11 de novembro de 2017

O Partido da Guerra avança implacavelmente


O Partido da Guerra avança implacavelmente

Pr. Chuck Baldwin
Quando o povo americano entenderá o fato de que os Estados Unidos não têm dois partidos políticos em Washington, D.C.? Existe um ÚNICO partido em Washington: o Partido da Guerra.
Não importa qual partido controle a Casa Branca ou o Congresso, o Partido da Guerra manda em tudo. Neocons belicistas no Partido Republicano e neoliberais belicistas no Partido Democrático controlam o governo federal dos EUA.
Oh, eles podem até fazer estardalhaço e se digladiar entre si por causa de questões nacionais e sociais (aborto, homossexualidade, assistência social, imigração, direitos civis, etc.), mas eles estão juntos, como irmãos, na questão que mais importa para eles: O Estado Belicista. Sim, essas questões nacionais são muito importantes — mas não para o Partido da Guerra.
Membros do Partido da Guerra podem ser pró-vida ou pró-aborto; desarmamentistas ou a favor do porte de armas; pró-“casamento” homossexual ou pró-casamento tradicional; pró-imigração ilegal ou pró-imigração legal; pró-expansão da assistência social ou contra essa expansão; mas todos no Partido da Guerra são unidos no apoio a guerras perpétuas.
Com pouquíssimas exceções, conduzir guerras no mundo é um direito sagrado para o Partido Republicano e para o Partido Democrata. Nada, absolutamente nada, une e inspira mais os neocons e os neoliberais do que guerras perpétuas. E nada enche mais os cofres dos neocons e dos neoliberais de dinheiro do que guerras perpétuas.
Na semana passada nesta coluna recordei às pessoas:
Os presidentes Bush, Obama e agora Trump lançaram quase 200.000 bombas e mísseis no Iraque, Afeganistão, Síria, Líbia, Paquistão, Iêmen e Somália. O índice de bombardeios de Trump ofusca tanto Bush quanto Obama; e Trump está no ritmo de lançar mais de 100.000 bombas e mísseis em países do Oriente Médio durante seu primeiro mandato de governo — o que equivaleria ao número de bombas e mísseis lançados por Obama durante sua presidência inteira de oito anos.
Agora, pare e pense. Os EUA lançaram 200.000 bombas (esse número é provavelmente maior do que isso a esta altura) em sete países do Oriente Médio — cada um comparável em tamanho aos estados do Alasca, Texas, Califórnia e Washington. Tente imaginar sete estados dos EUA sofrendo o bombardeio de 200.000 bombas. Pense na morte e destruição que nós, americanos, estamos apoiando com nossos impostos. Quantas pessoas inocentes são mortas com cada bomba e míssil? Estimativas moderadas calculam que centenas de milhares de pessoas inocentes já foram mortas (e quantas mais feridas e aleijadas?) na fajuta “guerra contra o terrorismo” feita pelos EUA.
Além disso, o ISIS está praticamente acabado. Mas não foram as bombas, mísseis ou tropas dos EUA que destruíram o ISIS. A verdade é que os EUA, a Inglaterra, Israel e a Arábia Saudita criaram o ISIS e lhes deram cobertura e apoio enquanto puderam. A mesma realidade é verdade com relação à al-Qaeda e ao talibã. Não, os EUA não destruíram o ISIS; quem destruiu o ISIS foi a Rússia. Essas organizações terroristas são apenas instrumentos e invenções do Partido da Guerra no governo americano, para dar ao povo americano um bicho-papão contra o qual lutar, de modo que o Partido da Guerra continue alimentando o complexo militar e o Estado Policial e Monitorador. Sem esquecer, é claro, a conexão dos petrodólares dos muçulmanos sauditas.
A aliança entre EUA, Israel e Arábia Saudita queria, [desde o governo de Obama com Hillary Clinton], destruir o governo de Assad na Síria e submeter a Síria à Nova Ordem Mundial. Mas, para tristeza deles, Vladimir Putin estragou esse plano enviando as forças armadas russas para destruir os terroristas do ISIS apoiados pelos EUA, Israel e Arábia Saudita, e salvar a Síria.
O Partido da Guerra que controlava G.H.W. Bush, Bill Clinton, G.W. Bush e Barack Obama — e que agora controla Donald Trump — decidiu usar o Afeganistão para manter o bicho-papão vivo no Oriente Médio. Trump acabou de enviar mais 4 mil soldados a esse país sitiado. O número total de tropas americanas agora no Afeganistão é 15.000. E, claro, Trump continua a demonizar o Irã, pois o Partido da Guerra e seus aliados precisam se certificar de que sempre haja um bicho-papão no Oriente Médio para nos preocupar.
Com o ISIS quase extinto, o Partido da Guerra precisa produzir mais bichos-papões contra os quais lutar.
O problema é: quase ninguém chega a se importar de notar isso. O povo americano da esquerda e direita está tão enfeitiçado com todas as distrações que o Partido da Guerra cria para eles que ninguém está olhando a verdadeira estratégia final: guerras perpétuas e até guerra nuclear.
Traduzido, editado e adaptado por Julio Severo do original em inglês do site de Chuck Baldwin: The War Party Marches On
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Um comentário :

Alexandre Costa disse...

Se o pib americano é puxado pela indústria bélica,nada mais natural que eles fomentem guerras ao redor do globo, é uma nação que sobrevive através do sofrimento alheio,espiritual,físico e mental, inclusive da própria população,quando um débil mental adquire armas legalmente pra fazer um massacre,aqui se faz,aqui se paga.