de FoxNews, DailyMail e Associated Press.
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6 comentários :

  1. A ONU, junto com a União Europeia, são organizações anticristãs e antissemitistas, espero que Trump tenha peito para cortar qualquer vínculo com elas.

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  2. Muito bom. Se a maioria é contra, Trump está certo.

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  3. Mas uma vez Jesus é crucificado pelo mundo,ao negarem Jerusalém a Israel,estão negando a noiva ao noivo.

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    1. Não exatamente. A noiva é a Jerusalém celestial, não a terrena (Ap 21:9-10). Mas a terrena pertence ao povo escolhido por Ele.

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  4. O que me deixa indignado é saber que a maioria das nações cristãs em conluio com infiéis islâmicos concordaram com essa aberração.

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  5. A questão de Jerusalém define bem o carácter de Trump.

    Obviamente, e todos sabemos, que a embaixada americana não muda para Jerusalém.

    O tempo de implantação da embaixada passa muito além dos mandatos de Trump.

    Agrada á direita evangélica americana, alguma, e pega fogo á região.

    O problema é:

    Na zona há dois povos que ocupam um mesmo território. Os palestinos e os judeus.

    Ambos, mais os cristãos - que nem lá vivem - reinvidicam Jerusalém como a cidade dos seus deuses.

    Havendo dois povos que reinvidicam o mesmo território a única solução é dividir o território entre eles.

    Como tem de ser um compromisso ninguém vai ter tudo o que quer.

    Certamente Jerusalém terá de ser um território neutro sem ser pertença de ninguém mas do mundo.

    Os EUA colocaram-se de fora nesta questão.


    O governo de Israel nem deve ter gostado do oportunismo de Trump.

    Tem de bater palmas...

    Ahhh... Eu até simpatizou com a causa judaica por....ser judeu

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