14 de novembro de 2017

Cidade liberta do ISIS ou ISIS liberto da cidade?


Cidade liberta do ISIS ou ISIS liberto da cidade?

Julio Severo
O presidente Donald Trump aclamou a derrota do ISIS em outubro passado na cidade síria de Raqqa — a última grande fortaleza urbana do Estado Islâmico (ISIS).
Foto mostra homens do ISIS fortemente armados com máscaras e roupas de combate apertados na parte de trás de veículos que formaram o comboio imenso
Segundo as notícias, forças apoiadas pelos EUA libertaram completamente Raqqa, que era a capital autoproclamada do ISIS na Síria.
Trump disse: “As fortalezas do ISIS em Mosul e Raqqa” foram libertas “como resultado” de ordens que ele deu aos comandantes americanos durante seus primeiros dias no cargo. “Fizemos, junto com nossos parceiros de coalizão, mais progresso contra esses terroristas malignos nos vários meses passados do que nos vários anos passados.”
Essas “forças apoiadas pelos EUA” e “parceiros de coalizão dos EUA” incluíram a Arábia Saudita e os rebeldes sírios, sustentados no passado por Obama e agora sustentados por Trump.
Resultado? Ainda que muitas reportagens tivessem indicado uma vitória total com uma extinção esperada do ISIS em sua capital na Síria, a realidade foi diferente. Não houve nenhuma extinção.
De acordo com o DailyMail, 4.000 militantes do ISIS e suas famílias teriam recebido permissão para deixar Raqqa num comboio longo de seis quilômetros, acrescentando: “Testemunhas disseram que o comboio incluía números ‘imensos’ de terroristas estrangeiros — inclusive alguns que falavam inglês — que segundo disseram desde então se espalharam na Síria e foram para a Turquia, potencialmente a caminho da Europa.”
ISIS em 2014
O comboio do ISIS estava carregando toneladas de armas e munição. Os terroristas do ISIS tiveram permissão de partir carregando fuzis AK47s em cima de algumas de suas caminhonetes e trailers.
As “forças apoiadas pelos EUA” e “parceiros de coalizão dos EUA” monitoraram o comboio do ar, jogando fogos de sinalização para ajudar os motoristas do ISIS nos 163 veículos, inclusive caminhões e ônibus, a se direcionar nas estradas.
Meu coração chora porque quando os cristãos na Síria e Iraque estavam sendo dizimados pelo ISIS, não havia “forças apoiadas pelos EUA” e “parceiros de coalizão dos EUA” monitorando e protegendo comboios cristãos para escapar do ISIS. Aliás, enquanto o ISIS tem modernos carros americanos, os cristãos perseguidos pelo ISIS não tinham nenhum carro moderno para escapar.
Eles não tinham toneladas de armas e munição para se defender do ISIS.
Os cristãos não escaparam, pois ninguém os ajudou. O ISIS escapou.
EUA e seus aliados muçulmanos “contra” o ISIS
Ainda que o governo de Trump quisesse exterminar os terroristas do ISIS, a Arábia Saudita permitiu que eles deixassem e mudassem para outras partes da Síria.
Como é que esse resultado triste poderia ser diferente? Os rebeldes sírios têm em grande parte ajudado o ISIS e lutado contra o governo sírio, a única resistência local real ao ISIS.
Como o ISIS, os rebeldes sírios, apoiados pela Arábia Saudita e os EUA desde Obama, também perseguem e massacram cristãos.
A Arábia Saudita não tinha nenhuma permissão de invadir a Síria, mas mesmo assim o fez.
Os Estados Unidos sob Obama tinham e sob Trump têm permissão de invadir a Síria? Não, mas mesmo assim invadiram. Se Trump quisesse combater o ISIS na Síria, ele não poderia ter uma parceria com a Arábia Saudita, aliada do ISIS. E ele precisava de permissão do governo sírio e parar de financiar e armar os rebeldes sírios que desde Obama lutam para derrubar o governo sírio.
A Rússia está na Síria por permissão direta do governo sírio. É de duvidar que a Rússia permitiria que os terroristas do ISIS escapassem de Raqqa. Mas os EUA e seus parceiros de coalizão fizeram exatamente isso.
Os cristãos no Ocidente jamais podem esquecer que o ISIS é uma máquina de genocídio contra cristãos na Síria e Iraque.
Por que os EUA e seus parceiros de coalizão permitiram que essa máquina de genocídio escapasse?
É hora de os EUA se sentarem à mesa e convidarem a Síria para ser parceira, pois só a Síria vem lutando decisivamente contra o ISIS.
É hora de os EUA pedirem desculpas por apoiarem os rebeldes sírios desde Obama e por invadirem a Síria sem a permissão de seu governo.
É hora de os EUA pedirem desculpas à Síria porque Obama criou o ISIS, que devastou a população cristã síria.
Se os EUA podem ter a Arábia Saudita, o principal patrocinador do terrorismo islâmico mundial e inimiga dos cristãos, como parceira, por que é que os EUA não podem ter como parceira a Síria, cuja população cristã foi a vítima principal do ISIS apoiado pelos sauditas?
Obama criou confusão genocida contra os cristãos na Síria. A confusão continua.
Raqqa não foi liberta do ISIS. O ISIS foi liberto de Raqqa.
Com informações do DailyMail e the DailyBeast.
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2 comentários :

Thel Araújo disse...

Os cristãos fiéis não precisam de nenhuma ajuda humana, para nós basta confiarmos em Deus e em nosso Senhor Jesus Cristo e nada mais.
Os fiéis de verdade nunca estiveram desamparados na Síria ou em qualquer parte do mundo.
Lembrando que usar a alcunha de cristão sem ser de fato um cristão pouco importa contra o diabo.

TEREZINHA RODRIGUES DO NASCIMENTO disse...

Trata-se apenas de relato mostrando o resultado da hipocrisia humana e profetizando a recompensa que os EUA certamente terão por abandonar cristãos e apoiar terroristas.