23 de novembro de 2017

Homeschooling a la Xuxa e Maria do Rosário?


Homeschooling a la Xuxa e Maria do Rosário?

Julio Severo
Uma personalidade legal importante no mundo da educação escolar em casa no Brasil tratou ontem a disciplina física como “agressão física contra seus próprios filhos,” deixando claro que “é melhor… deixar esse procedimento de lado em todas as situações.”
Para Alexandre Magno Fernandes Moreira, sem exceção em todas as situações os pais jamais devem disciplinar fisicamente os próprios filhos. Querendo ou não, ele está falando exatamente o que está na moda esquerdista.
Se a intenção dele é fazer com que Xuxa e Maria do Rosário deem uma força para a normalização do homeschooling no Brasil, dificilmente elas e outros esquerdistas não vão aplaudir. Tenho certeza de que logo que elas ficarem sabendo da opinião liberal dele, elas vão dar todo apoio.
O texto completo de Alexandre, intitulado “Castigos físicos nos filhos: porque mudei de opinião,” diz:
Sempre fui a favor castigos físicos moderados aplicados pelos pais em situações bem específicas, depois que as outras opções já estiverem esgotadas. Hoje, depois de muito refletir e por amor às minhas filhas, mudei radicalmente de opinião.
A partir do momento em que você considera correta qualquer espécie de agressão física contra seus próprios filhos, fica muito, muito difícil mantê-la sobre controle. Daí, você acaba se dando permissão, mesmo que inconsciente, para utilizá-la em momentos de raiva, nos quais você não tem absolutamente nenhum controle sobre si mesmo.
Então, é melhor reconhecermos nossas limitações e deixar esse procedimento de lado em todas as situações. Autocontrole também se ensina em casa e os primeiros a demonstrá-lo devem ser os pais. Ah, isso se aplica a também a gritos e quaisquer outras formas de descontrole emocional dos pais.
PS: que venham as pancadas da patrulha do politicamente incorreto (cada vez mais atuante e tentando alcançar o poder de constrangimento da patrulha do politicamente correto).
O que você precisa ser para alcançar esse entendimento? Um homem altamente inteligente? Não. Apenas uma Xuxa, uma Maria do Rosário ou qualquer outro esquerdista.
A pergunta que fica é: A doutrinação esquerdista está invadindo o homeschooling do Brasil? O que virá em seguida? Xuxa e Maria do Rosário dando palestras sobre os supostos malefícios dos castigos físicos em eventos de homeschooling?
Em meus mais de 20 anos de envolvimento no homeschooling e sua defesa no Brasil, é a primeira vez que vejo uma invasão de ideias esquerdistas num movimento que ainda não é grande no Brasil.
No final de sua opinião sobre castigos físicos, Alexandre diz “que venham as pancadas da patrulha do politicamente incorreto,” como se a opinião dele fosse uma postura heroica numa sociedade, governo e mídia que encorajam dia e noite castigos físicos nos filhos.
É totalmente o contrário. A opinião de Alexandre ecoa perfeitamente, e é fruto, as doutrinações esquerdistas onipresentes no sistema educacional formal (por onde Alexandre passou), mídia e governo. Só para lembrar: desde a aprovação da Lei da Palmada em 2014, castigo físico é crime no Brasil.
Querendo ou não, Alexandre está com a maioria — a maioria esquerdista. Ele está com a lei também — exatamente a infame Lei da Palmada de Xuxa e Maria do Rosário.
Então, gente como Alexandre pode tranquilamente expressar suas opiniões liberais a la Xuxa e Maria do Rosário sem nenhum espancamento do governo, das leis e da mídia. Ele não enfrenta nenhuma ameaça deles.
Mas pais que educam em casa e acreditam em valores superiores às imposições estatais, inclusive a Lei da Palmada, correm perigo.
Os méritos de Alexandre na luta legal pelo homeschooling no Brasil devem ser reconhecidos, embora ele mesmo tenha muita dificuldade de reconhecer que, antes dele, já havia luta e homeschooling.
Mas fato é fato. Enquanto, para alegria de Xuxa e Maria do Rosário, Alexandre Magno Fernandes Moreira prefira fazer a vontade do governo e da esquerda no que se refere a castigos físicos, outros pais olham para valores e fontes maiores.
Mesmo sabendo que os seres humanos que Ele criou são imperfeitos, Deus deu em Sua Palavra orientações bem específicas sobre disciplina de crianças.
Vejamos o que a Bíblia diz do que Alexandre chama de “agressão física”:
“Aquele que poupa a vara odeia seu filho, mas aquele que o ama tem o cuidado de discipliná-lo”. (Provérbios 13:24 NIV)
“Quem se recusa a surrar seu filho o odeia, mas quem ama seu filho o disciplina desde cedo”. (Provérbios 13:24 GW)
“Aquele que poupa sua vara [de disciplina] odeia seu filho, mas aquele que o ama o disciplina com diligência e o castiga desde cedo”. (Provérbios 13:24 Bíblia Ampliada)
“Os açoites que ferem, purificam o mal; E as feridas alcançam o mais íntimo do corpo.” (Provérbios 20:30 TB)
“Os castigos curam a maldade da gente e melhoram o nosso caráter.” (Provérbios 20:30 NTLH)
“Os golpes e os ferimentos eliminam o mal; os açoites limpam as profundezas do ser”. (Provérbios 20:30 NVI)
“É natural que as crianças façam tolices, mas a correção as ensinará a se comportarem.” (Provérbios 22:15 NTLH)
“A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele.” (Provérbios 22:15 RC)
“A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela”. (Provérbios 22:15 NVI)
“Todas as crianças são sem juízo, mas correção firme as fará mudar”. (Provérbios 22:15 CEV)
“A crianças por natureza fazem coisas tolas e indiscretas, mas uma boa surra as ensinará como se comportar”. (Provérbios 22:15 GNB)
“Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” (Provérbios 23:13-14 RC)
“Não evite disciplinar a criança; se você a bater nela e castigá-la com a vara [fina], ela não morrerá. Você a surrará com a vara e livrará a alma dela do Sheol (Hades, o lugar dos mortos)”. (Provérbios 23:13-14 Bíblia Ampliada)
“Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. (Provérbios 23:13-14 RA)
“Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte”. (Provérbios 23:13-14 NTLH)
“Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura”. (Provérbios 23:13-14 NVI)
“É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo a sua mãe passar vergonha”. (Provérbios 29:15 NTLH)
“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RA)
“A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RC)
“Uma surra e um aviso produzem sabedoria, mas uma criança sem disciplina envergonha sua mãe”. (Provérbios 29:15 GW)
Contudo, embora favoreça surras com vara, a Palavra de Deus não apoia o excesso e a violência:
“Corrija os seus filhos enquanto eles têm idade para aprender; mas não os mate de pancadas”. (Provérbios 19:18 NTLH)
“Castiga teu filho enquanto há esperança, mas para o matar não alçarás a tua alma”. (Provérbios 19:18 RC)
“Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo”. (Provérbios 19:18 RA)
“Corrija seus filhos antes que seja tarde demais; se você não castigá-los, você os está destruindo”. (Provérbios 19:18 CEV)
“Discipline seus filhos enquanto você ainda tem a chance; ceder aos desejos deles os destrói”. (Provérbios 19:18 MSG)
Não é só a sabedoria antiga da Bíblia que mostra o valor dos castigos físicos. O Dr. James Dobson, famoso psicólogo evangélico americano, disse:
O castigo físico, quando utilizado de forma amorosa e adequada, é benéfico para uma criança porque está em harmonia com a própria natureza. Considere o propósito de dores menores na vida de uma criança e como ela aprender com a dor. Suponha que o Pedrinho, de dois anos, puxe uma toalha de mesa, de modo que o vaso de rosas, que está na mesa, o atinja bem na cabeça. Com essa dor, ele aprende que é perigoso puxar a toalha da mesa, a menos que ele saiba o que está em cima dela. Quando ele toca num forno quente, ele rapidamente aprende que o calor tem de ser respeitado. Se ele chegar a viver cem anos, ele nunca mais tentará tocar num forno. Ele aprende a mesma lição quando puxa o rabo do cachorro e prontamente leva uma mordida na mão, ou quando sai do assento de bebê quando a mãe não está observando e acaba descobrindo tudo sobre a lei da gravidade.
Durante os anos de infância, ele tipicamente acumula galos, machucados, arranhões e queimaduras menores, cada um lhe ensinando acerca dos limites da vida. Essas experiências o tornam uma pessoa violenta? Não! A dor associada a esses eventos o ensina a evitar cometer os mesmos erros de novo. Deus criou esse mecanismo como valioso instrumento de instrução.
Quando um pai ou uma mãe administra uma surra razoável em resposta a uma desobediência deliberada, uma mensagem sem palavras está sendo dada à criança. Ela precisa entender que não só há perigos no mundo físico que devem ser evitados. Ela precisa também estar atenta aos perigos de seu mundo social, tais como desafio, desrespeito, egoísmo, pirraças, conduta que coloca a vida dela em perigo, aquilo que machuca os outros, etc. As dores menores associadas a esse mau comportamento tendem a inibi-lo, exatamente como o desconforto opera para moldar o comportamento no mundo físico. Essas dores não lhe ensinam ódio, nem trazem como conseqüência a rejeição, nem tornam a criança mais violenta.
Dobson é autor do livro “Ouse Disciplinar,” que trata exclusivamente da importância dos castigos físicos para o desenvolvimento saudável da criança.
Fazer como Xuxa, Maria do Rosário e Alexandre fazem — tratar todo castigo físico como “agressão” — é um insulto para milhões de cristãos que obedecem à Bíblia. É um insulto também para centenas de milhares de famílias americanas que educam seus filhos em casa dessa forma.
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